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Harry Potter: Ilustrações inéditas dos livros da saga são divulgadas

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Sabryna Esmeraldo, no Aficionados

Em comemoração aos 20 anos da publicação de Harry Potter e a Pedra Filosofal nos Estados Unidos, o jornal americano The New York Times divulgou algumas ilustrações inéditas das versões americanas dos livros da saga. Além disso, foi publicada ainda uma carta que o editor americano escreveu na época do lançamento, prevendo o sucesso da obra.

Vale lembrar que as artes usadas nas capas dos Estados Unidos foram as mesmas que estampam até hoje as versões brasileiras dos sete volumes de Harry Potter. Além disso, o formato das letras do nome “Harry Potter” criado pela artista Mary GrandPré (com o raio no “P”) também foi o utilizado nos oito filmes da franquia.

As ilustrações inéditas e a carta do editor

Foi apenas após rejeições de inúmeras editoras, que Joanne Rowling conseguiu publicar seu manuscrito sobre o menino órfão que não sabia que era um bruxo. Na Inglaterra, foi a Bloomsbury que apostou no sucesso do livro, mal sabendo o fenômeno mundial que viria a se tornar.

Um ano depois, Harry Potter and the Philosopher’s Stone chegou aos Estados Unidos, onde foi publicado com o título de Harry Potter and the Sorcerer’s Stone, pela Scholastic. A edição americana também ganhou novas artes de capa e um letreiramento distinto para o título, ambos assinados pela artista Mary GrandPré.

Na ocasião dos 20 anos da publicação da obra, o The New York Times divulgou algumas artes inéditas até então, além de uma carta escrita pelo editor americano para a mídia e as livrarias. Confira abaixo a tradução do conteúdo da carta (acima) e as ilustrações até então não vistas.

Ilustração inédita feita para Harry Potter e o Príncipe Mestiço

“Estar presente na estreia de um glorioso novo talento é uma das maiores alegrias que um editor pode ter. Com Harry Potter e a Pedra Filosofal, nós nos unimos a editoras na Inglaterra, na França, na Alemanha, na Itália, na Holanda, na Grécia, na Finlândia e na Dinamarca nos aplausos à chegada de J.K. Rowling, e nas emoções com as aventuras de Harry Potter e seus amigos.”

Letreiramento original feito por Mary GranPré para Harry Potter e a Pedra Filosofal

“Eu posso ser apenas um ‘trouxa’ (veja no livro), mas como um leitor eu conheço magia quando a sinto. Como mais descrever um livro que faz você rir junto com os personagens? Que faz você se preocupar com eles? Que faz você resistir a passar as páginas para descobrir o que acontece porque você tem receio de estar perdendo algum detalhe fantástico?”

Ilustração para Harry Potter e a Ordem da Fênix. Destaque para o Largo Grimmauld n°12.

“Eu prevejo que você também vai encarar um outro dilema: dividir isto com os amigos, ou mantê-lo para você, sabendo o quanto esta edição do leitor do primeiro livro de J.K. Rowling vai valer nos próximos anos.”

O próximo filme do Potterverse a ser lançado será Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald, no dia 15 de novembro.

Conheça a história de superação de J.K.Rowling, criadora da série Harry Potter

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A escritora, que passou por desemprego e dificuldades, tornou-se a primeira pessoa a ficar bilionária vendendo livros.

Debora Carvalho, no Blasting News

Joanne Rowling, atualmente conhecida pelo pseudônimo #J.K.Rowling, nasceu em 31 de julho de 1965, em Chipping Sodbury, nas proximidades de Bristol, na Inglaterra. Talvez por um capricho da autora, ou por considerá-lo uma espécie de alter ego, o bruxinho #Harry Potter, sua maior criação, e o principal responsável pela fama de Rowling, também nasceu em um dia 31 de julho.

J.K. Rowling conta que sempre teve muita imaginação e que gostava de escrever desde criança. Ela e sua irmã, Di, costumavam brincar de fazer mágicas e encenavam peças de teatro. Rowling se lembra da primeira história que escreveu: ”era sobre um coelho. Eu tinha 6 anos.”, conta.

Na mesma rua em que Joanne morava com sua família, morava uma família de sobrenome Potter. Na casa, viviam Ian e Vicky Potter, que costumavam brincar com Joanne e sua irmã. Apenas muitos anos depois, Joanne viria a se lembrar dos vizinhos da infância, quando, durante uma viagem de trem, a ideia mais incrível de sua vida lhe veio à mente – a história de um menino, de sobrenome Potter.

Joanne se formou em língua francesa pela Universidade de Exeter; seus pais desejavam que a filha fosse secretária bilíngue. Joanne, no entanto, percebeu logo que não levava jeito para a profissão, e frequentemente, deixava de fazer as atas das reuniões para rabiscar histórias nos papéis.

Foi em 1990, durante uma viagem de trem de Manchester até Londres, que a ideia mais incrível de J.K.Rowling veio à tona. Seu trem estava quatro horas atrasado, e foi durante este tempo que ela desenvolveu a história de Harry Potter, um menino órfão aparentemente comum, que aos 11 anos, descobre que é um bruxo. Joanne conta que passou todo o tempo da viagem apenas pensando em como a história se desenvolveria, pois não tinha nem caneta e nem papel para anotá-la.

Em dezembro de 1990, um triste acontecimento se abateu sobre Rowling. Sua mãe, portadora de esclerose múltipla, veio a falecer. Após o acontecimento, Joanne ficou muito abalada e resolveu passar um tempo vivendo na cidade do Porto, em Portugal, onde passou a ministrar aulas de inglês. Nessa época, ela elaborou seu plano inicial para a história de Harry Potter: seriam sete #Livros, que corresponderiam aos sete anos de Harry na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts.

Em Portugal Joanne se casou e teve uma filha, Jéssica; porém seu casamento com o jornalista Jorge Arantes foi bastante conturbado, e eles se separaram quando Jéssica ainda era bebê. Joanne se mudou com Jéssica para Edimburgo, na Escócia, em 1994. Chegou a desenvolver depressão, pois não tinha perspectiva de carreira e nem dinheiro, já que dependia inteiramente do seguro-desemprego oferecido pelo governo britânico, mas estava determinada a terminar seu primeiro livro. Joanne cuidava da filha durante a maior parte do dia, e quando a menina dormia, colocava-a em um carrinho de bebê e sentava-se para escrever em um café próximo à seu apartamento. Foi neste café, que enfim, Rowling terminou de escrever o primeiro volume da série Harry Potter.

Rowling enviou o manuscrito a um agente literário, que enviou o texto de volta à Joanne com uma carta educada de recusa. A autora, no entanto, não desistiu e enviou o manuscrito a Christopher Little, agente literário que encaminhou a obra à editora Bloomsbury. A editora sugeriu que a escritora usasse suas iniciais em vez de seu nome, para evitar que os leitores meninos tivessem algum tipo de preconceito com um livro escrito por uma mulher. Joanne, então, pegou emprestada a letra ‘K’ do nome de sua avó favorita, Kathleen. E assim nascia J.K.Rowling.

A revista Forbes nomeou Rowling como a primeira pessoa a se tornar bilionária escrevendo livros. A autora, no entanto, doou tanto dinheiro à caridade que hoje já não faz mais parte da lista de bilionários da Forbes. Mesmo assim, Joanne ainda possui uma fortuna estimada em US$ 840 milhões, além de uma história inspiradora de superação.

De desempregada a bilionária: conheça a história da autora da saga Harry Potter

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Ben Pruchnie/Getty Images

J. K. Rowling tem uma fortuna estimada pela Forbes em US$ 1 bilhão

Livia Maria, no Administradores

O ano era 1990 e Joanne Rowling estava em um trem, viajando entre a cidade inglesa de Manchester e a capital Londres, exatamente para a estação ferroviária de King’s Cross. Durante o trajeto de quatro horas, as ideias sobre a história de um jovem bruxo de cabelos negros, óculos redondos e sobrenome Potter tomaram sua atenção. Ela começou a rabiscar o que se tornaria a saga literária infanto-juvenil com adaptação para o cinema mais lucrativa da história.

Nos quatro anos seguintes, Rowling elaborou uma complexa história envolvendo criaturas mágicas, mitologias, mas principalmente histórias de amizade e amor. A hoje riquíssima e reconhecida autora, entretanto, não percorreu um caminho fácil até a publicação do seu primeiro “Harry Potter e a Pedra Filosofal”, exatamente há 17 anos. No fim de 1994, Joanne era uma mãe solteira que morava em Edimburgo, na Escócia, dependia do seguro-desemprego concedido pelo governo britânico e não via nenhuma perspectiva financeira. Seus dias eram dedicados aos afazeres domésticos e cuidados com a filha recém-nascida, que quando dormia era arrastada pela mãe em um carrinho para o café mais próximo, onde Rowling se dedicava por horas e horas às aventuras e dramas de Harry Potter – muitos dos quais refletiam momentos específicos da sua vida igualmente bagunçada.

Com o manuscrito em mãos, Joanne o enviou para um agente literatário, que o devolveu com uma educada carta de recusa. Sorte de Christopher Little, que acreditou no potencial da autora e ofereceu o manuscrito à editora Bloomsbury, que sugeriu o uso de iniciais em vez do nome da autora, por acreditar que os garotos teriam preconceito com uma autora mulher. Harry Potter chegaria às livrarias inglesas em 26 de junho de 1997, sob autoria de J. K. Rowling.

Com o adiantamento recebido da editora, J. K. Rowling, que dava aulas de francês para se sustentar, pode enfim se dedicar exclusivamente à literatura. Hoje, todos seus livros viraram best-sellers, com mais de 600 milhões de cópias vendidas e traduzidos para 68 idiomas em mais de 200 países.

O sucesso dos seus livros a transformou de desempregada e bilionária, em 2004. Sua fortuna era estimada pela Forbes em 1 bilhão de dólares, colocando-a financeiramente a frente até da Rainha Elizabeth II, que tinha uma fortuna pessoal estimada em 660 milhões de dólares. Além do dinheiro que ganha com os livros, Rowling ainda recebe royalties pela venda dos diversos produtos baseados na franchising criada pelo igual sucesso da série no cinema.

Apesar de bilionária, ela não perdeu seu ar pacato e simples, sendo que uma de suas primeiras extravagâncias foi a compra de uma mansão do século XIX, na Escócia. Hoje, Rowling dedica-se à ajuda de causas humanitárias, escrita de novas histórias, à criação dos filhos e ao casamento com o médico Neil Murray.

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