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Maestro João Carlos Martins: “Dor na alma é pior do que no físico”

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maestro joão carlos martins

SIMPATIA EM BH – João Carlos Martins rege cerca de 170 concertos por ano

 

Elemara Duarte, no Hoje em Dia

O maestro e pianista João Carlos Martins, aos 75 anos, lança a biografia “Maestro! – Uma biografia: A Volta Por Cima de João Carlos Martins e Outras Histórias” (Editora Gutenberg). Ele esteve em Belo Horizonte nesta terça-feira (10) para autografar a publicação fruto da pesquisa do jornalista Ricardo Carvalho.

Martins começou a fazer aulas de piano aos 7 anos e com apenas 20 já se apresentava no Carnegie Hall, nos Estados Unidos, um dos mais importantes palcos do mundo. Anos depois, ele tornou-se um dos mais importantes intérpretes de Johann Sebastian Bach (1685-1750).

Mas ao lado do raro dom e da intensa dedicação aos estudos, Martins teve de lutar contra um distúrbio neurológico, caracterizado por contrações musculares involuntárias progressivas. Foi então que, literalmente, a história pessoal do simpático e popularíssimo João Carlos Martins se tornou um livro aberto. Mais especialmente para os brasileiros, após a luta dele para superar os traumas físicos.

A doença afetou as habilidades motoras de Martins e o impediu de se dedicar plenamente à sua paixão pelo piano. Assim, aos 62 anos, o quadro físico o empurrou para buscar outros caminhos, e foi na regência que ele descobriu a direção. Hoje, como maestro, ele chega a realizar 170 concertos por ano.

Mas e a biografia? “Já foram feitos três documentários sobre a minha vida. Mas, há cerca de dez anos, o Ricardo Carvalho veio até mim dizendo que queria fazer a minha biografia”, lembra, ao Hoje em Dia, durante a sessão de autógrafos na Livraria Leitura, no Pátio Savassi.

A partir de então, Martins passou a se lembrar dos “detalhes’ da trajetória já conhecida e admirada pelos fãs, incluindo a primeira vez em que sentiu uma “distonia” – dor e movimento involuntário, no caso do músico, na mão. “Eu tinha 17 para 18 anos. Eu disse: ‘Pai, não consigo voltar ao palco para o bis’. No fundo, eu tive que conviver com esta dor até hoje”.

A biografia também traz fotos de família e da carreira do obstinado músico. “O importante é que ele (Ricardo) captou que eu nunca abandonei o meu sonho. Foram-se as mãos e ficou a música”, ensina o maestro.

Hoje, ele trabalha em projetos sociais em todo país para o desenvolvimento musical de jovens das periferias. Nesta proposta, ele criou a Fundação Bachiana. A instituição possui inclusive uma orquestra.

Teimosia? Amor pela música? Trabalho? Sorte? Talvez um pouco de tudo isso. Pelo menos, um número predileto o maestro conserva para esta última pergunta. “Sete é meu número de sorte. Ganhei o meu primeiro concurso em um dia 7, comecei a ter aulas de piano aos 7 anos…”, lembra.

Então, sete palavras para o Maestro, por favor!

1 – Amor
“Não se pode viver sem”.

2 – Obstinação
“Cumprir o seu destino”.

3 – Dor
“Na alma é pior do que no físico”.

4 – Inesquecível
“A minha volta como maestro ao Carnegie Hall”.

5 – Música
“Explica que Deus existe”.

6 – Autoconhecimento
“Um dia vou chegar lá”

7 – Futuro
“Meu projeto para os próximos 25 anos”.

…O senhor está com 75 anos. Então acredita que vai viver até os 100?
“E eu estou sendo modesto, pois meu pai viveu até os 102”. (Risos)

Concurso Cultural Literário (137)

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Maestro!
A volta por cima de João Carlos Martins e outras histórias…

Maestro! Escrita por Ricardo Carvalho, a biografia de João Carlos Martins desvenda o homem por trás do mito, revelando a rotina de luta e superação de um dos maiores artistas brasileiros e um dos melhores pianistas do mundo.

Possuidor de um talento único, João Carlos construiu uma carreira de sucesso, mas uma sequência de tragédias pessoais afetou seriamente o movimento de suas mãos e o impediu de se dedicar plenamente à sua paixão pelo piano.

Por seis vezes, ele se viu obrigado a abandonar a carreira e chegou a fazer mais de 20 cirurgias para recuperar o pleno movimento das mãos. Até que, aos 64 anos, para não se afastar da música, ele virou maestro.

Desde então, criou a Fundação Bachiana para levar música clássica para as periferias das cidades e percorre o Brasil e o mundo com a sua orquestra, provando que persistência e força de vontade são fundamentais para a superação de problemas, mas que as vitórias só são alcançadas quando não se abandona a esperança!

……………

Em parceria com a Gutenberg, vamos sortear 3 exemplares de Maestro!, lançamento ansiosamente aguardado por todos.

Para concorrer, basta completar a frase abaixo na área de comentários:

“Quero ler a biografia do maestro João Carlos Martins porque…”

Se participar via Facebook, por gentileza deixe o e-mail de contato.

Para ficar sempre por dentro das novidades e promoções, sugerimos que curta as páginas dos envolvidos neste concurso cultural:

O resultado será divulgado dia 24/11 neste post.

Boa sorte! 🙂

 

Atenção para os sorteados:

 

Ana Claudia Neves

Fernanda Castilho Machado

Karen Marinho Maciel Guedes

João Carlos Martins emociona na abertura da Bienal do Livro

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João Carlos Martins disse: eu nunca vou parar com essa teimosia, a respeito do fato de não poder mais tocar piano. Foto: Vagner Campos/Terra

João Carlos Martins disse: “eu nunca vou parar com essa teimosia”, a respeito do fato de não poder mais tocar piano
Foto: Vagner Campos/Terra


GISELE ALQUAS, no Terra.com

O maestro João Carlos Martins emocionou o público presente na solenidade de abertura da 22º Bienal Internacional do Livro de São Paulo, nesta quinta-feira (9), no Pavilhão de Exposições do Anhembi, ao tocar o Hino Nacional Brasileiro com a Orquestra Bachiana do Sesi de São Paulo. Depois de reger, o músico declarou: “eu nunca vou parar com essa teimosia”, a respeito do fato de não poder mais tocar piano, mas insistir. Martins foi aplaudido de pé.

O evento contou com a presença do prefeito de São Paulo Gilberto Kassab, da Ministra da Cultura Ana Buarque de Hollanda, do Secretario Estadual da Cultura Marcelo Araújo, que representou o governador Geraldo Alckmin, entre outras autoridades. A solenidade foi apresentada por Zeca Camargo, um dos curadores da Bienal. O jornalista explicou a importância do tema Livros Transformam o Mundo, Livros Transformam Pessoas e dos homenageados Jorge Amado, Nelson Rodrigues e os 90 anos da Semana de Arte Moderna de 22, que lançou escritores como Heitor Villa-Lobos, Di Cavalcanti, entre outros.

A presidente da Câmara Brasileira do Livro (CBL), Karina Pansa, destacou que, nesta edição, a Bienal do Livro espera receber 800 mil visitantes, 60 mil a mais do que no ano passado. “Vamos focar na visitação escolar, que é uma das ações mais importantes do evento. Nosso objetivo é estimular cada vez mais a leitura. Serão 1.250 horas de programação cultural”, frisou.

Marcelo Araújo falou dos incentivos do Governo do Estado para fortalecer a leitura e anunciou que neste ano a secretaria irá promover dois concursos: de Sarau e de Literatura, com o objetivo de encontrar novos autores e escritores no Brasil. Kassab ressaltou o apoio da prefeitura à Bienal e que a expectativa é de que 10 mil alunos das escolas municipais, acompanhados de 500 professores, são esperados no evento. “O número de estudantes em busca da leitura evoluiu, mais ainda é pouco. É uma luta constante”, disse o prefeito.

Ana de Hollanda fez questão de exaltar a cidade de São Paulo como sede da Bienal. A ministra, que estudou na capital, contou que foi em São Paulo que ela “descobriu os livros” por meio de seu pai. “Cresci em uma casa modernista, cercada de livros por todos os lados. Os livros fazem parte da formação de todos. E estou muito feliz que neste ano os homenageados são Jorge Amado, Nelson Rodrigues e a Semana de Arte Moderna 22”, enfatizou. A 22º Bienal Internacional do Livro vai até 19 de agosto.

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