Contando e Cantando (Volume 2)

Posts tagged joão paulo cuenca

Descaracterização do Rio é tema de novos romances

0
Conjunto de prédios na Selva de Pedras, Leblon: bolha imobiliária é tema central de ‘A casa cai’, novo romance de Marcelo Backes - Agência O Globo / Gustavo Miranda

Conjunto de prédios na Selva de Pedras, Leblon: bolha imobiliária é tema central de ‘A casa cai’, novo romance de Marcelo Backes – Agência O Globo / Gustavo Miranda

‘A casa cai’, quarto romance de Marcelo Backes, é a mais recente de uma série de ficções que abordam as transformações urbanas da cidade

Bolívar Torres, em O Globo

RIO — Transformações urbanas sempre foram uma fonte inesgotável de boas histórias. No momento em que a paisagem do Rio vive uma de suas maiores reconfigurações, com a herança da Copa do Mundo no retrovisor e as Olimpíadas no horizonte, a literatura nacional começa a se interessar pelo custo econômico e social das mudanças. Lançado em outubro, “A casa cai”, quarto romance de Marcelo Backes, é um exemplo recente dessa nova produção, que promete explorar temas como gentrificação, especulação e descaracterização. Ao mesmo tempo em que retrata o desmoronamento afetivo de uma família, o autor faz um panorama da explosão imobiliária do Rio, exibindo uma cidade revolvida por desmontes.

— É curioso, mas quando tive a ideia de escrever o livro e até quase o momento de entregar os originais, o debate sobre as mudanças urbanas do Rio ainda não havia atingido a esfera pública. Eram questões que jorravam no subsolo — conta Backes, que também é tradutor e professor na Casa do Saber O GLOBO. — A inspiração surgiu quando me mudei para o Rio, em meados de 2007. Não conhecia nada da cidade e andava pelo Leblon intrigado. Estranhava o significado da Selva de Pedra e tentava entender porque não havia sobrado nada horizontal. Queria escrever sobre um indivíduo que resolve construir uma casa em uma época em que não se constroem mais casas, e em que não se serve mais chá para ninguém.

Em “A casa cai”, o Rio é um imenso canteiro de obras. A esfera íntima dos personagens cruza a história pública, e o destino de cada um está inexoravelmente ligado ao sobe e desce das edificações. Ao receber uma herança indesejada, o protagonista é obrigado a administrar o patrimônio do seu pai, que esconde zonas de sombra, como a eliminação de comunidades pobres da Zona Sul. Seminarista que passou a vida fugindo do ambicioso e inescrupuloso empreendedorismo paterno, ele decide reformar uma moradia modesta na Selva de Pedra, em vez de optar por um espaço mais nobre. Logo descobre, porém, que o lugar escolhido foi construído sobre os escombros da Praia do Pinto, favela removida pelo governo no final dos anos 60. Por mais que tente, o personagem não consegue escapar à lógica perversa que ajudou a gerar a fortuna familiar.

Se em seu romance anterior, “Último minuto” (Companhia das Letras), Backes usava o futebol como um símbolo para entender o Brasil , aqui ele faz um paralelo entre o mundo das artes plásticas e o do mercado imobiliário. Ao visitar uma mostra contemporânea, o personagem se depara com obras artísticas que mais parecem “entranhas expostas em azulejos cortados, rasgados, sangue e vísceras saindo das paredes conhecidas de uma casa” — metáfora da cidade eviscerada pelas construções. Uma relação que, além de estética, também é econômica.

— O universo das artes sintetiza o caráter evasivo da especulação imobiliária: o que faz com que uma menina de 25 anos, em sua primeira exposição numa galeria, venda uma tela por R$ 25 mi? O que explica isso? — questiona Backes. — Da mesma forma, houve um aumento de 300 por cento nos imóveis desde 2009. Só uma obra de arte valoriza tanto em tão pouco tempo.

Outros livros recém-publicados, ou ainda em preparação, também abordam direta ou indiretamente a nova realidade urbana e socioeconômica do Rio. Lançado em julho, “A vez de morrer” (Companhia das Letras), de Simone Campos, tem como protagonista uma jovem que se muda para a Serra para fugir dos altos preços do aluguel na cidade — o fantasma da vida cara, aliás, paira o tempo todo sobre os personagens. Como consequência, a pequena cidade do interior recebe uma onda de “forasteiros”, provocando uma modernização forçada que altera os hábitos e costumes locais.

Finalista do Prêmio Jabuti com o romance “Glória”, Victor Heringer é outro que deverá tocar no tema em seu próximo livro, “O amor dos homens avulsos”. A história mostra, entre outras coisas, as transformações de um bairro fictício entre o Andaraí e o Engenho Novo, na Zona Norte do Rio: “Esta cidade sofre de uma febre que de tempos em tempos causa essas alucinações de belepóque”, descreve Victor, em uma parte do livro, que ainda não tem data de lançamento. “Bota abaixo, vamos começar tudo de novo! É o parasita modernizador, a malária de Miami, que antes foi malária de Paris. No delírio passado, arrancaram uma montanha da paisagem para enterrar um pedaço de mar, higienizaram tudo. No próximo, não duvido, vão higienizar de vez os cariocas”.

Morando em Porto Alegre desde 1997, Alexandre Rodrigues relembra suas origens no Rio suburbano no ainda inédito romance “Baioneta”. A cidade é quase um personagem do livro; em determinado momento, o protagonista percebe como a paisagem do subúrbio se transformou nos últimos 30 anos.

— Hoje se vê a gentrificação não só em torno de obras da Copa e das Olimpíadas, mas numa faixa da Zona Norte, cuja paisagem está mudando de forma súbita— diz Rodrigues, autor do elogiado “Veja se você responde essa pergunta” (Não editora). — São grandes condomínios surgindo em volta de shoppings. As pessoas aceitam como se fosse uma última cartada. Comparado com o abandono em que estavam essas regiões, isso pode ser visto como uma coisa boa. Mas é uma mudança de paisagem que mantém o status quo social e econômico.

Ficcionalizar este momento histórico é um desafio para escritores. Por exigir em geral um processo mais longo do que documentários, peças ou exposições, os livros nem sempre chegam acompanhando o calor dos acontecimentos.

— A literatura tem esse interesse de lidar com a História quando a História já virou história — avalia Rodrigues. — Escrever é tão trabalhoso que o autor muitas vezes acaba sendo naturalmente atropelado pelos desdobramentos. Ao mesmo tempo, como podem levar meses ou anos para serem terminados, os livros também oferecem um recuo maior. Estou escrevendo um romance sobre as manifestações de junho de 2013, que ainda não tem data para sair. Mas se eu o tivesse terminado apenas dois meses depois dos fatos, talvez perdesse o epílogo da história, que são as eleições. Da mesma forma, é possível que o epílogo desse momento sobre a especulação seja a Olimpíada. Ou talvez os jogos sejam o verdadeiro começo da história. Só esperando até lá para saber.

A descaracterização do Rio deveria ser o tema central do novo romance de João Paulo Cuenca; o autor, contudo, foi ultrapassado pela vida real. Publicado na edição da revista “Granta” dedicada aos jovens escritores brasileiros em 2011, o conto “Antes da queda” estava sendo pensado como o trecho de um romance sobre o assunto. O problema é que algumas das previsões extraordinárias narradas na trama, que se passava muitos anos no futuro, acabaram se concretizando — e se banalizando — antes mesmo do livro ser terminado. O autor previa, por exemplo, uma “invasão” francesa no Vidigal para daqui a 20 anos — algo que se tornou realidade já em 2013. Por causa desses anacronismos, o tema da especulação imobiliária deverá entrar apenas como uma curiosidade metalinguística em outro projeto, o romance e filme “A morte de J.P. Cuenca”, previstos para 2015.

— É impossível não olharmos para essa crise de identidade do Rio — diz Cuenca. — São transformações radicais, no coração da cidade, que escancaram as entranhas dela. Mas acho que ainda é um tema pouco explorado pelo cinema, pelas artes plásticas ou pelos livros. Quando dou oficinas, especialmente em eventos como a Festa Literária das Periferias (Flupp), tento estimular os alunos a escrever sobre isso. Porque as pessoas que estão no centro deste drama, que sofrem com as remoções, não falam. E, quando outros falam sobre o assunto, não falam sobre elas. Estou esperando outro Lima Barreto como quem espera São Sebastião.

Metafísica do amor

0

Wolney Fernandes no Instantes Possíveis

Pedi um chá de maçã para acompanhar o pedaço de torta de limão e abri o livro na página 10.

“O que vou ser depois que eu morrer? Eu vou perder os meus pensamentos?”*

Na TV ligada às minhas costas as imagens, mudas, eram lidas pelo recurso da tecla sap. O som que ecoava pelo lugar era o burburinho de conversas paralelas misturado ao barulho que os talheres orquestravam e, à minha frente, aquela questão existencial posta por letras tão bem alinhadas. Frente a ela, meus olhos buscaram outras paisagens porque meus pensamentos não conseguiam sair daquelas 58 palavras.

Foi então que os vi. Sentados de frente um para o outro, aquele casal tinha a ousadia de permanecer alheio a toda minha inquietude diante do embate metafísico que eu, silenciosamente, acabava de travar com as palavras de João Paulo Cuenca.

A paisagem que se seguiu era cartografada por beijos, afagos e olhares que não se desprendiam um do outro. Fiquei hipnotizado e, talvez tenha sido exatamente aquilo que meus olhos procuravam para me distanciar de minhas agonias tão chatas.

Meu coração, serenado diante daquelas vertigens apaixonadas, delicadamente reconduziu meus olhos para a leitura da crônica. Antes do final, eu já sabia que as respostas para aquelas duas questões estavam no fato de poder mudá-las, trocá-las, substituí-las por outras perguntas. E que esse movimento de troca me garantiria fôlego para chegar ao final do caminho.

Se apaixonado, então, a travessia pela vida poderia ser bem mais simples.

Foto: Wolney Fernandes
(*) Citação do livro “A última madrugada” de João Paulo Cuenca

20 Melhores jovens romancistas brasileiros segundo a Revista Granta

0

Publicado originalmente no Listas Literárias

1 -Cristhiano Aguiar: nasceu em Campina Grande (PB) e formou-se em Letras pela Universidade Federal de Pernambuco. Tem 31 anos. Em 2006, publicou o livro de contos Ao lado do muro (Dinâmica) e em 2007 venceu o Prêmio Osman Lins de contos. Lançou, em 2010, durante a FreePorto (PE), o folheto de narrativas Os justos, em edição artesanal pela Moinhos de Vento. É colaborador do suplemento literário Pernambuco. Editou a revista de arte e cultura pop Eita! e a revista literária Crispim. Foi curador e coordenador do Festival Recifense de Literatura e coorganizou a antologia de contos Tempo bom (Iluminuras). Atualmente trabalha em seu primeiro romance e em ensaios sobre literatura brasileira contemporânea. “Teresa” faz parte de Silêncio, livro de contos inédito.

2 -Javier Arancibia Contreras: nasceu em Salvador (BA) após sua família migrar do Chile durante o período de ditadura militar, mas vive desde a adolescência em Santos (SP). Escreveu os romances Imóbile (7Letras, 2008), finalista do Prêmio São Paulo de Literatura, e O dia em que eu deveria ter morrido (Terceiro Nome, 2010), premiado com uma bolsa literária do Governo do Estado de São Paulo. É também roteirista de cinema e, durante os anos em que trabalhou como repórter policial, escreveu um livro-reportagem/ensaio biográfico sobre o dramaturgo Plínio Marcos (A crônica dos que não têm voz, Boitempo Editorial, 2002).

3 – Vanessa Barbara: nasceu em junho de 1982 no bairro do Mandaqui, em São Paulo. É jornalista, tradutora e escritora. Publicou O livro amarelo do terminal (Cosac Naify, 2008, prêmio Jabuti de Reportagem), o romance O verão do Chibo (Alfaguara, 2008, em parceria com Emilio Fraia) e o infantil Endrigo, o escavador de umbigo (Editora 34, 2011), ilustrado por Andrés Sandoval. Como tradutora, recentemente lançou sua versão de O grande Gatsby (Penguin/Companhia das Letras). É editora do site A hortaliça e cronista do jornal Folha de S.Paulo. “Noites de alface” é um trecho de seu próximo romance.

4 – Carol Bensimon: nasceu em 22 de agosto de 1982, em Porto Alegre. Fez mestrado em escrita criativa na PUC-RS e viveu dois anos em Paris. Alguns de seus contos foram publicados em revistas e coletâneas. Seu primeiro livro de ficção, composto por três novelas, é Pó de parede (Não Editora, 2008). Em 2009, publicou pela Companhia das Letras o romance Sinuca embaixo d’água, finalista dos prêmios São Paulo, Jabuti e Bravo!. O trecho publicado em Granta faz parte de seu novo romance, Faíscas.

5 – Miguel Del Castillo: filho de pai uruguaio e mãe carioca, nasceu no Rio de Janeiro, formou-se em arquitetura pela PUC-Rio e mudou-se para São Paulo em 2010, onde atualmente é editor da Cosac Naify. Foi editor da revista Noz, de arquitetura e cultura, e recebeu o prêmio Paulo Britto de Poesia e Prosa com o conto “Carta para Ana”, publicado na Antologia de prosa Plástico bolha (Oito e Meio, 2010). Tem 25 anos e trabalha, atualmente, em seu primeiro livro de contos, do qual “Violeta” faz parte.

6 – João Paulo Cuenca: nasceu no Rio de Janeiro, em 1978. Participou de diversas antologias no Brasil e no exterior e é autor dos romances Corpo presente (Planeta, 2003), O dia Mastroianni (Agir, 2007) e O único final feliz para uma história de amor é um acidente (Companhia das Letras, 2010), publicado também em Portugal, na Espanha e na Alemanha. Em 2007, foi selecionado pelo Festival de Hay e pela organização do festival Bogotá Capital Mundial do Livro como um dos 39 autores mais destacados da América Latina com menos de 39 anos. “Antes da queda” faz parte de seu próximo romance, a ser publicado em 2013.

7 – Laura Erber: nasceu em 1979 e mora no Rio de Janeiro. É artista visual, formada em letras, com doutorado em literatura pela PUC-Rio, foi escritora em residência na Akademie Schloss Solitude de Stuttgart e no Pen Center de Antuérpia. Publicou contos e ensaios em diversas revistas e tem quatro livros de poesia, entre eles Insones (7Letras, 2002) e Os corpos e os dias (Editora de Cultura, 2008), finalista do Prêmio Jabuti na categoria poesia. Prepara um livro sobre Ghérasim Luca pela Eduerj e, atualmente, trabalha em seu primeiro romance, Os esquilos de Pavlov, a ser publicado pela Alfaguara em 2013.

8 – Emilio Fraia: é editor de literatura da editora Cosac Naify. Publicou no Brasil autores como Enrique Vila-Matas, Antonio Tabucchi, Macedonio Fernández e William Kennedy. Nasceu em São Paulo em 1982. Como jornalista, foi repórter das revistas Piauí e Trip. Escreveu, em parceria com Vanessa Barbara, o romance O verão do Chibo (Alfaguara, 2008), finalista do Prêmio São Paulo de Literatura, e atualmente termina a graphic novel Campo em branco (Companhia das Letras) com o ilustrador DW Ribatski.

9 – Julián Fuks: nasceu em novembro de 1981, em São Paulo. Filho de pais argentinos, foi repórter da Folha de S. Paulo e resenhista da revista Cult, além de publicar contos em diversas revistas e na antologia Primos: histórias da herança árabe e judaica (Record, 2010). É autor de Fragmentos de Alberto, Ulisses, Carolina e eu (7Letras, 2004), Histórias de literatura e cegueira {Borges, João Cabral e Joyce} (Record, 2007) – finalista dos prêmios Portugal Telecom e Jabuti – e Procura do romance (Record, 2011).

10 – Daniel Galera: nasceu em 1979, em São Paulo, mas passou a maior parte da vida em Porto Alegre. É um dos criadores da editora Livros do Mal, pela qual publicou o volume de contos Dentes guardados (2001). É autor dos romances Até o dia em que o cão morreu (Livros do Mal, 2003), adaptado para o cinema, Mãos de cavalo (Companhia das Letras, 2006), publicado também na Itália, na França, em Portugal e na Argentina, e Cordilheira (Companhia das Letras, 2008), vencedor do Prêmio Machado de Assis de Romance, da Fundação Biblioteca Nacional. Em conjunto com o desenhista Rafael Coutinho, publicou em 2010 a graphic novel Cachalote. “Apneia” faz parte de um romance em andamento.

11 – Luisa Geisler: teve seu livro de estreia, Contos de mentira (Record, 2011), escolhido pelo Prêmio SESC de Literatura 2010/2011 na categoria conto. No ano seguinte, o mesmo prêmio escolheu sua novela de estreia — Quiçá (Record, 2012) — na categoria romance. Atualmente, ela é colunista da página final da revista Capricho. Luisa nasceu em 1991 em Canoas, RS. Contudo, passa boa parte do seu tempo em Porto Alegre, estudando Ciências Sociais (UFRGS) e Relações Internacionais (ESPM/RS), e escrevendo sentada no chão do metrô.

12 – Vinicius Jatobá: nasceu em 1980, no Rio de Janeiro. É mestre em Estudos de Literatura pela PUC-Rio e estudou roteiro e direção na New York Film Academy (NYFA). Como crítico literário, colabora com os suplementos Sabático (O Estado de S. Paulo), Prosa & Verso (O Globo) e na revista Carta Capital. Participou com contos na antologia Prosas cariocas (Casa da Palavra) e no catálogo de cinema 68 Cinema Utopia Revolução (Caixa Cultural São Paulo). Publicou ficção, crônicas e jornalismo em sites e revistas como EntreLivros, NoMínimo, Rascunho e Terra Magazine, onde foi colunista de livros e de cinema. Escreveu e dirigiu diversos curtas, entre eles “Alta Solidão (2010) e “Vida entre os mamíferos” (2011). Trabalha em seu primeiro romance, Pés descalços, e finaliza a reunião de contos Apenas o vento, de onde “Natureza-morta” foi retirado.

13 – Michel Laub: escritor e jornalista, publicou cinco romances, todos pela Companhia das Letras. Entre eles, Longe da água (2004), publicado também na Argentina (EDUCC), O segundo tempo (2006) e Diário da queda (2011), que teve os direitos vendidos para o cinema, recebeu os prêmios Brasília e Bravo/Bradesco e sairá na Alemanha (Klett-Cotta), Espanha (Mondadori), França (Buchet/Chastel) e Inglaterra (Vintage). Nasceu em Porto Alegre, em 1973, e vive atualmente em São Paulo.

14 – Ricardo Lísias: nasceu em 1975, em São Paulo. É autor de Anna O. e outras novelas (Globo), finalista do Prêmio Jabuti de 2008, Cobertor de estrelas (Rocco), traduzido para o espanhol e o galego, Duas praças (Globo), terceiro colocado no Prêmio Portugal Telecom de Literatura Brasileira de 2006, e O livro dos mandarins (Alfaguara), finalista do Prêmio São Paulo de Literatura de 2010, atualmente sendo traduzido para o italiano. Em 2012, publicou o romance O céu dos suicidas (Alfaguara). Seus textos já foram publicados também na revista Piauí e nas edições 2 e 6 de Granta em português.

15 – Chico Mattoso: nasceu na França, em 1978, mas sempre viveu em São Paulo. Formado em letras pela USP, foi um dos editores da revista Ácaro e tem textos publicados em diversos jornais e revistas. Longe de Ramiro (Editora 34, 2007), seu primeiro romance, foi finalista do prêmio Jabuti. Em 2011, publicou pela Companhia das Letras seu segundo livro, Nunca vai embora. Também trabalha como roteirista. Mora atualmente em Chicago, onde estuda escrita dramática na Northwestern University.

16 – Antonio Prata: nasceu em 1977, em São Paulo, e tem nove livros publicados, entre eles Douglas (Azougue Editorial, 2001), As pernas da tia Corália (Objetiva, 2003), Adulterado (Moderna, 2009) e, mais recentemente, Meio intelectual, meio de esquerda (Editora 34,2010), que reúne crônicas publicadas em jornais e revistas. Mantém uma coluna às quartas no caderno Cotidiano do jornal Folha de S.Paulo e escreve para televisão.

17 – Carola Saavedra: nasceu no Chile, em 1973, mas aos três anos de idade se mudou para o Brasil. Morou na Espanha, na França e na Alemanha, onde concluiu um mestrado em comunicação. Vive atualmente no Rio de Janeiro. É autora do livro de contos Do lado de fora (7Letras, 2005) e dos romances Toda terça (2007), Flores azuis (2008, eleito melhor romance pela Associação Paulista de Críticos de Arte) e Paisagem com dromedário (2010, Prêmio Rachel de Queiroz na categoria jovem autor), publicados pela Companhia das Letras.

18 – Tatiana Salem Levy: é escritora, tradutora e doutora em estudos de literatura pela PUC-Rio. É autora do ensaio A experiência do fora: Blanchot, Foucault e Deleuze (Civilização Brasileira, 2011) e dos romances A chave de casa (Record, 2007) — vencedor do Prêmio São Paulo de Literatura, categoria romance de estreia, e publicado também em Portugal, França, Espanha, Itália, Turquia e Romênia — e Dois rios (Record, 2011), que sairá em breve em Portugal e na Itália. Nasceu em Lisboa, em 1979, e vive no Rio de Janeiro.

19 – Leandro Sarmatz: vive em São Paulo desde 2001, onde trabalhou nas editoras Abril e Ática, e atualmente trabalha na Companhia das Letras, editando, entre outros autores, Carlos Drummond de Andrade, Pedro Nava e Otto Lara Resende. É poeta, contista, dramaturgo e nasceu em Porto Alegre em 1973. Mestre em Teoria Literária, é autor da peça Mães & sogras (IEL, 2000), dos poemas de Logocausto (Editora da Casa, 2009) e dos contos reunidos em Uma fome (Record, 2010).

20 – Antônio Xerxenesky: ficcionista nascido em 1984, em Porto Alegre, formou-se em letras e é mestre em literatura comparada pela UFRGS. Colabora com resenhas e críticas para diversos jornais e revistas e foi um dos fundadores da Não Editora, em 2007, por onde lançou seu primeiro romance, Areia nos dentes, em 2008. Seu livro mais recente é a coletânea de contos A página assombrada por fantasmas, editado pela Rocco em 2011. O texto selecionado faz parte de seu novo romance, F para Welles.

Go to Top