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Neymar fenômeno das letras? Aos 22 anos, atacante é estrela de seis livros

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Gustavo Franceschini, no UOL

Neymar tem só 22 anos, mas se você quiser saber mais sobre o jovem jogador, não lhe faltarão opções na livraria mais próxima da sua casa. Com uma carreira longa pela frente, o prodígio já inspirou ao menos seis livros sobre a sua história ainda incompleta. O motivo? Autores e editores se dividem entre a proximidade da Copa do Mundo e o crescimento do mercado editorial.

A lista de publicações impressiona (veja todas no quadro abaixo). Neymar já foi descrito em forma de alfabeto, teve sua história relatada em contos e até a relação do jogador com seu pai virou tema de um livro. É normal tudo isso?

“Diante da trajetória dele, acreditamos que seja normal sim. É um jogador fora de série, extremamente midiático, ídolo dentro e fora do Brasil. Acho normal que se queira entender o fenômeno que o Neymar se tornou, assim como contar sua história singular”, disse a Editora Paralela, que acaba de lançar “O Planeta Neymar – Um Perfil”, feito pelo jornalista Paulo Vinícius Coelho, da ESPN Brasil.

O processo é novo no Brasil. Nunca foram tão produzidos tantos livros sobre futebol quanto em 2014, enquanto em países da Europa como a Inglaterra a oferta dentro do tema é muito maior.

“As pessoas querem receber informações sobre o Neymar. O consumidor é que vai saber definir o que é bom e o que é ruim, até porque livro é um produto relativamente caro”, explica Marcelo Duarte, dono da Panda Books, que editou o livro “Neymar Jr. de A a Z”.

A coleção de curiosidades foi o primeiro livro oficial do jogador, aproveitando uma série que já existia na editora com grandes estrelas adolescentes, como Justin Bieber e Jonas Brothers. Neymar ainda chancelaria um livro sobre a relação com seu pai, escrito pelos jornalistas Mauro Beting e Ivan Moré e publicado pela Universo dos Livros. O livro escrito por Paulo Vinícius Coelho não tem relação comercial com o atleta e seu estafe, mas igualmente não se pretende uma biografia.

“É um perfil do Neymar. São vários textos do tamanho de uma coluna de jornal que contam aspectos diferentes da vida dele. É o livro que eu sou capaz de escrever, com o tempo que eu tenho. Não daria para mergulhar na vida do pai dele, ir até Mogi das Cruzes conhecer as pessoas da infância dele. Mas eu descobri coisas novas fazendo o livro dele, coisas que eu acho que outras pessoas não conheciam”, disse Paulo Vinícius Coelho.

Em geral, a maior parte das publicações encontram um recorte da vida e da carreira do jogador para fugirem do status de biografias. Editores e autores ouvidos pela reportagem concordam que nenhum livro sobre Neymar pode ser definitivo.

Nada que se compare a um “Anjo Pornográfico”, de Ruy Castro, referência em termos de biografia no país que conta a história de Nelson Rodrigues. O mesmo autor, que é colunista da Folha de S. Paulo, escreveu “A Estrela Solitária”, sobre a vida de Mané Garrincha.

“É um cara que tem 22 anos, não dá para comparar. Nas biografias do Ruy Castro ambos já estavam mortos, tinham história para contar. Quem, com 22 anos, rende um grande livro? Estão aproveitando a fama dele para ganhar dinheiro. Não tem história suficiente do Neymar para render um bom livro”, disse Mauricio Stycer, crítico do UOL.

“Eu tenho um respeito reverencial ao livro. O próprio Ruy Castro diz que não se pode biografar gente viva. E mais ainda. Diz que só se deve biografar depois de cinco anos da morte da pessoa”, diz Juca Kfouri, jornalista do UOL Esporte e da Folha de S. Paulo.

Alguns, porém, se propõem a contar tudo da curta vida do jogador. Joaquim Piera é catalão, trabalha há dez anos no Brasil como correspondente do diário Sport, em Barcelona, e publicou “Neymar, la joya prodigiosa”, editado pelo próprio jornal.

“Desde os anos 1990, todo ano o Sport publica a biografia de um jogador em 23 de abril, que é dia do livro. Meu jornal achou que era interessante contar a história do Neymar. É uma biografia do que ele fez até agora. Tentei fazer uma apresentação dele para o Barcelona de um ponto de vista pedagógico, explicando com calma, por exemplo, o que é um campeonato estadual”, disse Piera, que está cobrindo a seleção em Teresópolis, onde o time se prepara para a Copa do Mundo.

O livro tomou como base uma série de reportagens do próprio Piera em 2012. Boa parte do material, portanto, não era inédito. O Sport, segundo o jornalista, já retratou em formatos semelhantes jogadores como Romário e Ronaldinho Gaúcho.

O meia, hoje no Alético-MG, também foi biografado por um autor que tem predileção por obras do tipo. Luca Caioli é um jornalista italiano que vive em Madri desde o começo do século. Especializado em “livros de ocasião”, ele já falou da vida de Ronaldinho, Zidane, Messi, Lance Armstrong, Karin Benzema e… Neymar (Neymar – O último poeta do futebol, da L&M Pocket).

“Isso acontece muito lá fora. Tem de ver como vai ficar depois da Copa do Mundo por aqui. O número de livros vai cair, mas pode ser diferente se o futebol crescer. Há 20 anos, por exemplo, você não tinha tantos livros sobre futebol na Inglaterra”, disse Paulo Vinícius Coelho.

Os livros sobre Neymar

– Neymar, la joya prodigiosa
Joaquim Piera / Diário Sport

– Neymar – o Sonho Brasileiro
Peter Banke / Planeta do Brasil

– Neymar – Conversa Entre Pai e Filho
Ivan Moré e Mauro Beting / Universo dos Livros

– Neymar Jr. de A a Z
Ed. Panda Books

– Neymar – o Ultimo Poeta do Futebol
Luca Caioli / Ed. L&PM

– O Planeta Neymar – Um Perfil
Paulo Vinicius Coelho / Ed. Paralela

Livro para jogar (jogo para ler)

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SAGA LITERÁRIA: com um visual surrealista e textos que mudam de formato e de direção, Device 6 exige dos jogadores rapidez na leitura (Foto: Reprodução)

Publicado na revista Galileu

Você acaba de passar um ano vivendo no exterior e, ao voltar para casa, não encontra ninguém. Estamos em 1995 e seus pais não têm celular. Felizmente, o esconderijo da chave de reserva não mudou. Você abre a porta e encontra a casa vazia, com a aparência de ter sido abandonada às pressas. A única maneira de descobrir o que aconteceu é ler uma infinidade de páginas de diário, cartas, bilhetes, recados e documentos espalhados pelo chão, guardados em gavetas ou trancados no interior de cofres, sempre torcendo para que ninguém apareça de surpresa.

Parece o enredo de um romance de mistério, mas é o início de Gone Home, parte de uma nova geração de games que estão aproximando o formato da experiência de ler um livro. Com títulos como Device 6, 39 Steps e The Novelist, o fenômeno vem se tornando tão comum que a americana Random House, uma das maiores editoras do mundo, abriu um departamento digital para experimentar novos formatos  de livros (um dos resultados pode ser conferido gratuitamente em www.blackcrownproject.com).

Games baseados em texto remontam à própria origem do formato. Na primeira metade dos anos 1980, eram muito populares os text adventures — espécie de livros eletrônicos interativos em que, ao se deparar com questões cruciais para a história, o jogador podia optar entre diferentes caminhos. “Esses jogos tiveram uma relevância enorme”, aponta André Conti, editor da Companhia das Letras e ex-colunista de games no jornal Folha de S. Paulo. “Não seria exagero dizer que tiveram um impacto importante na popularização dos computadores”. O gênero era tão relevante à época que Douglas Adams, autor do best seller Guia do Mochileiro das Galáxias, trabalhou pessoalmente na adaptação de seu livro mais conhecido.

Esses jogos foram se tornando menos comuns à medida que os computadores ficavam mais potentes e com gráficos melhores. Surgiram outros tipos de games que já não dependiam do texto para contar histórias — isso quando havia uma no sentido estrito da palavra. Os text adventures não desapareceram: passaram a ser chamados de interactive fiction (ficção interativa) e novos títulos são publicados até hoje, inclusive no Brasil. Um exemplo é Owned – Um novo jogador, da escritora carioca Simone Campos (disponível online em www.novojogador.com.br), que além de possibilitar diferentes caminhos para o leitor, oferece itens que podem alterar o curso da narrativa. “Pensei desde o começo em fazer um livro experimental que lidasse com cultura da internet e dos games para treinar o leitor nacional na leitura fora da escola, no ambiente anárquico on-line”, lembra. “Com alguns trechos prontos, decidi que faria um livro-jogo”.

ESQUECERAM DE MIM: cartas, bilhetes e outros  documentos são a chave para os mistérios de Gone Home, que começa numa casa vazia (Foto: Reprodução)

Ficção interativa, contudo, é vista hoje como produto para poucos. Em parte, isso ocorre porque são livros envoltos por certo ar de nostalgia. “Assim como ocorre no cinema, a história de um jogo não é contada só com falas e textos, mas também com imagens e sons”, explica João Beraldo, romancista e escritor de jogos como Redescobrindo o Brasil e Flying Castles. “O trabalho de escrever um jogo não diz respeito apenas ao texto que aparece nele: é também definir o que vai virar arte, som ou valores”.

Dosar diferentes elementos é o principal desafio para esses novos games de texto. Alguns títulos, como os lançamentos da Random House, não passam de leituras em voz alta acompanhadas de ilustrações. Outros, como Dear Esther, permitem ao jogador caminhar pelo cenário, mas sem interferir no enredo. E há jogos como Gone Home, que permitem ao jogador ler uma história na ordem e grau de detalhamento que desejar.

Todos levam à pergunta: por que os jogos com texto estão de volta? Um dos principais motivos é a popularização dos tablets e smartphones, que permitem que o público jogue numa sala de espera ou dentro de um ônibus — situações em que os livros reinavam absolutos. Sintoma disso é o fato de títulos como Device 6 serem lançados apenas para plataformas móveis. Além disso, a tecnologia dos games expande os limites narrativos de um livro. O texto escrito já não aparece por falta de opção, como ocorria nos text adventures, mas como um recurso a ser explorado de maneira inovadora. Em 39 steps, adaptação do romance do escritor escocês John Buchan, que inspirou ainda duas versões para o cinema dirigidas por Alfred Hitchcock, reportagens apenas mencionadas na obra original podem ser lidas na íntegra.

Para Conti, no entanto, projetos assim ainda não transformaram games numa nova forma de literatura. “Talvez o mais literário em um jogo não seja o texto em si, mas o ato de oferecer as ferramentas para que o jogador crie sua própria história”, argumenta. Ele cita como exemplo King of Dragon Pass, em que a sucessão única de eventos ocorridos durante cada partida é transposta para um texto escrito, no formato de uma saga. “E isso vai muito além do trabalho de uma editora de livros”. Afinal, talvez o melhor para os videogames não seja contar as mesmas histórias que a literatura, e sim contar como essas histórias são — e podem ser — construídas.

 (Foto: Reprodução)

Lionel Messi ganha sua primeira biografia autorizada

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AFP/AFP - Lionel Messi ganhará sua primeira biografia autorizada na Espanha.

AFP/AFP – Lionel Messi ganhará sua primeira biografia autorizada na Espanha.

Argentino falou sobre Ronaldinho, Guardiola e outros nomes que tiveram importância em sua carreira

Publicado no Esporte Interativo

Eleito melhor jogador do mundo por quatro vezes, o argentino Lionel Messi, do Barcelona, ganhou sua primeira biografia autorizada. O livro foi escrito pelo jornalista espanhol Guillem Balagué, tem mais de 600 páginas e, no primeiro momento, será vendido apenas na Espanha.

O livro contará curiosidades sobre a vida do jogador desde sua infância na Argentina até o estrelato no time principal dos blaugranas. Messi falará também sobre a seleção argentina, suas expecitativas para o futuro e alguns outros detalhes de sua vitoriosa carreira.

Alguns nomes de peso foram citados no livro, como o técnico da seleção argentina, Alejandro Sabella, e Pep Guardiola. Outro que tem uma participação destacada é Ronaldinho Gaúcho, que foi companheiro do argentino quando foi promovido ao elenco principal do Barcelona. Messi afirma que Ronaldinho foi como um pai para ele, ajudando-o a se desenvolver melhor no futebol. Na época, o brasileiro era o melhor jogador do mundo.

Livro do jogador Sócrates está na gaveta há dois anos

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Publicado por Folha de S.Paulo

Dois anos após a morte de Sócrates (1954-2011) –ídolo do Corinthians, capitão da seleção de 1982 e um dos mais emblemáticos jogadores de futebol da história do país–, um livro de sua própria autoria ainda está engavetado.

Com o título “Jogo, Ciência, Drogas e Aculturação”, a obra, de cerca de 200 páginas, foi deixada aos cuidados da viúva do jogador, a empresária Kátia Bagnarelli. O texto, não exatamente uma autobiografia, é um registro de memórias entremeado por comentários analíticos.

Bagnarelli diz que há interesse de lançar o volume pela editora Prumo, de São Paulo, mas que a decisão depende da autorização de familiares, incluindo os filhos de Sócrates (são seis, sendo um menor de idade).

Sócrates comemora gol pelo Corinthians no Campeonato Paulista de 1981, no Morumbi (Folhapress)

Sócrates comemora gol pelo Corinthians no Campeonato Paulista de 1981, no Morumbi (Folhapress)

Segundo um dos herdeiros, o advogado Gustavo Vieira de Oliveira, 36, o assunto ainda está sendo discutido por toda a família, inclusive pelo também ex-jogador Raí, 48, irmão de Sócrates.

Oliveira afirma que não há previsão para o lançamento. Um dos motivos do atraso, afirma, é a estratégia de não lançar o livro enquanto o foco estiver sobre os eventos relacionados à Copa do Mundo.

“O público anseia pelo livro para 2014, mas essa confusão cria um aspecto popularesco, algo fácil, e Sócrates nunca foi assim”, diz Oliveira. “A memória dele é mais forte do que o evento. Há que se ter uma estratégia, os fãs merecem esse cuidado.”

Sóstenes Oliveira, irmão de Sócrates, diz que não há preocupações da família em relação ao conteúdo do livro. “Somos lentos mesmo”, afirma.

ÁLCOOL

De todo modo, o jogador não fala dos problemas com o álcool –apenas narra episódios regados a cerveja.

Futebol é a questão central do livro, sob a ótica de um sujeito politizado e crítico das relações profissionais dentro dos clubes. No passeio literário por sua carreira, conta que testemunhou episódios de racismo nos clubes e reclama de jogadores que usavam drogas. Com humor, assume-se como um homem feio e relembra momentos da adolescência: descreve grupos de garotos que dividiram com ele campinhos amadores.

Ele fala, ainda, de como jogos de futebol se tornaram mais previsíveis com o tempo e estabelece, como marca da última década, um cenário mais técnico que criativo.

“O surgimento de um gol, o mais das vezes, é quase que um acidente de percurso, pois as equipes em geral possuem preocupações defensivas que extrapolam em muito as parcas estratégias ofensivas”, escreve.

Há passagens em que o ex-jogador faz análises sob pontos de vista médicos. Comenta, por exemplo, a transformação física pela qual o jogador Ronaldo passou no início de sua carreira.

“A tendinite nos patelares nada mais foi que fruto de distorções de desenvolvimento. Acompanhadas é claro de doses nem sempre homeopáticas de anti-inflamatórios.”

Em linguagem coloquial, também deixa impressões e experiências com o amor. Casado três vezes, conta que chegou a pegar quatro voos entre Rio e São Paulo num mesmo dia, só para ver uma namorada. (GUSTAVO FIORATTI)

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TRECHO

Todos sabem do cancro que é o consumo de drogas em nossa sociedade contemporânea e a extensão de seus estragos.

O que é inadmissível é a forma como as pessoas que lidam com o futebol recebem este fato: sempre com a suada missão de tentar escondê-lo e “preservar” seus atletas. (…)

Ora! Nós temos que ser mais realistas e enfrentar os problemas como eles o exigem: com maturidade e discernimento.

Se o exame comprova o uso desta ou de outras drogas é porque o jogador fez, sim, o uso delas de alguma forma e em alguma ocasião.

Trecho de “Jogo, Ciência, Drogas e Aculturação”, de Sócrates

Pelé terá livro de meio metro e 30 quilos. Tiragem: 1.283 exemplares, um para cada gol. Preço: R$ 7 mil

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pelé lemyr martins 440x295 gol tchecoslovaquia Pelé terá livro de meio metro e 30 quilos. Tiragem: 1.283 exemplares, um para cada gol. Preço: R$ 7 mil

Lemyr Martins, no R7

Uma homenagem compatível com o tamanho e a importância do Rei Pelé.

A editora Toriba prepara o lançamento de um super livro com fotos e detalhes inéditos da carreira do maior craque de todos os tempos, conta Lauro Jardim na coluna Radar da edição mais recente da revista Veja.

Detalhe 1: cada exemplar da obra terá meio metro (50 centímetros) de altura e pesará 30 quilos, o equivalente a seis pacotes de cinco quilos de arroz.

Detalhe 2: a primeira (e talvez única) edição terá exatamente 1.283 exemplares – um para cada gol feito por Pelé em sua carreira.

Detalhe 3: cada exemplar custará modestos R$ 7 mil.

Você leu certo: sete mil reais.

É grana suficiente para comprar, por exemplo, 53 exemplares do mais recente (e também luxuoso) livro sobre o Rei colocado no mercado: a biografia Pelé – Primeiro Tempo, de Benedito Ruy Barbosa, sobre o início da trajetória do craque, lançada em 2011 pela Magma.

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