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Posts tagged Jogos de raciocínio lógico

Cubo mágico desenvolve raciocínio e tem até campeonato brasileiro

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Publicado em UOL

Nem só de Brasileirão e Paulistão vivem as competições brasileiras. Aliás, neste caso, o futebol passa longe. Esse grupo de “atletas” substitui a bola pelo cubo mágico. Já os grandes estádios são trocados por salas de uma escola.

Os aficionados por cubo mágico não reduzem a resolução do quebra-cabeça em uma simples brincadeira ou um hobby de final de semana. Eles organizam campeonatos no mundo todo com uma série de regras e várias categorias. A modalidade mais básica é descobrir quem resolve um cubo mágico no menor tempo possível.

No Brasil, diversas competições desse tipo são realizadas durante o ano. O “Brasileirão” do cubo mágico ocorre neste final de semana no colégio Oficina do Estudante, em Campinas (SP), com o nome de Open Cubo Mágico Oficina 2015.

As habilidades físicas, nesse tipo de disputa, não têm o menor valor. O importante é pensar, dominar as técnicas e ser ágil. Por isso, existem competidores de todas as idades. E, por se tratar de uma atividade essencialmente de raciocínio, estudantes em busca de rapidez e agilidade nos estudos estão começando a descobrir esse, digamos, esporte.

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“O cubo mágico traz vários benefícios. Para você brincar, é necessário se concentrar. Já ouvi relatos de pais que dizem que o filho não se concentrava e aprendeu a se focar apenas com a prática do cubo”, defende Rafael Cinoto, um dos organizadores do campeonato e um dos melhores do mundo na categoria de resolver cubo mágico usando apenas os pés (sim, isso existe).

“Como é um brinquedo que muita gente acha impossível de ser resolvido, quando a pessoa aprende, ela apresenta uma melhora na auto-estima. Ela pensa, por exemplo que se aprendeu a resolver um cubo, pode aprender matemática. É como o xadrez. Tudo gira em torno do raciocínio”, completou.

A competição de Campinas terá 18 categorias diferentes, incluindo a resolução com os pés, com os olhos vendados, com apenas uma mão e de cubos do tipo 2x2x2 (duas fileiras e duas colunas), 3x3x3 (o mais comum) até 7x7x7.

O torneio é referendado pela WCA (World Cube Association), o órgão internacional que regulamenta os campeonatos de cubo mágico em todo o mundo. Os organizadores em Campinas esperam reunir cerca de cem competidores.
Exatas

Por se tratar de uma atividade de raciocínio matemático, os mais entusiasmados por cubos mágicos costumam exercer atividades ligadas à área de exatas. Mas isso não é uma regra.

“É erro acreditar que só consegue resolver o cubo quem manja de matemática. Trata-se de uma técnica. Muita gente aprende a montar o cubo e depois deixa a atividade de lado. O que ocorre é que costuma se especializar quem gosta de exatas”, contou Cinoto.

Ele mesmo estuda matemática atualmente, mas é formado em psicologia e tem doutorado na área de saúde.
E eu, consigo?

Talvez ao ler esta reportagem, você resolva tirar a poeira daquele cubo mágico velho que está guardado no armário e queira resolvê-lo custe o que custar. Calma, não é assim tão simples.

Cinoto, que atualmente dá aulas de cubo mágico, também já se frustrou muito diante do brinquedo quando era criança. Tanto que passou anos sem nem chegar perto de um. Só depois de adulto ele viu, em uma gincana, pessoas que nunca tinham conseguido resolver o tal quebra-cabeça concluírem o desafio do cubo mágico depois de apenas uma semana de treinamento.

Hoje, Cinoto se dedica a criar vídeos tutoriais na internet com várias técnicas para cubos mágicos. Ele dá uma dica: “Se você quiser montar uma face inteira amarela, tem de montar o centro amarelo e montar ao redor dela”.

Achou difícil? Não desanime. Segundo Cinoto, é possível aprender em cerca de três horas. Topa o desafio?

Escola pública do DF é premiada três vezes em Olimpíada de Matemática

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A estudante Luísa Karoline participa do projeto "Matemática todo dia" do CEM (Centro de Ensino Médio) 9 de Ceilândia (DF). "Por morarmos em uma região pobre de Brasília, somos criados a nos formar e procurar um emprego simples. Agora, faculdade, mestrado e doutorado estão presentes cada dia mais em nossos planos", afirma (Foto: Roberto Jayme/UOL)

A estudante Luísa Karoline participa do projeto “Matemática todo dia” do CEM (Centro de Ensino Médio) 9 de Ceilândia (DF). “Por morarmos em uma região pobre de Brasília, somos criados a nos formar e procurar um emprego simples. Agora, faculdade, mestrado e doutorado estão presentes cada dia mais em nossos planos”, afirma (Foto: Roberto Jayme/UOL)

Jéssica Nascimento, no UOL

Muito esforço, motivação e amor pelos estudos. Segundo alunos e profissionais do CEM (Centro de Ensino Médio) 9 de Ceilândia (DF), este é o verdadeiro segredo para manter o título de colégio premiado três vezes na OBMEP (Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas).

O primeiro título veio em 2007, fruto da inclusão do projeto “Matemática todo dia” que ocorre no turno contrário às aulas, todas as quintas-feiras entre 19h e 22h. Desde a criação, a iniciativa já atendeu mais de 350 alunos.

Segundo a professora Paula Nishikawa, a vitória não causou espanto.

“Trabalhamos arduamente durante três anos com os alunos, sabíamos que essa luta iria nos trazer recompensas. No entanto, quando soubemos do resultado foi uma emoção que tomou conta de toda a escola”, explica a professora de matemática.

Jogos de raciocínio lógico, filmes e aulas interativas fazem parte da rotina dos alunos no projeto. O diretor do CEM 9 José Gadelha conta que os estudantes participam por vontade própria e não faltam a nenhuma aula.

“Os estudantes mais velhos trazem os mais novos, participam ativamente como voluntários. Nossos ex-alunos que já estão na UnB (Universidade de Brasília) também fazem questão de frequentar o projeto”, diz.

Luísa Karoline, Douglas Alves, Cleverson Messias, Luana Soares, Everton Fernandes e Adeson Willard, todos entre 16 e 17 anos receberam menção honrosa da OBMEP.  Já Edgar Sampaio, conseguiu a medalha de prata. Para ele, foco e disciplina fazem a diferença na hora de fazer a prova.

“Estudo diariamente 3h e também refaço os testes. Quero ser professor de matemática ou engenheiro aeroespacial”.

Quebrando barreiras

A idealizadora do projeto Alessandra Lisboa, 40 anos, se emociona ao falar da iniciativa. Ela conta que o “Matemática Todo Dia” nasceu de uma inquietação pessoal de como mudar a relação da matéria no colégio e como auxiliar os jovens a irem mais longe.

“Pensar que uma escola inserida num contexto de vulnerabilidade social, que tinha tudo para dar errado e que está dando certo, sendo transformada, e provando transformações na vida dos estudantes é algo maravilhoso”.

A estudante Luísa Karoline, 16, ressalta a importância do projeto na vida acadêmica. Ela agora, poderá sonhar de verdade com um futuro promissor. “Por morarmos em uma região pobre de Brasília, somos criados a nos formar e procurar um emprego simples. Agora, faculdade, mestrado e doutorado estão presentes cada dia mais em nossos planos”.

Os alunos também reclamam da falta de incentivo em outras escolas. Segundo eles, muitos professores passam apenas o básico e não se preocupam em mostrar a matemática aplicada no dia-a-dia. “Temos que olhar por trás dos números e saber o que significa a história e o contexto de uma equação, por exemplo.

Consigo resolver diversos problemas na minha vida utilizando a matéria”, diz Douglas.

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