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Posts tagged Jogos OlíMpicos

Como levar os valores olímpicos para dentro da escola

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Marcos de Paula l Rio 2016

Marcos de Paula l Rio 2016

 

Evento esportivo pode ser uma oportunidade para os professores trabalharem conteúdos transdisciplinares e estimularem o desenvolvimento de competências

Marina Lopes, no Porvir

A Olimpíada Rio 2016 já começou e, junto com as competições esportivas, traz uma oportunidade para professores trabalharem valores olímpicos e paraolímpicos de forma transdisciplinar dentro da escola.

Entre as 42 modalidades olímpicas disputadas na Rio 2016, não faltam assuntos para serem explorados dentro e fora da sala de aula. Para Vanderson Berbat, gerente de Educação do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016, o esporte permite trabalhar uma série de valores e auxilia no desenvolvimento de competências socioeocionais.

Valores como amizade, respeito, excelência, igualdade, inspiração, determinação e coragem podem ser vivenciados por meio de diferentes atividades.
“Mais do que trabalhados na escola, a ideia é que esses valores sejam incorporados pelos alunos no dia a dia”, afirma Berbat, que também sugere a consulta de diferentes conteúdos no site do projeto Transforma, do Comitê Organizador, onde são disponibilizados materiais didáticos, vídeos e tutoriais.

Das modalidades esportivas aos aspectos políticos, sociais e culturais do evento, ele menciona que os educadores encontram espaço para relacionar diferentes conteúdos. Ao falar sobre doping, por exemplo, os alunos podem tanto aprender sobre a reação química que acontece no corpo de um atleta, quanto discutir sobre jogo limpo e condições iguais para todos. Além disso, outros assuntos atuais também abrangem o evento, como a trégua olímpica e países que estão em conflitos.

Nesta edição, os jogos olímpicos também estão marcados pela criação de uma equipe de refugiados. “A ideia de trabalhar a questão da igualdade pode ser feita pelos jogos olímpicos. É possível trazer temas, inclusive atualidades que vão cair no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), a partir dos jogos olímpicos e dos valores olímpicos”, explica, ao mencionar que isso ajuda os alunos compreenderem melhor diversas questões.

O professor Lino Castellani Filho, da UnB (Universidade de Brasília), aponta que os jogos olímpicos deveriam ganhar o status de tema transversal dentro do âmbito escolar. No entanto, ele menciona que isso não aconteceu. “Digo deveria, porque não ganhou, e com isso se perdeu oportunidade impar de se envolver a comunidade escolar no trato pedagógico de uma prática social integrante da cultura corporal dos homens e mulheres brasileiros, qual seja, o Esporte.”

Segundo ele, geografia, história, ciências, educação artística, cultura religiosa dos países participantes, jogos e brincadeiras que os caracterizam e as modalidades esportivas que dão a eles identidade poderiam ter se envolvido em um projeto empolgante, que culminaria com os próprios alunos organizando seus jogos escolares.

O professor também chama atenção para a abordagem de outros aspectos do evento, como a lógica de desenvolvimento urbano e o conceito de Gentrificação, que se refere a mudanças na composição de uma região com construção de novos espaços que aumentam o custo de vida e afastam uma parcela da população local. “Para além disso, tratar a Olimpíada como megaevento esportivo significa levar os alunos ao entendimento do significado de desenvolvimento urbano centrado no conceito de Cidade Empresarial, onde ações centradas no conceito de Gentrificação ganham espaço, se tornando prática corrente”, aponta o professor.

Para trabalhar temas e valores associados aos jogos olímpicos, confira a lista com algumas indicações:

– Livro “Os Jogos de Minha Escola”
O livro infanto-juvenil, de Lino Castellani Filho e Rafael Moreno Castellani, propõe ressignificar as competições esportivas e motivar os alunos por meio da prática social do esporte.

– Vídeo “Olimpíadas Rio 2016: quanto custa e quem paga a conta?”
Com duração de 6 minutos e 38 segundos, o vídeo aponta as despesas do evento e explica quem é responsável por pagar as despesas.

– Meninas Empoderadas
Em parceria com a ONU Mulheres e com a ONG Women Win, os conteúdos disponíveis no site do projeto Transforma debatem questões de gênero e a participação das mulheres na prática esportiva.

– As tochas Olímpicas e Paralímpicas
Em uma série de três aulas digitais, são apresentados conceitos, curiosidades e a história da tocha olímpica.

– A física dos esportes
As aulas digitais explicam movimentos perfeitos, gols e outros fenômenos esportivos a partir da física.

– Acessibilidade, direito de todos
Em uma série de aulas, desenvolvidas em parceria com o Abraça, programa de sustentabilidade dos Jogos Rio 2016, são apresentadas dicas para trazer o tema acessibilidade para escola.

A história dos Jogos Olímpicos na literatura

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Desenhos de um vaso da antiga Grécia, do Museu Olímpico de Lausanne.

Desenhos de um vaso da antiga Grécia, do Museu Olímpico de Lausanne.

 

Píndaro enunciou que a glória olímpica continua após a morte

Juan Antonio González Iglesias, no El País

No mundo antigo os poetas e os escultores modulam a presença social do divino. Por isso estão no coração da disputa olímpica. Os atletas vitoriosos colocavam uma coroa de louros em suas cabeças, cortada com uma foice de ouro por um jovem eleito. Depois vinham as honras a longo prazo: uma estátua e um poema. Mesmo já não estando mais em uma época literária, nossa percepção do espírito olímpico continua sendo estatuária e poética. Queremos continuar tendo os corpos bem proporcionados dos mármores helênicos. E, sem ter lido Píndaro, almejamos o cumprimento da promessa de suas odes triunfais. Foi ele quem enunciou (como os matemáticos enunciam um axioma) que a glória olímpica continua após a morte. No século VI a.C. o poeta de Tebas representa ideais ao mesmo tempo arcaicos e aristocráticos, duas linhas fortes que permanecem imiscuídas no mistério do esporte olímpico, porque as inovações sociais e tecnológicas se desvanecem quando chega a hora da verdade. Mesmo ocorrendo em público, a glória olímpica continua sendo um segredo.

Píndaro escreveu várias coleções de odes. As mais famosas são as Olímpicas. Em uma sociedade educada na literatura, os atletas competiam poeticamente. Sonhavam com seu futuro poema enquanto lançavam o disco. Com precisão e beleza, como deve fazer um poeta, Píndaro definiu para sempre o mito do espírito olímpico: “o julgamento sagrado dos Grandes Jogos / e a festa a cada quatro anos”. O poeta retransmite, os Jogos Olímpicos em uma narração que vale mais do que qualquer transmissão ao vivo: “o néctar destilado dos Jogos, esse dom das Musas, / eu o envio aos homens”. É difícil lê-lo. Para traduzi-lo às vezes é preciso mais um adivinho do que um intérprete. É obscuro até brilhar. No começo de sua primeira Olímpica estabeleceu que o melhor é a água (“a água é bem precioso / e entre o rico tesouro / como o ardente fogo na noite escura / assim reluz o ouro”). Profetizou as medalhas de ouro e até a natação olímpica, que no mundo antigo não existiam.

A Grécia antiga nos aparece agora como metáfora em miniatura de nosso mundo. A disputa olímpica dava coesão nacional aos gregos, atomizados em cidades-estados diferentes. Pitágoras comparou a vida com os Jogos Olímpicos, que recebem três tipos de pessoas: os atletas, pela glória; os comerciantes, pelo dinheiro: os espectadores, que buscam somente a contemplação, são os melhores, como os filósofos.

Por outro lado, o ritmo quadrienal pautava a vida dos gregos. Os biógrafos nos contam que Platão viveu vinte Olimpíadas. Bela maneira de nomear os oitenta anos que talvez acabe voltando.

No século I a.C. Horácio descreve a literatura como esporte. Em sua Arte Poética, a Carta Magna da Literatura, descreve os sacríficos do atleta, que mudaram muito pouco: “O que agora se esforça por chegar / correndo até a meta desejada, / sofreu muito quando criança, treinou muito, / suou e esfriou, se privou / de Vênus e de vinhos”. Não sabemos se os escritores devem também se privar de festas e de sexo. Mas se alguém quer publicar algo verdadeiramente novo “sue muito e se esforce”. O prêmio será como o do atleta: “Tamanha honra representam os vocábulos!”.

Quando o espírito olímpico foi restaurado com os Jogos Modernos, Pierre Fredy de Coubertin (1863-1937) quis recuperar o projeto clássico, incluindo competições literárias e artísticas, com medalhas tão válidas como as esportivas. Como o esporte, tentou-se excluir os profissionais, o que prejudicou a qualidade. Curiosamente o mesmo Coubertin ganhou, sob pseudônimo, a primeira edição literária com uma Ode ao Esporte.

Os Jogos Olímpicos de Paris em 1924 se viram envoltos em uma eclosão literária digna da Hélade. Foi criada a categoria “escritores esportivos”. Foi debatido se deviam ser também atletas. A poetisa inglesa Margaret Stuart ganhou a medalha de prata de Paris com Sword Songs. A de bronze foi para a França com Vers le dieu d’Olympie, de Charles Gonnet, que além de escritor era jogador de rúgbi, nadador e patinador. Em Berlim, o italiano Bruno Fattori ganhou a prata com odes triunfais intituladas Profili Azzuri. Esses escritores não caíram somente no esquecimento. Suas obras estão perdidas e, o pior, seus nomes foram apagados do quadro de medalhas olímpico.
Meditações e relatos

A grande obra que ficou dessa efervescência poética são as Olímpicas de Henry de Montherlant, que em 1924 era um fidalgo que praticava futebol e atletismo. Montherlant alterna poemas com meditações e relatos. Foi um acontecimento a grande atenção que dedicou ao corpo feminino musculoso, coisa não totalmente incoerente com sua misoginia. Descreveu muito melhor os corpos masculinos, o suor, a camaradagem dos que competem: “Se cultuássemos as Horas, adoraria a Hora em que coloquei meus pés neste estádio”, deixou escrito.

Pôster dos jogos de Paris em 1924, do Museu Olímpico de Lausanne

Pôster dos jogos de Paris em 1924, do Museu Olímpico de Lausanne

 

As vanguardas literárias receberam eufóricas todas as modalidades esportivas. Paradoxalmente, ao mesmo tempo, o espírito olímpico passou a ser um fenômeno de massas, e outros se encarregaram de representá-lo: o cinema, a televisão e ultimamente a Internet.

Das recentes criações olímpicas em nossas letras, mencionarei somente três, desordenadamente. A revista literária Matador publicou a menos de um mês um número esplêndido dedicado aos Jogos Olímpicos. Seu grande formato faz com que as ilustrações e os textos pareçam ter as dimensões do cinema e até mesmo do estádio, magnitudes inevitáveis cada vez que pensamos no esporte olímpico.

Antes, Luis Antonio de Villena exaltou o ginasta russo Alexei Nemov invocando o número de ouro. E, por fim, Aurora Luque, a mais grega de nossos poetas, nos deu em 2004 a síntese pós-moderna perfeita dos Jogos Olímpicos de Atenas: “Essa mistura de roupa esportiva e coroa de louros”.

Juan Antonio González Iglesias é poeta, autor de Isso é meu Corpo e professor de Filologia Latina na Universidade de Salamanca.

O eclipse olímpico

Os Jogos Olímpicos antigos contaram com a desaprovação das grandes religiões monoteístas. O historiador Flavio Josefo, que nasceu por volta do ano 37 depois de Cristo, conta que Herodes o Grande organizou competições esportivas entre os judeus, e chegou a ser um dos mais generosos patrocinadores dos Jogos gregos. Os judeus ortodoxos criticaram esse esbanjamento por corromper suas tradições.

Algo semelhante aconteceu com os primeiros cristãos. O imperador Teodósio, no ano 393, consolidou o cristianismo como única religião e aboliu os Jogos. O Islã chegou tarde a essa batalha. O que os incomodava? O paganismo da festa? Sim, e talvez ainda mais suas manifestações concretas: o corpo, a nudez, o erotismo. A possibilidade de um cumprimento pleno do ser nesse mundo. Também a felicidade física (e metafísica): o anthropos no kosmos, o continuum feliz da pele com o mundo.

Mesmo com a benção do Papa João XXIII aos Jogos de Roma em 1964, a reconciliação do cristianismo com o espírito olímpico começa antes, pela literatura. Na Salamanca do XVI, Frei Luis de León traduziu a Olímpica I de Píndaro, A água é um bem precioso. No final do século XIX, o bispo Montes de Oca traduziu todas as Odes de Píndaro em seu México natal, comparando-o com a Bíblia e imitando prudentemente Frei Luis. Também nisso o frade é um precursor de nossa modernidade literária e um marco da literatura olímpica. Merece a coroa de louros. E um ouro absoluto.

Biblioteca Parque do Rio de Janeiro oferece atrações ligadas à Olimpíada para crianças

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Entrada da Biblioteca Parque Estadual, no centro do Rio Tomaz Silva/Agência Brasil

Entrada da Biblioteca Parque Estadual, no centro do Rio Tomaz Silva/Agência Brasil

 

Alana Gandra, na Agência Brasil

A Biblioteca Parque Estadual, ligada à Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro, intensificou a programação cultural gratuita por causa dos Jogos Olímpicos e oferecerá no período atrações especiais, voltadas principalmente para as crianças.

Como as férias escolares coincidem com os Jogos, um dos programas da biblioteca foi inspirado em viajantes que estão na capital fluminense para o evento. Denominada Volta ao Mundo na Biblioteca Parque Estadual, a atração inclui contação de histórias de diversas culturas.

“A cada dia, teremos uma viagem para um país diferente. Os exemplos são Peru, onde se abordará as fases da lua; México, com história ligada ao Dia dos Mortos mais a artista Frida Kahlo; a Índia, com o Festival das Cores, entre outros países”, contou a diretora da biblioteca, Adriana Karla Rodrigues.

A atração terá sessões até o dia 26 de agosto, de terça a sexta-feira, das 15h às 17h. Serão distribuídas senhas uma hora antes.

Outro destaque da programação é o Cine Pipoca Olímpico, com exibição de filmes sobre o espírito esportivo, que ocorrerá todos os sábados de agosto das 17h às 18h30. Nos dias 6 e 20, será exibido o desenho animado Kung Fu Panda 2, no qual um urso panda vive o sonho de se tornar um grande guerreiro para proteger o Vale da Paz. No dia 13, o filme será Jamaica Abaixo de Zero, sobre a preparação de atletas jamaicanos, país de clima quente, para os Jogos de Inverno. Fechando o ciclo, no dia 27, será exibido o filme Harry Potter e o Cálice de Fogo, no qual o estudante mais famoso da escola de bruxos Hogwarts é selecionado para participar do Torneio Tribruxo, competição internacional do jogo quadribol, e tem que enfrentar alunos mais velhos e experientes.

Exposição e livros

A programação da Biblioteca Parque também inclui uma exposição gratuita de uniformes e objetos oficiais olímpicos de diversas modalidades, como basquete, vela, vôlei, handebol e rúgbi. As peças ficarão expostas no Café Literário, de 6 a 20 de agosto.

A diretora da biblioteca disse que, para não deixar os livros – protagonistas da instituição – de fora da programação especial Rio 2016, a equipe do acervo da instituição selecionou publicações para contar a história das olimpíadas, abordando os heróis da Antiguidade, o olimpismo no Brasil e suas conquistas. A exposição especial de livros ficará aberta ao público até o dia 31.

Adriana espera que o público da biblioteca aumente por causa da programação especial para o período olímpico. “Acredito que vai bombar assim que as pessoas souberem que os equipamentos culturais estão abertos.”

A programação normal da biblioteca será mantida, segundo a diretora, com contação de histórias aos sábados e a apresentação de coral formado por pessoas em situação de rua às quintas-feiras. “A biblioteca continua a todo vapor com essas atividades”, disse.
Edição: Luana Lourenço

“50 Tons de Cinza” conquista atletas e promove debate sobre sexo

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Luiza Oliveira, no UOL

Sucesso em todo o mundo, o livro ‘50 Tons de Cinza’ invadiu também o mundo do esporte. Várias atletas se renderam à ardente relação entre a estudante Anastasia Steele e o jovem empresário Christian Grey. Ela se apaixona, ele se encanta, e criam, então, um romance em que a moça se submete às regras e aos desejos nem tão convencionais do rapaz.

A jogadora de basquete Iziane ainda nem leu, mas já se derrete pelo estilo dominador do personagem. Atarefada com as aulas da faculdade de Administração, Iziane só ouviu falar – e muito – da obra da autora inglesa E. L. James. O suficiente para considerar que o livro é ‘a sua cara’. A atleta do Maranhão Basquete fala abertamente sobre sexo e diz que ‘vale tudo entre quatro paredes’.

Veja 50 práticas sadomasoquistas classificadas em 50 tons de cinza

“Eu gosto de homem com personalidade forte, dominador, e ter ciúmes é bom também. Acho ele (protagonista) um cara interessante, um personagem intrigante que desperta curiosidade. Eu sou daquelas que pensam que entre quatro paredes vale tudo. Cada um tem de saber seu limite pessoal e agradar o outro”.

Iziane já teve até problemas na seleção brasileira por conta de sua ‘liberdade’. A ala-armadora foi cortada dos Jogos Olímpicos de Londres após levar seu namorado para o quarto na concentração em Lille, na França, onde o time disputou um amistoso preparatório para a competição.

Jogadora de vôlei e eleita miss Rio Grande do Sul, Luciane Escouto também se rendeu à obra. Ela que tem como um dos hobbys a leitura pretende adquirir os outros dois livros que completam a trilogia, e disse estar curiosa para saber o fim do caso entre Anastasia e Grey.

Luciane demonstra certa timidez para tocar no assunto, mas revela não ser adepta do estilo de relação abordado no livro. “Cada um tem seu estilo. Ele tem o dele, e a companheira vai aceitando. Quero ver como vai terminar a história. Acho que cada pessoa tem seu jeito. Mas não é meu estilo de relacionamento”.

O ‘50 tons de cinza’ também conquistou a oposto Sheilla, do Sollys/Nestlé. A atleta da seleção brasileira de vôlei já leu a trilogia que inclui os livros ’50 Tons de Liberdade’ e ’50 Tons Mais Escuros’, mas não demonstra estar à vontade para falar sobre o assunto. Sheilla se resume a dizer que gosta da mudança que Christian Grey apresenta ao longo da trama, tornando-se um homem mais sensível.

Companheira de Sheilla no Sollys, Camila Brait deve ser a próxima a entrar para os fãs da trama. Além das opiniões gerais sobre os personagens e o enredo, despertaram sua curiosidade os comentários de sua mãe após terminar a leitura.

Mas nem todo mundo concorda com a relação entre os protagonistas a virgem de 21 anos e o magnata. Na história, Anastasia descobre o mundo do sadomasoquismo por meio do parceiro. Ela se torna escrava sexual de Grey em uma relação conturbada, cheia de regras e até cláusulas contratuais.

Medalhista de bronze do pentatlo moderno nos Jogos de Londres, Yane Marques reprova o jogo de submissão. Ela leu a obra, que se tornou ‘febre’ em Recife, onde vive, por curiosidade. Mas não gostou e considera o romance muito machista.

“Na sociedade em que a gente vive é difícil aceitar. É muito forte a submissão. Como pode um relacionamento com cláusulas? O cara dá um celular para rastrear e controlar a mulher”, diz, com tons de indignação. “Jamais teria um relacionamento assim. Ele pode ter dinheiro, mas essa doença não dá, não”.

Livro revela segredos do guarda-roupa da rainha Elizabeth II da Inglaterra

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Imagem Google


France Presse, no G1

Da confecção ultrasecreta do modelo que utilizou no encontro com James Bond na abertura das Olimpíadas de Londres 2012 até os pesos colocados nas bainhas de suas saias para evitar voos inconvenientes, um livro revela alguns segredos do vestuário da rainha Elizabeth II.

Em ‘Dressing the Queen’ (‘Vestindo a rainha’, em tradução livre), lançado nesta segunda-feira, a personal stylist da soberana desde 2002, Angela Kelly, conta em primeira pessoa alguns dos detalhes do estilo meticulosamente cuidado da que continua sendo, com 86 anos, uma das mulheres mais fotografadas do mundo.

Kelly explica que trabalhou durante vários meses, em estreita colaboração com o diretor Danny Boyle, para criar o famoso vestido de renda e contas de cristal de cor pêssego que a rainha utilizou em agosto na cerimônia inaugural dos Jogos Olímpicos.

A personal stylist confessa que nem mesmo os outros estilistas do palácio sabiam por que estavam fazendo duas versões do mesmo vestido, um para a verdadeira monarca e o outro para o dublê que rodou a cena na qual Elizabeth II saltava de paraquedas sobre o estádio a partir de um helicóptero.

Kelly revelou que outra escolha fundamental foi a cor do traje, que tinha que se destacar durante a queda noturna da rainha de paraquedas e não podia se associar com nenhum país participante em particular.

Mas a equipe de estilistas da rainha está acostumada a pensar em todo tipo de detalhes em função de seus compromissos, como demonstram os dois anos de trabalho gastos para criar seu vestuário para o 60º aniversário de sua ascensão ao trono, marcado neste ano por diversas cerimônias.

Para o clímax das celebrações, a majestosa procissão fluvial liderada pela rainha no início de junho – realizada em meio ao frio e a uma intensa chuva -, Kelly criou um vestido com casaco combinando inspirado em sua antepassada Elizabeth I, e teve a feliz ideia de incluir uma pashmina.

‘Nunca pensamos que o tempo estaria tão ruim, mas estou feliz por termos dado a ela um pouco de proteção da chuva e do vento’, escreveu em seu livro.

Entre outros detalhes, Angela Kelly tambem descreve que a soberana não utiliza chapéu a partir das seis da tarde e que às vezes pede para que sejam colocados pesos nas bainhas de suas saias.

‘A rainha realiza uma ampla gama de compromissos, muitos dos quais ao ar livre, onde um vento inesperado pode provocar constrangimentos’, afirma neste livro com fotografias e esboços que está disponível por 24,95 libras (40 dólares, 31 euros).

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