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Posts tagged joias

Bons ares, bons livros, capital argentina une viagem e literatura

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Conhecida por sua veia cultural, Buenos Aires é das poucas cidades no mundo que podem se gabar de ter tão profunda relação com seus escritores

Buenos Aires

Publicado na Rede Brasil Atual

Entre os muitos caminhos possíveis a trilhar numa cidade com a riqueza histórica e cultural de Buenos Aires, estão os roteiros inspirados na vida e na obra de mestres como Julio Cortázar, Jorge Luis Borges e Ernesto Sábato, ou ainda de estrangeiros como Federico García Lorca e Antoine Saint-Exupéry, ambos com passagens marcantes pela capital argentina.

A geografia literária de Cortázar inclui locais como a Plaza de Mayo, a Galería Güemes e as grandes avenidas do centro, presentes em livros como Bestiário, Histórias de Cronópios e de Famas e O Jogo da Amarelinha, este tido como sua obra-prima. Uma das grandes joias arquitetônicas da cidade, a Güemes é o cenário do conto “O Outro Céu”, lançado em 1966, no livro Todos os Fogos o Fogo. Nele, o personagem entra pela bela galeria portenha e é lançado à Galeria Vivienne, em Paris, cidade que também foi morada do escritor por muitos anos. Inaugurada em 1915, no número 165 da Calle Florida, a Güemes é um dos notáveis exemplos de art nouveau da cidade, e foi bastante frequentada por Cortázar durante as décadas de 1930 e 1940, a ponto de ele dizer que era “sua pátria secreta”.

Riqueza histórica e cultural

A Güemes é também marcante na história do famoso escritor francês Antoine de Saint-Exupéry, autor do best-seller O Pequeno Príncipe. Exupéry morou no sexto andar do edifício, entre 1929 e 1930, e foi ali que escreveu Voo Noturno, livro publicado em 1931, inspirado em suas aventuras como aviador da Companhia Geral Aeropostal, empresa francesa pioneira no ramo de correio aéreo com filial em Buenos Aires.

Riqueza histórica e cultural
Livraria El Ateneo Gran Splendid

Bem próximo dali está outro lugar secularmente ligado à literatura. Inaugurado em 1858, o Café Tortoni ainda preserva o clima dos grandes cafés literários, que durante o final do século 19 e meados do 20 abrigaram reuniões de grupos de escritores e artistas. Além da decoração requintada, que divide espaço com obras de arte e homenagens a frequentadores famosos, o Tortoni preserva uma programação de shows de tango que estão entre os mais tradicionais da capital.

Seguindo na toada literária, valem a visita dois edifícios localizados na Avenida de Mayo, na região central. Um deles é o Hotel Castelar, no número 1.152, que teve como hóspede o poeta espanhol Federico García Lorca, quando visitou Buenos Aires para conferências, de 1933 a meados  de 1934. O hotel ainda preserva o quarto tal como estava quando recebeu um dos maiores nomes da literatura e da dramaturgia espanhola.

O outro é o Palazzo Barolo, construído em 1923, cuja arquitetura remete ao livro A Divina Comédia, de Dante Alighieri. Construído pelo arquiteto italiano Mario Palanti, divide-se em três partes – inferno, purgatório e céu –, tal como o grande clássico italiano do século 14, além de muitas outras referências à obra. Localizado no número 1.370 da Avenida de Mayo, está aberto apenas com visitas guiadas e somente à noite. O percurso literário termina no alto de um farol construído no topo do palácio, que ilumina a cidade de forma inspiradora.

Literalmente importantes

Buenos Aires
Galería Güemes

Alguns bairros também são literalmente importantes na capital argentina. É o caso de Palermo, na região nordeste da cidade, que tem  Jorge Luis Borges como seu grande representante. “As imagens podem ser cordilheiras, pantanais com andaimes, escadas em caracol que desaparecem em porões, areais cujos grãos devo contar, mas qualquer dessas coisas é uma embocadura precisa para o bairro de Palermo”, escreveu Borges no  livro Atlas, lançado em 1985, um ano antes de sua morte.

Um passeio pelo universo borgiano pode começar no coração desse bairro que hoje é sinônimo de cafés, restaurantes e livrarias, muitas destas com bons cafés e extensa programação cultural.

Dois bons exemplos são a Libros del Pasaje e a Eterna Cadencia, que merecem ser visitadas mesmo que você não leia nada em espanhol. Ambas possuem atividades culturais, saraus e ambientes aconchegantes, onde você pode ler seu autor preferido e passar horas rodeado de livros e de gente interessante. Ficam bem perto da antiga Calle Serrano, hoje

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19 clichês de capas de livros

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Alessandro Martins, no Livros e Afins

Alguns estilos de capas de livros são tão manjados, tão clichês que acabam sendo repetidos indefinida e descaradamente. Basta que surja um novo best-seller para que você veja esse curioso fenômeno acontecer.

É quase uma maneira de as editoras indicarem ao leitor de um gênero ou subgênero de que se trata mais ou menos do mesmo conteúdo daquele outro livro que ficou famoso em determinado estilo.

Em alguns casos, o leitor pode acabar comprando por achar que se trata daquela obra mesmo, enganado. Sei lá.

Esse tipo de comportamento das editoras demonstra o quanto elas valorizam determinada obra pelo que realmente ela é ou pelo quanto ela pode vender para um determinado tipo de público.

Se uma editora resolve investir em um design original, certamente é porque o livro tem, dentro do possível, uma boa dose de originalidade e ela estará oferecento ao seu público uma quantidade mínima de arte e autenticidade. É o caso em que é justo se julgar o livro pela capa.

Vi este post originalmente no BuzzFeed: 19 capas de livro clichês.

1. O assustador “homem-sihueta”

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2. Mulher segurando uma gaiola vazia

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3. O homem ao lado da cerca

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4. Uma mulher com um vestido branco

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5. Mulher usando um longo, com as costas expostas

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6. O carinha com espada

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Livro analisa o estilo de Michael Jackson com joias e pérolas

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Roupas usadas por Michael Jackson, morto em 2009, são tema de livro escrito por Michael Bush (Foto: Reuters/Pop Regalia LLC)


Publicado originalmente no G1

Michael Jackson foi um artista único, que supervisionava todos os detalhes de seus shows, da coreografia ao strass e pérolas cuidadosamente costuradas à mão em suas roupas, disse seu antigo figurinista. Tanto quanto a música e a dança caracterizaram a superestrela do pop, Jackson também ficou conhecido por seu estilo, de roupas militares a luvas incrustadas de jóias, chapéus e jaquetas cuidadosamente elaboradas.

Em um novo livro, “O rei do estilo: Vestindo Michael Jackson”, em tradução livre, Michael Bush, o homem que desenhou e costurou os figurinos que Jackson usou no palco por 25 anos até a morte do pop star em 2009, apresenta uma visão dos bastidores do astro e do desenvolvimento do estilo que se tornou sua marca registrada.

“As roupas tinham que trabalhar em torno do modo como ele estava se apresentando”, disse Bush à Reuters em uma entrevista por telefone. “Era uma camada adicional de refinamento e detalhe que ele projetava para sua audiência.”

Tudo que Jackson vestia tinha um foco e era uma extensão do que ele fazia no palco, com a dança tendo um papel fundamental no design das roupas. Ele preferia strass e miçangas porque elas refletiam com a luz do palco.

Funcionalidade e conforto eram essencial, com gravatas e franjas proibidas porque poderiam ser agarradas por fãs. “Tudo era muito bem pensado”, disse Bush, acrescentando que na medida que os estádios ficavam maiores, as calças de Jackson ficavam cada vez menores, para que suas meias de strass pudessem ser vistas.

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