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Posts tagged Jorge Mario Bergoglio

Papa abençoa a lista e Record sobe no altar

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Papa coloca sete livros na lista e Record assume 1º lugar no ranking das editoras

Cassia Carrenho, no PublishNews

A semana foi de destaque para o Rio e o Papa, e aqui na lista de mais vendidos não seria diferente. O Rio, pelo excelente desempenho da carioca Record, que deixou para trás a também carioca Sextante e assumiu o 1º lugar no ranking das editoras. Vale lembrar que recentemente a editora fez uma promoção com 400 livros com 50% de desconto, então não é milagre do Papa…

Esse, por sinal, tá mais famoso que o galã da lista de mais vendidos, Mr Gray. Essa semana cinco livros de sua autoria, ainda como cardeal Jorge Mario Bergoglio, e outros dois, sobre sua vida, entraram na lista. Só a Benvirá colocou quatro livros: A oração, Razão e fé, A solidariedade e A dignidade. Por aqui, nada de lama no caminho do Papa.

Já a distância entre o céu e o inferno diminuiu quase mil livros. O livro de Dan Brown, Inferno (Arqueiro) vendeu 9.221 e Kairós, do Padre Marcelo (Principium), 6.477. Uma diferença de 2.744 – a diferença semana passada era de 3.612.

Outras novidades da semana foram: não ficção, O capital (Civilização Brasileira), Francisco: o Papa dos humildes (Universo dos Livros) e O ciclo da auto-sabotagem (BestSeller); autoajuda, Seja a pessoa certa no lugar certo (Gente); negócios, Administração de projetos (LTC).

Livro sobre Papa chega ao Brasil

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Publicado no O Diário de Mogi

Chega ao Brasil, “Francisco – um papa do fim do mundo”, primeiro livro publicado sobre o novo papa. O especialista em religião e Vaticano Gianni Valente, amigo do cardeal Jorge Mario Bergoglio desde 2002, traça nessa obra um perfil do líder religioso argentino, de seu trabalho junto aos pobres nas favelas e da ação de suas ideias.

No livro, ele é retratado como pastor generoso e caridoso de seu desvalido rebanho de fiéis, mas também como crítico destemido do liberalismo econômico, da especulação financeira, da evasão fiscal, da falta de respeito às leis e da corrupção política e empresarial. É um perfil sucinto, mas poderoso, do papa que a cada dia surpreende o mundo com seus gestos. No Brasil, desde a última terça-feira, ele se mostrou próximo do povo quebrando o protocolo em diversas ocasiões.

O livro conta passagens como a ocorrida na década de 60, quando um grupo de sacerdotes foi morar nas favelas de imigrantes da capital argentina, para apoiá-los nas lutas políticas e sociais. Em 2001, quando a economia argentina entrou em colapso, os efeitos sobre a população pobre foram devastadores. O papel daqueles padres e de seus discípulos — entre os quais o então arcebispo de Buenos Aires, Jorge Mario Bergoglio, o atual papa Francisco — foi decisivo para consolar e orientar aquelas pessoas.

O jornalista Gianni Valente, um dos maiores especialistas em catolicismo do mundo, foi várias vezes à Argentina, desde 2002, e tornou -se amigo do arcebispo que veio a ser cardeal e finalmente papa.

O primeiro livro sobre o papa Francisco foi publicado na Itália 30 dias após a eleição do religioso. Não se trata de uma biografia, mas de uma boa reportagem que mistura lembranças, situações e — o que mais importa — as ideias desse papa que se revelou, desde o primeiro dia, bem diferente de seus antecessores.

Francisco é apresentado juntamente com aqueles padres que, nas favelas, ouviam o choro escondido — para que os filhos não vissem — dos pais e mães que haviam perdido o emprego e não viam nenhuma perspectiva de futuro. Aqueles padres enfrentavam o desalento, a violência, o tráfico de drogas, mas não abandonavam o seu rebanho. O futuro papa Francisco aparece aqui como o pastor generoso e caridoso daquele rebanho, mas também como o firme defensor  dos dogmas católicos e crítico destemido do liberalismo econômico, da especulação financeira, da corrupção política e empresarial.

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Livro conta bastidores da eleição do Papa Francisco

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Obra de Gerson Camarotti é fruto da cobertura de dois conclaves em Roma. Para autor, visita de Bergoglio ao Brasil se relaciona com reforma da Igreja.

Renan Ramalho no G1

"Segredos do Conclave", de Gerson Camarotti (Foto: Reprodução/Geração Editorial)Na mesma semana em que desembarca no Brasil o Papa Francisco, chega às livrarias do país um livro que conta os bastidores de sua escolha para o comando da Igreja Católica e as esperanças depositadas no pontífice para uma reforma da maior e mais antiga instituição religiosa do mundo.

Em “Segredos do Conclave” (Geração Editorial, 304 páginas), o repórter da GloboNews e blogueiro do G1 Gerson Camarotti relata não apenas os conchavos e intrigas que elevaram o argentino Jorge Mario Bergoglio ao posto mais alto da Santa Sé, mas faz também um prognóstico da guinada evangelística que o primeiro papa jesuíta da história pretende dar ao catolicismo, principalmente a partir da América Latina.

O livro é fruto da experiência do jornalista na cobertura dos dois últimos conclaves do Vaticano e o intervalo entre eles.

Já no primeiro capítulo, Camarotti narra em detalhes a sutil articulação de cardeais latinos, africanos e asiáticos em busca de uma renovação da Cúria ante o establishment europeu no conclave de março.

 

 

 

Leia trecho do livro
     Jamais a Santa Sé seria a mesma depois daqueles dias surpreendentes, entre os meses de fevereiro e março de 2013. Foi possível acompanhar uma sequência de fatos inéditos que teve início com a decisão de Bento XVI de renunciar a seu pontificado. Isso não ocorria no Vaticano havia seis séculos. O gesto revolucionário de Bento XVI abriria espaço para a realização de mudanças que ele próprio não conseguiu fazer durante os oito anos que ficou à frente da Igreja.     Foram dias turbulentos na cúria romana, marcados por uma forte disputa de poder entre os cardeais. Vieram à tona novos escândalos de pedofilia. O cardeal de Edimburgo renunciou ao posto para evitar o desconforto dos colegas no Conclave. Em meio à crise envolvendo o Banco do Vaticano, foi escolhido às pressas um novo presidente para o Instituto para Obras Religiosas (IOR). Pouco antes, em dezembro de 2012, o papa já havia concedido o perdão a seu mordomo, que vazara os documentos secretos do Vaticano.

     Foi nesse ambiente de águas agitadas, como registrou o próprio Bento XVI, que se realizou o Conclave que elegeu o papa Francisco. Fechados na Capela Sistina, os cardeais sinalizariam claramente um movimento de mudança na Santa Sé. Isso começou a ficar claro um pouco antes, já nas reuniões das congregações gerais. Os purpurados que chegavam dos continentes mais distantes cobravam transparência da cúria romana. Estavam assustados com o noticiário e queriam abrir a caixa‑preta do Vaticano.

     Foi esse sentimento de mudança que permitiu que surgisse com força a candidatura do arcebispo de Buenos Aires, cardeal Jorge Mario Bergoglio.

O jornalista mostra, por exemplo, que nas conversas reservadas, Bergoglio surgiu forte desde o início, mas sua campanha era imersa em segredo e passava longe das especulações na mídia justamente para preservá-lo de ataques que poderiam minar sua pretensão. Enquanto Bergoglio era figura ausente nas apostas dos principais vaticanistas, foi Camarotti, aliás, um dos primeiros na imprensa mundial a detectar a preferência dos latinos pelo argentino, em detrimento do brasileiro Odilo Scherer, até então apontado como um dos favoritos (relembre aqui no post de seu blog).

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