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Promoção: “Decole”

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decole

 

Águias são pássaros fortes, podem voar muito alto, planar por longas distâncias e alcançar velocidades incríveis em busca de alimento. Os pombos, ao contrário, passam a maior parte do tempo empoleirados à espera de comida.

Deus o criou para voos mais desafiadores e não para viver à espera de algo que caia do céu e sacie suas necessidades.

A boa notícia é que o mesmo Deus que o criou e o desafia também se dispõe a acompanhar você em uma jornada surpreendentemente maravilhosa.

Kenny Luck revela como reorientar a sua trajetória de vida para ser aquilo que Deus sonhou para você.

Vamos sortear 3 exemplares de “Decole”, lançamento da Ed. Mundo Cristão. O sorteio será realizado no dia 11/3 às 23:59h.

Para participar é muito fácil: Basta deixar 1 comentário neste post respondendo “qual é o seu maior desafio neste ano”.

O resultado será divulgado no perfil do twitter @livrosepessoas e os ganhadores terão 48 horas para enviar seus dados completos para o e-mail [email protected].

O prazo de entrega é de 30 dias e o envio é de responsabilidade da editora.

 

Parabéns aos ganhadores: Mariana, Quenani Leal e Débora Barreto =)

Caminho para a educação das crianças passa pelos livros

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Magaléa Mazziotti no Paraná Online

Os filhos não vêm com manual de instrução, mas é cada vez mais comum os pais recorrerem às livrarias para encontrar nos livros a orientação que os auxilie na missão de formar um ser humano. No fim do ano, o livreiro e editor Aramis Chain reparou no número expressivo das vendas de títulos relacionados ao tema. “Depois dos 50 tons, foram os livros de orientação dos pais que mais venderam no Natal”, compara. Embora ele e os especialistas em comportamento humano aprovem essa busca, a efetividade do que é apresentado nos livros depende da disposição em realizar mudanças em toda a dinâmica entre pais e filhos. Há de se ter em mente que se dá um passo de cada vez nessa empreitada e que pensar apenas no resultado torna tudo mais difícil.

Para a psicóloga e mestra em Psicologia da Infância e da Adolescência da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), Patrícia Guillon, esse movimento dos pais às estantes de bibliotecas e livrarias é o desdobramento do que as transformações sociais, principalmente a chamada tripla jornada feminina (mãe, esposa e profissional), causaram.

Reformulaçã da família

Em contato direto com os compradores desse tipo de literatura, Aramis Chain também acredita que o caminho passa pelos autores e atitude dos pais de repensarem a educação dos filhos. “Hoje é muito comum as escolas recomendarem tratamentos psiquiátricos por causa da hiperatividade e a falta de limites de crianças e jovens. Para os frequentadores da livraria que estão nesse dilema sempre digo que um bom livro sobre o tema é muito mais em conta do que medicamento como ritalina e seus efeitos se perpetuam”, defende.

Patrícia Guillon diz que é comum o livro servir de pontapé inicial para a família se reformular. “Muitos chegam ao consultório depois de lerem algo que os tocaram. O profissional de Psicologia sabe que quando inicia a terapia com criança ou adolescente começa o tratamento com toda a família, porque só haverá mudança no comportamento da criança se o ambiente familiar modificar”.

Larissa Maranhão, a alagoana que quer construir um país de letrados

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Larissa Maranhão, 18 anos: “Sociedade que escreve bem, funciona bem. E o Brasil está longe de atingir esse ideal”Larissa Maranhão, 18 anos: “Sociedade que escreve bem, funciona bem. E o Brasil está longe de atingir esse ideal” (Reprodução)

Uma das vencedoras do Prêmio Jovens Inspiradores, ela usa a internet para corrigir redações de estudantes e, assim, ajudá-los a avançar nos estudos

Nathalia Goulart, na Veja on-line

O estado de Alagoas ostenta alguns dos piores índices do país quando o assunto é leitura. Segundo dados da Prova Brasil, avaliação que mede a qualidade da educação pública no ciclo básico, apenas 13% dos estudantes dominam os conhecimentos esperados de língua portuguesa ao final do 5º ano do ensino fundamental. No 9º ano, a situação é ainda mais dramática: só 8% aprendem o que deveriam. Isso significa que quase todos os alunos alagoanos completam nove anos de instrução acadêmica sem capacidade para compreender o conteúdo de um texto simples. É triste para cada um deles, e um desastre para o Brasil.

Larissa Maranhão (assista ao vídeo), de 18 anos, nasceu e cresceu em Alagoas. Ao contrário da esmagadora maioria dos jovens de seu estado, contudo, tem intimidade com as letras – e paixão por elas –, fruto da educação recebida em uma boa instituição de ensino privada e do apreço de sua família pelo conhecimento. Um exemplo: Larissa passou a infância em meio aos 10.000 livros acumulados pelo avô em uma biblioteca particular e, ainda pequena, recitava versos do poeta Gonçalves Dias. O apreço pelo conhecimento adquirido pela leitura trouxe consigo a preocupação com aqueles que não dominam as letras. “Sociedade que escreve bem, funciona bem. E o Brasil está longe de atingir esse ideal”, dizia Larissa no vídeo em que apresentou sua inscrição no Prêmio Jovens Inspiradores – primeira etapa da jornada que consagrou a alagoana uma das vencedoras do concurso.

O vídeo revelou uma combatente. E o inimigo que ela elegeu combater foi descoberto por acaso. Ao concluir o ensino médio, Larissa atingiu uma meta perseguida por milhões de jovens brasileiros: a nota 1.000, máxima pontuação possível, na temida prova de redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

A dissertação exemplar virou notícia e, além de congratulações, Larissa passou a receber pedidos de ajuda via internet e redes sociais. “Se esse feito foi visto com destaque em âmbito nacional, imagine em um estado pequeno com o mais alto índice de analfabetismo do Brasil”, diz Larissa. “Muita gente me adicionou no Facebook em pouco tempo.” Eram jovens como ela, ansiosos por aprovação no vestibular ou simplesmente por conhecimento. Larissa poderia ter se deitado sobre os louros. Preferiu sentar-se à escrivaninha e, computador em mãos, responder uma a uma as mensagens enviadas. Comentava as redações recebidas, oferecia análises personalizadas, apontava os pontos fracos, ressaltava as qualidades.

Os pedidos de ajuda ganharam tal volume que Larissa migrou para um blog, batizado Enem RED, onde compartilha informações com mais gente. O modelo segue ativo. A cada 15 dias, apresenta um tema para dissertação, além de textos de apoio, no formato dos grandes vestibulares. Todas as redações enviadas são corrigidas e ninguém fica sem resposta – garante Larissa. Adicionalmente, a cada quinze dias, um professor convidado dá orientações complementares.

Em breve, o Enem RED se converterá em um portal, oferecendo também subsídio àqueles que buscam ajuda em matemática. Larissa já firmou parcerias com escolas públicas de Alagoas para oferecer aulas de reforço e palestras de orientação profissional e empreendedorismo. Duas escolas já são atendidas e uma cartilha está sendo preparada para dar escala ao modelo de ensino. “O RED não tem data para acabar. Quero tocar esse projeto indefinidamente porque em educação não existe um ponto ótimo”, disse Larissa diante dos jurados do Prêmio Jovens Inspiradores na etapa final do desafio, quando os dez concorrentes apresentaram suas estratégias de ação para vencer desafios em áreas previamente definidas.

Com suas aulas de redação, Larissa quer alterar o cenário da educação de seu estado – quiçá, do país. “É graças à palavra escrita que podemos receber notícias dos jornais todas as manhãs, repassar de geração em geração teorias importantes desenvolvidas há centenas de anos ou até mesmo transmitir ideias com o potencial de mudar o mundo em que vivemos”, diz.

Estudante do primeiro ano do curso de ciências econômicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a alagoana se preparava, no início deste ano, para enfrentar os processos de admissão das universidades americanas. Sonhava alçar voos mais altos ao ser aceita por uma instituição renomada. Agora, como uma das vencedoras do Prêmio Jovens Inspiradores, tem garantida uma bolsa de estudos no exterior e um ano de orientação (mentoring) oferecida por profissionais de destaque do meio empresarial e político, além de um iPad.

A “aventura” tem tudo a ver com a menina que, aos 14 anos, buscando conhecimento, se enveredou pelo interior da Inglaterra e chegou a viver com uma família egípcia e que, neste ano, trabalhou como voluntária na Índia junto a crianças em idade de alfabetização. “As pessoas me dizem que sou nova demais. Mas cada pessoa se diverte de um jeito. O meu jeito foi buscando essas experiências diferentes em todas as partes”, diz.

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