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O melhor e o pior da Flip 2014

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Com altos e baixos, como estrutura de tendas reduzida, que deixou público ao sol, edição do evento agradou

RI Paraty (RJ) 03/08/2014 FLIP 2014 - Movimento na cidade no último dia da Festa Literária de Paraty. Na foto, a Praça do Telão.. Foto de Márcia Foletto / Agência O Globo - Márcia Foletto / Agência O Globo

RI Paraty (RJ) 03/08/2014 FLIP 2014 – Movimento na cidade no último dia da Festa Literária de Paraty. Na foto, a Praça do Telão.. Foto de Márcia Foletto / Agência O Globo – Márcia Foletto / Agência O Globo

Publicado em O Globo

PARATY – A incerteza de uma Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) sem grandes estrelas da literatura internacional foi quebrada por boas mesas, algumas que emocionaram a plateia. O resultado do evento, encerrado ontem, fez com que seu curador, Paulo Werneck, chegasse a declarar que essa havia sido a “Flip das Flips” — um termo considerado exagerado por muitos visitantes, sobretudo por causa da estrutura mais enxuta da festa em 2014.

A 12ª edição do evento começou na quarta-feira com uma surpresa para o público: a Tenda dos Autores dos últimos anos foi substituída por uma espécie de pavilhão, mais simples e menos imponente. Além disso, a Tenda do Telão foi abolida. Dois telões, ambos pela primeira vez com entrada gratuita, foram instalados em Paraty, sendo que um parcialmente coberto e outro sem cobertura para proteger o público do sol — que foi inclemente — e da chuva — que felizmente cessou antes do início da festa. Entre editores, jornalistas e escritores, comentou-se a nova configuração.

— Achei muito acertado o fato de o show ter sido aberto ao público. Minha crítica é ao telão, pelo fato de não haver cobertura. Minha impressão é que o público do telão foi muito menor do que os últimos anos — diz o escritor Marcelo Moutinho, que esteve em todas as 12 edições da Flip. — Houve um dia em que eu e meus amigos ficamos embaixo de um sol abrasador, e o evento teve sorte de não ter chovido.

“FLIP DAS FLIPS”

Ontem, na coletiva de imprensa de balanço, os organizadores da festa destacaram, porém, o que chamam de “evolução” na estrutura do evento. Mauro Munhoz, diretor-presidente da Casa Azul, instituição que organiza a Flip, se disse satisfeito, sobretudo pela integração das novas instalações com a cidade.

— A Tenda dos Autores era toda aberta, você não sabia onde terminava a tenda e começava o espaço comum — disse, destacando, ainda, os dois telões instalados na cidade. — No telão da Praça da Matriz, foi um clima supergostoso, com pessoas tomando sol de biquíni e curtindo a tenda.

De acordo com Munhoz, os acessos à Tenda dos Autores foram maiores este ano do que nas últimas edições, muito pela “fila do último minuto”, ou seja, a possibilidade de os visitantes comprarem ingressos conforme a organização fosse percebendo que havia assentos vazios. Foram 16.806 espectadores na Tenda dos Autores, mais do que os 13.471 de 2013.

Munhoz não confirmou se Paulo Werneck, curador pela primeira vez este ano, continuará em 2015. Werneck, por sua vez, fez um balanço bastante positivo de seu trabalho:

— É a Flip das Flips, se a gente pudesse usar uma expressão que a Dilma usou na Copa. Mas com a diferença de que a gente saiu ganhando.

A avaliação geral entre os visitantes foi que, realmente, a programação agradou — mas sem o mesmo entusiasmo do curador. O sábado, com debates que abordaram jornalismo, ditadura, a questão indígena e a guerra na Faixa de Gaza, foi o dia mais forte do evento, com destaque para a mesa que reuniu Bernardo Kucinski, Marcelo Rubens Paiva e Pérsio Arida, que emocionou o público. Outras boas mesas foram as de Andrew Solomon, na sexta, e a de Fernanda Torres e Daniel Alarcón, ontem. Uma das decepções foi com o encontro da britânica de origem indiana Jhumpa Lahiri, que ocupou o horário nobre de sábado.

A Flip 2014 também será lembrada por ter sido a primeira a incluir na programação principal um vencedor do Oscar (o diretor Charles Ferguson, de “Trabalho interno”) e um índio (Davi Kopenawa), além do sucesso da homenagem a Millôr Fernandes.

— Vi mesas muito boas e outras que me decepcionaram um pouco. Como é minha primeira Flip, não tenho como comparar com edições passadas. Mas foi uma boa experiência — disse a escritora Socorro Acioly.

Por outro lado, houve reclamações sobre a falta de nomes literários de peso.

— Minha impressão é que esta Flip foi pouco literária. Mas isso não é um juízo de valor. De todo modo, foi uma boa festa — avaliou Carlos Andreazza, editor-executivo do Grupo Record, que, meses antes, criticou a programação da Flip nas redes sociais.

No ano que vem, sem a concorrência da Copa do Mundo, a Flip volta ao mês de julho. O próximo autor homenageado deve ser anunciado em dois meses.

Família de García Márquez reconhece que saúde do escritor é “muito frágil”

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Publicado no UOL

A mulher do escritor colombiano Gabriel García Márquez, Mercedes Barcha, e seus filhos Rodrigo e Gonzalo emitiram, nesta segunda-feira (14), um comunicado reconhecendo que a condição do Nobel de Literatura de 1982 é estável, mas “muito frágil”, e que “existem riscos de complicações” devido a sua idade, 87 anos.

Os familiares do autor de “Cem Anos de Solidão” afirmaram que o romancista “continua e continuará convalescendo em sua casa” na Cidade do México, após uma internação recente por um processo de infecção pulmonar e nas vias urinárias.

“Sua condição é estável, mas muito frágil, e existem riscos de complicações por causa de sua idade”, enfatizou o comunicado.

Acrescentou que García Márquez “recebeu muitíssimas demonstrações de carinho por parte dos amigos e dos meios de comunicação”. “A família agradece estes gestos solidários e pede que sua intimidade seja respeitada”, especificou a nota.

Mais cedo, o médico do escritor, Jorge Oseguera, pediu respeito à privacidade da família e se esquivou de dar detalhes sobre o seu estado de saúde. O especialista fez breves declarações aos jornalistas quando chegou à casa do autor e, apesar de ter prometido dar detalhes quando terminasse sua visita, entrou em seu carro sem cumprir com o prometido.

Oseguera foi questionado sobre os rumores de um jornal local que, citando fontes anônimas, falam da possibilidade de García Márquez estar recebendo cuidados paliativos por causa da volta de um câncer que o afetou há vários anos, mas evitou o tempo todo a falar sobre o assunto.

O jornal “El Universal” publicou nesta segunda-feira, citando fontes anônimas “confiáveis”, que García Márquez sofre de câncer, que atinge o pulmão, os gânglios e o fígado. O autor sofreu um câncer linfático que foi superado em 1999.

Gabo, como o escritor é carinhosamente chamado, ficou internado por oito dias em um hospital da Cidade do México, até a última terça-feira, por causa de uma infecção pulmonar e nas vias urinárias.

Quando recebeu alta, fontes do centro médico e da Secretaria de Saúde disseram que o estado de saúde de García Márquez é delicado por conta da sua idade e que terminaria sua recuperação em sua casa, em vigilância constante para que o processo infeccioso não volte.

García Márquez limitou ao máximo suas aparições públicas nos últimos anos. No entanto, continua fiel à saudação que dedica em seu aniversário – o dia 6 de março – aos jornalistas que costumam ficar de prontidão em frente a sua casa nesse dia.

 

10 Grandes jornalistas da literatura…

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Douglas Eralldo, no Listas Literárias

O Listas Literárias selecionou 10 grandes nomes do jornalismos literário para apresentar os 10 grandes jornalistas da literatura, numa reportagem exclusiva (Atenção: pode haver spoilers ao longo da lista, portanto, siga por sua conta e risco):

11 – Mikael Blomkvist: Jornalista investigativo e co-proprietário da revista Millennium e é um dos protagonistas da trilogia de Stieg Larsson. Divorciado, encarna o homem que gosta de várias amantes, além é claro de se intrometer em intrincadas investigações onde poder e crime andam juntos. Com uma vida dedicada a revelar operações suspeitas no mundo dos negócios o personagem surge meio que um guardião da moral, incorruptível;

2 – Ward James: O jornalista obstinado de Paperboy é um personagem forte e extremamente obsessivo em seu trabalho, onde não consegue encontrar o ponto em que as vezes precisa recuar. Além disso, seus próprios fantasmas, e seus problemas com a homossexualidade acabam por interferir em seu trabalho;

3 – Ford Prefect: Único personagem junto com Arthur Dent a participar de toda a saga dos mochileiros pela galáxia, o personagem embora ter se adaptado a terra até o momento em que ela foi destruída é na verdade um jornalista alienígena coletando material para o incrível Guia do Mochileiro das Galáxias;

4 – Repórter: Na ficção científica Filhos do Fim do Mundo, Fábio Barreto apresenta os personagens de uma forma bastante peculiar se dar nomes, deixando o leitor conhecê-los tão somente por suas funções ou profissões, como no caso do Repórter, protagonista do livro;

15 – Rebecca Bloomwood: A jornalista com compulsão por compras depois de ver falir a revista onde trabalha acaba indo ironicamente trabalhar numa revista sobre finanças, e tendo de escrever sobre finanças pessoais enquanto foge de seus cobradores;

6 – Julia Shumway: Incontestavelmente corajosa a jornalista aprisionada sob a redoma no livro de Stephen King se mostra peça fundamental para o desfecho do intrincado mistério, além de antagonizar com o vereador Rennie;

7 – Rita Skeeter: A repórter do Profeta Diário acaba sendo um dos incômodos de Harry Potter. Em parte por seu hábito de fabricar informações para tornar uma matéria mais atraente. O fato é que imagino que qualquer jornalista gostaria de ter os poderes de Rita, podendo se transformar em besouro, o que pode aproximar e muito um jornalista das exclusivas;

8 – Annika Bengtzon: Considerada por muitos uma das grandes mulheres detetives, a jornalista é a personagem criada pela autora Liza Marklund para sua série de romances policiais;

9 -Joseph Rouletabille: O jornalista criado em um orfanato religioso é o personagem central dos romances de Gaston Leroux aparecendo pela primeira vez no romance O Mistério do Quarto Amarelo;

10 -Jack McEvoy: O jornalista aparece em O Poeta, de Michael Connelly, aparecendo também em um romance com Harry Bosch principal personagem do autor, além de voltar em O Espantalho. Connelly acabou confidenciando que McEvoy é seu personagem mais autobiográfico;

Livros fundamentais para ser bom jornalista

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Xicho Sá, no Folha.com

Bora ler, amigos(as), assim como eu fiz, não vamos cair nesse conto que a nova Clase C é importante por si mesma. Empregada(0) só aparece em novela ou no “Fantástico” com destaque por causa do consumo besta e imediato.

Se você veio de baixo, jamais acredite nesse truque da visibilidade sem leitura ou sem educação.

Só Odair José, ídolo, 40 anos antes, cantou a bola e a empregada. A TV agora, repito, agora só quer beliscar o novo possível consumo. CRÁPULAS correndo atrás do atraso histórico.

A leitura decidiu tudo em minha vida e na vida de todos que vieram das classes populares.

Repito aí uma listinha para quem pretende escrever ou ser um bom jornalista:

A alma encantadora das ruas – de João do Rio (disponível por diversas editoras)– O dândi carioca sabia tudo sobre a arte de flanar pela cidade e tirar dela, ainda em 1908, belas histórias.

Um Bom Par De Sapatos E Um Caderno De Anotaçoes – Como Fazer Uma Reportagem -de Anton Tchekhov (editora Martins Fontes).Toda a riqueza de observação e detalhes que usava nos seus contos e peças, a favor do jornalismo-literário em uma reportagem de viagem.

Balas de Estalo – reunião crônicas políticas e de costumes de Machado de Assis –publicado por várias editoras.

Dez dias que abalaram o mundo – John Reed (ed.Conrad)–De uma forma eletrizante, punk-rock mesmo, o autor narra os acontecimentos da revolução russa de 1917.

Paris é uma festa – E. Hemingway (ed.Bertrand Brasil) –As pereguinaçoes boêmias de um dos maiores narradores americanos e a sua convivência com grandes artistas franceses. Para aprender a escrever e observar o mundinho artístico.

Na pior em Paris e Londres – George Orwell (Companhia das Letras, coleção Jornalismo Literário) –A experiência de miserável do autor de “1984”.Aula de escrita e humanismo pelos subterrâneos das cidades.

O Segredo de Joe Gould, de Joseph Mitchell (Cia das Letras). Aula genial de como fazer um perfil de um puta personagem praticamente anônimo de NY, um desses vagabundos que vemos por e mal sabemos da sua genialidade.

Malagueta, perus e bacanaço (ed.Cosac & Nayfi-João Antônio- O universo marginal dos salões de sinuca, rodas de sambas e madrugadas nos bares. Narrativa coloquial e maldita.

Dicas úteis para uma vida fútil -um manual para a maldita raça humana – Mark Twain (ed.Relume Dumará). Um grande almanaque com dicas de etiqueta, moda, comportamento, costumes. Tudo da forma mais mordaz possível. Pra rir e aprender.

O perigo da hora – o século XX nas páginas do The Nation (ed.Scritta). Textos de gênios do jornalismo e da literatura como Kurt Vonnnegut, H.L. Mencken, Gore Vidal, John dos Passos entre outros bambas.

O livro dos insultos – H.L.Menken (Cia das Letras) –Influência importante para muita gente no Brasil, como Ruy Castro e Paulo Francis, por exemplo, com Menken você aprende a ser crítico, ácido e ter uma pena maldita.

Medo e delírio em Las Vegas– (ed.Conrad) A lista não poderia faltar pelo menos uma obra-prima do rei do jornalismo gonzo, a forma mais maluca e ousada de contar histórias. Foi adaptado para o cinema em 1998, pelo diretor Terry Gilliam.

Sim, não esqueçam, tudo do Nelson Rodrigues, óbvio ululante.

Mais sugestões, por favor, vamos enriquecer essa estante. Ja vi aqui que faltou Capote, ja vi aqui que faltou Lima Barreto… Só vocês salvam, amigos!

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