Posts tagged José de Alencar

10 lugares que quem ama ler precisa conhecer no Brasil

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Jacob Paes, no Book4you

Quem adora ler sabe que, muitas vezes, é difícil achar aquele lugar aconchegante, silencioso e bem-iluminado para que a leitura seja excelente e dure por mais tempo. Ou ambientes em que se possa conversar sobre as últimas leituras com amigos ou pessoas que você ainda não conhece. E também está sempre à procura de dicas de novos livros para adicionar à readlist. Por isso, separamos algumas sugestões de lugares espalhados pelo Brasil para que você possa aproveitar ainda mais o ato da leitura.

Os lugares que você encontrará a seguir foram descritos por suas próprias organizações e têm muita história para contar, então não deixe de clicar no link de cada um para saber um pouco mais. Também fica mais fácil de montar um roteiro para conhecê-los pessoalmente, que tal? Os links fornecem informações como horário de funcionamento, preços e visitadas guiadas. Além disso, a programação cultural desses locais também merece ser acompanhada, e uma dica nesse sentido é seguir as páginas das instituições nas redes sociais para ficar sempre por dentro das novidades.

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1. Biblioteca Nacional, Rio de Janeiro (RJ)

“A Biblioteca Nacional (BN) é o órgão responsável pela execução da política governamental de captação, guarda, preservação e difusão da produção intelectual do País. Com mais de 200 anos de história, é a mais antiga instituição cultural brasileira.

Possui um acervo de aproximadamente 9 milhões de itens e, por isso, foi considerada pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) como uma das principais bibliotecas nacionais do mundo. Para garantir a manutenção desse imenso conjunto de obras, a BN possui laboratórios de restauração e conservação de papel, oficina de encadernação, centro de microfilmagem, fotografia e digitalização”.

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2. Academia Brasileira de Letras, Rio de Janeiro (RJ)

“A Academia Brasileira de Letras (ABL) é uma instituição cultural inaugurada em 20 de julho de 1897 e sediada no Rio de Janeiro, cujo objetivo é o cultivo da língua e da literatura nacionais. Compõe-se a ABL de 40 membros efetivos e perpétuos, e 20 sócios correspondentes estrangeiros”. É possível visitar a sede histórica e acompanhar “ciclos de conferências, mesas-redondas, sessões especiais, eventos relacionados à música e a teatro, e ainda, lançamentos de livros”.

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3. Real Gabinete Português de Leitura, Rio de Janeiro (RJ)

“Pelo seu prestígio nos meios intelectuais, pela beleza arquitetônica do edifício da sua sede, pela importância do acervo bibliográfico e ainda pelas atividades que desenvolve, o Real Gabinete Português de Leitura é, a todos os títulos, uma instituição notável e que muito dignifica Portugal no Brasil. Em 14 de Maio de 1837, um grupo de 43 emigrantes portugueses do Rio de Janeiro […] reuniu-se na casa do Dr. António José Coelho Lousada, na antiga rua Direita (hoje rua Primeiro de Março), nº 20, e resolveu criar uma biblioteca para ampliar os conhecimentos de seus sócios e dar oportunidade aos portugueses residentes na então capital do Império de ilustrar o seu espírito”. Desde então, essa biblioteca passou por muitas mudanças e hoje é aberta a todo o público.

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4. Casa de José de Alencar, Fortaleza (CE)

“A Casa de José de Alencar está situada no Sítio Alagadiço Novo, no bairro de Messejana, Fortaleza-CE e foi adquirido em 1825 pelo padre José Martiniano de Alencar, pai do escritor cearense José de Alencar, personagem principal da nossa história. Por nove anos, este espaço foi o lar do escritor, autor dos mais renomados títulos da Literatura Nacional, com destaque para as obras ‘Iracema’ e ‘O Guarani’, que foram fortemente influenciadas pelas belezas naturais do estado do Ceará. Em 1965, durante a gestão do reitor Antonio Martins Filho, a Universidade Federal do Ceará adquire o sítio e o mantém até hoje. Passeando pelos espaços, o visitante pode aprender sobre a obra do escritor, ver a história do livro Iracema contada por imagens e saber mais sobre escravidão e cultos afro-brasileiros. A visitação é gratuita”.

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5. Café Coreto, Goiânia (GO)

“Uma cafeteria com com corners de produtos exclusivos”, como itens de decoração e de moda, livros e materiais de papelaria. Na cafetaria, também são servidos “vinhos, cervejas especiais e almoço de segunda à sábado”. A decoração é bucólica, com um pouco da rusticidade típica do interior. Portanto, “um espaço para reunir com amigos ou a trabalho, degustar das delícias do […] cardápio, comprar tranquilamente ou apenas tomar um ótimo café”. Acompanhado, claro, de uma ótima leitura.

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6. Livraria Arte & Letra, Curitiba (PR)

Livraria, café e editora, abriu em 2006 e “sempre teve uma seleção cuidadosa dos livros que temos em nossas estantes, pois a ideia é oferecer algo mais que apenas vender livros. Procuramos por títulos que lemos e gostamos, que temos interesse de algum dia ler ou que sejam importantes para a formação do leitor. A Arte & Letra é um lugar das ideias, da conversa e da discussão. E o melhor caminho é pela formação de leitores e incentivo à leitura. A leitura não faz ninguém melhor que o outro, mas sem dúvida faz com que (mais…)

Beija-Flor oficializa enredo sobre o romance Iracema no Carnaval do Rio de 2017

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Estátua de Iracema, na lagoa da Messejana. mauri melo/ o povo

Estátua de Iracema, na lagoa da Messejana. mauri melo/ o povo

 

Neste domingo, 19, será entregue a sinopse aos compositores, no barracão da escola

Publicado em O Povo

Agora é oficial. O romance Iracema, escrito pelo cearense José de Alencar, será enredo da escola de samba carioca Beija-Flor de Nilópolis, no Carnaval 2017. A informação foi divulgada pela assessoria de comunicação na manhã desta sexta-feira, 17.

Em entrevista ao O POVO Online, o carnavalesco Fran Sergio Santos, que atua no comando de toda a parte artística da Beija-Flor, contou que neste, 19, domingo será entregue a sinopse aos compositores, no barracão da escola. Fran Sergio havia antecipado a informação no último dia 30 de março, em entrevista ao O POVO Online.

Na ocasião, o carnavalesco havia revelado a sua predileção para que o romance se tornasse o enredo da escola, considerando sua importância na literatura nacional. “A gente está muito interessado e prefere Iracema pelo teor cultural e social que a história tem. É uma bela história de amor que conta o início do Brasil, e este é o momento para falar disso”, disse Fran.

A história de amor do conquistador português com a “virgem dos lábios de mel”, escrita há 150 anos, concorria com nomes ligados à cultura, como o de Abelardo Barbosa, o comunicador popular Chacrinha.

Beija-Flor

A Beija-Flor de Nilópolis tem 67 anos de tradição, com 13 vitórias no desfiles de Carnaval do Rio de Janeiro. Este ano, a escola cantou uma homenagem ao Marquês de Sapucaí, nome popular do Sambódromo onde ocorrem os desfiles.

9 livros que falam do Nordeste

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Livros ambientados no Nordeste são de grande importância para a literatura nacional (Foto: Ernesto de Souza/Ed. Globo)

Selecionamos alguns clássicos da literatura brasileira para celebrar o Dia dos Nordestinos

Vinicius Galera, no Globo Rural

Nesta quinta-feira (8/10) foi comemorado o Dia dos Nordestinos. O objetivo da data é celebrar as raízes e tradições culturais do Nordeste. A data também é uma homenagem a um dos maiores poetas populares da região, Patativa do Assaré, nome pelo qual ficou conhecido o cearense Antônio Gonçalves da Silva, que nasceu em 8 de outubro de 1909.

Para homenagear o Nordeste, fizemos uma lista com 9 livros que retratam a região.

1. O Sertanejo

Um dos fundadores do romance brasileiro, o cearense José de Alencar escreveu uma série de livros sobre tipos característicos do país. O Sertanejo, de 1875, conta a história do vaqueiro Arnaldo Loureiro, personagem que luta pelos seus ideais e pelo amor de Dona Flor. Neste romance, Alencar descreve a paisagem do sertão nordestino na região de Quixeramobim (CE).

Ilustração de Poty Lazzarotto para a obra de Euclides da Cunha (Gravura: Poty Lazzarotto)

2. Os Sertões

Marco da literatura brasileira, Os Sertões foi escrito não por um nordestino, mas pelo fluminense Euclides da Cunha. O livro, publicado em 1902, retrata o conflito real ocorrido no arraial de Canudos, na Bahia, quando forças da recém-fundada República brasileira lutaram para acabar com a comunidade que se formou em torno do beato Antonio Conselheiro, num dos momentos mais sangrentos da História do Brasil.

3. A Bagaceira

Primeiro romance daquele que seria chamado de regionalismo nordestino, A Bagaceira, de 1928, é situada num período de seca. Conta a história de Valentim Pereira, obrigado a migrar com sua família do sertão para a região dos engenhos. Sobre seu autor, José Américo de Almeida, João Guimarães Rosa disse que “abriu para todos nós o caminho do moderno romance brasileiro”.

4. O Quinze

Este livro retrata uma das piores secas da história do sertão, a de 1915. A autora, Rachel de Queiroz, situa a narrativa em dois planos em que são contadas as histórias da professora Conceição, que vive caso de amor com o criador Vicente, e a de Chico Bento, obrigado a migrar a pé com a família do sertão de Quixadá para a capital, Fortaleza. Essas histórias, contadas em uma prosa simples e comovente, fizeram com que o romance de 1930 se tornasse um dos clássicos da literatura brasileira.

5. Menino de Engenho

Neste romance de José Lins do Rego, Carlinhos, a personagem principal, conta sua história vivida nos engenhos nordestinos, com costumes e tradições diferentes do Recife, onde começa a narrativa. O menino se encanta com o campo e fica marcado com o ambiente local e com acontecimentos como a chegada de um cangaceiro, histórias contadas por negras escravas sobre a viagem até o Brasil e lendas de lobisomem. A obra foi publicada em 1932.

6. Capitães da Areia

Escrito pelo baiano Jorge Amado, este romance retrata a vida de crianças desamparadas e relegadas a um destino incerto. Para sobreviver, aplicam pequenos golpes pelas ruas de Salvador. Quando lançado, em 1937, o livro teve exemplares queimados em praça pública por determinação do regime da época, o Estado Novo.

7. Vidas secas

Mais um marco da literatura brasileira, Vidas Secas, do alagoano Graciliano Ramos, foi publicado em 1938. Conta a história de Fabiano e sua família, que de tempos em tempos são obrigados a se mudar de regiões castigadas pela seca. A secura do ambiente e das personagens é acentuada pelo estilo do autor, que se tornou característico.

8. Auto da Compadecida

Auto da Compadecida, de 1955, conta as aventuras dos amigos Chicó e João Grilo, que lutam para sobreviver em meio ao ambiente opressivo do sertão. Seu autor, o paraibano Ariano Suassuna, recorreu à forma teatral medieval (o auto) para retratar as características do sertão, incluindo na comédia elementos da literatura de cordel.

9. Cante lá que eu Canto Cá

A poesia de cordel é, sem dúvida, um dos principais representantes da cultura nordestina. E Antônio Gonçalves da Silva, o Patativa do Assaré, um de seus maiores representantes. Este livro, de 1974, mostra o cantador no auge de sua forma lírica.

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