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Posts tagged JRR Tolkien

Amazon planeja cinco temporadas de ‘O Senhor dos Anéis’

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José Abrão, no Mais Goiás

A Amazon segue investindo pesado na sua adaptação de O Senhor dos Anéis. Segundo o THR, o serviço de streaming vai fazer cinco temporadas baseadas nos romances de JRR Tolkien e irá investir US$ 1 bilhão nelas.

Vale lembrar que o canal já pagou US$ 250 milhões apenas nos direitos autorais para a adaptação, disputados a tapa com a Netflix e a HBO. Cada temporada deverá ter pelo menos dez episódios de 1 hora cada.

Uma coisa interessante é que a série deverá ser rodada na Nova Zelândia, mesma locação em que os filmes foram rodados no final dos anos 1990 (eles foram filmados de uma vez e lançados como uma trilogia entre 2001 e 2003).

Além disso, como já havia sido especulado, a série não deverá ser uma releitura do conteúdo dos filmes. Segundo o site, a série deve misturar conteúdo original com os outros livros de Tolkien, retratando um período antes de A Sociedade do Anel. Especula-se que o seriado irá se passar nos 60 anos entre O Hobbit e o primeiro livro.

Mas se você já queria a série para ontem, é melhor tirar o cavalinho da chuva: a previsão e estreia é para, no mínimo 2020.

Conheça a casa de escritores clássicos pelo Google Street View (PARTE 2)

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Fabio Mourão, no Dito pelo Maldito

Se você já acessou a primeira parte desta postagem em que visitamos as casas de escritores clássicos pelo Google Street View, vai gostar de saber que desta vez demos saltos mais longos e fomos até o velho continente, mais precisamente na Grã-Bretanha, para conhecer o lar de alguns grandes autores que viveram por lá.
Mas veja bem, a intenção aqui não é ‘stalkear’ um ídolo, até porque todos os autores listados já estão mortos, mas tentar canalizar um pouco daquela inspiração que embalou a obra desses escritores.

Agatha Christie
Agatha Christie
Localização: 58 Sheffield Terrace, Holland Park, W8 7NA

Bram Stoker

Bram Stoker
Localização: 18 St Leonard’s Terrace, Chelsea, SW3 4QG

CS Lewis

CS Lewis
Localização: The Kilns, Lewis Close, Oxford OX3 8JD

Charles Dickens

Charles Dickens
Localização: 48 Doughty Street, Holborn, WC1N 2LX

George Orwell

George Orwell
Localização: 50 Lawford Road, Kentish Town, NW5 2LN

Ian Fleming

Ian Fleming
Localização: 22 Ebury Street, Belgravia, SW1W 8LW

JRR Tolkien

JRR Tolkien
Localização: 20 Northmoor Road, Oxford

James Joyce

James Joyce
Localização: 28 Campden Grove, Holland Park, W8 4JQ

Jane Austen

Jane Austen
Localização: Chawton, Alton, Hampshire GU34 1SD

Thomas Hardy

Thomas Hardy
Localização: 172 Trinity Road, Tooting, SW17 7HT

Como ‘O Senhor dos Anéis’ virou um ícone da contracultura

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Frodo um dia já foi ícone de uma geração que queria revoluções

Frodo um dia já foi ícone de uma geração que queria revoluções

, na BBC Brasil

Em um tempo de sexo, drogas e rock’n roll – sem falar em protestos contra a Guerra do Vietnã e marchas por direitos civis e das mulheres – quem diria que um grande papel de influência foi desempenhado por um filólogo cristão de Oxford?

Mas nos anos 1960, em um tempo de mudanças sociais aceleradas nos Estados Unidos, os livros “O Hobbit” e “O Senhor dos Anéis”, de JRR Tolkien, se tornaram leitura obrigatória para a contracultura que nascia na época. As obras eram devoradas por estudantes, artistas, escritores, roqueiros e outros intelectuais mentores da mudança cultural. Slogans como “Frodo vive” e “Gandalf para Presidente” eram pichados nas estações de metrô de diversas partes do mundo.

A Terra Média – o universo mítico meticulosamente criado por JRR Tolkien – começou a nascer entre as duas grandes guerras mundiais. Professor de línguas em Oxford, Tolkien lecionava anglo-saxão, islandês arcaico e galês medieval.

Sua visão fantasiosa, com a ideia de que o mau está a espreita, ameaçando o bem, surgiu de sua experiência como católico devoto, e também como alguém que perdeu muitos amigos e familiares na Primeira Guerra Mundial.

“Os Pântanos Mortos e a região de Morannon se assemelham ao norte da França, que foi palco da Batalha de Somme”, escreveu Tolkien em uma carta nos anos 1960.

A saga de Frodo e Sam para chegar a Mordor é inspirada nos tormentos dos jovens soldados que combateram no front ocidental durante a guerra.

Os livros sempre tiveram uma certa popularidade desde seu surgimento – “O Hobbit” em 1937 e “O Senhor dos Anéis” em 1954 (primeiro volume). Mas eles explodiram em um fenômeno cultural de massa de verdade apenas nos anos 1960.

Hoje em dia, os mágicos, anões e orcs do imaginário de Tolkien parecem coisa de “nerds” aficcionados por histórias em quadrinhos. Mas o primeiro público a realmente cultuar esse universo foi o “hippie”. Como isso aconteceu?
Viagem

O consumo de drogas nos livros de Tolkien pode ajudar a explicar a sua popularidade nos anos 1960. Muitos dos personagens da Terra Média usam plantas alucinógenas.

'Frodo vive' foi um slogan da contracultura dos anos 1960

‘Frodo vive’ foi um slogan da contracultura dos anos 1960

As “pequenas pessoas do Shire” usavam uma erva alucinógena em seus cachimbos. Saruman, o mago perverso, também fica “viciado” em uma folha específica do Shire. Havia até mesmo um boato de que Tolkien escrevera grande parte do livro sob influência de drogas.

Outro fator que sempre teve grande apelo junto a esse público foi uma forma mais simples e medieval de vida, muito diferente do caos urbano e da modernidade. Tolkien exaltava os elementos mais comuns da natureza, como as pedras, a madeira, o ferro, as árvores e o fogo. Esse estilo de vida com menos modernidade e contra a poluição era defendido por muitos vegetarianos que construíam suas próprias casas e roupas e viviam em comunidades.

Um fator muito importante para quem combatia guerras e lutava por direitos civis e das mulheres era o contexto político dos livros. Os heróis de Tolkien eram os hobbits, as pessoas pequenas, que lideravam uma revolução.

O complexo militar industrial da época era parecido com Mordor e sua visão mecanizada de guerra. Ao saber de sua missão para levar o anel para sua destruição em Mordor, Frodo sente uma “vontade irresistível de descansar e ficar em paz em Rivendell”. Mas aqueles que lutavam ao seu lado viam o conflito como a chance de travar “a guerra que vai acabar com todas as guerras”.

Algumas passagens refletem particularmente o sentimento de (mais…)

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