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Menino de 6 anos escreve livro e junta $200mil para ajudar amigo doente

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Jaque Barbosa, no Hypeness

Essa é mais uma história inspiradora, que nos faz lembrar que tudo é possível quando há um sonho. Dylan Siegel, de 6 anos, não conseguiu cruzar os braços ao saber que seu melhor amigo, Jonah Pournazarian, de 7 anos, estava lutando contra uma doença rara e grave, ainda sem cura conhecida.

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Jonah foi diagnosticado com glicogenose, uma doença incurável que prejudica o armazenamento de glicogênio, fazendo com que o nível de açúcar no seu sangue caia frequentemente. Dylan então resolveu que iria arrecadar dinheiro para ajudar nas pesquisas sobre a doença, para que seu amigo tivesse uma chance.

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O pai de Dylan sugeriu que ele fizesse uma barraquinha de limonada, mas Dylan teve uma ideia melhor – queria escrever um livro. Assim nasceu, o “Chocolate Bar“, uma obra de 16 páginas escrita e desenhada à mão, que vem com barras de chocolate. O livro começou a ser vendido na feira de livros da escola, mas a notícia se espalhou, e muitas pessoas quiseram comprá-lo, fazendo com que mais edições tivessem que ser produzidas. A notícia se espalhou pelo mundo e ”Chocolate Bar” conseguiu arrecadar $200 mil dólares. A quantia foi inteiramente doada para que centros de pesquisa consigam entender melhor essa doença rara, e então, encontrar uma cura ou tratamento para ela.

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Mas Dylan não quer parar por aí – sua meta agora é chegar na quantia de 1 milhão de dólares. Alguém duvida?

com informações, NBCNews.

Para saber mais (ou doar), acesse o site do livro e a fanpage no Facebook.

País tem quase mil escolas com nomes de presidentes da ditadura

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Das 3.135 unidades escolares públicas que homenageiam ex-dirigentes da República, 976 pertencem aos cinco generais que comandaram o regime militar

Busto do ex-presidente Costa e Silva divide espaço com desenhos infantis em pátio da escola municipal que leva seu nome, em Botafogo Agência O Globo / Leonardo Vieira

Busto do ex-presidente Costa e Silva divide espaço com desenhos infantis em pátio da escola municipal que leva seu nome, em Botafogo Agência O Globo / Leonardo Vieira

Gustavo Uribe e Leonardo Vieira em O Globo

RIO E SÃO PAULO – Na Escola Municipal Presidente Médici, em Bangu, na Zona Oeste do Rio, boa parte dos alunos tem pouco a dizer sobre o general que governou o país de 1969 a 1974. “Minha vó falou que ele era um sanguinário”, conta uma aluna do 8º ano. “O professor de Geografia disse que ele não era uma boa pessoa”, afirma uma colega de sala, de 14 anos, quando perguntada sobre o gaúcho ditador, responsável pelo período de maior recrudescimento à liberdade de expressão na ditadura militar brasileira. Dentro da unidade, porém, há um mural com fotos do homenageado e, segundo professores, o nome do colégio é usado para abordar o assunto em sala.

— Durante a aula, temos que explicar o período Médici deixando que eles tenham o seu próprio olhar sobre o ex-presidente, com senso crítico. Nossa função é fazer o aluno se colocar nesse debate. Explicar a razão da homenagem e contextualizá-la com a época — argumenta Gabriella Fernandes Castellano, professora de História.

Inaugurada em 1975, com a presença do próprio Médici, a unidade em Bangu é uma das 160 escolas públicas de ensino básico e pré-escolar no país batizadas com o nome do ditador. Um levantamento feito pelo GLOBO mostra que há no Brasil 976 colégios municipais, estaduais e federais com os nomes dos cinco presidentes do Regime Militar, de 1964 a 1985 (ficaram fora da conta os ministros da junta que chefiou o país de agosto a outubro de 1969). Só o marechal Humberto Castello Branco, que governou de 1964 a 1967, é homenageado em 464 unidades. Ao todo, o país tem 3.135 escolas com nomes de ex-presidentes.

Tributo ao ‘carrasco de Vargas’

Além dos chefes de Estado, pessoas importantes durante o período também batizam instituições de ensino. Chefe da polícia política durante a ditadura de Getulio Vargas, Filinto Müller foi senador e presidente da Arena, o partido que deu sustentação política ao Regime Miltar. Ele dá nome a dez colégios brasileiros, como a Escola Estadual Senador Filinto Müller, uma das mais tradicionais de Diadema, na Região Metropolitana de São Paulo.

Assim como na unidade municipal em Bangu, onde quase um terço do corpo docente pediu a mudança do nome há cerca de dois anos, parte da comunidade escolar do colégio em Diadema também tentou rebatizar o prédio.

— A comunidade cogitou trocar o nome porque ele teve relação com a ditadura, mas se entendeu que, apesar disso, há uma identidade muito forte em torno do nome e, assim, decidiu-se preservá-lo — explica o professor de História e Geografia Bruno do Nascimento Santos, que lecionou na unidade durante sete anos.

Muitos alunos de Diadema também ignoram o passado do homenageado. Na saída da escola, nenhum estudante abordado pela equipe de reportagem conhecia a história de Filinto, muitas vezes chamado de “carrasco de Vargas”, acusado de fazer prisões arbitrárias e ordenar sessões de tortura. Em 1936, ele foi o responsável pela prisão de Olga Benário Prestes, militante comunista e mulher de Luiz Carlos Prestes, e por sua deportação para um campo de concentração na Alemanha nazista.

— A escola nunca abriu um debate para falar quem foi ele. Não sei, acho que foi um senador — arrisca uma estudante de 17 anos.

A direção da unidade reconheceu, por meio de um comunicado, que não existe na escola um projeto pedagógico específico para tratar sobre a história de seu homenageado.

Por ironia do destino, uma página do Facebook com o nome do colégio, atualizada por professores e alunos, faz uma defesa ideológica ao comunismo tão combatido por Filinto. “Acho que o socialismo talvez possa trazer este acesso à cultura de massa. Fazer como o Mao Tse-Tung fez com a China”, diz a descrição da página na rede social.

Os pais de alguns dos alunos reconhecem que o passado do patrono não é boa influência, mas não veem razão para mudar o nome da escola.

— Os estudantes não sabem disso, já que passou tanto tempo. Acho que um nome não interfere na educação deles — pondera o motorista Samuel de Oliveira, de 45 anos, pai de uma aluna.

O presidente da Comissão da Verdade de São Paulo, deputado estadual Adriano Diogo (PT), planeja apresentar um projeto de lei para modificar o nome da escola pública em Diadema.

— Isso é a eternização da ditadura militar no Brasil. Enquanto não for revisto, a ditadura não acabou — critica ele.

De acordo com a advogada Rosa Cardoso, da Comissão Nacional da Verdade, o tema das escolas com nomes de pessoas ligadas à ditadura militar ainda não foi amplamente discutido. Mas ela garante que a questão fará parte das recomendações ao final dos trabalhos do grupo. A advogada, porém, alerta para os perigos que podem surgir nesse debate.

— Não podemos ter visão totalitária às avessas e mudar nomes só porque são de direita. Mas se houver provas de que são nomes de criminosos, devem ser mudados. E devem ser mudados por movimento da sociedade civil.

A coordenadora pedagógica da Escola Presidente Costa e Silva, em Botafogo, Fabíola Fernandes Martins, é contra a mudança. Inaugurada em 1970, um ano após a morte do marechal gaúcho, a instituição tem, no pátio do recreio, perto de murais com desenhos infantis e uma mesa de totó, um busto do ex-presidente, responsável pelo Ato Institucional número 5 (AI-5), que deu poderes absolutos ao Regime Militar e possibilitou o fechamento do Congresso Nacional. Hoje, 45 anos depois do decreto, Costa e Silva é homenageado em 295 escolas.

Quando a equipe do jornal foi à escola na Zona Sul do Rio, a unidade não estava funcionando, devido à greve de professores, e, portanto, não havia alunos para entrevistar. Mas Fabíola garante que orienta os estudantes a traçar um quadro comparativo do Brasil com regimes de outros países, para que tirem suas conclusões.

— Temos que ter cuidado para não haver uma generalização negativa contra a carreira militar. Procuramos apresentar os fatos históricos, sem contudo, despertar o ódio às Forças Armadas.

Presidente da Associação Nacional dos Professores de História (Anpuh), Rodrigo Pato de Sá Motta enxerga na situação uma excelente oportunidade pedagógica:

— É bom para mostrar que escola também é espaço de disputa política e aproveitar para politizar um pouco mais as aulas. A decisão de mudar o nome passa pela comunidade escolar. Mas não adianta nada mudar o nome e todos continuarem sem saber quem foi a pessoa. O mais importante é fazer a discussão — argumenta o professor de História da UFMG.

dica do Ailsom Heringer

Tiragens iniciais gigantescas de livros indicam tendências de mercado e estratégia de vendas

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Mais do que best-sellers, buscam-se agora os títulos capazes de romper a barreira de 1 milhão de exemplares vendidos

Marcelo Gonzatto no Zero Hora

Tiragens iniciais gigantescas de livros indicam tendências de mercado e estratégia de vendas Fernando Gomes/Agencia RBS

Foto: Fernando Gomes / Agencia RBS

O lançamento de 1889, livro de Laurentino Gomes que sai este mês com tiragem inicial gigantesca para um volume sobre história do Brasil, ilustra o sistema de grandes apostas que move o mercado editorial brasileiro. Mais do que best-sellers, buscam-se agora os chamados mega-sellers – títulos capazes de romper a barreira de 1 milhão de exemplares vendidos.

Esse time seleto de candidatos a fenômeno comercial, integrado por um crescente número de autores nacionais, foi crucial para inflar as vendas de obras de caráter geral no ano passado e evitar a mesma queda sofrida pelos setores didático e religioso. Por esse motivo, são alvo de uma intensa disputa entre editoras em busca de um final feliz para seus lançamentos.

:: Saiba quais são os livros com maior tiragem no Brasil

Laurentino é um exemplo do esforço das editoras para atrair possíveis campeões de popularidade. O primeiro livro da série sobre história do Brasil, 1808, saiu pela Planeta, e o segundo, 1822, pela Nova Fronteira: juntos, já venderam mais de 1 milhão de exemplares. Sua nova obra será publicada pela Globo Livros, com tiragem inicial de 200 mil exemplares – a média nacional é 4,5 mil. Assim, é possível medir a expectativa da editora em relação ao título.

Como resultado da disputa por escritores bons de venda, o valor pago em adiantamento para firmar contrato com autores desse calibre disparou.

– Há cinco anos, pagava-se cerca de US$ 5 mil a um escritor de ponta. Hoje, chega a mais de US$ 50 mil – revela a presidente da Câmara Brasileira do Livro (CBL), Karine Pansa.

Laurentino se junta no olimpo comercial a outros brasileiros como Padre Marcelo – que fez milagre ao vender mais de 8 milhões de exemplares de Ágape e largar com 500 mil de Kairós –, e Cristiane Cardoso, filha do bispo Edir Macedo, também ele integrante dessa elite com a biografia Nada a Perder. A nova geração nacional de mega-sellers, muitos deles ligados à fé, divide espaço com estrangeiros de apelo mundano como E.L.James (da série 50 Tons) e Dan Brown (de Inferno). Esse grupo sustenta o crescimento do filão literário a que pertence. Como mostra a pesquisa Produção e Vendas do Setor Editorial Brasileiro, o segmento geral vendeu 4,2% mais livros em 2012 do que em 2011, enquanto o didático caiu 10%, e o religioso,18% (setor que não inclui fenômenos como Padre Marcelo por escolha de classificação das editoras).

– Os megalançamentos, como esse do Laurentino, é que estão puxando o crescimento – analisa Karine.

O consultor editorial Carlo Carrenho afirma que as tiragens iniciais gigantescas não refletem apenas uma expectativa, mas também uma estratégia de mercado. É como uma profecia que se autocumpre: as livrarias interpretam a impressão volumosa como garantia de que a editora vai investir pesado para divulgar e distribuir o livro. Assim, sentem-se seguras para comprar mais exemplares e vendem mais para o público.

– A primeira coisa que as livrarias perguntam é qual a tiragem inicial. Usam a informação para avaliar o tamanho da aposta naquele título – explica Carrenho, destacando que o estratagema não elimina o risco:

– O mercado de livros se parece realmente com um jogo. Nunca dá para garantir que vai vender bem.

As apostas, porém, estão em alta no Brasil.

 

Paradas de ônibus viram biblioteca no centro de Campo Bom (RS)

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Projeto disponibiliza estantes com dezenas de livros em dois pontos centrais

A novidade na espera pela condução deixou os estudantes mais calmos antes de voltar para casa Foto: Charles Dias / Especial

A novidade na espera pela condução deixou os estudantes mais calmos antes de voltar para casa
Foto: Charles Dias / Especial

João Vitor Novoa, no Zero Hora

Uma ideia simples que pode mudar a vida de muitas pessoas sem acesso à cultura.
Em Campo Bom, as paradas de ônibus viraram centros de leitura de qualidade.

Ao lado do ponto, uma estante abastecida com diversos títulos oriundos de descartes da biblioteca municipal fazem os passageiros do município de 60 mil habitantes esquecerem, por instantes, as preocupações de mais um dia de trabalho ou aula.

Por enquanto, são duas estantes com 200 obras cada, nos dois pontos de maior circulação da cidade. Títulos como O Cortiço, de Aluísio Azevedo, Quincas Borba, de Machado de Assis, Risíveis Amores, do tcheco Milan Kundera, entre outros, entregam cultura aos acostumados com a monotonia da espera pelo ônibus.

Quem estiver caminhando pelos pontos da avenida Brasil ou da rua dos Andradas terá o direito de escolher um livro e levar para casa se quiser, com a obrigação de devolvê-lo no mesmo estado de conservação. Batizado como Cada Canto um Conto, o projeto não terá controle específico.

— Não há fiscalização, não há muros, grades. O objetivo é que as pessoas leiam. Campo Bom quer mostrar que a comunidade pode crescer junta — explica Juraci Reichert, coordenadora do projeto e supervisora administrativa do Complexo Cultural CEI, vinculado à prefeitura do município.

Para a estante permanecer o ano inteiro recheada de títulos, as doações poderão ser realizadas na hora, sem comprovante algum. Basta o cidadão levá-las para as estantes e permitir que pessoas como a auxiliar administrativa, Marisa Stein, aproveitem a chance de ler obras inéditas em suas vidas.

— É muito bacana. Pego o ônibus para ir ao supermercado e ele acaba demorando às vezes. É uma oportunidade de mantermos esse bom hábito que é a leitura — analisa.

Criançada se acalma ao folhear os títulos

O acervo das minibibliotecas atrai também as crianças que usam o transporte público para ir à escola. Antes, os pontos eram uma algazarra pela manhã, graças a ansiedade dos pequenos. Agora, o ambiente está silencioso. Mas seguem as brincadeiras.

— Eu peguei O Último Adeus de Sherlock Holmes (escrito por Sir Arthur Conan Doyle). Escolhi bem, né? Já ele ficou com um de menina — diverte-se Cauê de Oliveira, nove anos, aluno do quinto ano da Escola Municipal Dom Pedro II, apontando para o colega que colocou na mochila um exemplar de O Diário de Débora, de Liliane Prata.

Dependendo do volume de doações, a prefeitura irá levar o projeto para mais pontos. Segundo a organização, o extravio de obras não preocupa, pois 97% dos livros alugados na biblioteca municipal são devolvidos.

dica do Jarbas Aragão

“Tudo passa na Lei Rouanet”, diz Lobão em entrevista

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Publicado por Folha de S.Paulo

Em uma hora e meia de entrevista concedida em sua casa, em Pompeia, zona oeste de São Paulo, Lobão ampliou os ataques de seu livro.

Entre diversos assuntos, disse que o país se encaminha para um novo golpe de Estado, criticou o passado da presidente Dilma Rousseff e a postura da líder brasileira na Comissão da Verdade.

Retrato do músico Lobão em sua casa na cidade de São Paulo

Retrato do músico Lobão em sua casa na cidade de São Paulo

Mais fotos aqui

Sobre o meio artístico, reclamou de nomes consagrados captarem recursos via Lei Rouanet, e disse se orgulhar de ter recusado a autorização do Ministério da Cultura para captar R$ 2 milhões. Procuradas pela Folha, as pessoas citadas por Lobão não se pronunciaram até o fechamento desta edição.

Leia os principais trechos da entrevista. (LUCAS NOBILE)

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Presidente Dilma e a Comissão da Verdade
Ela foi terrorista. Ela sequestrou avião, ela pode ter matado. Como que ela pode criar uma Comissão da Verdade e, como presidenta, não se colocar? Deveria ser a primeira pessoa a ser averiguada. Você vai aniquilar a história do Brasil? Vai contar uma coisa totalmente a favor com esse argumento nojento? Porque eles mataram, esquartejaram pessoas vivas, deram coronhadas, cometeram crimes.

O estopim, a causa da ditadura militar foram eles. Desde 1935, desde a coluna Prestes, começaram a dar golpes de Estado. Em 1961, começaram a luta armada. Era bomba estourando, eu estava lá. Minha mãe falava: você vai ser roubado da gente, o comunismo não tem família.

Quase um milhão de pessoas saíram às ruas pedindo para o Exército tomar o poder.

Acham que a junta militar estava a fim de dominar o Brasil? Não vejo nenhum desses presidentes militares milionário. E massacram os caras.

Regime militar
Não acredito em vítima da ditadura, quero que eles se fodam. Eu fui perseguido, passei quatro anos perseguido por agentes do Estado. Por que eu tinha um galho de maconha? Me botaram por três meses na cadeia. Nem por isso eu pedi indenização ao Estado. Devo ter sofrido muito mais do que 90% desses caras que dizem que foram torturados.

Editoria de Arte/Folhapress

Editoria de Arte/Folhapress

PT
Esses que estão no poder, Dilma, Emir Sader, Franklin Martins, Genoíno, estavam na luta armada. Todos esses guerrilheiros estão no poder. Porra, alguma coisa está acontecendo! Em 1991, só tinha um país socialista na América Latina, hoje são 18. São neoditaduras pífias. A Argentina é uma caricatura, o Evo Morales, o Maduro. Vão deixar o comunismo entrar aqui? É a mesma coisa que botar o nazismo. A América do Sul está se tornando uma Cortina de Ferro tropical. Existe uma censura poderosíssima perpetrada por uma militância de toupeiras. Quem está dando golpe na democracia são eles, o PT está há dez anos no governo.

Golpe de Estado
Todo mundo fala da ditadura, do golpe militar, isso nunca esteve tão vivo. Os militares estão cada vez mais humilhados. As pessoas têm que entender que nenhum país civilizado conseguiu ser um país com suas Forças Armadas no Estado em que está a brasileira. Eles fizeram a Força Nacional, uma milícia armada, uma polícia política. Está tudo pronto para vir um golpe e as pessoas não estão vendo.

Ministério da Cultura
Se você tirar o Ministério da Cultura, o que não é sertanejo universitário morre. Eu recusei R$ 2 milhões do Ministério da Cultura para fazer uma turnê. O ministério libera tudo, e impressionam as temáticas: bandas mortas se ressuscitam para comemorar um aniversário de vida que não tem!

O próprio Barão Vermelho! Todos pediram grana [via lei de incentivo]: Barão, Paralamas.

O Gilberto Gil é o rei, um dos que mais pedem [recurso via Lei Rouanet]!

O cara foi ministro! Como é que as pessoas podem aturar isso? A Paula Lavigne é a rainha [da Lei Rouanet].

Por que os intelectuais brasileiros, diante de uma situação asquerosa como esta, ficam calados?

Tropicália
Todos esses mitos da Semana de 22 foram perpetuados por movimentos como o concretismo, o cinema novo, a Tropicália.

Sempre tive muito desinteresse pela Tropicália. Tom Zé, Jards Macalé e João Donato sempre foram melhores do que os que estão aí hoje representando o movimento, tanto o da bossa nova quanto o da Tropicália. João Donato dá de mil no João Gilberto porque ele é um puta compositor e pianista. Mas nunca tem o mérito, é tudo o pistolão, quem tem amigo, é da máfia. É conchavo o tempo todo. O Gilberto Gil, a Preta Gil, é um absurdo. Ganhou um império atrás dos benefícios do pai.

Rap
Os Racionais são o braço armado do governo, são os anseios dos intelectuais petistas, propaganda de um comportamento seminal do PT. Não acredito em cara ressentido.

Emicida, Criolo, todos têm essa postura, neguinho não olha, não te cumprimenta. Vai criar uma cizânia que nunca teve, ódios [raciais] estão sendo recrudescidos de razões históricas que nunca aconteceram aqui.

Estão importando Black Panthers, Ku Klux Klan. Tem essa coisa de “branquinho, perdeu, vamos tomar seu lugar”. Como permitem esse discurso?

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