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‘Pilares da Terra’, de Ken Follet, será adaptado para videogame

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Follett: "O desafio para mim como escritor é trazer o leitor para dentro do meu mundo imaginário"

Follett: “O desafio para mim como escritor é trazer o leitor para dentro do meu mundo imaginário”

 

Publicado no Hoje em Dia

Para quem não gostou do final do livro “Os Pilares da Terra”, de Ken Follett, uma boa notícia: um videogame baseado na obra vai permitir que jogadores mudem o destino dos personagens desse best-seller e estará pronto pra lançamento em 2017. Quando a saga medieval comemora seu 25° aniversário, Follett declarou que foi uma “experiência fascinante” ver a obra adaptada. “O desafio para mim como escritor é trazer o leitor para dentro do meu mundo imaginário. O jogo vai ser uma outra forma de fazer isso”, afirmou o autor na Feira do Livro de Frankfurt nesta quinta-feira (15).

O romance, que se passa no Reino Unido do século XII, vendeu mais de 25 milhões de cópias no mundo inteiro e já foi adaptado em uma minissérie para televisão, afirmou o editor de Follet na Alemanha, Bastei Luebbe. O jogo estará disponível para Computador, Macbook, tablets, Playstation e Xbox.

Comparado com as técnicas da narrativa clássica usadas em romances e filmes, o jogo “adiciona intrigantes novos elementos para a história, exploração de locais, interação com personagens e ambiente e decisões que os jogadores têm que tomar”, afirmou o representante da desenvolvedora de jogos Daedalic Entertainment, Carsten Fichtelmann.

“Todos os autores querem que os jovens leiam seus livros”, afirmou Follet. “Como boa parte dos jogadores de videogame são jovens, espero que o nome ‘Pilares da Terra’ se torne familiar para uma nova geração”. Se o jogo for um sucesso, Follet – cuja última obra “Edge of Eternity” foi publicada no ano passado – afirmou que considera a adaptação de outros romances.

Ken Follett: “Se o leitor se envolve emocionalmente, o livro vira sucesso”

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Publicado na Época

O escritor de “Os pilares da Terra” lança no Brasil “Inverno do mundo”, o segundo volume de uma trilogia sobre o século XX

O escritor Ken Follet na Espanha
(Foto: Carlos Alvarez/Getty Images)

Idade Média, século XX, hoje em dia como em qualquer outro dia, não há limites para a imaginação do escritor galês Ken Follett. Ele é um dos autores mais vendidos do mundo. Em 27 anos de carreira, lançou 21 romances e já vendeu mais de 500 milhões de exemplares em 35 idiomas. Aos 63 anos, ele acaba de lançar simultaneamente em 18 países o romance Inverno do mundo (editora Arqueiro, 880 páginas, R$ 59,90, tradução de Fernanda Abreu). É o segundo volume da trilogia O século, iniciada há dois anos com Queda de gigantes.

Trata-se de uma saga em construção sobre as conturbações do século XX, entre guerras, revoluções, transformações sociais e culturais. O narrador em terceira pessoa acompanha simultaneamente o destino de cinco famílias – americana, alemã, russa, inglesa e galesa –, que se altera e se entrelaça diante das transformações por que passa o mundo. Se o primeiro volume narra a imigração e a Primeira Guerra Mundial, o segundo aborda a ascensão do nazismo. O livro é ambientado no ano de 1933. Em Berlim, a jovem Carla Von Ulrich testemunha a ascensão de Hitler e o envolvimento de sua família com o Nacional Socialismo. É o momento do exílio, que leva Carla a conhecer os personagens que desfilam pelo livro em blocos narrativos paralelos.

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Follett já abordou a Idade Média na série Os pilares da Terra – que foi adaptada com sucesso para a televisão. Ficou famoso com romances policiais, gênero no qual desenvolveu uma narrativa que hoje é seguida por diversos aspirantes a escritores de sucesso. Em entrevista a ÉPOCA, dada por e-mail, Ken Follett afirma que o ser humano é fundamentalmente o mesmo, não importando a época e as condições políticas e econômicas em que viveu ou viverá.

>>Notícias sobre livros

ÉPOCA – Por que o senhor escolheu enfrentar um assunto tão complexo e grandioso como o século XX, após ter abordado a construção das catedrais na Idade Média em Os pilares da Terra?
Ken Follett
– O século XX é o mais dramático da história da humanidade, com duas grandes guerras e a crise da bomba atômica. Também é o século em que a maior parte dos meus leitores nasceu. É a história de todos nós: quem somos e de onde viemos.

Inverno do Mundo (editora Arqueiro, 880 páginas, R$ 59,90, tradução de Fernanda Abreu) (Foto: Reprodução)

ÉPOCA – Qual foi o maior desafio para abordar as turbulências do século XX e, ao mesmo tempo, fazer um retrato da vida íntima de uma galeria de dezenas de personagens que desfilam pela trilogia O século?
Follett
– Como sempre, o desafio é mostrar a história como parte da vida diária de homens e mulheres.

ÉPOCA – É mais difícil criar personagens e cenários na Idade Média ou no século XX?
Follett
– Não é muito diferente. O mundo mudou bastante desde a Idade Média, mas as pessoas são fundamentalmente as mesmas. As pessoas da Idade Média e as de hoje possuem as mesmas paixões e medos.

ÉPOCA – Como o senhor descreve o método de narrar e criar personagens que o senhor desenvolveu ao longo da sua carreira?
Follett
– Meu método é planejar o livro nos mínimos detalhes antes de escrevê-lo. Isso me ajuda a garantir que haverá sempre um motivo para virar a página e continuar a ler a histórias. Desenvolvi minha maneira de narrar, baseando-me em autores de todos os tempos. Às vezes eles têm ideias e técnicas que eu posso adaptar facilmente. Mas há ocasiões em que só me espanto, sem conseguir adaptar coisa alguma.

ÉPOCA – Qual o segredo para contar uma história que provoque entusiasmo e criar um romance de sucesso nos dias de hoje?
Follett
– A única coisa que importa é que o leitor se envolva emocionalmente com o enredo. Ele ou ela precisa sentir a ansiedade, o medo, a raiva e outras emoções. Se a história consegue fazer isso, será um sucesso popular.

ÉPOCA – O senhor acha que as novas possibilidades tecnológicas, como e-books, tablets e leitores digitais, estão pondo em risco a vida literária tal como a conhecemos?
Follett
– Acredito que a tecnologia oferece uma oportunidade para nós no mundo dos livros. Ela vai levar nosso trabalho a mais pessoas. Não temos nada a temer com a tecnologia.

ÉPOCA – Escrever para o senhor é uma busca ou é pura diversão? Qual o seu objetivo quando o senhor escreve?
Follett
– Meu objetivo é deixar o leitor tão interessado na história que ele vai acabar preferindo o mundo imaginário ao real, e ficar desapontado quando chegar o momento de fechar o livro e ir dormir.

ÉPOCA – O senhor já cogitou em escrever uma narrativa “intelectual” e experimental? E em voltar aos livros de suspense?
Follett –
Nunca pensei em ser experimental. Voltar ao suspense, talvez, um dia.

ÉPOCA – Que tipo de interação e relacionamento o senhor mantém com seus leitores?
Follett
– Eu recebo cartas, e-mails e tweets dos meus leitores, e respondo a todos eles.

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