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Posts tagged Kickstarter

Bookniture – Livros que viram móveis

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booknitureMaicon Strey, no ShowMeTech

Casas espaçosas já não são mais algo tão comum de encontrar hoje em dia e as famílias já não são tão grandes. É normal termos apenas móveis para 4 ou 6 pessoas nos apartamentos. Mas e quando resolvemos convidar a galera, quantos bancos, cadeiras ou poltronas você tem em casa? ter vários destes ocupa muito espaço… não pera! Bookniture tem a proposta de proporcionar móveis que ocupam o espaço de um livro.

Dezenas de assentos e algumas mesinhas na prateleira da sala como se fossem livros. Ao receber vários convidados, basta abrir a quantidade necessária de móveis e acomodar todos. Dá até para lotar o porta-malas do carro com vários destes para levar pra um acampamento ou piquenique.

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Este produto ainda não está disponível pra entrega imediata, mas está coletando fundos através do Kickstarter. O projeto foi lançado por lá no dia 6 de fevereiro solicitando 50 mil dólares para virar realidade. Em 5 dias o objetivo foi alcançado e até o dia 20 de fevereiro já tinham arrecadado mais de 335 mil dólares.

Para contribuir o investimento mínimo é de 8 dólares em troca de um marcador de livros gravado a laser. Por 15 dólares você leva uma cobertura de feltro gravada a laser. Para levar um Bookniture mesmo o investimento mínimo é de 60 dólares, e de brinde vem uma cobertura de feltro. Para os mais empolgados é possível adquirir 8 unidades, que acompanham 8 coberturas, por 390 dólares.

Agora você não tem mais desculpa para não receber o pessoal na sua casa por falta de cadeiras e nem desculpa para ter poucas cadeiras por falta de espaço.

Livros de Jane Austen viram RPG online

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Publicado na revista Galileu

Encarne uma garota inglesa do século XVIII em Ever, Jane, um MMORPG (Massive Multiplayer Online RPG) no qual o objetivo é fazer amigos e encontrar pretendentes ao espalhar rumores sobre suas inimigas (!!!). Como em um RPG tradicional, é possível escolher seus principais atributos – você valoriza sua felicidade, como Marianne Dashwood? Ou seu dever, como sua irmã, Elinor? Está mais interessada em fitas, como Lydia Bennet, ou em livros, como Elizabeth Bennet?

Mas se você acredita que se trata de uma narrativa linear de “Orgulho e Preconceito”, ou de outras obras de Austen, vai se decepcionar. Pense no jogo como um fanfiction interativo.

Além dos objetivos principais, há minigames que permitem que você toque piano, pesque, costure, jogue cartas e faça outras atividades inofensivas – como chorar nos travesseiros porque seu amado irá se casar com outra!

Por enquanto, é possível fazer o download de uma versão beta do game. Para melhorar o jogo, seus desenvolvedores colocaram o projeto no Kickstarter.

Livrarias de Nova York fazem “vaquinha” para sobreviver

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Joana Cunha, na Folha de S.Paulo

Quando o empresário Peter Glassman abriu sua livraria especializada em edições infantis em Nova York há 32 anos, seus amigos duvidaram de que haveria demanda na cidade para suportar um nicho tão específico.

O modelo de negócio se provou sustentável até o fim de 2012, quando, enfim, as previsões contrárias se confirmaram e a empresa teve de recorrer a doações financeiras da clientela para sanar os prejuízos deixados pela crise e pelo avanço de competidores gigantes como a Amazon nos últimos anos.

Com US$ 100 mil arrecadados, Glassman não foi o único no setor de livrarias independentes que nos últimos seis meses concluiu que passar o chapéu seria uma alternativa para sobreviver à concorrência dos poderosos da internet.

Aurora Anaya-Cerda, dona da livraria La Casa Azul faz workshops para ensinar "crowdfunding" (Joana Cunha/Folhapress)

Aurora Anaya-Cerda, dona da livraria La Casa Azul faz workshops para ensinar “crowdfunding” (Joana Cunha/Folhapress)

Saídas como vender café, brinquedos e outras bugigangas para preservar os balanços já são status quo.

A estratégia que se consolida agora é o `crowdfunding’, prática que cresceu na esteira de sites que fazem a logística da arrecadação de fundos para novos pequenos negócios, como o Indiegogo e o Kickstarter.

As plataformas, entretanto, têm sido frequentadas por empreendimentos maduros como a The Bookstore, que opera há quase 40 anos na Califórnia.

A empresa estava às vésperas de fechar as portas no fim do ano passado quando seu administrador resolveu pedir dinheiro e alcançou mais de US$ 36 mil em fevereiro.

“Não pretendemos repetir o momento de dificuldade financeira. O negócio tem de sobreviver por si, mas é possível tirar o caráter de caridade oferecendo valor aos doadores”, diz Glassman.

Em troca, a empresa distribuiu cartões com ilustrações especiais e chegou a emprestar o espaço da loja para uma festa, no caso de uma doação mais generosa.

“Isso pode se tornar um novo tipo de comércio.”

Histórias semelhantes são narradas por livrarias como a Adobe Books, de San Francisco, que levantou mais de US$ 60 mil para enfrentar o aluguel, e pela Spellbound, de Asheville, que alcançou US$ 5,4 mil.

Apesar de ser reconhecida como insustentável no longo prazo, a estratégia é eficaz porque apela a um instinto de preservação, nostalgia e apreço por literatura.

“Vejo como uma tendência entre livrarias independentes que criaram um senso de comunidade entre seus clientes ao longo dos anos”, afirma Glassman.

A vaquinha também ajuda a expandir negócios saudáveis. “Não temos problema financeiro, mas pedimos apoio para comprar uma livraria que funciona num celeiro de 1873”, diz Zack Zook, da BookCourt, de Nova York.

Foram US$ 40 mil arrecadados entre clientes, escritores, editoras e colecionadores que possibilitaram a abertura da livraria focada em autores latinos La Casa Azul, em 2011, comandada por Aurora Anaya-Cerda.

“Há dois anos, só nós e uma outra usávamos esse tipo de plataforma. Agora é mais comum”, diz a empresária, que também promove workshops no espaço, em Nova York.

“Hoje me procuram para falar disso. Há 15 dias, tivemos ingressos esgotados para palestras sobre crowdfunding”, diz.

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