Posts tagged

Chico Buarque lê trecho de ‘O irmão alemão’, seu novo livro

0

Assista ao vídeo com o músico e escritor

Publicado em O Globo

A editora Companhia das Letras divulgou um vídeo em que o cantor e compositor Chico Buarque exibe a capa e lê um trecho de seu novo romance, que chega às livrarias no dia 14 de novembro.

“O irmão alemão” é o quinto romance do autor, que completou 70 anos em junho. Seu último livro, “Leite derramado”, foi lançado há cinco anos e venceu o Prêmio Jabuti de livro do ano (foi a terceira vez que o escritor ganhou o prêmio).

Chico Buarque publicou seu primeiro texto em 1966, um conto chamado “Ulisses”, no songbook “A banda”, de 1966. Na década seguinte, ele lançou a “novela pecuniária” “Fazenda modelo” (1974) e o infantil “Chapeuzinho Amarelo” (1979).

Em 1981, chegou às livrarias o livro de poesia “A bordo do Rui Barbosa”, com texto de Chico e ilustrações do artista plástico e arquiteto Vallandro Keating.

Dez anos mais tarde, Chico Buarque publicou seu primeiro romance,

Capa de "O Irmão Alemão", romance de Chico Buarque

Capa de “O Irmão Alemão”, romance de Chico Buarque

“Estorvo”, que já lhe rendeu um Prêmio Jabuti e foi adaptado para o cinema no ano 2000, por Ruy Guerra.

“Benjamim”, seu segundo romance, saiu em 1995. E também virou filme, com Paulo José no papel-título, contracenando com Cleo Pires, sob a direção de Monique Gardenberg (2003). No mesmo ano em que o filme chegou aos cinemas, Chico lançou o romance “Budapeste”, que lhe rendeu seu segundo Jabuti e mais uma vez ganhou uma versão cinematográfica, do diretor Walter Carvalho (2009).

Em 2010, a premiação de “Leite derramado” como livro do ano gerou uma polêmica. A obra tinha ficado em segundo lugar na categoria romance, atrás de “Se eu fechar os olhos agora”, de Edney Silvestre. O livro do jornalista ficou, por sua vez, atrás do de Chico no prêmio principal, de livro do ano. Sérgio Machado, presidente do Grupo Record, que publicava Silvestre, ameaçou não participar mais do Prêmio Jabuti se as regras não fossem alteradas. No ano seguinte, o troféu literário determinou que só os primeiros colocados de cada categoria poderiam concorrer a livro do ano.

Do novo romance, a Companhia das Letras divulgou, por ora, apenas a capa e o vídeo em que Chico lê um trecho (veja o vídeo acima e leia a transcrição abaixo). Nele, narra as lembranças de um menino em relação à biblioteca do pai e à intensa relação paterna com os livros.

Apesar de ainda ser cedo para assumir que o romance tenha traços autobiográficos, vale lembrar que Chico já se referiu algumas vezes, em entrevistas, a um meio-irmão mais velho que seu pai, Sergio Buarque de Hollanda, teria tido quando morou na Alemanha entre 1929 e 30. Ele se casaria com Maria Amélia, mãe de Chico e seus irmãos, em 1936. Sobre o fato, o compositor e escritor explicou alguns detalhes em entrevista a Geneton Moraes Neto, em 2010: “Eu tenho um meio-irmão alemão. Não sei se ainda tenho. Mas tive. O meu pai teve um filho alemão antes de se casar. Depois, perdeu de vista, porque voltou para o Brasil, onde se casou. Não se relacionou mais com a mulher nem com o filho que teve na Alemanha. A última notícia que ele teve foi durante a guerra. A mulher pediu que o meu pai enviasse documentos provando que não tinha sangue judeu até a segunda ou terceira geração. O meu pai providenciou. Depois da guerra, não teve notícias”.

LEIA TRECHO DE ‘O IRMÃO ALEMÃO’

“Calma, Ciccio, disse minha mãe, quando já crescido lhe perguntei por que meu pai não escrevia um livro, uma vez que gostava tanto deles. Ele vai escrever o melhor libro del mondo, disse arregalando os olhos, ma prima tem que ler todos os outros. A biblioteca do meu pai contava então uns quinze mil livros. No fim superou os vinte mil, era a maior biblioteca particular de São Paulo, depois da de um bibliófilo rival que, dizia meu pai, não havia lido nem um terço do seu depósito. Calculando que ele tenha acumulado livros a partir dos dezoito anos, posso tirar que meu pai não leu menos que um por dia. Isso sem contar os jornais, as revistas e a farta correspondência habitual, com os últimos lançamentos que por cortesia as editoras lhe enviavam. A grande maioria destes ele descartava já ao olhar a capa, ou após uma rápida folheada. Livros que jogava no chão e mamãe recolhia de manhã para juntar no caixote de doações à igreja. E quando porventura ele se interessava por alguma novidade, sempre encontrava algum pormenor que o remetia a antigas leituras. Então chamava com seu vozeirão: Assunta! Assunta!, e lá ia minha mãe atrás de um Homero, um Virgílio, um Dante, que lhe trazia correndo antes que ele perdesse a pista. E a novidade ficava de lado, enquanto ele não relesse o livro antigo de cabo a rabo. Por isso não estranha que tantas vezes meu pai deixasse cair no peito um livro aberto e adormecesse com um cigarro entre os dedos ali mesmo na espreguiçadeira, onde sonharia com papiros, com os manuscritos iluminados, com a Biblioteca de Alexandria, para acordar angustiado com a quantidade de livros que jamais leria porque queimados, ou extraviados, ou escritos em línguas fora do seu alcance. Era tanta leitura para pôr em dia, que me parecia improvável ele vir a escrever o melhor libro del mondo. Por via das dúvidas, quando ao sair do quarto eu ouvia o toque-toque da máquina de escrever, tirava os sapatos e prendia a respiração para passar ao largo do seu escritório. E me encolhia todo se por azar naquele instante ele arrancasse num ímpeto o papel do rolo, achava que em parte era de mim a raiva com que ele esmagava, embolava a folha e a arremessava longe. Outras vezes a máquina cessava para meu pai pedir socorro: Assunta! Assunta!, era alguma citação que ele precisava transcrever urgentemente de um determinado livro. Com isso levava meses para redigir, rever, rasurar, arremessar bolotas, recomeçar, corrigir, passar a limpo e certamente contrafeito entregar para publicação o que seriam rascunhos do esqueleto do grande livro da sua vida. Eram artigos sobre estética, literatura, filosofia, história da civilização, que ocupariam uma coluna ou um rodapé de jornal. Quando papai morreu, apareceu um editor disposto a publicar uma coletânea dos artigos assinados por ele ao longo da vida. Fui contra, cheguei a mostrar à minha mãe a profusão de correções e emendas ilegíveis que meu pai sobrepusera ao texto ou anotara à margem dos próprios artigos, recortados dos jornais. Mas mamãe estava convencida de que o livro seria aclamado no meio acadêmico, quiçá editado até na Alemanha, graças aos escritos de juventude concebidos naquele país. E ainda insinuou que desde a infância eu procurava sabotar meu pai, haja vista aquele ensaio que por minha culpa desfalcaria suas obras completas. Meia verdade, porque era ao meu irmão que de tempos em tempos meu pai confiava um envelope a ser entregue na redação de A Gazeta, do outro lado da cidade, para isso, além do dinheiro do bonde, ele o remunerava com uma quantia suficiente para uma semana de milk-shakes. Mas volta e meia meu irmão me repassava o dinheiro do bonde e o envelope, que eu levava a pé à redação. Não me movia o dinheiro poupado, que mal pagava duas mariolas, eu ficava era todo prosa com tamanha responsabilidade. Ainda ganhei a simpatia dos funcionários do jornal, e não me importava de passar por um suado estafeta do meu pai, em cujas mãos despejavam mais umas moedas. Mas certa vez, a caminho da redação, parei para jogar um futebol de rua, era comum naquele tempo. Carros circulavam só de quando em quando, e ao avistá-los ao longe os meninos gritavam: olha a morte! Logo recolhíamos as lancheiras, as pastas, os agasalhos que representavam as balizas e aguardávamos na calçada a passagem do carro para recomeçar a partida. Mas nesse dia não foi o trânsito, foi uma chuva súbita que nos obrigou a apanhar depressa nossas coisas e buscar abrigo sob a marquise de um empório. Chegou a cair granizo, que catávamos do chão, chupávamos, atirávamos uns nos outros, uma festa. Mas de repente calhou de eu me lembrar do envelope do meu pai, que eu deixara debaixo de um pulôver e agora estava ali no meio do aguaceiro. Corri para salvá-lo e por pouco não fui atropelado, pois naquele segundo passou um Chevrolet que agarrou o envelope com o pneu e só o soltou duas quadras adiante. Fui colher seus restos, e não havia remédio, o artigo do meu pai era uma estranha massa cinzenta, uma maçaroca de papel molhado”.

Aplicativo promete revolucionar a leitura tradicional

0

Startup de Boston modificaria a maneira que se lê e-mails, mensagens de texto, livros digitais e notificações em celulares

1

Publicado por Terra

É bem possível que você, e a maior parte dos seus conhecidos, nunca tenha parado para pensar no modo como lê. A questão é que o método de leitura é sempre o mesmo – da esquerda para a direita e de cima para baixo -, o que muda é a velocidade com que se lê, adquirida por meio da prática.

Foi pensando nisso que Frank, Maik e Jamie criaram o Spritz, tecnologia capaz de gerar maior agilidade na leitura e melhor compreensão das palavras. Quando ativado, uma pequena tela se abre em cima do texto e palavra por palavra é mostrada nela, em uma velocidade escolhida pelo usuário, que varia de 100 a 700 palavras por minuto.

Segundo os criadores, 80% do tempo de leitura é gasto em mover os olhos de um lado pro outro da página, o que, segundo eles, diminui a absorção de conteúdo. E o Spritz foi criado com o objetivo de otimizar o tempo do leitor, fazendo com que seja possível ler livros, por exemplo, em tempo recorde.

De acordo com os criadores, o leitor tenta encontrar um ponto no meio de cada palavra que lê, para só assim entender o que ela significa. Esse ponto é chamado de ORP (Optimal Recognition Point), e no Spritz é representado por uma letra em vermelho. Ou seja, em meio a palavras, que aparecem uma a uma e com um ponto de reconhecimento no meio, a leitura é facilitada, segundo o que dizem os criadores.

Já Lilian Cristine Hübner, professora da Pós-Graduação em Letras da área de Linguística da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), afirma que a lógica do cérebro de um leitor proficiente é sempre antecipar as palavras, e não ler uma de cada vez. Segundo Leonardo Cruz, Neurologista do grupo de Neurologia Cognitiva da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), “as pessoas não aprenderem a ler palavra por palavra, da maneira como propõe a tecnologia, e isso pode ser um problema”. O neurologista também acrescenta que, por a leitura ser um hábito que exige esforço cognitivo, muitas vezes a pessoa tem que voltar em alguma frase ou palavra para compreender o texto – e isso não é possível via Spritz.

Segundo os criadores da startup, enquanto alguns pulam palavras na hora de ler, ou simplesmente passam os olhos em um texto, outros podem otimizar a absorção do conteúdo através do Spritz – que, ao contrário dessas “técnicas”, não requer mais de cinco minutos de treinamento.

Eduardo Pellanda, professor da faculdade de Comunicação Social da PUC-RS, diz que a tentativa de mudar o método tradicional de leitura é válida, mas que não sabe se essa é a melhor solução. “Eu prefiro o bloco de texto, estamos treinados a ler imagens, a escanear o texto”, afirma. Ao contrário do que dizem os criadores, o professor acredita que é preciso treino para aderir totalmente ao novo hábito proposto pela startup.

A redação testou o aplicativo. As palavras surgem uma a uma na tela, como flashes, o que contribui para uma leitura realmente rápida. Talvez seja interessante para textos pequenos, mas não para livros ou longas histórias jornalísticas.

Seria a agilidade, nesse caso, sinônimo de dinamismo ou de superficialidade? É possível interpretar conteúdo dessa maneira? Ou é tudo apenas uma questão de hábito?

Para fazer o teste, acesse www.spritzinc.com.

Por que o brasileiro não lê?

0

Filipe Larêdo no Papo de Homem

tumblr_mvr020ItX21qlc0voo1_1280

“Somos todos feitos do que os outros nos dão: primeiro nossos pais, depois aqueles que nos cercam; a literatura abre ao infinito essa possibilidade de interação com os outros e, por isso, nos enriquece infinitamente.”

– Tzvetan Todorov (A literatura em perigo, 2009)

A importância da leitura dentro da história da humanidade sempre surgiu como uma condição essencial para a construção do poder crítico do indivíduo. Para entender — e compreender — os acontecimentos de sua época, a pessoa deve possuir ferramentas que apenas o conhecimento pode transmitir.

Esse conhecimento pode estar guardado em inúmeros lugares. Porém, para escutarmos o que as gerações antigas têm a nos dizer, precisamos consultar os livros, pois neles ficaram registrados seus pensamentos, incluindo certas instruções para a resolução de problemas que, no fundo, apenas se repetem.

Vejamos um exemplo. Milênios atrás, Aristóteles, um filósofo grego, escreveu um livro chamado Política, no qual analisa o contexto de sua época e de épocas anteriores, além de apontar os regimes políticos possíveis. Apesar da grande distância de tempo, os teóricos políticos dos tempos atuais precisam passar pelo estudo das teorias aristotélicas para refletir acerca das condições atuais.

Para continuar na Grécia, passemos para o professor de Aristóteles, Platão. Em sua mais conhecida obra, A República, ele descreve um modelo ideal de cidadão que, se fosse reproduzido em larga escala dentro da cidade, constituiria uma sociedade perfeita, na qual todas as pessoas viveriam em perfeita harmonia. Milênios depois de ter escrito sua teoria, ele permanece sendo referência para os estudiosos posteriores, que o leem com bastante atenção.

Esses dois exemplos citados serviram para que possamos perceber a importância dos pensamentos antigos para a reflexão contemporânea dos acontecimentos. E até hoje, o modo mais comum de registro ainda é o livro.

E o que é ser leitor?

Para ser leitor, basta ler.

Simples.

Se a leitura for assim considerada, então os brasileiros não tem problema algum com ela, já que estão constantemente lendo alguma coisa, seja na internet, nas placas de trânsito, nas legendas dos filmes e dos jogos de videogames ou nos anúncios dos shopping centers.

Leitura é o que não falta no dia a dia das pessoas no Brasil e no mundo. Nesse caso, é melhor recolher o texto que estou escrevendo, porque o brasileiro lê, sim. Mas será?

Para organizar melhor os argumentos, foi escolhido uma fonte de referência que se renova de dois em dois anos e já se encontra no terceiro volume, que é a pesquisa Retratos da leitura no Brasil, feita pela Instituto Pró-livro de São Paulo. Nela, pessoas espalhadas por todo o país responderam diversos questionários, e foi possível saber, dentre muitas coisas, não apenas a quantidade de pessoas que têm o hábito da leitura, mas também porque  os brasileiros não leem.

Segundo o livro Retratos da leitura no Brasil, leitor seria “aquele que leu, inteiro ou em partes, pelo menos 1 livro nos últimos 3 meses”. E não leitor seria “aquele que não leu, nenhum livro nos últimos 3 meses, mesmo que tenha lido nos últimos 12 meses”. Sendo assim, excluem-se leituras em jornais, revistas, folhetos, internet etc.

Na pesquisa feita em 2007, o número de livros lidos por habitante/ano era de 4,7. Na pesquisa divulgada em 2013, esse número caiu e atingiu a marca de apenas 4 livros por ano, sendo 2,1 inteiros e 2,0 em partes.

Preocupante, não?

Se considerarmos que grande parte das pessoas pesquisadas ainda participa de algum estágio da formação escolar ou acadêmica, muitos desses quatro livros por ano são leituras técnicas e/ou obrigatórias, e as quantidade de leituras espontâneas, aquelas que a pessoa faz por iniciativa própria, são ainda menores.

Outro ponto importante para identificarmos os leitores no Brasil são as regiões. O Nordeste é o que mais lê, com cerca de 4,3 livros por ano. Já o Norte puxa toda a média para baixo, com 2,7.

Com isso, é possível verificar que o brasileiro já lia pouco em 2007. Contudo, conseguiu diminuir ainda mais esse número na última pesquisa e alcançou uma marca preocupante para um país que deseja se desenvolver e que figura entre as dez maiores economias do mundo

E por que o brasileiro não lê?

Com o baixo interesse do brasileiro em leitura confirmado pela pesquisa, resta agora tentar entender os motivos que geram essa problemática. Vamos lá.

Pais que não têm o hábito de ler não são boas referências de leitura para o filho.

Para que uma criança descubra o prazer pela leitura, a primeira influência que ela pode receber é a familiar. Assim, se os pais têm o hábito de ler constantemente em seus horários livres, a criança rapidamente vai associar essa prática a uma coisa legal e divertida.

Mas, se ao contrário, os pais não têm o hábito de pegar um livro nas mãos, a criança vai apenas reproduzir aquilo que vê em casa.

Um detalhe interessante para se destacar nesse ponto é sobre o que os brasileiros costumam fazer quando têm tempo livre, ou seja, quando estão fora do trabalho, da escola ou de quaisquer obrigações. A resposta é surpreendente.

A leitura ocupa uma singela sétima colocação  colocação, atrás de assistir à televisão, descansar e escutar música ou rádio. Porém, um dado rivaliza com esse que acabamos de descobrir. Questionados sobre as razões que o fizeram não ter lido nos últimos três meses, 53% dos brasileiros responderam que não tinham tempo para ler.

Com esses dados em mãos, fica fácil perceber que, embora tenham rapidamente apontado, o verdadeiro problema não é a falta de tempo, e sim a falta de interesse pela leitura. O que acontece é que a pessoa prefere tomar uma cerveja no bar com os amigos, assistir a um jogo de futebol ou a um filme do que sentar numa poltrona ou sofá para ler um livro.

O mesmo ocorre quando as pessoas questionam que não têm dinheiro para comprar um livro ou que o livro custa caro. Muitas vezes, sim, ele custa caro, mas o mesmo sujeito que faz essa reclamação reserva uma quantia de seu salário para gastar em farra no final de semana.

Então, mais uma vez, o problema não é o dinheiro, e sim o interesse.

O paradoxo do preço do livro

Ah, o preço do livro é alto demais? Chegou a hora de você conhecer o paradoxo que envolve esse problema.

Resumidamente, para o preço do livro ser definido, a editora soma diversos valores, que incluem as seguintes etapas:

1. produção (que se resume basicamente em preparação de texto, diagramação/projeto gráfico, revisão e design de capa);

2. impressão;

3. marketing;

4. distribuição.

Todas essas etapas variam de preço, sempre dependendo da qualidade do profissional que vai executá-las.

Porém, uma delas possui um detalhe que é universal: quanto mais livros são impressos, mais barato fico o preço unitário.

Isso acontece porque o custo de colocar uma máquina de impressão para funcionar é alto e, para se manter, as gráficas precisam dar prioridade às grandes tiragens, que, embora utilizem mais material, compensam na continuidade do trabalho.

Para ilustrar, vamos usar um exemplo. Digamos que a tiragem de um determinado título tenha sido de 3000 exemplares e seu preço de capa — ou seja, aquele aplicado nas livrarias — seja R$40,00. Em virtude do preço gasto na gráfica e em todas as etapas de produção, fica impossível para a editora fazer um preço menor.

Todavia, se ela optasse por mandar imprimir 10.000 exemplares, provavelmente o preço de capa do livro baixaria para algo em torno de R$20,00 e R$30,00. E por que as editoras não fazem isso sempre? Porque não existem leitores suficientes para bancar uma tiragem de 10.000 exemplares.

Entenderam o paradoxo?

As pessoas não comprar livros por os considerarem caros, e os livros são caros porque as pessoas não os compram.

A influência da família no cultivo do hábito da leitura em casa é de extrema importância. Pais que gostam de ler estimulam seus filhos. E essa questão muitas vezes não tem relação com o baixo ou alto poder aquisitivo, já que bibliotecas existem para conceder o acesso.

Mas e quando os pais não sabem ler? (mais…)

Quem não lê…

0

Vi no Facebook

Go to Top