Contando e Cantando (Volume 2)

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Plataforma usa game para medir desempenho de alunos

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Ferramenta une jogo educativo, dados sobre o aprendizado e desempenho de cada estudante

Ainda em fase de desenvolvimento, jogo já tem sido usado em duas escolas de São Luís Reprodução / Internet

Ainda em fase de desenvolvimento, jogo já tem sido usado em duas escolas de São Luís Reprodução / Internet

Publicado em O Globo

Foi durante o ensino fundamental que Leandro Santos descobriu que a causa para sua dificuldade de aprendizado era a dislexia. Por conta disso, ele precisou, muitas vezes, procurar outros meios para compreender o conteúdo que era dado em sala de aula. Passado algum tempo, percebeu que outros estudantes tinham a mesma dificuldade e, o melhor de tudo, muitos deles tinham mais facilidade de aprender por meio dos games. Foi aí que veio a ideia de criar a Zeppelin Game Studio, que une jogo educativo, dados sobre o aprendizado e desempenho de cada estudante e, claro, seu gosto por rock (o nome é inspirado na banda Led Zeppelin).

— Nossa proposta é auxiliar, acrescentar e não mudar de vez. O ensino e a educação não mudam, mas a forma de aprendizado é perfeitamente mutável — afirma André Bayma, cofundador da plataforma.

O “Questão de Escolha” é o primeiro jogo desenvolvido pela equipe que apresentou seu projeto durante o Transformar 2013. Ainda em fase de desenvolvimento, ele já tem sido usado em duas escolas de São Luís, no Maranhão, mas outras instituições já estão em negociação para implementar o programa. Mesmo no começo, a equipe não deixa de ter ideias e fazer planos. Até março do ano que vem, pretendem desenvolver outros jogos que englobem o conteúdo de todos os anos no ensino fundamental.

Por enquanto, o game aborda todo conteúdo de história para o 6o ano do ensino fundamental, desenvolvido com o apoio de dois pedagogos e uma psicóloga.

— Nosso foco na construção dos games é o entretenimento. O aluno que está jogando aqui é aquele que vai chegar em casa e jogar videogame. Para garantir o conteúdo correto, nós contamos com a ajuda de especialistas para dizer qual a melhor forma de abordar o assunto — diz Bayma.

O “Questão de Escolha” é um jogo de aventura em formato de quiz, em que o aluno guiará o navegante português Diogo, enfrentando piratas, marinheiros e criaturas sobrenaturais. A cada resposta correta, o estudante ganha munição para vencer seus inimigos e, assim, avançar pelos três níveis de dificuldade. E quando erram?

— O jogo não diz que errar é errado. Por isso, quando ele erra, ganha um pato que não serve para nada, mas não atrapalha a continuidade da história. Além disso, depois de cada erro, nós oferecemos explicações e a resposta correta — explica.

E a vida do professor também fica mais fácil com a plataforma. A escola que adotar o Questão de Escolha, também recebe o Ados, sistema de métricas de aprendizado que aponta, a partir dos dados coletados no game, onde os alunos tem maior dificuldade, permitindo que o professor acompanhe individualmente cada um deles.

— O professor é ferramenta fundamental em nosso projeto. Por isso, todos eles terão um treinamento para compreender a plataforma, além de um acompanhamento nas primeiras semanas.

Apesar de ser desenvolvido para alunos do 6o ano, outros educadores já adaptaram o game para inserir o conteúdo de outros anos.

— Eles têm liberdade para inserir suas próprias perguntas no quiz quando quiserem.

André conta que cada professor encontrou a sua maneira de usar o game. Alguns deles preferiram passar como lição de casa, outros usam na própria escola, intercalando com aulas expositivas e teve até quem usou para dar aulas de informática.

— Acreditávamos que haveria uma barreira maior para implementar o projeto mas o professores estão mais engajados, todo mundo está querendo fomentar a tecnologia na educação.

Em três anos, Brasil recebe mais de 250 livros de rock

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Thales de Menezes, na Ilustrada

Falar que as biografias de astros de rock formam um subgênero lucrativo no mercado editorial não é novidade. O que surpreende é a imaginação de alguns autores que engrossam esse filão.

Entre os mais de 90 títulos lançados em 2012 no Brasil –compondo mais de 250 nos últimos três anos– há bizarrices como “A Biografia Espiritual de George Harrison” (Madras, R$ 30) e “A Sabedoria dos Beatles nos Negócios” (Campus, R$ 55).

Nem é preciso entrar no mérito da escolha dos Beatles para inspirar um livro de gerenciamento –logo a banda inglesa, que perdeu milhões ao montar uma gravadora– para perceber que o exagero corre solto nas livrarias.

Um volume curioso lançado há pouco é o livro de mesa “Tesouros dos Beatles”, que integra uma coleção da editora Lafonte.

Os livrões são vendidos em caixas que trazem itens de colecionador, como reproduções de pôsteres de shows, ingressos, listas manuscritas com o repertório das apresentações e fotos raras.

A coleção tem, até agora, títulos dedicados a Led Zeppelin e Nirvana. Com o mesmo formato e preço (cerca de R$ 150), a editora lançou também “40 Anos do Queen”, que inclui CD com uma entrevista da banda em 1977.

Nêmesis dos Beatles, os Rolling Stones tiveram mais sorte editorial no ano passado. Além do ótimo livro de fotos “Early Stones” (Planeta do Brasil, R$ 60), saíram as boas biografias “Mick Jagger”, de Philip Norman (Companhia das Letras, R$ 60), e “Ron Wood – A Autobiografia de um Rolling Stone” (Generale, R$ 55).

As duas formam, ao lado de “Vida” (Globo, 2010, R$ 49), a autobiografia de Keith Richards, um trio de memórias dos Stones. Para completar, falta por aqui um livro sobre o baterista Charlie Watts.

O único volume digno de nota sobre ele é “Charlie Watts”, de Alan Clayson. A última edição americana, de 2004, não é fácil de achar.

Falando de livros estrangeiros, já existe uma nova leva de biografias lançadas nos Estados Unidos nos dois últimos meses que esperam futuras edições brasileiras.

São livros sobre Prince e Bruce Springsteen e relatos pessoais de Rod Stewart e Pete Townshend (veja quadro ao lado). A autobiografia de Rod Stewart compõe uma leitura cruzada com a de Ron Wood, já que tocaram juntos em duas bandas (Jeff Beck Group e Faces), por oito anos.

ESPAÇO PARA TODOS

Além de medalhões, nomes de menor apelo têm espaço. Bom exemplo é “A Arrasadora Trajetória do Furacão” (Madras, R$ 32), história do New York Dolls. Quinteto de glitter rock dos anos 1970, os Dolls foram pedra fundamental do punk.

Mas nem só de veteranos vive o mercado. A boy band inglesa One Direction, fenômeno teen de 2012, tem sete biografias em português e mais 12 títulos no exterior.

Madonna e Lady Gaga, que vieram ao país há pouco, ganharam livros oportunistas.

Pelo jeito, o negócio vai muito bem, obrigado.

Editoria de Arte/Editoria de Arte/Folhapress

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