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Quem lê viaja: empresa paga R$ 100 por cada livro que funcionários leem

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Publicado no Catraca Livre

Em São Paulo, a empresa AlphaGraphics decidiu incentivar seus funcionários de um jeito diferente. Ciente de todos os benefícios promovidos pela leitura, eles lançaram o programa de incentivo à leitura entre seus colaboradores. A princípio, o projeto beneficiou cerca 30 de profissionais de duas redes da capital paulista, mas a ideia é estender a campanha para as unidades de todo país.

Após ler um livro, que obrigatoriamente deve envolver o tema de negócios, o funcionário pode fazer a apresentação da obra para a equipe da AlphaGraphics, expondo seus principais conceitos somado aos próprios conhecimentos adquiridos. Se for aprovado pelos colegas, o leitor ganha R$ 100.

Assim, caso consiga realizar 12 apresentações, todas aprovadas pelo time, o funcionário ainda ganha mais R$ 600 como prêmio, atingindo R$ 1.800 de bonificação extra por ano.

Todos os colaboradores da AlphaGraphics têm acesso à biblioteca interna com mais de 140 livros de negócios disponíveis, como “A Loja de Tudo”, “O Verdadeiro Poder”, “O 8º Hábito – da Eficácia à Grandeza” e “Startup Enxuta”, entre outros.

Amor e ódio aos best-sellers

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Por que tanta má vontade com livros que fazem sucesso?

Danilo Venticinque, na Época

Escrever um texto criticando o chavão “o brasileiro não lê” teve um efeito imediato: nunca mais ouvi essa frase. Não que as pessoas tenham parado de dizê-la, evidentemente. Só pararam de repeti-la para mim – o que não muda o país, mas ao menos me dá um pouco de sossego.

Digo “um pouco” porque tenho deparado, frequentemente, com outro comentário pessimista. Em vez de reclamar de quem não lê, reclamam do que as pessoas têm lido. Romances de fantasia, literatura erótica, autoajuda, séries juvenis. As pessoas até leem, mas só leem bobagens.

A minha resposta é quase sempre a mesma: que bom. Que bom que as pessoas leem Cinquenta tons de cinza, Crepúsculo, Dan Brown e afins. O prazer da leitura começa pela liberdade para que cada um leia o que quiser.

Nas prateleiras das livrarias, a divisão é nítida. Há os livros que disputam a atenção dos leitores habituais. Esses livros, em geral, ficam escondidos – o que não é um problema, pois seus leitores costumam saber onde achá-los. E nas posições de destaque, nas vitrines e na entrada das lojas, estão aqueles raros títulos que são capazes de trazer um novo público à livraria. Uma boa parte desse púbico é formada por pessoas que não têm o hábito de ler, mas estão dispostas a mudar de ideia graças ao apelo de uma história ou de um autor. Elas decidem dedicar aos livros parte do tempo que gastariam indo ao cinema, assistindo à televisão ou fazendo qualquer outra coisa. Quase todos os leitores vorazes já estiveram nesse lugar. Antes de ser disputado por uma infinidade de livros, o tempo de leitura precisa ser conquistado.

Pense no primeiro livro que você leu com prazer. Provavelmente é um best-seller. Alguns têm dificuldade para admitir, mas a grande maioria dos leitores começa por eles.

Os críticos desses livros de sucesso costumam dizer que eles ocupam um espaço que poderia ser dado a outros títulos, mais refinados. Não é preciso sequer entrar no mérito literário da obra para provar que essa ideia está errada. Não existe, convenhamos, a figura do leitor que vai à livraria para comprar Em busca do tempo perdido e acaba deixando Proust de lado para se entregar a Cinquenta tons de cinza. Mas existe, sim, o contrário: o leitor que começou com Cinquenta tons de cinza e que, um dia, poderá ser apresentado à obra de Proust. E, se não fossem as algemas de E. L. James, talvez ele jamais tivesse pisado numa livraria.

É comum a crença de que os leitores de best-sellers só lerão outros best-sellers. Mas o caminho de cada leitor é imprevisível. Conheço adolescentes que emendaram a leitura de Crepúsculo em O morro dos ventos uivantes (o livro favorito da personagem Bella), seguiram para a obra de Jane Austen e, a partir daí, perderam-se nos clássicos da literatura inglesa. O mundo de Sofia, um belo best-seller da minha adolescência, convenceu muitos estudantes a ler Platão e Aristóteles.

Há leitores de O alquimista que se debruçaram sobre a obra do Nobel de Literatura Hermann Hesse – incentivados pelo próprio Paulo Coelho, que escreveu uma introdução a uma edição de Sidarta. Leitores de Dan Brown não precisam nem sair das prateleiras de best-sellers para encontrar Umberto Eco e, em seguida, se render a Italo Calvino e a outros autores do século XX. Leitores de Paulo Leminski, um best-seller improvável, se sentirão à vontade nas prateleiras de poesia. Fãs de E. L. James podem se aventurar na obra de Anaïs Nin, D. H. Lawrence ou do Marquês de Sade. Tudo por causa de um livro numa vitrine.

A moda das séries e trilogias nas listas de mais vendidos ajuda a garantir que a paixão desses fãs por livros seja duradoura. Quem leu apenas um livro e gostou muito dele pode, infelizmente, voltar a uma rotina sem leitura. Quem se acostumou a esperar por novos lançamentos e voltou às livrarias após cada um deles dificilmente perderá o hábito de ler quando sua série favorita acabar. Sempre há uma nova série para ser lida, ou um clássico para ser descoberto.

Mesmo os leitores que só leem best-sellers são uma boa notícia. Não só para eles mesmos (que, afinal, estão se divertindo), mas também para todo o mercado. “O aumento no número de best-sellers permite que os editores ousem mais e apostem em obras literárias que têm prestígio, mas não dão o mesmo retorno financeiro”, disse a Época José Luiz Goldfarb, curador do prêmio Jabuti. Quer conhecer de verdade uma editora de livros? Olhe para os livros que ela lança um ano depois de ganhar dinheiro com um grande best-seller. É nessa hora que, com os cofres cheios, os editores podem investir na literatura em que acreditam e lançar livros sem a pressão pelo retorno financeiro imediato. Se não houvesse grandes sucessos comerciais, o mercado como um todo encolheria – e essas edições jamais veriam as estantes.

Para os que não gostam de best-sellers, há sempre uma alternativa simples e muito eficiente: ignorá-los e ler outra coisa. Com tantas obras à disposição de cada leitor e um tempo finito para ler, indignar-se com a existência de livros de sucesso é um exercício fútil. O único leitor que é forçado a ler lançamentos de que não gosta é o crítico literário. Talvez isso explique, em parte, sua obsessão negativa por autores como Paulo Coelho. Isso é assunto para outro texto. Mas cabe uma constatação: com seus livros de sucesso e sua popularidade, Paulo Coelho fez mais pela leitura no Brasil do que qualquer um de seus críticos. O maior defeito de Paulo Coelho é que há apenas um Paulo Coelho. Se tivéssemos mais autores como ele, seríamos um país de leitores.

Mulheres fundam clube de leitura que faz topless em lugares públicos de NY

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Em busca de igualdade entre os sexos, o grupo de leitura nova-iorquino Coed Topless Pulp Fiction propõe a suas integrantes que retirem suas blusas e leiam e debatam livros de topless em áreas públicas da cidade; lei do Estado de Nova York permite que mulheres deixem troncos nus em qualquer lugar onde homens podem fazê-lo também (Foto: Divulgação)

Em busca de igualdade entre os sexos, o grupo de leitura nova-iorquino Coed Topless Pulp Fiction propõe a suas integrantes que retirem suas blusas e leiam e debatam livros de topless em áreas públicas da cidade; lei do Estado de Nova York permite que mulheres deixem troncos nus em qualquer lugar onde homens podem fazê-lo também (Foto: Divulgação)

 

Publicado no Terra

Imagine estar caminhando no parque do Ibirapuera, em São Paulo, ou no Jardim Botânico do Rio de Janeiro e se deparar com um grupo de jovens mulheres reunidas com os seios à mostra. É isso o que tem acontecido em lugares públicos da cidade de Nova York, onde amigas têm usado o respaldo da lei do Estado, que lhes permite ficar com o tronco nu em qualquer local em que homens podem.

As reuniões ocorrem regularmente em praças públicas, coberturas de hotéis, trilhas perto de rios e mesmo pontos bastante turísticos da Grande Maçã, como o mundialmente conhecido Central Park. Em sua maioria, elas já chegam aos locais das reuniões, onde leem e discutem clássicos da literatura, usando biquínis, para, assim, facilitar a prática de topless durante na cidade, cujas temperaturas sobem a cada dia com a proximidade do verão – há previsão de máximas de até 32ºC para os próximos dias.

“Para cada mulher que fica nos olhando feio quando passamos e murmura que há crianças por perto, há uma dúzia que se aproxima e nos agradece pelo que estamos fazendo”, diz ao tabloide britânico The Sun a fundadora do grupo, batizado de Coed Topless Pulp Fiction, que pediu para não ser identificada. “Se você está em Nova York e o tempo está bom, por que não se juntar a nós algum dia propõe o blog das leitoras, “um grupo de amigas, amigas de amigas, amigas de amigas de amigas e de completas estranhas que adoram livros e dias ensolarados e gostam de aproveitar os dois juntos de acordo com o que a lei permite”.

“A polícia já nos abordou algumas vezes, mas os policiais sempre confirmam que o que estamos fazendo é completamente legal e sempre foram muito educados em relação a isso”, continua ela, incentivando mais e mais mulheres a se igualarem aos homens e exibirem seus seios em público. “Acho que recebemos menos assobios e assédio quando estamos de topless em um grupo do que quando qualquer uma de nós caminha pelas ruas completamente vestida.”

Entre os livros que o grupo lê atualmente estão Blood on the Mink, de Robert Silverberg, False Negative, de Joseph Koening, e Choke Hold, de Christa Faust. “Quanto mais mostramos às pessoas que ver os mamilos de uma mulher não levarão o céu a cair, mais liberdade e igualdade as mulheres terão”, resume ela.

Dica do Israel Herison e do Chicco Sal

Enem 2012: hino do Palmeiras garante 500 pontos à redação

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Estudante usa dois parágrafos do texto para escrever canção do time

Em redação que recebeu nota 500, candidato escreve o hino do Palmeiras em dois dos quatro parágrafos Reprodução

Em redação que recebeu nota 500, candidato escreve o hino do Palmeiras em dois dos quatro parágrafos Reprodução

Lauro Neto e Leonardo Vieira, em O Globo

Vale tudo na redação do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem), até declarar o amor pelo time de futebol. Foi o que fez um candidato na última edição da prova ao escrever o hino do Palmeiras em seu texto. Apesar de dedicar dois dos quatro parágrafos à canção, o estudante tirou 500 pontos num total de 1000. O aluno até aborda o tema “Movimentos imigratórios para o Brasil no século XXI”, mas nos parágrafos de desenvolvimento se dedica à paixão por seu clube.

O autor do texto é o paulista Fernando Maioto, que já havia sido aprovado em Medicina na Faculdade Faceres, em São José do Rio Preto. Ele conta que sua intenção foi a de testar a banca de correção do Enem.

— Sempre escutei histórias de pessoas que fizeram a redação e colocaram receitas de bolo. Como eu sabia que este ano a redação poderia ser visualizada, resolvi escrever o hino do meu time. Mas o grande intuito mesmo era mostrar que os corretores não leem completamente a redação — diz Fernando, que acredita que merecia zero na redação.

No segundo parágrafo, após a frase introdutória “As capitais, praia e as maiores cidades são os alvos mais frequentes dos imigrantes”, ele começa a escrever parte do hino: “porque quando surge o alviverde imponente no gramado onde a luta o aguarda, sabe bem o que vem pela frente e que a dureza do prélio não tarde. E o palmeiras no ardor da partida, transformando a lealdade em padrão. Sabe sempre levar de vencida e mostrar que de fato é campeão”. Depois do trecho do hino, ele retoma o tema da imigração, ainda no mesmo parágrafo, com a frase “Por este o principal motivo de invasão de imigrantes”.

No parágrafo seguinte, o estudante acrescenta a conjunção adversativa “entretanto”, antes de voltar ao hino com o trecho “defesa que ninguém passa, linha e atacante de raça torcida que canta e vibra por nosso alviverde inteiro. Porque quem sabe ser brasileiro, hostenta (sic) a sua fibra”. Como o hino chega ao fim, ele fecha o parágrafo com “Fazendo com que muitos imigrantes se tornem escravados (sic) do século XXI”.

Em nota, o Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anisio Teixeira (Inep) esclarece que os avaliadores identificaram a impertinência do texto inserido, o que trouxe para a redação palavras e expressões sem sentido e em estilo inadequado ao tipo textual exigido na prova. Segundo o Inep, a redação obteve nota 500, tendo nota baixa especialmente nas competências I e II. De acordo com a nota “desconsiderada a inserção inadequada, o texto tratou do tema sugerido e apresentou ideias e argumentos compatíveis. O texto indica compreensão da proposta da redação, não fugiu ao tema por completo e não feriu os direitos humanos”.

Já para o professor de Letras e vice-reitor da Universidade Estácio de Sá, Deonísio da Silva, mesmo que candidato tenha comentado parcialmente o tema, sua prova deveria ser desconsiderada e sua nota, zerada.

— Ele usou o hino do Palmeiras no meio da frase para disfarçar. Eu penso que é deboche, mas, mesmo se não for, ainda sim ele quebrou com a lógica argumentativa. Eu daria zero — opinou o vice-reitor.

Já Lucília Garcez, doutora em linguística aplicada defende a nota 500, dizendo que a orientação aos corretores é aproveitar o que for possível no texto.

— Se você observar bem a redação, excluindo a brincadeira de colocar o hino do Palmeiras, o participante escreve bem, não comete muitos erros de língua portuguesa, articula bem as ideias. E não fugiu totalmente do tema, chegou a desenvolvê-lo bem. Talvez, se ele não tivesse feito essa brincadeira, poderia até tirar nota máxima. Ele foi apenado por inserir um trecho fora do tema — diz Lucília.

Ex-corretor da banca, o professor Wander Lourenço afirma que exemplos como esse texto devem ser desconsiderados pelo avaliador.

— Esses casos mostram uma grande crise de ética. Eles têm o propósito de enganar a banca — argumenta.

Templo do livro, modelo em xeque

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Maria Fernanda Rodrigues, no Estadão

A atual fase da era digital, marcada pela expansão do mercado de e-books, vem acentuando o debate sobre o destino das bibliotecas tradicionais – e o seu incontornável impacto na formação de leitores

Bibliotecários do Reino Unido ficaram em polvorosa com uma recente declaração do escritor inglês Terry Deary. Autor de obras infantis e juvenis, publicadas inclusive no Brasil, ele disse: “As bibliotecas tiveram seu momento. Elas são uma ideia vitoriana e estamos na era digital. Ou mudam e se adaptam ou deverão ser fechadas. Muito da chiadeira atual é sentimentalismo”. A realidade de seu país em crise, onde as bibliotecas sofrem com corte de verba e encerramento de atividades e brigam com editoras pela questão do empréstimo de e-books, é bem diferente da brasileira.

Márcio Fernandes/AE Frequentadores da Biblioteca de São Paulo leem no papel e na tela de um e-reader

Márcio Fernandes/AE
Frequentadores da Biblioteca de São Paulo leem no papel e na tela de um e-reader

Aqui, a briga é para zerar o déficit de bibliotecas. De acordo com o Censo Nacional de Bibliotecas Municipais, de 2010, 20% das cidades não contam sequer com uma sala de leitura. O dado é ainda mais preocupante nas escolas públicas. O Censo Escolar mostrou que 72,5% ficam devendo esse espaço para seus alunos – existe uma lei que determina que até 2020 essa questão seja resolvida. Outro desafio é a conquista de novos leitores. Segundo a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, 75% dos brasileiros jamais pisaram numa biblioteca. O mesmo levantamento mostrou que 20% dos entrevistados frequentariam uma, se houvesse livros novos. Mas nada convenceria 33% a fazer isso.

“A biblioteca não é um organismo à parte na constituição de uma sociedade: a biblioteca é reflexo dela e responde a ela. Por isso é que temos tão poucas bibliotecas no Brasil”, comenta Maria Antonieta Cunha, especialista no assunto e desde 2012 à frente da Diretoria do Livro, Leitura e Literatura, órgão subordinado à Fundação Biblioteca Nacional. Mas o Brasil é, claro, um país grande e desigual, e também no que diz respeito ao acesso a livros vive, simultaneamente, passado, presente e futuro. Enquanto uns correm para resolver essas questões básicas e urgentes, outros veem o momento em que será possível emprestar um livro digital de uma biblioteca e lê-lo no e-reader, tablet ou celular.

Isso ainda está distante das bibliotecas de obras gerais – algumas oferecerem livros em domínio público para download, mas isso é simples. É, porém, realidade para estudantes da FMU (SP), Universidade de Passo Fundo (RS) e Cândido Mendes (RJ), entre outras, que usam o serviço da Minha Biblioteca, uma plataforma criada por editoras concorrentes, mas que se uniram para desbravar esse mundo novo.

Participam do consórcio quatro das cinco maiores do segmento CTP (Científico, Técnico e Profissional): Saraiva, Atlas, Grupo A e Grupo Gen. São 4 mil títulos e 2 modelos de negócios. No primeiro, a instituição de ensino paga à Minha Biblioteca um valor mensal por aluno para que eles possam ler, quando quiserem e ao mesmo tempo, todos os títulos do acervo. No segundo, disponível a partir de abril, a universidade escolhe quais títulos e quantos exemplares deseja adquirir. Se optar por cinco exemplares de determinado e-book, por exemplo, apenas cinco alunos poderão emprestá-lo simultaneamente, tal qual acontece com o livro físico.

Quando foi criada, há 18 meses, a Minha Biblioteca já tinha concorrente: a Biblioteca Virtual Universitária, do grupo Pearson que agora conta com a parceria da Artmed, Manole, Contexto, IBPEX, Papirus, Casa do Psicólogo, Ática e Scipione. Lá, são 1.400 títulos. A Companhia das Letras, que pertence ao grupo Pearson, também está no projeto. Mas não oferece seus títulos, e sim obras em domínio público.

O impasse é que, fechando com a Minha Biblioteca ou com a Biblioteca Virtual Universitária, seus estudantes só terão acesso aos livros das editoras participantes, restringindo o uso de uma bibliografia completa e diversificada. Ideal seria que as instituições tivessem as próprias plataformas e unificassem os catálogos das editoras. Mas elas se ocupam hoje de preparar seus e-books para difundir a produção de pesquisadores e alunos. Quem quiser lê-los, basta fazer o download e já ganha o arquivo. Ou seja, uma operação um pouco diversa do empréstimo de um livro. O modelo é incipiente, mas os números da editora Unesp são animadores. Desde março de 2010, quando criou o selo digital Cultura Acadêmica, já publicou 137 títulos exclusivamente em formato digital e registrou mais de 299 mil downloads. Enquanto isso, nos Estados Unidos, Robert Darnton, diretor da Biblioteca de Harvard, e sua equipe acertam os últimos detalhes da inauguração, em abril, da gigante Biblioteca Pública Digital Americana.

De volta ao Brasil, há ainda universidades e escolas que dão tablets aos alunos – caso da Estácio de Sá. A parceria para conteúdo é da Pasta do Professor, projeto criado pela Associação Brasileira de Direitos Reprográficos para coibir as cópias, e que tem a adesão de várias editoras. (mais…)

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