Canal Pavablog no Youtube

Posts tagged Legolas

Da fábula para a Olimpíada: Como ‘O Senhor dos Anéis’ inspirou brasileira do tiro com arco

0
Sarah Nikitin está disputando o tiro com arco pelo Brasil nos Jogos Olímpicos

Sarah Nikitin está disputando o tiro com arco pelo Brasil nos Jogos Olímpicos

 

Bianca Daga, no ESPN

O que a saga “O Senhor dos Anéis” tem em comum com os Jogos Olímpicos? Para a brasileira Sarah Nikitin, tem tudo a ver. Aqueles que são fãs da trilogia, baseada no livro do sul-africano John Ronald Reuel Tolkien, certamente se lembram do personagem Legolas, o mais famoso dos elfos. Foi por causa dele que a atleta começou a praticar tiro com arco e, agora, está fazendo história no maior evento esportivo do mundo.

A sequência no cinema foi lançada entre 2001 e 2003. Sarah, então com 14 anos, começou a gostar da história e da figura fantasiosa, que usava o arco e flecha com muita habilidade para matar os inimigos.

“Eu era muito fã dos livros e dos filmes. Comprei algumas revistas sobre O Senhor dos Anéis, e uma delas tinha uma reportagem sobre o tiro com arco, citando uma escola em São Paulo em que se podia praticar o esporte. Foi assim que comecei. E então, não parei mais”, contou ao ESPN.com.br.

Sem nem saber que era uma modalidade olímpica e nem sonhar em competir profissionalmente, Sarah pediu aos pais para fazer uma aula experimental e queria levar na brincadeira, como hobby. Mas logo de cara, ela começou a se sair bem e chamou atenção.

Por sugestão dos instrutores, começou a treinar com arco de competição. No final de 2004, já se arriscava em atirar de longa distância. Depois de poucos treinamentos, se credenciou para disputar o Campeonato Brasileiro. Resultado? Medalha de ouro na categoria cadete.

“Como fui bem, a confederação brasileira veio falar comigo, me convidando para fazer parte de um treinamento com o técnico italiano Renzo Ruele. Em 2005, fiz minha primeira competição internacional, num Grand Prix no México (equivalente a um campeonato latino-americano), e fui campeã nos 50 metros.”

Ao contrário do que pensava quando não se dava bem na educação física, na escola, Sarah levava jeito para ser atleta. Tricampeã brasileira (2009, 2011 e 2012), a arqueira que defende o Palmeiras tornou-se, em 2011, a primeira mulher do Brasil a conseguir 1.300 pontos na distância de 70 metros, que é a prova olímpica.

Dois anos depois de fazer 1.305 pontos, ela superou a própria marca, fez 1.336: registrou recorde no país, inclusive entre os homens, e terminou em oitavo no Campeonato Mundial na Turquia, melhor desempenho de uma brasileira na modalidade na competição, até hoje.

Mas o melhor ainda estava por vir. No início de julho, depois de avaliações e competições na Europa, foi convocada como uma das três titulares da seleção brasileira feminina de tiro com arco para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, ao lado de Anne Marcelle e Marina Canetta.

Apesar da derrota para a Itália nas oitavas de final na manhã deste domingo, o trio já entrou para a história por quebrar um jejum. Até hoje, o Brasil só teve uma representante nas competições femininas de tiro com arco em Olimpíada, e há 36 anos. Em Moscou-1980, Arci Kemner ficou na 26ª colocação.

“O mais provável de medalha seria por equipe, mas já estou muito feliz só de estar na Olimpíada”, avaliou a arqueira Elfa, como é carinhosamente chamada pelos colegas na faculdade de Letras, antes da disputa.

Personagens secundários que merecem ter os seus próprios livros

0

Fabio Mourão, no Dito pelo Maldito

Diferente da televisão em que podemos ver muitos personagens secundários que eventualmente chegam a protagonizar um spin-off da série principal, ou dos quadrinhos onde os sidekicks dos heróis sempre conquistam uma revista só deles, os coadjuvantes da literatura infelizmente não compartilham dessa mesma sorte, e costumam perecer no limbo sem nunca ter todo o seu potencial devidamente explorado nos livros. Eles são como aquelas crianças que são escolhidas apenas para completar o time na aula de educação física.

Sobre os protagonistas nós já sabemos tudo que é necessário, afinal, já existem livros e sagas inteiras sobre eles. Mas os personagens secundários podem ser ainda mais interessantes do que se imagina, e justamente por tudo que se ‘desconhece’ sobre eles.
Convictos que de alguns desses coadjuvantes estão devidamente prontos para sair em aventuras solo, selecionamos aqui cinco deles que merecem ter seus próprios livros.

3br6lqAs-qo

Mycroft Holmes (Sherlock Holmes , de Sir Arthur Conan Doyle)
O irmão mais velho de Sherlock não só é ainda mais brilhante que ele, como também mantém um misterioso trabalho junto ao governo britânico, podendo ser retratado como um espião ou algum tipo de agente secreto. Mas infelizmente Mycroft faz apenas algumas pontas na série moderna de Sherlock na bbc, e surge apenas em quatro histórias originais de Sir Conan Doyle sobre o mundo fascinante do detetive. Genial, socialmente inepto e ainda por cima agente do governo? Na minha opinião, esse é um personagem que está pedindo por um livro próprio, e deveria receber mais atenção.

legolas-ft

Legolas (O Senhor dos Anéis, de J RR Tolkien)
Com a vantagem de poder viver centenas de anos afinco, o elfo seria o cronista perfeito para narrar mais aventuras na saudosa Terra Média. Com a trilogia forçada de ‘O Hobbit’ nos cinemas, vimos que a longevidade da sua raça permite encaixar Legolas em praticamente qualquer momento da cronologia do universo de Tolkien, e tudo isso sem envelhecer ou perder suas habilidades em batalha. É claro que, devido a forma complicada como o filho de Tolkien administra os seus espólios, provavelmente não estaremos vivos para ver algo assim.

pdvd571

Professor Van Helsing (Drácula, de Bram Stoker)
Se contarmos com todas as fan fictions já escritas sobre Drácula, com certeza encontraríamos algum livro sobre o notório caçador de vampiros Van Helsing. É claro, tem aquele filme ‘adolescente’ com o Hugh Jackman, mas que não serve de exemplo para o que estamos propondo no momento. A questão é que Stoker poderia ter investido um pouco mais no sucesso gerado por Drácula, e ter aproveitado esse personagem (que chega a ser tão popular quanto o próprio conde vampiro) para escrever outras histórias sobre suas estranhas pesquisas. Uma tática que Anne Rice soube usar muito bem na sua literatura. (mais…)

Go to Top