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A varejista online Amazon lança no Brasil, nesta quinta-feira (21), a venda de livros em papel em português. A empresa já vendia livros digitais aqui. Com um catálogo de 150 mil títulos de 2.100 editoras, a loja terá obras a preços mais baixos que os praticados em livrarias.

Em promoção de lançamento sem data para terminar, o frete será grátis para as compras acima de R$ 69 no país todo. Na cidade de São Paulo, consumidores que adquirirem livros antes das 11h terão a opção de recebê-los no dia útil seguinte. Essa modalidade de entrega, mais rápida que a convencional, só estará disponível para algumas regiões da cidade.

“Decidimos abrir a loja de livros físicos porque já vendemos milhões de livros digitais no Brasil e temos experiência com o consumidor daqui”, disse Alex Szapiro, diretor da Amazon no Brasil. O executivo afirma que uma das condições mais importantes para lançar a loja foi a inteligência do algoritmo da Amazon, que gera recomendações de compra para o cliente baseadas em suas buscas e navegações no site.

O site também inaugura no país uma ferramenta que permite a leitura do livro digital enquanto o livro físico não chega à casa do cliente, o Leia Enquanto Enviamos.

A Amazon chegou ao Brasil em dezembro de 2012, com um catálogo de 13 mil títulos de livros digitais em português. Hoje, são mais de 35 mil títulos. “O segmento de livros digitais deve terminar o ano com uma fatia de 4% a 5% do mercado de livros”, diz Szapiro. “Ainda não é uma parcela muito representativa, mas há dois anos ela era praticamente inexistente.”

Escritores criticam estratégia da Amazon

A empresa do americano Jeff Bezos, é criticada pelo mercado editorial em alguns países por adotar uma estratégia feroz de descontos e promoções.

Na semana passada, mais de 900 escritores americanos assinaram uma carta, publicada no jornal “The New York Times”, na qual afirmam que a Amazon boicota editoras que se recusam a diminuir as margens de lucro, atrasando entregas e retirando seus livros das posições de destaque no site.

Dias depois, mais de mil escritores alemães se manifestaram em carta aberta na internet, dizendo que editoras alemãs também estão sendo prejudicadas.