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Livro inédito de J.R.R. Tolkien é publicado cem anos após ser escrito

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O escritor J.R.R. Tolkien - AP

O escritor J.R.R. Tolkien – AP

Obra foi editada por Christopher Tolkien, filho do autor de ‘Senhor dos anéis’

Publicado em O Globo

RIO — Um livro inédito do célebre J.R.R. Tolkien, autor de “Senhor dos anéis”, foi publicado nesta quinta-feira, cem anos depois de ser escrito. “Beren e Lúthien” é descrita como uma história de “conteúdo pessoal” que o então professor da Universidade de Oxford, no Reino Unido, criou ao retornar da Batalha do Somme, ocorrida na França, em julho de 1916, durante a Primeira Guerra Mundial.

Contando com ilustrações de Alan Lee, que venceu um Oscar por seu trabalho na trilogia cinematográfica de Peter Jackson, a publicação foi editada pelo filho do escritor, Christopher Tolkien, de 92 anos, e contém versões de um conto que tornou-se parte do “O Silmarillion”, lançado em 1977.

O “novo” livro é sobre o destino de dois amantes Beren e Lúthien, um homem mortal e uma elfa imortal que tentam roubar uma posse do maior de todos os seres do mal, Melkor, posteriormente chamado Morgoth, o inimigo negro. O pai dela, um lorde Elvish, não aprova o relacionamento e impôs para Beren uma tarefa impossível para que eles possam ficar juntos.

Capa do novo livro de Tolkien - Reprodução

Capa do novo livro de Tolkien – Reprodução

Os nomes Beren e Lúthien estão gravados na sepultura de Tolkien e de sua mulher, Edith, no cemitério em Wolvercote, na cidade de Oxford, no Reino Unido. Lúthien foi inspirada em Edith, que morreu dois anos antes do escritor.

Morto em 1973, boa parte dos títulos de Tolkien foram publicados postumamente, incluindo “O Silmarillion”, “Contos inacabados” e “The history of Middle Earth” (não publicado no Brasil), uma série em 12 volumes editada por Christopher. Suas obras mais conhecidas, entretanto, “O hobbit” e a trilogia “O senhor dos anéis”, renderam grande fama ao autor ainda em vida.

Flip 2017: escritora sul-africana Deborah Levy é mais uma confirmada

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A escritora sul-africana Deborah Levy, uma das convidadas da Flip 2017 - Sheila Burnett / Divulgação

A escritora sul-africana Deborah Levy, uma das convidadas da Flip 2017 – Sheila Burnett / Divulgação

 

Em ‘Coisas que não quero saber’, autora responde a Orwell e dialoga com Virginia Woolf

Publicado em O Globo

RIO – Deborah Levy, escritora sul-africana radicada na Inglaterra, será mais uma das convidadas da 15ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), que acontece entre os dias 26 e 30 de julho. O anúncio foi feito pela organização do evento na manhã desta quinta-feira.

Autora de romances, peças e poemas, Deborah já foi finalista do Man Booker Prize duas vezes e é apontada por Liz Calder, editora e uma das fundadoras da Flip, como “uma das vozes mais originais, astutas e surpreendentes que temos hoje”.

Na Flip, a autora lançará “Coisas que não quero saber” (Autêntica), ensaio memorialístico que responde aos ensaios “Por que escrevo”, de George Orwell, e mantém um diálogo com “Um teto todo seu”, de Virginia Woolf. Na obra, Deborah reflete sobre as razões que a levaram a escrever e fala de lugares que viveu, como a África do Sul em pleno apartheid e o subúrbio londrino de Finchley.

No Brasil, ela já publicou o romance “Nadando de volta para casa” pela editora Rocco, em 2014, com o qual foi finalista do Man Booker Prize pela primeira vez. A casa vai lançar, agora, “Hot milk”, obra com a qual foi finalista do mesmo prêmio pela segunda vez. Nos livros, Deborah explora questões sobre identidade, exílio e deslocamento.

8 dicas para ler mais livros e deixar o smartphone de lado

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8 dicas para ler mais livros e deixar o smartphone de lado  |  Fonte: Shutterstock

8 dicas para ler mais livros e deixar o smartphone de lado | Fonte: Shutterstock

 

Veja como se livrar do vício na internet e ler mais livros durante o ano

Publicado no Universia Portugal

Quando está em casa sem fazer nada ou sentado na sala de espera de um consultório médico, é praticamente instintivo pegar o smartphone para dar uma olhada nas redes sociais ou tentar passar uma nova fase daquele novo jogo online. Na era digital, as opções de entretimento para as horas vagas são imensas, indo desde as séries do Netflix até aos quase infinitos jogos disponíveis na palma da sua mão.

O problema é que as diversas tecnologias disponíveis acabaram por ganhar força e deixaram de lado hobbies mais analógicos, como ler um bom livro. No entanto, é possível contornar todas essas distrações digitais e retomar o hábito e a paixão pela leitura. Veja como:
Um livro de cada vez

Começar a ler mais livros do que aqueles que é capaz é garantia de que vai criar um bloqueio. Ainda que algumas pessoas consigam ler diversas obras ao mesmo tempo, para quem só agora está a retomar a prática, é preciso evitar essa tentação. O leitor pode ficar intimidado e ficar com a impressão de que a leitura é algo muito difícil e nada prazerosa. Por isso, foque-se numa única história de cada vez e se não gostar do livro que estiver a ler, não hesite em deixá-lo de lado e começar a ler um novo. O importante é ir com calma e manter o interesse pela prática.

Desconecte-se para se dedicar à leitura

Se está a passar por uma crise de leitura, em que apenas a visão da capa de um livro já o deixa apavorado, então parte desse fenômeno pode estar ligada ao excesso de tempo que passa online. A internet, apesar das suas memes de gatinhos fofos e de vídeos engraçados, é a maior ferramenta de procrastinação do mundo. Começamos com a intenção de dar apenas uma vista de olhos no Facebook, mas quando nos damos conta já estamos sentados há horas em frente ao computador ou com o smartphone na mão.

Uma forma de reverter esse processo é reservar algum tempo para se desconectar e passar algumas horas a usufruir de um bom livro. Mas para que isso funcione, é preciso ter disciplina. Reserve os dias da semana em que está mais tranquilo e programe um alarme no celular para saber a que horas deve fazer log off do mundo digital.

Revisite os clássicos

Lembra-se do primeiro livro que motivou o seu gosto pela leitura? Provavelmente foi mesmo especial e conquistou a sua atenção com uma boa história. Por isso, quando estiver a passar por uma crise de leitura, abra o seu armário, vasculhe as prateleiras e tente encontrar a obra que o inspirou desde o início, para mergulhar na sua história mais uma vez.

Passeie pela livraria

Pode parecer algo muito simplista, mas aproximar-se desse universo pode resolver a crise com os livros. Por isso, reserve algum tempo para passear pela sua livraria favorita, tomar um bom café e conhecer as novidades. Depois de algumas horas a admirar as capas dos livros e a conversar com os vendedores, sem dúvida retomará a sua inspiração e gosto pela leitura.

Partilhe o hábito com um amigo

Ler é uma atividade que, geralmente é praticada por uma única pessoa, mas ter uma companhia em momentos de crise pode ser a solução para os seus problemas. Fale com amigos que também estejam a querer ler mais livros e crie um clube de leitura e de discussões literárias. Esta tática estimulará o grupo como um todo.

Leia o livro depois do filme

O que é considerado um verdadeiro pecado por algumas pessoas pode ser a solução para a crise de leitura de outras. Se foi ao cinema e adorou um filme baseado na história de um livro, corra para a livraria ou para a biblioteca mais próxima e tente encontrá-lo. Por ser uma história interessante, as hipóteses de se envolver na leitura são ainda maiores. Mas para quem simplesmente não consegue lidar com essa ideia, aposte num livro inédito, mas de uma série que já conheça e que já tenha lido outros capítulos adaptados para o cinema.

Ouça o seu livro

Sentar e folhear as páginas de um livro parece-lhe angustiante? Então aposte nos podcasts. Atualmente, estão já disponíveis neste tipo de plataforma prática e barata uma extensa variedade de gêneros e que pode ser utilizada em casa, no carro ou até mesmo no smartphone.

Experimente novos gêneros

Apesar de ser apaixonado por uma determinada série de livros, ler as suas histórias diversas vezes pode ser muito cansativo. Para evitar que se canse da leitura e para que também tenha a oportunidade de conhecer coisas novas, tente explorar gêneros diferentes dos que está acostumado. Nesta aventura, pode descobrir uma nova série preferida.

Como ler mais e mais rápido

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Crédito: Reprodução

Crédito: Reprodução

 

Maria Confort, no Manual do Homem Moderno

Algumas pessoas conseguem ler mais de 100 livros por ano. Sim, elas existem. Mas como fazem isso? E como elas dizem que as outras pessoas também conseguem fazer se quiserem?

Isso parece impossível pra você? Bom, não é. Eu, por exemplo, costumo ler cerca de 50 livros por ano, e sei que se eu me dedicasse um pouco mais, conseguiria alcançar a meta de 100 livros em 365 dias.

Porém, um especialista em memória e concentração entrevistado pela revista GQ disse que o segredo não é dedicação. Na verdade, é o desprendimento. Como assim? Ele dá dicas infalíveis para você ler mais e mais rápido – um livro por semana, especificamente.

Não leia antes de dormir, leia antes de trabalhar

A maioria das pessoas decide ler antes de dormir. Se você lê à noite, você provavelmente só vai conseguir vencer algumas páginas antes de ficar sonolento. Em vez disso, a recomendação é cair na leitura na parte da manhã. Mesmo se você não é tipo de pessoa que levanta bem mais cedo do que o necessário, use o tempo que você gasta fuçando o Facebook ou no Instagram antes de sair para o trabalho para ler alguns capítulos. Você também pode ler no caminho, se for trabalhar de ônibus, ou durante o café da manhã.

Abuse do transporte público

Além de economizar, ler no transporte público vai te fazer avançar bastante na leitura e te manter mais concentrado na história. Aliás, leve o livro para tudo quanto é canto.

Aliás, é importante levar o livro para tudo quanto é canto: consulta médica, shopping, enfim, qualquer lugar. Ter um livro por perto vai te fazer gastar aqueles minutos que você normalmente gasta no celular, lendo.

Se o livro estiver uma droga, pare

Não se sinta obrigado a terminar um livro porque já começou. Tem livros que não funcionam para determinadas pessoas, histórias que não cativam, tipos de leitura que não prendem. Enfim, se o livro estiver realmente chato ou ruim, largue. Vá ler outra coisa.

As livrarias ainda existem – pegue livros emprestados

Pegar um livro em uma livraria vai te obrigar a ler o livro mais rápido, afinal, você vai precisar devolver em um prazo, certo? Outra dica é pegar livros emprestados e pedir para a pessoa que te emprestou cobrar a devolução.

Leia mais de um livro ao mesmo tempo

Parece loucura, mas é uma boa tática. Leia mais de um livro ao mesmo tempo: um romance, um livro de “não ficção”, um quadrinho…Não importa.

Dessa forma, quando você se sentar para ler, vai sempre encontrar algo que se encaixe com o seu humor do momento. Se você, por exemplo, tiver muito tempo disponível, parta para o romance. Se o seu dia foi chato e cansativo, leia quadrinhos.

Mantenha um histórico do que você leu

Registrar o que você leu em aplicativos específicos ou até mesmo nas suas redes sociais vai te fazer se sentir mais realizado e também incentivado a continuar lendo. Pode apostar.

Dito isso: divirta-se. Ler não deve ser uma obrigação chata, deve ser algo que te dê prazer.

O que pode ser cobrado sobre as obras obrigatórias do vestibular?

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Tem coisa melhor do que ler? ❤ (Beauty and the Beast/Disney/Giphy)

Tem coisa melhor do que ler? ❤ (Beauty and the Beast/Disney/Giphy)

 

#ClubedoLivroGE: professores dão dicas para te ajudar com a leitura. Leia a segunda matéria da série

Publicado no Guia do Estudante

A carga de leitura de quem está prestando o vestibular já é alta só por conta da quantidade de conteúdos disciplinares cobrados nas provas. Além disso, ainda há a lista de livros obrigatórios – só a Fuvest, maior vestibular do país, tem oito obras que são cobradas especificamente. É muita coisa, a gente sabe. E, por isso mesmo, fomos conversar com alguns professores em busca de dicas que possam te ajudar na hora de enfrentar os livros. Mãos à obra?

Todos os professores com quem a gente conversou concordam em um ponto: o contexto. Você precisa saber em que meio o livro em questão foi escrito. “O aluno precisa entender que a arte, de um modo geral, é um produto de uma época sob o olhar do pintor, escritor, entre outros”, explica a professora Elaine Antunes, do colégio Dínamis.

Diogo Mendes, do Descomplica, desenvolve: “No estudo das obras exigidas pelos vestibulares, é muito importante compreendermos o estilo de época no qual elas se inserem. Assim, podemos perceber mais facilmente as motivações políticas, sociais e culturais do escritor. Ao ler Iracema, por exemplo, não podemos ignorar que o espírito nacionalista estava em alta à época, estimulado pelo, então, recente processo de independência. Já em O cortiço, muitos dos preconceitos ali presentes refletem diretamente o pensamento determinista, bastante em voga no período”.

Elaine Antunes acrescenta que a comparação com outros autores do mesmo período pode lançar luz sob as subjetividades do autor, perceptíveis, por exemplo, na sua linguagem e em seu posicionamento ideológico. “É sempre bom comparar com outros escritores da época a fim de entender que uma obra é um olhar a respeito do tempo em que se vive”, ela explica.

Ele também alerta para quando os livros são da autoria de escritores estrangeiros. “Para o estudo dessas obras, é imprescindível o conhecimento do contexto histórico no qual os enredos se desenvolvem, diminuindo as diferenças históricas e culturais que distanciam os vestibulandos brasileiros do que é nelas contado”, diz o professor.

Também vale se atentar para a construção dos personagens. O professor João Jonas, do Colégio Cervantes, enumera: “Os perfis traçados, tanto psicológicos quanto sociais, os retratos de época e os diálogos estabelecidos com questões sociais universais e da época”. Falando em contextualizações históricas, Péricles Polegatto, editor de Linguagens e Códigos dos materiais didáticos da Pearson Brasil, dá outra dica: “É comum que os vestibulares cobrem a relação das obras com algum contexto atual da nossa sociedade”.

Então nunca se esqueça de ficar de olho nos jornais, ok? E também dê uma olhada nas provas antigas para se adaptar ao estilo das questões.

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