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Livraria cresce durante a pandemia com serviço de curadoria para leitores

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Publicado no G1

Visitar uma livraria sem saber o que comprar é como entrar em um labirinto. Por isso, as melhores lojas do setor têm uma equipe preparada para fazer indicações para o cliente. A quarentena prejudicou esse serviço de curadoria, mas um empresário contornou o problema e levou o atendimento para a casa do leitor.

A missão do empresário José Luiz Tahan ao abrir o negócio, 20 anos atrás, era ser um marco cultural na cidade de Santos, litoral de São Paulo. Na livraria dele foram criados uma editora, com 150 títulos próprios, e um festival literário. Tudo nasceu da experiência do empresário como livreiro, um profissional que aproxima escritores e leitores.

 

“Além de fazer o que é previsto como venda, de entender o leitor a cada visita, a cada novo cliente, o livreiro também precisa fazer a identidade do espaço. Ele tem que saber comprar os livros e construir um acervo, um estoque, uma identidade nessa livraria que transmita um recado pro leitor”, conta José Luiz.

Mesmo com a livraria fechada na quarentena, os clientes ainda pediam dicas de leitura pelas redes sociais da loja. Foi aí que nasceu o projeto “Livreiro em Domicílio”, em que o empresário indica e entrega livros para o consumidor.

“O leitor me fala um pouco da identidade dele. E aí eu vou tentando descobrir quem é esse leitor e faço as sugestões das obras que eu acredito que ele vá gostar”, explica o empresário.

O projeto foi responsável pela sobrevivência do negócio na hora mais difícil e continuou com a reabertura da livraria. Foi criado também um clube de assinatura, com faturamento previsível.

“Parece que quando a gente está mais pressionado, cria mais. Durante a pandemia, me aproximei de dois amigos do mercado editorial. Unimos nossa experiência em torno do clube”, lembra José Luiz.

O clube funciona assim: o assinante recebe um livro surpresa por mês, por R$ 70, mais o frete. Acompanha a quarta capa especial, uma gravura feita pelo empresário, que retrata o autor do livro, e uma playlist para embalar as leituras. A previsão é chegar a 500 assinantes até o fim do ano.

Com a venda de livro em alta durante a pandemia, as iniciativas do José Luiz acompanharam o bom momento do setor. Antes da crise, ele vendia 700 livros por mês e agora passou para mil.

“Vieram novos clientes e essa experiência da pandemia deu uma revigorada e um resgate no meu ofício original de livreiro. Isso tem sido uma lição muito interessante, um efeito colateral vivido nessa crise”, comemora.

 

 

Realejo Livros
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As coisas inusitadas e surpreendentes que leitores encontram dentro de livros

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Vitor Paiva, no Hypeness

Todo livro é uma máquina do tempo, que esconde verdadeiros tesouros metafóricos ou concretos entre suas páginas – e às vezes não é preciso sequer ler efetivamente o livro para encontrar tais maravilhas. Se o maior presente que um livro pode oferecer é o conteúdo de suas linhas, quando adquirimos um exemplar em um sebo, ele também traz uma história própria do objeto, para além da narrativa contada – quando eventualmente os antigos donos deixam pequenas lembranças para quem vier a possuir o livro. O site Bored Panda reuniu alguns desses tesouros deixados dentro de livros para serem encontrados no futuro.

Uma pena encontrada dentro de uma bíblia de 1860

A maioria das coisas encontradas acabaram esquecidas dentro dos livros, mas algumas dessas lembranças foram propositalmente deixadas – com direito a bilhetes e promessas aos futuros donos. Separamos, assim, algumas dessas pérolas selecionadas – que ficam como sugestão e possibilidade, pra gente correr para nossas prateleiras, e procurar por presentinhos do passado dentro de nossos livros, assim como esconder tesouros para a posteridade.

 

Uma foto e um autógrafo de Stephen King encontrados em uma cópia do livro “O Iluminado”

 

Uma passagem aérea de 1970

 

Um boletim de 1926

 

Um incrível marcador encontrado dentro do livro “The Life Of Colonel Paul Revere”, de 1909

 

Um ingresso de um show do Van Halen em 1988

 

Um par de óculos do início do século

 

“Querido próximo leitor, quando eu comprei esse livro alguém havia deixado dentro um bilhete premiado de loteria que me deu 100 dólares. Foi uma ótima surpresa! Decidi passar um pouco a diante – aqui vai sua parte. Aproveite!”

 

Um trevo de quatro folhas dentro de um livro de mais de 200 anos

31% dos brasileiros não leem livros, aponta pesquisa

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Levantamento analisou hábitos de compra do brasileiro

Cesar Gaglioni, no Jovem Nerd

De acordo com pesquisa feita pela empresa Picodi, que analisa os hábitos de compra dos brasileiros, 31% da população não lê livros. A porcentagem representa as pessoas que não possuem o hábito de leitura ou que não se interessam por livros no geral. O levantamento foi feito com base em entrevista com 7.800 respondentes.

Outros dados relacionados ao hábito de leitura e o mercado editorial foram divulgados:

* 58% dos livros vendidos são comprados em livrarias físicas
* 28% dos leitores baixam livros em sites pirata
* A recomendação de um livro feita por amigos do leitor é o fator decisivo na hora da compra
* 38% dos leitores só compra livros uma vez ao ano; 6% compram livros uma vez por semana
* Audiobooks representam apenas 1% das vendas de livros; e-books representam 15%
* 14% dos leitores acha o preço dos livros excessivo

O Brasil é o oitavo país que mais compra livros no mundo (a porcentagem de livros lidos não foi divulgada), com a Turquia liderando o ranking. A pesquisa completa pode ser lida neste link.

Segundo a pesquisa Retratos da Leitura, feita em 2016, a média é de 4,9 livros ao ano, sendo que, por aqui, 44% da população brasileira não lê, e 30% nunca compraram um livro. Dentro desse número, apenas 2,43 obras são lidas integralmente.

Como fazer os filhos terem prazer pela leitura

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Publicado no UOL

A importância da leitura é inegável. A questão é: como fazer as crianças criarem o hábito? Pois, sabe-se que para a maioria das crianças a leitura não é tão atrativa. Especialmente se comparada com outras atividades, como esportes, brincar com amigos, e , claro videogames e computadores. Olhando por cima, ler parece chato. Então, como ajudar as crianças a sentirem o prazer da leitura? Olhando por cima, ler parece chato. Você está basicamente sentado encarando um maço de papéis por um longo tempo. Então, como ajudar as crianças ver a magia e possibilidades infinitas que estão escondidas nestas páginas?

Em MindShift, algumas sugestões (listadas abaixo) que podem não garantir curar todo o desdém de algumas crianças pela leitura, mas com certeza vão colocar você e sua família na direção correta.

Passos para desenvolver leitores:

De acordo com pesquisas realizadas em escolas dos Estados Unidos, três quartos dos pais reportam que gostariam que os filhos lessem por diversão. Mas como fazer isso?

Mesmo não sendo só uma alternativa, tem algumas atitudes que as famílias podem fazer para encorajar as crianças a ler, diz o Professor Psicólogo da Universidade da Vírginia, Daniel Willingham, em seu livro Raisiing Kids Who Read: What Parants and Teachers Can Do. A primeira delas é repensar suas razões por querer que seus filhos leiam mais.

Willingham quer que os pais reimaginem a leitura como tendo menos a ver com escola e mais com um prazer. Em vez de dizer as crianças que ler vai melhorar suas notas e ajudar na carreira, devem tornar a leitura parte de um valor familiar maior:o amor por aprender.

“A leitura é parte de um contexto mais amplo de valores que os pais comunicam às crianças”, disse Willingham. “São famílias que valorizam aprender coisas novas. E não apenas no contexto da escola. ”

Quando aprender sobre o mundo através dos livros se torna um valor familiar em vez de uma responsabilidade da escola, os pais não são mais vistos como executores: em vez disso, eles são os aproveitadores, Willingham sugere. As crianças podem então absorver a mensagem de valores, “a leitura é importante para quem somos; ler é o que fazemos.

DISPOSITIVOS DE LEITURA E DIGITAL

Modelar um bom comportamento de leitura também funciona, disse Willingham, em que uma criança pode observar que mamãe ou papai devem gostar de ler, então talvez eu também gostaria de ler. A modelagem pode ser feita até mesmo com o seu celular ou iPad, disse Devorah Heitner, pai de dois e autor de Screenwise: Ajudando Crianças a prosperar em seu mundo digital – apenas diga aos seus filhos o que você está fazendo quando está sentado no sofá, olhando para o seu telefone. “Eu faço muitas leituras na internet e em outras formas de exibição na tela”, ela disse, embora também passe bastante tempo em mídias sociais e jogos. “Então, quando estamos modelando hábitos de leitura para nossos filhos [e você está no seu telefone], informe a eles o que você está lendo. Eles não poderão dizer apenas olhando para você. ”

Uma coisa que Heitner adverte é criar uma mentalidade de Telas vs. Livros, em que os pais podem ser tentados a recompensar a “leitura real” com o tempo de tela. (Willingham também aconselha a pisar levemente com qualquer recompensa pela leitura, embora ele diga que às vezes possa ser usada) No entanto, os pais muitas vezes sentem que os dispositivos digitais competem pelo tempo que as crianças usariam para ler e estão procurando orientação.

O professor de inglês do ensino médio, Jarred Amato, sabe que, para seus calouros de Nashville, os telefones celulares são de fato uma barreira para a leitura. Em um post recente no blog intitulado “O que os 100 alunos do nono ano me disseram sobre o porquê de não lerem”, Amato relata uma pesquisa com estudantes e confirma o que ele já sabia: embora os alunos citam muitas razões para não ler – não consegue encontrar um silêncio lugar em casa, outras responsabilidades e atividades – os telefones celulares assumem a máxima prioridade.

“O vício em telefones celulares é, de longe, o motivo número um pelo qual meus alunos disseram que não liam”, disse Amato. “Eles são quase impotentes para isso. Não é apenas um problema de crianças – adultos e crianças estão lendo menos em todo o mundo. E acho que há um valor em conversar com os alunos sobre isso. “Na esperança de reconectar um hábito, Amato tem feito com que os alunos guardem seus telefones e pratiquem a leitura silenciosa em sua aula com qualquer livro que eles gostem, esperando que façam o mesmo. mesmo por alguns minutos – em casa.

Willingham disse que com o tempo as crianças são adolescentes, quando o aumento da autonomia e atividades sociais lotam seus dias, incentivar a leitura pode ser uma batalha difícil, então é melhor incutir o “valor da família” cedo, quando as crianças passam mais tempo com os pais. E embora ele tenha dito que há pesquisas para comprovar como a chegada da televisão mudou os hábitos de leitura, para os dispositivos digitais, pode não ser tão cortada e seca – afinal, as crianças vêm encontrando outras coisas por muito tempo.

“Não é o caso que houve essa idade de ouro da leitura, nos velhos tempos”, disse ele, rindo. “Eu penso em mim mesmo crescendo nos anos 70, e quem está enganando quem? Se eu quisesse andar com meus amigos, eu queria andar com meus amigos. Nós não gostamos de olhar um para o outro e dizer, bem, não temos nada para fazer, vamos ler! Nós tínhamos outras maneiras de matar o tempo, mesmo que não tivéssemos o X-Box. ”

Embora ler mais melhore o desempenho escolar, essa não a única vantagem. Habilidades de pensamento crítico, empatia e um método de relaxamento estão no topo da lista. No começo seu filho pode ler somente porque não tem escolha, mas Baumert está otimista de que ele encontrará o livro que “inflama” o amor pela leitura. Ela também adorava ler quando criança, e ainda acha que a leitura a ajuda a relaxar e descomprimir.

O que é importante é tentarmos não só com palavras, mas com exemplos. Se os pais amarem a leitura, fica muito mais fácil. Então podemos criar famílias que valorizem e incentivem o prazer de aprender e ler

‘Tinder dos livros’: app promove interação e trocas de experiências e obras entre leitores

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Aplicativo Leia_me é rede social para amantes da literatura — Foto: Aluan Henrique Alves Cabral

“Leia_me” funciona como rede social e permite o compartilhamento de livros entre os usuários.

Camila Resende, no G1

Sabe aquele livro pegando pó na estante? E se você pudesse trocar ele por outro que ainda não leu e ainda conhecer pessoas no processo? É o que busca um aplicativo desenvolvido por leitores e programadores de Poços de Caldas, no Sul de Minas. Chamado de ‘Leia_me’, a ideia do app é que os usuários possam compartilhar suas experiências literárias e ainda emprestar ou trocar as obras que estão paradas em casa.

A ideia do aplicativo surgiu em 2017, quando a Organização Não Governamental Casa da Árvore participou de um programa de inovação em bibliotecas e conseguiu captar recursos para investir no desenvolvimento. Depois de uma pesquisa feita com leitores, Aluísio Cavalcante, designer de inovação da ONG, percebeu que os amantes da literatura desejam compartilhar suas experiências de leitura.

Além da troca de informações, outra aposta do Leia_me é incentivar que os leitores compartilhem as obras de seus acervos pessoais, como ressalta Aluísio.

Os primeiros usuários serão cadastrados como beta, ou seja, participaram também do desenvolvimento do aplicativo. Ao utilizar o Leia_me, eles são convidados a listar suas obras preferidas, marcar os livros que desejam ler e a parte dos próprios acervos que desejarem emprestar, trocar, doar ou vender.

Equipe desenvolveu aplicativo para conectar leitores — Foto: Aluan Henrique Alves Cabral

Para Rodrigo José de Souza Silva, analista e desenvolvedor do aplicativo, que também diz er apaixonado por literatura, as trocas entre os usuários têm grande potencial.

“O retorno que a gente pode ter encurtando o caminho entre um leitor e outro para poder pegar um livro emprestado, ou trocar uma ideia, é incrível. Com o aplicativo eu posso estar no sofá de casa e encontro outra pessoa com um estilo literário diferente do meu e posso trocar ideias com ela. Uma pessoa pode convencer a outra a expandir os seus horizontes. É um impacto social muito grande por aproximar as pessoas.”

Planos futuros

O Leia_me é um aplicativo gratuito disponível para os celulares do sistema Android. O download pode ser feito na loja de aplicativos oficial dos aparelhos. Apesar de ser novidade, não faltam planos para o futuro.

“É um aplicativo gratuito, mas vamos desenvolver um modelo de negócio que gere receita, que seja um negócio de impacto social que promove transformações no contato com a leitura e que também gera receita para que isso contribua com os outros projetos de inovação em biblioteca e formação de leitores da ONG”, explica Aluísio Cavalcante.

Para divulgar o aplicativo, a equipe de desenvolvedores pretende mostrar a ideia em feiras literárias em 2019. Há também a busca por parceiros comerciais para que o modelo de negócio cresça e amadureça.

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