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Descubra como aproveitar o máximo de suas leituras

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Publicado no Universia Brasil

Crédito: Shutterstock.com     É importante que a sua leitura tenha um propósito

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É importante que a sua leitura tenha um propósito

Você se considera um grande leitor? Sabia que é possível tirar ainda mais proveito das suas leituras? Descubra como conseguir isso

Não é difícil uma pessoa se sentir abalada emocionalmente depois de terminar um livro. Tendo um final feliz ou triste, dependendo do livro, ele pode ter uma grande influência na sua vida. Se você acredita que as suas leituras poderiam ser ainda mais bem aproveitadas, você está correto. Veja como:

1 – Faça anotações

Durante a escola, provavelmente, você estudava utilizando uma caneta marca-texto. Essa atividade era importante porque ajudava a memorizar os conteúdos mais importantes. Essa ideia também vale para livros não-didáticos: tenha sempre uma caneta por perto para que possa marcar momentos e frases que toquem você. Dessa forma, você irá absorver muito mais o conteúdo do livro e suas mensagens.

2 – Tenha um propósito

Essa dica não se aplica a todos os livros, porém, é importante que a sua leitura tenha um propósito. Quer saber mais sobre a vida do seu ídolo? Deseja entender mais sobre a sua área de atuação? Faça com que a sua leitura seja um caminho, e não um fim. Quando decidir iniciar uma leitura, pergunte-se: “o que eu pretendo aprender com esse livro?”. No final, faça um balanço e veja se as suas expectativas foram atendidas.

3 – Crie um filtro

Durante a leitura, quando você ler uma passagem importante, faça essas duas perguntas: “o que eu posso aprender com isso?”, e “como isso se relaciona à minha realidade?”. Incorporando o conteúdo do livro no seu cotidiano, você estará verdadeiramente aproveitando o máximo da leitura.

Neil Gaiman explica por que nosso futuro depende de livrarias, leituras e sonhos

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Anastácia Ottoni no Literatortura

Neil Gaiman, autor renomado que recentemente publicou O Oceano no Fim do Caminho, fez uma palestra para a The Reading Agency falando sobre o futuro da leitura e das bibliotecas. Gaiman fala com paixão a respeito e levanta questionamentos sobre como os autores devem sempre escrever verdades mesmo que contidas na “mentira” fictícia.

Confira um resumo da palestra:

“Eu acho que nós temos responsabilidades para com o futuro. Responsabilidades e obrigações com as crianças, com os adultos nos quais aquelas crianças vão se transformar, com o mundo onde eles vão se encontrar habitando. Todos nós – como leitores, como escritores, como cidadãos – têm obrigações. Pensei em tentar explicitar algumas dessas obrigações aqui.

Acredito que temos a obrigação de ler por prazer, em privado e em lugares públicos. Se lemos por prazer, se os outros nos veem ler, então nós aprendemos, nós exercitamos a nossa imaginação. Nós mostramos aos outros que a leitura é uma coisa boa.

Temos a obrigação de apoiar bibliotecas. De usar bibliotecas, de incentivar outras pessoas a usarem as bibliotecas, de protestar contra o fechamento de bibliotecas. Se você não valoriza as bibliotecas, então você desvaloriza informação ou cultura ou sabedoria. Você está silenciando as vozes do passado e você está prejudicando o futuro.

Temos a obrigação de ler em voz alta para os nossos filhos. De ler para eles coisas que eles gostam. De ler para eles histórias das quais já estamos cansados. De fazer as vozes para tornar interessante, e não de parar de ler para eles apenas porque eles aprendem a ler para si mesmos. Use o tempo de leitura em voz alta como um momento de ligação, como o tempo em que não há telefones sendo verificados, em que as distrações do mundo são postas de lado.

Temos a obrigação de usar a língua. Para nos empurrar: para descobrir o que as palavras significam e como implantá-las, para nos comunicarmos de forma clara, e dizer o que queremos dizer. Não devemos tentar congelar a linguagem, ou fingir que é uma coisa morta, que deve ser respeitada, mas devemos usá-lo como uma coisa viva, que flui, que empresta palavras, que permite aos significados e às pronúncias mudar com o tempo.

Nós, escritores – e, especialmente escritores para crianças, mas todos os escritores – temos uma obrigação com nossos leitores: é a obrigação de escrever coisas verdadeiras , especialmente importante quando estamos criando contos de pessoas que não existem em lugares que nunca existiram – a entender que verdade não está no que acontece, mas o que ela nos diz sobre quem somos. A ficção é a mentira que diz a verdade, afinal de contas.

Temos a obrigação de não entediar os nossos leitores, mas fazê-los precisarem virar as páginas. Uma das melhores curas para um leitor relutante, afinal, é um conto cuja leitura não pode ser interrompida. E enquanto dizemos aos nossos leitores coisas verdadeiras e damos a eles armas e armadura e passagem para qualquer sabedoria adquirida a partir de nossa curta estadia neste mundo verde, temos a obrigação de não pregar, não ensinar, não forçar mensagens morais pré-digeridas goela abaixo dos nossos leitores, como aves adultas que alimentam seus bebês com larvas pré-mastigadas, e nós temos a obrigação de nunca, jamais, em hipótese alguma, escrever alguma coisa para as crianças que nós mesmos não gostaríamos de ler.”.

Você pode conferir em inglês aqui.

Para conhecer outra palestra magnífica do autor, recomendo o vídeo emocionante de sua apresentação, de 2012, aos formandos da University of the Arts, na Philadelphia. Basta ativar as legendas.

dica do Rodney Eloy

Sebo ao ar livre na cidade de Den Haag, Holanda

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Estudantes estão conectados, mas não têm hábito de ler

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Imagem Google

Publicado originalmente no Terra.com

A pesquisa Escolas Estaduais do Rio do Janeiro – Percepções e Expectativas de Alunos revela que 92% dos estudantes do Ensino Médio da rede estadual estão conectados à internet, mas o hábito de ler não faz parte da vida deles. De modo geral: 14% dos 4 mil alunos consultados disseram não ter lido nenhum livro nos últimos cinco anos. Um livro foi lido no período por 11% dos estudantes; dois ou três livros por 26% e quatro ou cinco livros por 17%. O estudo foi efetuado pelo Instituto Mapear para a Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro.

Entre os alunos que leram mais que um livro em média nos últimos cinco anos, a pesquisa registrou que 14% leram entre 6 e 10 livros, 8% entre 11 e 20 e 10% leram mais que 20 livros em cinco anos.

A pesquisa Retrato da Leitura no Brasil, divulgada em março deste ano pelo Instituto Pró-Livro, registra que, na faixa etária entre 5 e 10 anos, as crianças brasileiras leram 5,4 livros, no ano passado. Entre os pré-adolescentes, de 11 a 13 anos, a taxa de leitura ficou em 6,9 livros por ano e entre adolescentes de 14 a 17 anos (mesma faixa etária da pesquisa realizada no estado do Rio de Janeiro) foram lidos 5,9 livros em 2011.

Os números são menores do que os registrados na pesquisa Retratos da Leitura no Brasil realizada em 2007, mas, segundo o Instituto Pró-Livro, a queda se deve a uma diferença de metodologia em relação ao estudo deste ano, não necessariamente à uma queda no número de leitores no País.

O baixo índice de leitura entre os alunos do Ensino Médio da rede pública estadual fluminense pode ser atribuído a um fator histórico, disse o subsecretário de Gestão do Ensino, Antonio Neto. O subsecretario informou que 70% dos pais de alunos não têm o Ensino Fundamental completo. “No ambiente familiar o aluno não encontra estímulo para a leitura”, disse.

Nas famílias de classe média, que costumam assinar jornais e periódicos, os estudantes conseguem ter mais acesso a algum tipo de leitura. “No caso das famílias mais pobres, nós não vemos isso. Vemos grandes dificuldades. O papel da escola passa a ser mais importante, porque é um quadro que tem que ser revertido desde os anos iniciais da educação”, disse Neto. A pesquisa foi pautada no Ensino Médio e mostra que a leitura tem que ser fortalecida desde os anos iniciais do Ensino Fundamental, “para que no Ensino Médio, o aluno tenha uma convivência com o livro muito maior”.

Neto observou que, “como o mundo ideal não existe”, é preciso trabalhar com a realidade. Para fomentar ações que incentivem o gosto pela leitura entre os alunos, a Secretaria Estadual de Educação do Rio utiliza ferramentas, como a Semana de Artes das escolas públicas estaduais.

A iniciativa foi resultado de trabalhos efetuados por escolas da rede estadual que envolveram várias linguagens, entre as quais música, dança, pintura, literatura, vídeo e teatro. ¿Essa ação de fomento à arte está necessariamente ligada à leitura”, disse. Foram cinco dias de ações escolares, o que levou a secretaria a decidir ampliar o evento no próximo ano.

Outra ação de incentivo ao hábito de ler entre os estudantes é o Salão do Livro das Escolas Estaduais. O evento é anual e constitui uma oportunidade de as unidades escolares adquirirem novos livros para os estudantes. Cerca de 141 unidades participaram da última edição, que teve uma verba de R$ 8 milhões.

Novas ações estão sendo formatadas com o objetivo de serem introduzidas na rede de ensino em 2013. Neto esclarece que a secretaria não trabalha com o conceito de bibliotecas, mas de salas de leitura nas escolas. O acervo dessas unidades considera uma proporção média de três livros, “pelo menos”, por aluno, conforme determina a legislação atual para bibliotecas.

A secretaria criou, no ano passado, a função de “professor agente de leitura”. Esse profissional começará a ser colocado nas escolas ainda neste semestre com a função de fomentar a leitura. Ele terá também a atribuição de criar estratégias para que o aluno “utilize e trabalhe com esses livros”.

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