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Posts tagged lendas

Bíblia, uma bússola para navegar pela arte

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Escritor francês Philippe Lechermeier: reescreveu a Bíblia como se fosse um livro de literatura / yves Tennevin/Flickr/Creative Commons

Escritor francês Philippe Lechermeier: reescreveu a Bíblia como se fosse um livro de literatura / yves Tennevin/Flickr/Creative Commons

Catalina Guerrero, na Revista Exame

Madri – Entrar em uma pinacoteca sem conhecer a Bíblia é como navegar no mar sem bússola porque o texto sagrado é um bem comum: seus mitos, contos e lendas transcenderam a religião e moldaram nossa sociedade.

Conhecê-los é um presente cultural, como disseram vários autores de literatura juvenil.

“Como entender o mundo sem os relatos do Antigo e o Novo Testamentos? Como compreendê-lo sem saber quem são Abraão, Golias, a Rainha de Sabá ou Maria Madalena?”, questiona o escritor francês Philippe Lechermeier no prefácio do livro “Une bible”, ou “Uma bíblia”, em bom português (Edelvives), ilustrado por Rebecca Dautremer.

O livro, no entanto, não é a Bíblia, com maiúscula, explica Lechermaier, mas uma junção das histórias que a compõem e que, “independentemente de acreditar ou não, gostar ou não”, “moldou” nossa sociedade, “penetram” na nossa vida cotidiana e “circulam” em nosso inconsciente coletivo.

“Sem conhecer os fabulosos alicerces da nossa sociedade não se pode decifrar a arte, a arquitetura ou a literatura”, ressaltou Lechermeier.

Esta é a primeira vez que alguém reescreve a Bíblia, do Gênesis à ressurreição de Jesus, como se fosse um livro de literatura, em um projeto cuja ideia surgiu para Lechermaier há cinco anos e que desde o começo contou com o apoio de Rebecca.

“A intenção de ambos era fazer uma bíblia o mais laica possível, uma bíblia cultural, mas com um imenso respeito a um texto que é sagrado para muitos e com o cuidado de não ferir ninguém”, disse à Agencia Efe a ilustradora, nascida no seio de “uma família católica muito devota”.

Em suas páginas estão os personagens de maior destaque do Antigo Testamento: Adão e Eva, Caim e Abel, Noé, Judite, Jonas, Moisés, Abraão, Jacó, Isaque e muitos outros.

São histórias de famílias, de amor, de guerras. E também as do Novo Testamento, com Jesus Cristo como protagonista: sua vida, seus amigos, suas aventuras, seus ideais.

Lechermeier conta todas essas histórias a sua maneira, com muita sensibilidade, com uma linguagem muito cuidadosa, muitas vezes poética, com contos, canções e, inclusive, com uma peça teatral.

“O resultado é um belo objeto, de quase 400 páginas, e que foi pensado e feito com carinho cada desenho, cada palavra”, ressaltou Rebecca.

“As histórias da Bíblia esculpiram nossa cultura, portanto, não há razão para virar as costas para elas. É muito importante conhecê-las seja crente ou não, depois cada um interpreta como quiser”, disse a ilustradora, que contou ter ficado “exausta” após o “maior” trabalho que já realizou.

Para Rosa Navarro Durán, a adaptação deste “livro maravilhoso” é “apaixonante”. Segundo ela, que escreveu “La Biblia contada a los niños” (“A Bíblia contada às crianças”), é um matrial importante, pois trata de uma das “fundações da cultura ocidental”.

A autora lembra que sofreu “muito” durante a elaboração do seu livro porque o conteúdo era “imenso” e tinha que selecionar apenas alguns episódios.

Além disso, se sentia “pisando em ovos” porque em suas mãos tinha a “palavra sagrada” para os crentes de duas religiões: judeus e cristãos.

“É um livro essencial na transmissão da cultura”, ressaltou a especialista no Século de Ouro Espanhol.

O fato é que, quando uma pessoa lê estas versões mais simplificadas e atualizadas da Bíblia acumula conhecimento essencial para “ir a museus e entender o que está vendo, ler e entender as referências, e não ficar à margem de nossa cultura”, explicou Rosa.

Essa também é a opinião de escritora Maite Carranza, prêmio Cervantes Chico de 2014, para quem “as histórias da Bíblia, como Adão e Eva, Jonas e a Baleia, entre outras, são extremamente necessárias para entender a arte, a história e o mundo em que vivemos”.

Já para Diego Arboleda, ganhador do Prêmio de Literatura Infantil e Juvenil da Espanha em 2014, essas histórias, assim como as influências greco-latinas ou árabes, fazem parte de “nosso acervo cultural” e “nos enriquecem muito”.

Privar alguém desse “elemento fundamental” da cultura representa condená-lo a uma grande “carência”.

Coleção dedicada às crianças é iniciação no universo indígena

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Em parceria com a Cosac Naify, a Vídeo nas Aldeias lança livros de uma série sobre lendas e a vida real dos índios

Bia Reis, no Estadão

Primeiro nasceram os filmes, feitos por índios cineastas dos povos panarás, que vivem em Mato Grosso e no Pará, ikpengs, em Mato Grosso, e wajãpis, no Amapá. Dos vídeos, desdobraram-se os livros, com as histórias adaptadas para crianças, em uma linguagem simples, parecida com o jeito de falar indígena, e recheadas de ilustrações. Os três filmes e livros compõem a coleção Um Dia na Aldeia, lançamento do Vídeo nas Aldeias com a editora Cosac Naify, que apresenta uma visão autêntica e realista dos primeiros habitantes do Brasil.

Os livros da série foram feitos a partir de filmes

Os livros da série foram feitos a partir de filmes

“A ideia é sensibilizar as crianças em relação a um universo que não conhecemos, que nos livros didáticos aparece de forma totalmente equivocada. Os índios não estão apenas em 1500, estão ao nosso lado, vivendo, se apropriando da nossa cultura, mas mantendo as suas. A questão indígena no País envolve desrespeito ao direito e muita violência. Isso também faz parte do que somos nós”, afirma a escritora e educadora Ana Carvalho, que integra a equipe do Vídeo nas Aldeias e assina a adaptação da história Depois do Ovo, a Guerra, feita com base no filme de Komoi Panará.

Neste livro, as crianças panará brincam de reviver a guerra de seu povo contra os txucarramães, seus antigos inimigos. Pintam o corpo, cortam seus cabelos e produzem as armas para celebrar a história.

Os outros dois livros – A História de Akykysia, o Dono da Caça e Das Crianças Ikpeng Para o Mundo – foram adaptados pela escritora, ilustradora e atriz Rita Carelli, que também fez os desenhos de toda a coleção. Na primeira obra, Rita conta a lenda dos índios wajãpis e do monstro Akykysia, que mora no buraco de um tronco de sumaúma. Na segunda, o foco é a vida em uma aldeia ikpeng. Por meio elas, o leitor conhecerá a casa do cacique, o hábito de tomar banho no rio e de comer frutas direto do pé, além de compreender como se dá a divisão de tarefas entre homens e mulheres.

Para fazer as ilustrações, Rita fez diversas oficinas de ilustração com as crianças indígenas. Levou papel, lápis e tinta e propôs que elas desenhassem. Curiosamente, conta, os índios optaram por cores fora da paleta tradicionalmente usada quando são retratados – eles ficaram fascinados com os tons mais fortes. Nos livros, Rita apostou em amarelos, vermelhos e verdes fechados.

“Também trabalhei muito com colagens, usei papéis de origami japonês. Quis brincar com a ideia de que a cultura indígena quase se aproxima da japonesa. Encontramos padrões semelhantes, quis provocar”, diz Rita. Os livros são bilíngues: em português e no idioma dos índios. A ideia é que eles também sejam lidos por eles. “Existe além do português no Brasil. Desta forma, os livros voltam para as aldeias e para as escolas indígenas diferenciadas. A tradição oral retorna em formato escrito”, afirma Ana. Para Vicent Carelli, diretor executivo do Vídeo nas Aldeias, como há escassez de material para os índios, a coleção poderá ser usada no processo de alfabetização das crianças indígenas.

Editora faz história em quadrinhos sobre Coco Chanel

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Gabrielle Bonheur Chanel, mais conhecida como Coco Chanel, tem sua história recontada em história em quadrinhos

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Coco Chanel: uma HQ para contar a história da sacerdotisa da moda francesa

Publicado por Caras

A lendária estilista Coco Chanel (1883-1971), criadora da Maison Chanel, deverá desfilar por novas passarelas: uma biografia toda em desenho em quadrinhos, publicada pelas Éditions Naïve. O lançamento ocorre depois da publicação de uma série de livros que se tornaram best-sellers sobre a icônica figura da moda francesa, como L’allure de Chanel, de Paul Morand, L’irrégulière ou Mon itinéraire Chanel, de Edmonde Charles-Roux, antiga redatora-chefe da Vogue Paris, e a biografia fotográfica, de Anne Fontaine e Jan Kounen.

Enquanto o mundo da moda se prepara para comemorar o centenário da primeira boutique Chanel, aberta no verão de 1913, no Normandy Hotel, em Deauville, a brilhante designer é tema da coleção Grands Destins de Femmes, das Éditions Naïve. Os desenhos de Coco são assinados por Bernard Ciccolini, sob um cenário criado por Frey Pascale.

A HQ mostra como ela se transformou na sacerdotisa da moda de seu tempo. Tudo está lá: a vida de quase reclusão na antiga abadia de Aubazine, a iniciação na costura, o começo como vendedora em uma loja da Moulins, o passeio pela música no palco do Café La Rotonde, passando pela descoberta da alta sociedade ao lado de Etienne Balsan, seu primeiro grande amor de cavalos, Arthur Capel, o outro homem em sua vida, relatando a chegada à Rue Cambon, em 1910, seguida pela agitada vida nos balés da alta sociedade, todos os artistas que conheceu no período entre guerras, o nascimento de uma silhueta e da fragrância.

O material mostra também suas viagens ao exterior, o encontro com as lendas de Hollywood, o renascimento da sua marca quando ela tem 71 anos. Um destino singular.

Batalha: Idosos desafiados a ler e escrever livros eletrônicos

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Publicado originalmente no Correio da Manhã

A Biblioteca Municipal da Batalha vai emprestar equipamentos iPad aos utentes a partir de Janeiro de 2013 e desafiar, no próximo mês de Setembro, os idosos do concelho a escreverem livros electrónicos, anunciou António Lucas, presidente da autarquia, esta sexta-feira.

As duas iniciativas integram o projecto ‘E-leituras – Ler, Ouvir e Saber’, aprovado pela Fundação Calouste Gulbenkian, e cujo custo está estimado em 6 mil euros.

O projecto arranca em Setembro, em três Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) com 70 idosos: Irmandade da Santa Casa da Misericórdia da Batalha, Centro Paroquial de Assistência do Reguengo do Fetal e Centro Social e Paroquial de São Mamede.

Os utentes vão ser encorajados a escreverem, em cada uma das IPSS, um livro electrónico, sendo feita uma recolha de lendas e tradições relativas ao local em que está inserida a instituição.

Outro dos objectivos do projecto passa por familiarizar os idosos com as novas tecnologias, através do iPad, e transformá-los em potenciais leitores de livros electrónicos, que serão disponibilizados no início de 2013 pela Biblioteca Municipal da Batalha.

“A ideia é simples: conseguir que cada vez mais pessoas leiam cada vez mais”, sintetizou António Lucas.

O livro electrónico, que integrará histórias de origem popular e tradicional, deve estar concluído em meados de Novembro, passando a englobar uma lista de outros livros, no mesmo formato, que a biblioteca disponibilizará gratuitamente a partir de Janeiro, através do empréstimo de iPad.

(mais…)

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