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Posts tagged Leonardo Da Vinci

Brasileira transforma história de Van Gogh em quadrinhos

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A HQ narra os principais momentos da vida de Van Gogh. Foto: Editora Nemo/Divulgação

A HQ narra os principais momentos da vida de Van Gogh. Foto: Editora Nemo/Divulgação

 

A artista plástica Mirella Spinell também produziu O Diário de Anne Frank e Leonardo Da Vinci em HQs

Publicado no Diário de Pernambuco

A complexa e agitada vida do holandês Van Gogh virou tema de mais uma HQ. O pintor (que já foi inspiração para filmes, livros e outras publicações) agora é retratado pela ótica da artista plástica mineira Mirella Spinelli, também autora de O diário de Anne Frank em quadrinhos e Leonardo Da Vinci. Publicado pela editora Nemo, Vincent Van Gogh apresenta a imprevisível trajetória do holandês em quadrinhos.

Para a autora Mirella Spinelli, a maior dificuldade na produção da obra foi resumir a vida do pintor. “Apesar de ter vivido uma vida curtíssima, ele era extremamente inquieto e imprevisível. Em um curto espaço de meses era possível que ele mudasse de cidade, iniciasse uma nova atividade, brigasse com alguém e idealizasse um projeto novo”, explica.

Ela aponta também que a vida do pintor foi marcada pelas dificuldades emocionais e pelas atitudes inesperadas. “Foi uma vida intensa e dinâmica, repleta de dificuldades físicas. A instabilidade emocional dele tornou-se um tormento, levando-o a atitudes imprevisíveis e, algumas vezes, torturantes para seu dedicado irmão, Theo”, conta.

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Para a identidade gráfica do livro, Mirella optou por usar cores que remetem ao trabalho de Van Gogh, de maneira que as fases e emoções do pintor pudessem se refletir na escolha delas. “A infância, um período repleto de cores, a irritabilidade de tons avermelhados na fase adulta, os tons ocres coincidindo com o período em que no trabalho dele também eram os tons predominantes e, finalmente, a explosão de cores no período do sul da França. Os dois últimos anos tormentosos até sua morte em cinza”, relata.

Ela revela, porém, que considera a escrita do roteiro a parte mais complexa da produção de uma HQ. “Tratando-se de um tema verídico, uma biografia, além da fase das pesquisas e leituras, o ponto principal é selecionar os momentos-chave, as passagens mais determinantes e como ‘equacionar’ tudo para que o leitor compreenda. Naturalmente, toda essa fase é uma seleção sob a ótica do autor, no caso, a minha”, comenta.

A HQ faz parte da coleção Mestres da arte em quadrinhos, produzida por Mirella e publicada pela editora Nemo. Antes de Van Gogh, uma biografia de Leonardo Da Vinci havia sido publicada. O próximo será uma obra sobre Michelangelo Buonarroti. “Um artista que teve uma vida longa, morreu aos 89 anos e sua vida se confundiu muito com as oscilações políticas de Florença e os diversos papas que exigiam a presença dele em Roma”, destaca.

Depois, a ideia é dar diversidade aos artistas selecionados, revela a autora. “Em seguida, faremos quadrinhos também de artistas mulheres que tenham se destacado, bem como de brasileiros. Esperamos assim abarcar um leque diversificado”.

Por: Pedro Galvão – Estado de Minas

Ladrões roubam livros raros de Galileu, Copérnico, Dante, da Vinci e Newton

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(Foto: Flicker/ Creative Commons/ Barta IV)

(Foto: Flicker/ Creative Commons/ Barta IV)

 

Publicado na Galileu

Ladrões roubaram o equivalente a R$ 7,5 milhões em livros raros de um depósito, na Inglaterra. No melhor estilo Missão Impossível, os três bandidos fizeram buracos no teto do estabelecimento e desceram com cordas por 12 metros, evitando o acionamento dos alarmes de segurança.

A Scotland Yard confirmou que 160 publicações valiosas foram levadas, entre elas, obras dos séculos 15 e 16. O material mais caro foi De Revolutionibus Orbium Coelestium, importante obra de Nicolau Copérnico, que vale cerca de R$ 830 mil. Além de Copérnico, os ladrões investiram também em uma edição de 1569 da A Divina Comédia, de Dante Alighieri, e obras de Galileu Galilei, Isaac Newton, Leonardo da Vinci.

“Estou triste porque não são coisas que você pode comprar em qualquer lugar. Por trás destes livros existe muita pesquisa e trabalho”, afirmou ao Sky News Alessandro Meda Riquier, negociante de livros raros e vítima do roubo.

A polícia suspeita que o crime tenha sido encomendado por algum colecionar ou especialista em arte. Segundo o The Guardian, uma fonte próxima ao caso que não quis se identificar afirmou: “É impossível que as obras sejam vendidas para qualquer colecionador ou casa de leilão de respeito (…) Os livros pertecem a três colecionadores diferentes que representam o top do mercado”. A polícia continua trabalhando no caso, mas ainda não tem pistas.

Ladrões invadem galpão em Londres e roubam livros raros estimados em R$ 8 milhões

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Gangue evita alarmes de sensores e escapa com obras de Da Vinci, Newton, Copérnico e Dante

Caio Soares, no Omelete

Em uma ação descrita por jornais britânicos como “cinematográfica”, a Scotland Yard confirmou que mais de 160 obras valiosas, entre eles uma edição de A Divina Comédia de Dante Alighieri datada de 1569, foram roubadas de um armazém localizado no Oeste de Londres no fim de janeiro.

De acordo com o Daily Mail, ladrões invadiram o galpão fazendo buracos na fibra de vidro do teto e desceram em equipamentos de rapel de uma altura de 12 metros enquanto desviavam dos alarmes. Estima-se que o valor dos livros cheguem à quantia de £2 milhões (aproximadamente R$ 8 milhões). Entre as obras roubadas, estavam manuscritos raros de Galileu, Isaac Newton e Leonardo da Vinci. Segundo especialistas, o livro mais valioso era uma edição de 1566 de De Revolutionibus Orbium Coelestium, de Nicolau Copérnico, avaliada em £ 215,000.

“Uma situação desta proporção nunca havia atingido o mercado de livros raros”, confessou Brian Lake, da Associação de Livreiros de Antiguidades. “Estes livros não vão ser vendidos em casas de leilões. Não estamos falando de Picassos ou Rembrandts ou até barras de ouro – esses livros seriam impossíveis de se rastrear. Algum especialista ou colecionador deve estar por trás disso”, disse uma fonte próxima à investigação.

A polícia metropolitana de Londres segue investigando e ainda não divulgou novas informações sobre o processo.

Manuscritos antigos da Biblioteca Estatal da Rússia são digitalizados

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Em breve, obras literárias datadas de séculos passados poderão ser acessadas pela internet Foto: Anton Tchúrotchkin

Em breve, obras literárias datadas de séculos passados poderão ser acessadas pela internet Foto: Anton Tchúrotchkin

Confira como funciona a digitalização de obras da Biblioteca Estatal da Rússia, que vai permitir o renascimento das obras dos clássicos literários.

Gueórgui Manaev, no Gazeta Russa

Enquanto as bibliotecas nacionais aderem ao projeto de digitalização dos livros mais valiosos dos seus arquivos, a Gazeta Russa visitou o centro de digitalização da Biblioteca Estatal da Rússia para acompanhar o renascimento das obras dos clássicos literários.

A iniciativa tomada pela Biblioteca Estatal da Rússia em meados da década de 2000 deu origem ao projeto de Biblioteca Nacional Digital, criado com o objetivo de imortalizar com a ajuda de tecnologias modernas obras da literatura publicadas até o ano de 1831. Tatiana Garkuchova, funcionária do centro de digitalização, monstra na tela do seu computador as páginas escaneadas de livros arcaicos, como o Evangelho de Arkhanguelsk, publicado em 1092, a quarta obra mais antiga de todos os famosos manuscritos do leste europeu, e Octoecos (coletânea de cânticos religiosos da Igreja Ortodoxa), que saiu da oficina de impressão da cidade de Cracóvia em 1491 e é considerado um dos primeiros livros escritos no alfabeto cirílico.

Foto: Anton Tchúrotchkin

Foto: Anton Tchúrotchkin

Apesar do valor estimado em milhões de dólares, a obra é uma propriedade estatal, portanto não pode ser comprada ou vendida.

“Anteriormente, os livros desta categoria podiam ser emprestados apenas mediante a apresentação de uma autorização especial e somente às equipes de pesquisa renomadas”, explica Tatiana.

Mas o projeto de digitalização já garante o acesso ao seu conteúdo a todos os interessados através do site oficial da Biblioteca Digital.

Passado digitalizado

“A seleção dos livros raros da Biblioteca Estatal inclui cerca de 300 unidades, nove dos quais já receberam as suas versões eletrônicas”, conta Tatiana, que comemora o apoio do Ministério de Cultura recentemente recebido pelo projeto da Biblioteca Nacional Digital, cuja lista de participantes também continua se ampliando.

Apesar da crescente expansão dos meios digitais de conservação do patrimônio cultural, o tradicional papel ainda não se rendeu às novidades tecnológicas.

Foto: Anton Tchúrotchkin

Foto: Anton Tchúrotchkin

“O projeto de digitalização de livros visa disponibilizar o seu conteúdo ao público em geral, além de neutralizar possíveis danos causados pelos métodos usados nas suas respectivas épocas, tais como a tinta à base de zinco comum no século 19 e que, ao passar dos anos, penetra no papel e aparece no seu verso, impossibilitando a leitura do texto escrito em ambos os lados da folha”, explica Roman Kurbatov.

“Vale ressaltar que os livros mais antigos e caros são também os mais bem conservados. A sua importância e valor permitiram que eles fossem guardados em condições especiais e fossem pouco manuseados. Já encontramos uma obra de François Rabelais publicada em vida na década de 30 do século 16, cujo estado supera ao das obras que saíram das editoras em meados do século 19”, conta Roman.

Foto: Anton Tchúrotchkin

Foto: Anton Tchúrotchkin

Para que os livros não sejam danificados, o processo de digitalização conta com uma série de cuidados. Por exemplo, cada obra é escaneada dentro de um leito ajustado conforme o seu formato e grossura por uma máquina do tamanho correspondente, cuja luz não prejudica a tinta ou o papel. Existem os aparelhos digitalizadores para livros de todos os tamanhos, inclusive para as unidades do formato A0 com dimensões 33,1 x 46,8 polegadas.

Tecnologias espaciais e obras de Leonardo da Vinci

Os livros grandes ou de formatos incomuns, como feitos sob encomenda, atlas, álbuns e folhas gráficas, são processados pelo digitalizador Metis Systems, elaborado por antigos colaboradores do Departamento de Aeronáutica e Astronáutica da Universidade de Tecnologia de Massachusetts, cuja capacidade permite digitalizar obras de até 50 quilos e 20 polegadas de espessura. Há pouco tempo, o aparelho transformou em arquivos eletrônicos o livro “Codex Atlânticus”, manuscrito de Leonardo da Vinci de 1119 páginas.

Foto: Anton Tchúrotchkin

Foto: Anton Tchúrotchkin

O site da Biblioteca Estatal da Rússia garante o acesso livre às cópias digitais de uma série de livros que inclui o calendário pessoal de bolso do imperador Pavel 1º, o Evangelho datado de meados do século 17, obras do século 16 da oficina de impressão de Francysk Skaryna de Praga, entre outros, assim como permite baixá-los em formado pdf ou lê-los no iPad. A alta qualidade da digitalização preserva os mínimos detalhes dos textos e de seus enfeites, assim como gravuras e ex-líbrises que indicam a pertinência do item.

A facilidade de acesso, no entanto, não seria capaz de compensar a sensação gerada pelo contato com a obra antiga.

“Durante o processo de digitalização da famosa biblioteca de Menachem Mendel Schneerson, encontramos entre as folhas alguns objetos interessantes usados como marcadores de paginas, tais como penas de ganso, fios de cabelo, correntes, dinheiro e bilhetes pessoais”, explica Roman.

Autor americano Dan Brown faz má literatura de boa qualidade em “Inferno”

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Luiz Bras, na Folha de S.Paulo

Thomas Malthus, no clássico “Ensaio sobre o Princípio da População”, de 1798, foi taxativo: a produção de alimentos cresce em progressão aritmética, enquanto a população humana cresce em progressão geométrica.

Duzentos e tantos anos mais tarde, o geneticista Bertrand Zobrist, mais novo anjo exterminador criado por Dan Brown, também é taxativo: nossa espécie está à beira da extinção. A menos que haja um evento catastrófico que diminua drasticamente a superpopulação, nossa espécie não sobreviverá por mais cem anos.

Zobrist está empenhado em exterminar pelo menos metade da população mundial. Fará isso para semear a futura cultura pós-humana.

O escritor americano Dan Brown durante o lançamento de "Inferno", seu mais recente romance, em Madri (Juan Carlos Hidalgo/Efe)

O escritor americano Dan Brown durante o lançamento de “Inferno”, seu mais recente romance, em Madri (Juan Carlos Hidalgo/Efe)

Dan Brown, após passar pelos Illuminati, pela Opus Dei, pela maçonaria, pela Igreja Católica e por Leonardo da Vinci, chegou ao inferno.

Dante Alighieri é o novo fantasma que assombra o simbologista mais gente fina de todos os tempos, Robert Langdon (que também atenderá, se for chamado de Tom Hanks).

A primeira parte da trilogia “A Divina Comédia” é a mais cruel e sádica das três. Ótimo. Crueldade e sadismo é tudo o que queremos num romance de ação e investigação.

MISTUREBA

O “Inferno” de Dante e outros infernos aparentados, como os de Botticelli, Michelangelo e Gustave Doré, cercam Langdon no quarto romance da série de Dan Brown.

Ele acorda em Florença, amnésico, perseguido pela polícia e por uma sociedade secreta chamada Consórcio, é salvo por uma médica intelectualmente superdotada, corre contra o tempo, desvendando códigos e charadas.

“Inferno” , o romance, é uma deliciosa salada mista sobre o pós-humano, misturando arte, literatura, religião, alta tecnologia, engenharia genética e assassinato em massa. Em resumo: é má literatura de boa qualidade.

Para a crítica sisuda, as colagens esquizofrênicas que Dan Brown faz de obras-primas da arte e da literatura, de organizações secretas, de fatos científicos e históricos não passam disso: colagens esquizofrênicas.

É claro que “Anjos e Demônios”, “O Código Da Vinci”, “O Símbolo Perdido” e agora “Inferno” , se pudessem falar, se pudessem repetir o tom jocoso do Coringa, perguntariam para a crítica sisuda: “Why so serious?”.

Discutir seriamente best-sellers como esses, valendo-nos de rigorosos critérios da alta literatura, é perda de tempo. O único critério válido é o afetivo. Amamos certos livros porque amamos certos livros. Da mesma maneira que amamos certas pessoas. Ficar racionalizando sobre a origem ou a natureza desse amor é inútil.

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