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Como fazer as crianças gostarem de ler

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Cintia Ferreira, no Green Me

Que leitura faz bem, todo mundo concorda. É uma ótima forma de passar o tempo, melhora o vocabulário, a escrita, exercita a empatia – já que a ficção coloca as pessoas em pontos de vista muito alheios aos delas -, dá prazer, entre tantas outras coisas boas. Mas, mesmo que seja um hábito tão bem visto – são poucas as pessoas que se tornam leitoras, de fato.

Por que isso acontece? Em algum momento da jornada, muita gente perde o interesse, diz que é chato, que não consegue. Em certas situações, a falta de vontade de ler começa na infância. No entanto, essa é a melhor fase para inserir esse importante hábito na vida da criança.

Quer saber como fazer isso? Confira abaixo algumas dicas:

1. Dê livros de presente
Deixe que a criança tenha contato com livros desde bebê. Atente-se para a faixa etária e compre títulos lúdicos, que podem ainda ter a ver com a fase que o pequeno está passando. Por exemplo, chegou a hora do desfralde? Existem ótimos livros infantis abordando o tema. Por que não comprar um para ele? Faça a criança ter acesso ao universo literário desde cedo, as chances de que ela goste do hábito aumentam consideravelmente.

2. Espalhe livros pela casa
Crianças são curiosas e mexem em tudo, certo? Então por que não usar essa característica a favor da leitura? Espalhe livros pela casa, principalmente lugares onde ela costuma ficar mais. Existem livros de plástico para os bebês muito pequenos, interativos, de fábulas, as opções são muitas.

3. Leia com ela
Adquira o hábito de ler com a criança, pois além de estar incentivando a leitura, você estará fortalecendo ainda mais o vínculo entre vocês. Imite vozes, faça personagens, deixe o clima bem divertido.

Esse costume deve acontecer, inclusive, com recém-nascidos, pois os benefícios da leitura também são aproveitados por eles, tanto que a Academia Pediatra Americana recomenda que os pais leiam em voz alta para os filhos, desde o nascimento. Isso vai ajudando os pequenos a criarem vocabulário, além de ser um momento de interação importante na construção do relacionamento entre pais e filhos.

4. Crie um cantinho para leitura
Coloque alguns livrinhos em um espaço que a criança possa pegar, como uma cestinha, encha o canto de almofadas, pufes e tapetes, deixando-o bem confortável ou até mesmo faça uma bacana criativa. Ter um espaço de leitura mostra para a criança o quanto aquele hábito é importante e a estimula a querer ler sempre.

5. Seja um exemplo
Se você não é uma leitora ou leitor voraz ainda, talvez seja uma boa oportunidade agora que tem filhos. Crianças se espelham nos adultos de referência de sua vida para reproduzir comportamentos. Se veem os pais lendo, há grandes chances de que queiram “imitar” aquele hábito, e daí para gostar de ler é um passo.

Como ajudar seu filho a ser um apaixonado pelos livros

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Se os pais gostam de ler, a tendência é a criança desenvolver esse hábito também desde cedo. Veja mais dicas

Paula Strange, na Gazeta Online

Quando a gente vê uma criança com os olhos vidrados na telinha do celular ou do tablet, imagina que deve ser difícil convencê-la a abrir um livro. Felizmente, vemos por aí uma garotada que mal aprendeu a ler e já ama literatura.

São meninos e meninas que descobriram cedo a companhia dos livros e se divertem com doces personagens, como porquinhos, lobos, princesas e dragões. Um universo que aprenderam a explorar desde bebês, graças a seus pais e professores.

A pequena Maria Clara fazendo leitura com seus pais, Letícia Nalin Lemos e Luis Gustavo Britto Vieira

Contadora de histórias há 15 anos, Dalisa Miranda garante que as páginas são capazes de encantar bebês de colo ainda. “Até os dois anos e idade, contamos historinhas com enredos bem simples e até sem enredo. Basta ter um livro com ilustrações interessantes e caprichar na entonação”, diz ela, que atua em escolas de educação infantil em Vitória.

Imaginação

Nem sempre é preciso ter um livro em mãos, segundo Dalisa, para envolver os pequenos nesse mundo de imaginação: “Os adultos podem usar histórias que já conhecem e incrementá-las como quiserem”, indica.

Não é de hoje que médicos receitam livros para os pequenos pacientes. Em 2015, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) lançou uma campanha para divulgar a importância da leitura para o desenvolvimento infantil, divulgando evidências científicas sobre o impacto desse hábito na vida das crianças.

No ano passado, o jornal “Pediatric Academic Societies Meeting” publicou uma pesquisa que apontou que a proximidade das crianças com os livros ainda na primeira infância pode aumentar as habilidades delas com o vocabulário e a leitura nos anos seguintes.

Para o jornalista e escritor infanto-juvenil Vitor Lopes, a leitura é um exercício bom para ser praticado em família mesmo. “Crianças cujos pais leem têm de tudo para se tornarem leitoras”, afirma ele, autor de “Encolhe, tempo”, lançado em 2011 e que teve mais de 20 mil exemplares vendidos.

Os adultos, diz o autor, não devem subestimar os pequenos leitores. “Eles gostam de bons conteúdos, independente da idade. Não dá para enganar a criança, que têm que ser tratada com respeito intelectual. O livro não precisa ter um texto bobo, infantiloide. O ideal é que tenha palavras que ela não conhece. Porque é um desafio mesmo. A arte é feita para desafiar. Isso desde cedo. O livro prepara para a vida!”, destaca.

Na casa da Maria Clara, de 9 anos, os livros têm um lugar especial. “Antes de nascer ela já tinha livros! Livro de morder, de levar para o banho… E ela foi se habituando e foi uma das primeiras da turma a aprender a ler”, conta a mãe da menina, a arte-educadora Letícia Nalin Lemos, 40 anos.

Mesmo livrinhos de tecido ou borracha já ajudam a criança a descobrir o prazer de ler e ouvir histórias, segundo Lopes: “Há bons livros de banheira, com boas ilustrações, cheios de cores. Parece simplório, mas não é”.

O importante é estimular de várias formas o contato literário. “O livro tem que estar presente em casa, mesmo que seja para decoração, um objeto para ficar visível”, sugere o escritor.

Acesso

“Maria Clara sempre teve livros à disposição, tudo que a gente entendia que era importante para a vivência dela. Achamos que a leitura é importante para o lado cognitivo, ajuda na formação da cidadania, no imaginário, a ter opinião, ganhar argumentos”, comenta o pai, o servidor público Luis Gustavo Britto Vieira, 35 anos.

“Gosto muito de ler! E cada dia tem que ser uma história diferente”, diz o esperto Nycolas que, aos 6 anos, já tem uma coleção de livros em casa.

 

É uma exigência que os pais dele não hesitam em atender. Por isso, todas as noites, antes de ir dormir, tem historinha. Todas as noites mesmo! Até o último dia do ano, Nycolas terá escutado 365 histórias diferentes.

“Às vezes, estamos muito cansados e falamos que é para deixar pra outro dia. Mas o Nycolas vai para o quarto chorar e só para quando vamos lá fazer a leitura”, conta a mãe do menino, Sandra Canal, que é professora de educação especial e diretora de uma escola em Pedra Azul, Domingos Martins.

Sandra e o marido, o eletricista e instrutor de rapel Naudimar Fernando, se revezam na tarefa. Acontece também de os dois irem juntos para a sessão de leitura com o pequeno. “Aí, um lê a história e o outro fica ouvindo”, diz a professora.

No ano passado, eles leram 260 histórias para o filho. “Queremos bater o recorde este ano. O Nycolas é quem escolhe as histórias. Pego livros na biblioteca da escola onde trabalho. E tem que ser sempre um novo. Ele não aceita história repetida!”, conta a mãe.

Incentivo

A hora da historinha na cama é um momento especial para toda a família. “Ele ‘abraçou’ essa ideia desde pequeno, e a gente incentiva”, comenta Naudimar.

Nem ele nem a esposa tiveram esse contato íntimo com livros na infância. Oportunidade que eles se orgulham de poder dar ao filho único. “Tenho certeza que ele vai gostar de ler quando for adulto. É um hábito que está se perdendo. O que vemos hoje são as tecnologias no lugar dos livros. Há crianças viciadas. Nycolas tem tablet, adora joguinhos. Mas tem dia e hora para usar”, afirma Sandra.

 

Dicas

Colecione livros e benefícios

De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria, entre os benefícios da leitura na primeira infância estão:

Fortalecimento do vínculo da criança com quem lê para ela

Desenvolvimento da atenção, concentração, vocabulário, memória e o raciocínio

Estímulo à curiosidade, imaginação e criatividade

Ajuda a criança a perceber e a lidar com os sentimentos e as emoções

Auxilia na boa qualidade do sono

Estimula o desenvolvimento da linguagem oral

Solte seu lado artista

Não basta ler um livro. Ao contar uma história, capriche na entonação, na empolgação. Imite os sons dos bichos, faça vozes diferentes para cada personagem ou cada emoção nova, gesticule bastante, cante se for preciso. Invente as próprias histórias. Bebês e crianças pequenas precisam disso para se atentar na história

Tenha livros em casa

Estudos mostram que quantos mais livros a família tiver em casa, mais desenvolvida será a linguagem da criança no futuro. E não é só ter livros em casa, mas mostrar ao filho que todos leem. Ele tende a seguir o exemplo

Estimule a leitura

Pais que têm livros em casa e os lêem já dão exemplo. Mas vá além: leve a criança para visitar bibliotecas e livrarias. Leve-a para assistir uma contação de histórias com outras crianças

Menos tv, celular e tablet

Não que seu filho não possa ter contato com essas tecnologias. Mas estabeleça um limite para o uso delas, com dia e hora certos. Ofereça livros diferentes sempre que possível, mostre como eles são interessantes. Ou use a tecnologia a seu favor: o tablet pode conter e-books incríveis

Dê livros de presente

Em vez de só comprar brinquedos, que tal presentear também com livros. Uma dica legal também são os serviços de assinatura de livros para crianças, que enviam os exemplares de acordo com a faixa etária dela

Crie rotina de leitura

Mesmo que seu filho seja um bebê, crie o hábito de ler sempre para ele. À medida que for crescendo, estabeleça momentos para a leitura em família: pode ser no café da manhã, antes de ir dormir

Sem pressão

O momento da leitura tem que ser prazeroso. Não force a criança a ler um livro porque você acha que ela tem que ler. Vá com calma. Respeite o gosto dela por determinados temas ou gêneros de leitura

A biblioteca, o ministro e os alunos que zeraram

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Iana Soares, no O Povo

Na casa da minha avó, sempre existiu uma biblioteca. Lá dentro, uma coleção de livros de capa vermelha me chamava atenção, aos 7 anos. Lia de tudo, mas sempre voltava aos contos de um dos volumes, que tinha um cheiro só dele. Basta fechar os olhos para tê-lo aqui outra vez.

Em 1997, aos 11 anos, mudei-me para Barcelona. Não sabia dizer nem “hola, qué tal?”. Do lado do apartamento onde morava, tinha uma biblioteca de dois andares. Não era a única do bairro e podia pegar emprestado os livros que quisesse, garantidos gratuitamente pelo governo. Diante do medo de um idioma desconhecido, tinha um paraíso de estantes para me dar coragem.

Depois descobri que podia usar cadernos para puxar o ar. Um sutil rastro de oxigênio ficava escondido entre a costela e o abismo. Tinha de viver qualquer coisa que fosse ali, no branco da página, para investigar o paradeiro do fôlego e seguir adiante.

Faço esta digressão porque andei me perguntando quais são as lembranças das primeiras experiências de leitura e escrita que têm os mais de 529 mil estudantes que zeraram a redação do Exame Nacional do Ensino Médio. Não só de autores ou grandes obras, mas de como é estar diante da palavra com prazer e curiosidade. E os gestores públicos? Como têm contribuído para essa situação?

O novo ministro da Educação, Cid Gomes, foi governador do Ceará durante os últimos oito anos. Neste estado, a principal biblioteca pública estadual está fechada desde fevereiro de 2014 para passar por reformas que nunca começaram. Nos últimos tempos de portas abertas, os usuários levavam ventiladores próprios e abriam as janelas para suportar estar lá dentro, enquanto a maresia prejudicava o acervo já tão sofrido. Não são feitos reparos desde 2002.

Não são discursos “preocupados” que sobem os pontos da redação (e transformam vidas inteiras). Professores e alunos estão vinculados a um sistema educacional frágil. Que o novo ministro, antes de apelar para o que ele chamada de “amor”, garanta livros e educação de qualidade. Que apalavra seja usada para transformar e não para enganar ou ocultar precariedades. Não se constrói uma “pátria educadora” com tão poucas bibliotecas. E o pior: com as portas fechadas.

Obras que compõem ‘Clássicos de Harvard’ estão disponíveis para download em portal

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Crédito: Shutterstock.com

Publicado por Estadão

Entre os títulos selecionados, estão Don Quixote, Utopia e Crime e Castigo – todos em inglês

O portal Universia Brasil lançou nesta semana uma compilação digitalizada de 96 títulos que compõem os “Clássicos de Harvard”. A coletânea, originalmente conhecida como “Dr. Eliot’s Five Foot Shelf”, faz parte de uma antologia de 51 volumes de obras clássicas da literatura mundial editadas, em 1909, por Charles W. Eliot, então reitor da Universidade de Harvard.

Em discursos, Eliot afirmou diversas vezes que os principais elementos de uma educação liberal podiam ser alcançados gastando 15 minutos diários de leitura em uma coleção de livros que poderia caber em uma prateleira de pouco mais de um metro. Diante dessa afirmativa, a editora P. F. Collier and Son desafiou o reitor a realizar o que propunha, selecionando uma coletânea de obras. Desse desafio nasceu a coleção “Clássicos de Harvard”.

Entre as obras selecionadas estão Don Quixote, de Miguel de Cervantes, Crime and Punishment, de Fyodor Dostoyevsky, Utopia, de Thomas More, Pride and Prejudice, de Jane Austen e dezenas de outros livros.

A compilação dos clássicos da literatura mundial integra a biblioteca que o Universia vem montando desde 2011. Atualmente, o portal reúne cerca de 700 obras digitalizadas, todas disponíveis para download gratuito. Segundo Alexsandra Bentemüller, gerente de conteúdo do site, o Universia espera ultrapassar a marca de 1 mil títulos até o fim de 2012. “É importante ler sempre e é importante ler bem”, diz ela, lembrando que a escolha de obras visa atender aos mais variados estilos.

Alexsandra ressalta também que, neste caso específicos, as leituras podem ajudar bastante àqueles que querem ou precisam treinar o inglês, uma vez que as obras estão escritas no idioma.

A lista com os 96 títulos disponíveis em versão PDF está disponível no portal Universia Brasil.

dica do Jarbas Aragão

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