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9 livros para ler antes de assistir aos filmes em 2018

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Isabela Moreira, na Galileu

O ano de 2018 será cheio de grandes estreias no cinema. Entre remakes, reboots e continuações, estão várias adaptações de livros que foram sucesso de crítica e vendas. Separamos algumas delas para conferir antes dos longas chegarem na telona. Confira:

1 – Aniquilação, Jeff Vandermeer (Editora Intrínseca, 200 páginas, R$ 21,90)

No primeiro volume da trilogia “Comando Sul”, uma expedição de mulheres vai para a Área X, um local isolado e que contaminou os membros de missões anteriores de formas diferentes. O filme é estrelado por Natalie Portman e conta com Gina Rodriguez (Jane the Virgin) e Tessa Thompson (Thor: Ragnarok) no elenco.
Estreia: 22 de fevereiro

2 – Todo Dia, David Levithan (Editora Record, 280 páginas, R$ 31,90)

Todos os dias, A acorda no corpo de uma pessoa diferente. Até que acorda no corpo de Justin e se apaixona pela namorada dele, Rhiannon, para quem precisa explicar quem é e como sua vida funciona. O livro foi adaptado para o cinema pelo escritor Jesse Andrews, autor de Eu, Você e a Garota que Vai Morrer.
Estreia: 23 fevereiro (nos Estados Unidos)

3 – Simon vs. a Agenda Homo Sapiens, Becky Albertalli (Editora Intrínseca, 272 páginas, R$ 34,90)

O jovem Simon é gay, mas ainda não contou para ninguém, exceto por Blue, seu amigo virtual. Ele não sabe ao certo quem é Blue, só que estuda na sua escola, também é gay e que está apaixonado por ele. No filme, a melhor amiga de Simon, Leah, será interpretada por Katherine Langford, a Hannah de 13 Reasons Why.
Estreia: 12 de março

4 – Uma Dobra no Tempo, Madeleine L’Engle (Harper Collins, 240 páginas, R$ 17,90)

Quando seu pai é mantido em cativeiro em um planeta distante, a pequena Meg conta co ma ajuda do irmão, do amigo e de três viajantes espaciais para salvá-lo. As viajantes são interpretadas por Reese Witherspoon, Mindy Kaling e Oprah.
Estreia: 29 de março

5 – Jogador Nº1, Ernest Cline (LeYa, 464 páginas, R$ 44,90)

A nostalgia da década de 1980 volta com tudo em um futuro não muito distante, em que as corporações tomaram conta e a Terra ficou tão insuportável que as pessoas passam a maior parte do tempo no Oasis, um jogo de realidade virtual em que tudo é possível. Quando o criador do game morre, deixa um enigma que levará o vencedor à conquista de sua fortuna. Conta com a direção de Steven Spielberg e atuações de Tye Sheridan e Simon Pegg.
Estreia: 5 de abril

6 – A Garota na Teia de Aranha, David Lagercrantz (Companhia das Letras, 472 páginas, R$ 47,90)

No novo volume da série “Millennium”, criada por Stieg Larsson, Lisbeth Salander se envolve em um complô se segurança virtual. A personagem, que já foi vivida pelas atrizes Noomi Rapace e Rooney Mara, é interpretada por Claire Foy, do drama The Crown.
Estreia: 19 de outubro (nos Estados Unidos)

7 – Cadê Você, Bernadette?, Marie Semple (Companhia das Letras, 376 páginas, R$ 57,90)

Bernadette Fox é um tanto quanto peculiar: mãe e esposa, ela odeia a cidade americana de Seattle, onde mora, e mal sai de casa. Um dia, ela desaparece. Sua filha, Bee, reúne todas as evidências possíveis para encontrá-la. No filme dirigido por Richard Linklater (Escola de Rock e Boyhood), a personagem principal ganhará vida por meio de Cate Blanchett.
Estreia: Não definido

8 – Dumplin, Julie Murphy (Editora Valentina, 336 páginas, R$ 23,90)

Willowdean, apelidada pela mãe de “Dumplin”, está longe dos padrões de estética necessários para participar e vencer do concurso de beleza de sua cidade. Ainda assim, ela se une a outras jovens da escola para entrar na competição. Produzido por Jennifer Aniston, o longa contará com trilha sonora composta por Dolly Parton.
Estreia: Não definido

9 – O Ódio que Você Semeia, Angie Thomas (Editora Record, 464 páginas, R$ 23,90)

Ao perder um amigo para a violência policial, a jovem Starr se dá conta da realidade que é ser uma pessoa negra nos Estados Unidos. Única testemunha do ocorrido, ela vive uma jornada de luto, descoberta e racismo. O filme contará com os veteranos Regine Hall e Anthony Mackie e o rapper Common no elenco.
Estreia: Não definido

“Ler mais” é uma das suas resoluções de ano novo? Veja essas dicas

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“A Quiet Half Hour”, quadro de 1876 feito pelo britânico Lionel Charles Henley.

Rodrigo Casarin, no Página Cinco

Emagrecer. Melhorar a alimentação. Beber menos. Estas com certeza estão entre as principais resoluções para qualquer ano novo – e há décadas me acompanham a cada virada. Outra que costuma figurar na lista de muita gente é “ler mais”. Impressiona a quantidade de pessoas que reconhecem o valor da leitura, mas não dedicam tempo algum de seu dia – ou semana – à prática. Pensando nesse povo que listei as cinco dicas abaixo (que poderiam ser resumidas a “coloque a bunda no sofá e leia” e “seja senhor das suas escolhas”):

Crie o hábito: ler exige algum esforço e concentração, então é preciso que se crie o hábito da leitura (não tem jeito, de algum modo a atividade terá que estar entre suas prioridades, se não sempre haverá alguma desculpa para não ler). Recomendo reservar uma parte do dia para estar a sós com um livro. Comece com metas modestas: que tal 20 minutos? Se falhar em um dia, compense lendo um pouco mais no outro (30 minutos, talvez).

E reserve um momento à atividade – de preferência um momento em que esteja bem desperto, não só na cama, antes de dormir, lutando para que os olhos não fechem. Claro que é possível ler um pouco também no metrô, parado no trânsito ou enquanto está no banheiro, mas a leitura não deve ser encarada apenas como mera distração para os minutos modorrentos.

 

Um livro por mês: ainda com relação às metas para que se desenvolva o hábito, estipule a quantidade de títulos que você deseja ler em determinado período – e, mais uma vez, vá com calma. Que tal começar lendo um livro por mês? Se todo dia você dedicar 20 minutos à leitura, provavelmente lerá cerca de 10 páginas por dia, o suficiente para dar conta de um volume de 300 páginas entre o dia 1º e o dia 30. Se for bem-sucedido aqui, devorará ao menos 12 livros ao longo do ano, mais do que o dobro da pífia média de leitura nacional (que não chega a 5 livros por ano).

Ah, Rodrigo, mas agora mesmo eu quero ler muito mais do que 12 livros. Eu sei, eu também. Aliás, quero ler muito mais do que mil livros, mas não tem como. Mesmo que você leia um livro por dia, ainda morrerá sem ter lido tudo o que gostaria, pode ter certeza. Então, aprenda a ser preciso nas escolhas.

Um ou vários? Isso que dizer que você deve ler apenas um livro por vez? Não necessariamente. Há quem se sinta entediado ao ficar muito tempo imerso em uma mesma história. Há também quem se confunda ao encarar várias narrativas simultaneamente. O que recomendo? O que acha de alternar um livro de ficção – um romance ou um volume de contos, por exemplo – com um de não ficção, como uma boa biografia?

O que ler: esqueça os tempos de escola, você não é obrigado a ler “Macunaíma” ou “Vidas Secas”, ainda que sejam livros ótimos. O importante é que identifique o que lhe agrada e vá em frente com as leituras. Gosta de ficção histórica? Beleza. Gosta de romances melosos? Sem problemas. Gosta de livros apimentados – seja com pimenta biquinho ou Carolina Reaper, a mais ardida do mundo? Beleza também. Saiba o que aprecia, isso ajudará a fomentar o hábito da leitura, que é o mais importante para esta resolução de ano novo.

Não faz nem ideia do que curte? Vá à livraria e dedique algum tempo à leitura breve de alguns livros ou baixe amostras de e-books (costumo fazer isso quando quero dar uma olhada no estilo de determinado autor). Também vale caçar dicas por aí – está cheio delas aqui no blog – e pegar livros emprestados com amigos.

 

Dessacralize a leitura: ler não pode ser um martírio. Claro que muitos livros se revelam aos poucos, exigem certa determinação do leitor, mas ninguém tem a obrigação de amar “Crime e Castigo” ou se identificar com as maluquices de “Dom Quixote” – ainda que eu recomende fortemente ambos. Começou a ler e não está gostando do livro? Pode largá-lo, sem dramas, mesmo que seja uma obra elogiada pelo mundo inteiro. Vá para a próxima história, amadureça enquanto leitor e, se você deixou clássicos pelo caminho, dê uma nova chance para eles em outro momento da vida. De minha parte, “Ulisses”, de James Joyce, terá outra oportunidade no futuro; na primeira tentativa, não rolou.

Qualquer hora dou algumas dicas de como um leitor frequente pode incrementar suas leituras.

Bill Gates revela os 5 livros que mais gostou de ler em 2017

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Publicado no Canal Tech

O fundador da Microsoft, Bill Gates, lê cerca de 50 livros por ano. Então, anualmente ele faz uma lista com seus favoritos, publicando a relação em seu blog, o Gates Notes. Agora, a lista com os 5 livros favoritos do bilionário e filantropo em 2017 acabou de sair, e você pode conferi-la logo abaixo:

01) O Melhor que Podíamos Fazer (Thi Bui)

Baseada em memórias pessoais da autora, esta obra mostra como foi ser filha de refugiados vietnamitas que chegaram aos Estados Unidos em 1975. Ela revela todos os tremendos sacrifícios feitos por seus pais e irmãos, tudo em busca da sobrevivência e de uma vida melhor.

Para Gates, a autora “fez um ótimo trabalho capturando como é desanimador ser responsável por toda uma família e, ao mesmo tempo, sua experiência familiar é diferente da maioria”.

Na loja brasileira da Amazon, a versão traduzida para o português pode ser adquirira para Kindle por R$ 36,58, ou, caso prefira o livro físico, ele custa R$ 42,90.

02) Evicted: Poverty and Profit in the American City (Matthew Desmond Harvard)

“Um retrato da pobreza americana”. Assim este livro foi definido por Gates, já que mostra a experiência vivida pelo autor quando decidiu viver por 18 meses em dois bairros de Milwaukee, no estado de Wisconsin. Um deles é majoritariamente branco, enquanto o outro abriga em sua maioria a população negra.

Lendo suas páginas, Gates entendeu como as pessoas mais pobres tomam determinadas decisões, que, por vezes, não são compreendidas pelas pessoas mais afortunadas.

Ainda sem tração para o português, o livro original pode ser adquirido na Amazon internacional por US$ 16,41.

03) Believe Me: A Memoir of Love, Death and Jazz Chickens (Eddie Izzard)

O livro é a reunião de memórias do autor, que escreveu sobre como ele lidou com dificuldades em sua infância, aprendeu novas habilidades na vida, e se tornou um comediante renomado internacionalmente, além de ator, escritor e ativista.

Para Bill Gates, mesmo que ele não tenha nada em comum com Izzard, “nós somos farinha do mesmo saco”. O livro, que também ainda não foi traduzido para o nosso idioma, pode ser adquirido na Amazon gringa por US$ 18,55.

04) O Simpatizante (Viet Thanh Nguyen)

A obra de ficção que ganhou um prêmio Pulitzer chamou a atenção de Gates. Sua história mostra um agente duplo do Vietnã que espiona uma comunidade de refugiados abrigados em Los Angeles. Para o bilionário, o livro dá uma outra visão sobre como seria estar vivendo os dois lados da Guerra do Vietnã.

“A maioria das histórias sobre guerras são claras sobre qual lado estão apoiando, e este livro não mostra isso tão facilmente”, disse Gates.

Pelo site da Companhia das Letras, a obra traduzida custa R$ 59,90, ou R$ 39,90 para o e-book.

05) Energy and Civilization: A History (Vaclav Smil)

E o último livro da seleção de melhores lidos em 2017 por Bill Gates fala sobre como a energia tem moldado sociedades ao longo da história, desde os equipamentos movidos a animais até as fontes de energia renovável.

“Sim, nossa história tem muito a ver com reis e rainhas e jogos de tronos. Mas Smil mostra que a história do mundo tem ainda mais a ver com a inovação energética”, declarou Gates.

A versão original em inglês pode ser comprada pela Amazon por US$ 28,75, ou US$ 34,61 na versão para Kindle.

Essas e outras opiniões do fundador da Microsoft sobre esses cinco livros podem ser conferidas no seguinte vídeo (em inglês):

Professor faz da leitura novo meio de estudantes verem o mundo

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Os estudantes têm 30 minutos, antes da aula, de contato com os livros e debate sobre os escritos e a própria realidade FOTOS MARIANA PARENTE/ESPECIAL PARA O POVO

Os estudantes têm 30 minutos, antes da aula, de contato com os livros e debate sobre os escritos e a própria realidade FOTOS MARIANA PARENTE/ESPECIAL PARA O POVO

A rotina de 150 alunos da Escola Municipal Raimundo Moreira Sena, no bairro Bom Jardim, passou a contar com a literatura como instrumento de formação e transformação social

Publicado em O Povo

Livros nas mãos e olhares atentos. É assim que os alunos da Escola Municipal Raimundo Moreira Sena, no Bom Jardim, começam o dia de aula às quintas-feiras. Durante 30 minutos, as crianças leem livros, cordéis, revistas e jornais impressos. É o projeto Confraria da Leitura.

A leitura que a gente desenvolve é lúdica. O aluno pode escolher um livro ou não. Ele não é obrigado, a gente quer que ele sinta o prazer”, define o idealizador da ação, o professor de história e cordelista João Teles Aguiar, 52.

A ação foi idealizada pelo professor e cordelista João Teles Aguiar e, hoje, é realizada em sete escolas

A ação foi idealizada pelo professor e cordelista João Teles Aguiar e, hoje, é realizada em sete escolas

O objetivo é ampliar as perspectivas dos jovens. Por isso, depois da leitura, o educador direciona um debate abordando o tema da leitura e a rotina dos jovens na comunidade. “É o que a gente chama de leitura de mundo. Isso possibilita à criança ler o entorno que ela vive de outra forma, que não seja ligada à violência”, relata.

A ação de incentivo à leitura deu fôlego ao aprendizado de 150 estudantes, de 6 a 14 anos. O projeto alcança crianças e adolescentes da região há 21 anos. Consegue estreitar a relação entre as comunidades e a literatura por meio de rodas de conversa, programas para a rádio-escola e esquetes teatrais e musicais. “Para uma criança que vive numa região onde não tem biblioteca, não tem grandes centros culturais, a leitura acaba sendo um viés para ter novas perspectivas”, expõe João.

Aluno do 5º ano, Paulo Roberto Sousa, de 12 anos, comemora a iniciativa implantada há cerca de um mês nesta escola. “O professor já chegou dizendo que ler é tudo. Ele incentiva muito a gente. E eu adoro ler, acho muito importante”, reconhece.

O professor João leva a confraria para as instituições em que trabalha. A escola Moreira Sena está entre as sete escolas de cinco bairros alcançadas pela iniciativa. A mais recente foi a Escola Municipal Demócrito Dummar, no Canindezinho. Lá, o projeto resultou na implantação de uma gibiteca. (Bruna Damasceno/Especial para O POVO)

Você se distrai facilmente? 7 técnicas de estudo para quem não consegue se concentrar

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Estudante con

Publicado no Amo Direito

Uma pessoa entra na biblioteca. A tela do seu celular brilha com a chegada de uma nova mensagem. Você se lembra de uma música e decide escutá-la. Se você é um distraído crônico, qualquer motivo é suficiente para interromper o estudo para uma prova.

A falta de concentração cobra seu preço mais cedo ou mais tarde. Afinal, é preciso ter contato intenso e contínuo com a matéria para ter sucesso em provas complexas como concursos públicos, exames de proficiência em línguas ou testes de admissão em programas de pós-graduação.

Continuidade é justamente o maior desafio dos dispersivos, afirma Alessandro Saade, fundador do projeto “Empreendedores Compulsivos”. Ele próprio se identifica com o perfil. “Além de déficit de atenção, sou muito curioso e não resisto à tentação de ler uma notícia ou pesquisar sobre algo interessante que surja no meio do meu trabalho”, afirma.

A tecnologia incrementa o potencial de sedução das distrações. O smartphone, especialmente, é um “veneno” para quem quer estudar. A única saída é se disciplinar e se afastar totalmente do aparelho, diz Saade. Uma sugestão é estabelecer um momento para ver as notificações — uma vez a cada 30 minutos de estudo, por exemplo.

Outra recomendação básica é buscar um ambiente de estudos organizado, limpo, silencioso e confortável. Quanto menos incômodos houver, melhor: é importante buscar uma cadeira ou poltrona ergonômica e garantir que você está bem alimentado.

Água também é essencial para manter o cérebro funcionando a todo o vapor. Um experimento feito por pesquisadores ingleses mostrou que pessoas com sede demoram mais tempo para completar tarefas do que aquelas que estão bem hidratadas.

De acordo com Andrea Piscitelli, consultora e professora da FIA (Fundação Instituto de Administração) as fontes mais comuns de distração são barulhos externos, como estímulos sonoros ou visuais do ambiente, mas não se pode ignorar o poder dos “barulhos internos” — nosso fluxo de pensamentos sobre diversos anseios, preocupações e emoções.

“Isso faz com que você tenha a sensação de que a leitura está difícil ou improdutiva”, diz a especialista. “O mais interessante é que surge um mecanismo de compensação para sentir algum alívio imediato, como acessar o smartphone ou bater papo, o que desvia ainda mais a atenção”.

Quer mais ideias para manter o foco na preparação para uma prova? Confira a seguir outros antídotos contra a procrastinação:

1. Antes de começar, separe 10 minutos para se divertir
Ainda que você adore matéria que está estudando, não faltam atividades bem mais interessantes do que ler a apostila. Se você costuma interromper a sua concentração para satisfazer o desejo de ver as notícias do dia, assistir a vídeos engraçados ou escrever algo nas redes sociais, faça isso antes de começar a sua sessão de estudos.

Segundo Saade, esse truque simples ajuda a saciar a sua inquietação e relaxar. Só cuidado para não exagerar: basta passar os 10 primeiros minutos do dia dessa forma. Terminado esse prazo, é hora de interromper as distrações e se dedicar exclusivamente ao estudo.

2. Divida o tempo em blocos
Estudar para uma prova difícil sempre será uma experiência intensa, mas não necessariamente exaustiva. Talvez você tenha dificuldade para se concentrar porque se cansa rapidamente. A dica é fragmentar o trabalho em pedaços mais digeríveis.

“Faça sessões de 30 minutos, por exemplo, nas quais você vai mergulhar totalmente no que está fazendo”, diz Saade. “Terminado esse prazo, levante e vá respirar um pouco, beber água, fazer algo leve”.

3. Transforme frases em palavras-chave
Além de dividir o tempo em blocos, você também pode recortar o conteúdo a ser estudado em pequenos fragmentos. Ao elaborar um resumo, evite frases ou parágrafos — prefira palavras-chave, esquemas e listas no estilo “bullet points”.

A organização da escrita em pedacinhos facilita a vida dos dispersivos, principalmente na hora de reler tudo. Segundo Saade, é mais rápido ler palavras-chave, e também mais estimulante: você precisa ativamente pensar no nexo entre as ideias, o que exige mais do cérebro e limita a margem para divagações.

4. Prefira o exercício à teoria
De acordo com Paulo Estrella, diretor pedagógico da Academia do Concurso, a melhor forma de manter a concentração é tornar as sessões de estudo mais rápidas, curtas e dinâmicas. Para isso, a recomendação é reduzir o volume de leituras e concentrar os seus esforços nos exercícios.

“Dê uma lida geral no conteúdo, mas não passe muitas horas debruçado no livro”, recomenda ele. “Assim que tiver uma ideia da teoria, parta para a resolução de provas de anos anteriores, e vá fixando os conceitos a partir dos seus erros e acertos”.

5. Descubra o seu estilo de aprendizagem
Se você tem facilidade para memorizar coisas a partir de um estímulo visual, pode ser interessante elaborar mapas visuais, diagramas e figuras sobre a matéria. Caso se dê melhor com resumos escritos à mão, prepare o lápis e a caneta. Tem um perfil auditivo? Vale mais gravar a sua própria voz dando uma “aula” sobre o assunto e depois escutá-la.

O importante, diz Estrella, é descobrir qual é o método de aprendizagem que mais combina com o seu modelo mental. Quando você encontra o seu próprio estilo, a compreensão dos conceitos fica mais fácil e rápida. Resultado: o estudo se torna mais estimulante e as distrações perdem (pelo menos em parte) o seu potencial de sedução.

6. De tempos em tempos, retome o conteúdo
A cada 20 minutos de estudo, sugere Piscitelli, faça uma rápida anotação ou gravação de voz sobre os aspectos mais relevantes do que acabou de ler, isto é, uma breve recapitulação do que foi visto.

Além de garantir que você não vai se dispersar, fazer essas retomadas periódicas ajuda a fixação da matéria. “Ao final da leitura, reveja os seus registros de todos os blocos de 20 minutos, e verá como está muito mais familiarizado e seguro com o conteúdo”, diz a consultora.

7. Tenha uma programação
Uma boa forma de manter o foco é ter um roteiro dos temas que você precisa estudar, com uma previsão da carga horária necessária para cada assunto. Mas atenção: ao longo do dia, gerencie o cumprimento das metas como compromissos realmente inadiáveis.

Mas como garantir que você vai respeitar a sua “check-list”? O segredo é ter um propósito para o estudo. No “estado de flow”, conceito desenvolvido pelo psicólogo Mihály Csíkszentmihályi, nossa concentração se torna absoluta quando estamos num estado emocional positivo, isto é, quando a experiência é prazerosa. “Só podemos entrar em ‘flow’ quando o estudo vai além do racional e envolve crenças e valores, isto é, quando tem um significado para nós”, resume Piscitelli.

Por Claudia Gasparini
Fonte: Exame

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