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Você se distrai facilmente? 7 técnicas de estudo para quem não consegue se concentrar

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Publicado no Amo Direito

Uma pessoa entra na biblioteca. A tela do seu celular brilha com a chegada de uma nova mensagem. Você se lembra de uma música e decide escutá-la. Se você é um distraído crônico, qualquer motivo é suficiente para interromper o estudo para uma prova.

A falta de concentração cobra seu preço mais cedo ou mais tarde. Afinal, é preciso ter contato intenso e contínuo com a matéria para ter sucesso em provas complexas como concursos públicos, exames de proficiência em línguas ou testes de admissão em programas de pós-graduação.

Continuidade é justamente o maior desafio dos dispersivos, afirma Alessandro Saade, fundador do projeto “Empreendedores Compulsivos”. Ele próprio se identifica com o perfil. “Além de déficit de atenção, sou muito curioso e não resisto à tentação de ler uma notícia ou pesquisar sobre algo interessante que surja no meio do meu trabalho”, afirma.

A tecnologia incrementa o potencial de sedução das distrações. O smartphone, especialmente, é um “veneno” para quem quer estudar. A única saída é se disciplinar e se afastar totalmente do aparelho, diz Saade. Uma sugestão é estabelecer um momento para ver as notificações — uma vez a cada 30 minutos de estudo, por exemplo.

Outra recomendação básica é buscar um ambiente de estudos organizado, limpo, silencioso e confortável. Quanto menos incômodos houver, melhor: é importante buscar uma cadeira ou poltrona ergonômica e garantir que você está bem alimentado.

Água também é essencial para manter o cérebro funcionando a todo o vapor. Um experimento feito por pesquisadores ingleses mostrou que pessoas com sede demoram mais tempo para completar tarefas do que aquelas que estão bem hidratadas.

De acordo com Andrea Piscitelli, consultora e professora da FIA (Fundação Instituto de Administração) as fontes mais comuns de distração são barulhos externos, como estímulos sonoros ou visuais do ambiente, mas não se pode ignorar o poder dos “barulhos internos” — nosso fluxo de pensamentos sobre diversos anseios, preocupações e emoções.

“Isso faz com que você tenha a sensação de que a leitura está difícil ou improdutiva”, diz a especialista. “O mais interessante é que surge um mecanismo de compensação para sentir algum alívio imediato, como acessar o smartphone ou bater papo, o que desvia ainda mais a atenção”.

Quer mais ideias para manter o foco na preparação para uma prova? Confira a seguir outros antídotos contra a procrastinação:

1. Antes de começar, separe 10 minutos para se divertir
Ainda que você adore matéria que está estudando, não faltam atividades bem mais interessantes do que ler a apostila. Se você costuma interromper a sua concentração para satisfazer o desejo de ver as notícias do dia, assistir a vídeos engraçados ou escrever algo nas redes sociais, faça isso antes de começar a sua sessão de estudos.

Segundo Saade, esse truque simples ajuda a saciar a sua inquietação e relaxar. Só cuidado para não exagerar: basta passar os 10 primeiros minutos do dia dessa forma. Terminado esse prazo, é hora de interromper as distrações e se dedicar exclusivamente ao estudo.

2. Divida o tempo em blocos
Estudar para uma prova difícil sempre será uma experiência intensa, mas não necessariamente exaustiva. Talvez você tenha dificuldade para se concentrar porque se cansa rapidamente. A dica é fragmentar o trabalho em pedaços mais digeríveis.

“Faça sessões de 30 minutos, por exemplo, nas quais você vai mergulhar totalmente no que está fazendo”, diz Saade. “Terminado esse prazo, levante e vá respirar um pouco, beber água, fazer algo leve”.

3. Transforme frases em palavras-chave
Além de dividir o tempo em blocos, você também pode recortar o conteúdo a ser estudado em pequenos fragmentos. Ao elaborar um resumo, evite frases ou parágrafos — prefira palavras-chave, esquemas e listas no estilo “bullet points”.

A organização da escrita em pedacinhos facilita a vida dos dispersivos, principalmente na hora de reler tudo. Segundo Saade, é mais rápido ler palavras-chave, e também mais estimulante: você precisa ativamente pensar no nexo entre as ideias, o que exige mais do cérebro e limita a margem para divagações.

4. Prefira o exercício à teoria
De acordo com Paulo Estrella, diretor pedagógico da Academia do Concurso, a melhor forma de manter a concentração é tornar as sessões de estudo mais rápidas, curtas e dinâmicas. Para isso, a recomendação é reduzir o volume de leituras e concentrar os seus esforços nos exercícios.

“Dê uma lida geral no conteúdo, mas não passe muitas horas debruçado no livro”, recomenda ele. “Assim que tiver uma ideia da teoria, parta para a resolução de provas de anos anteriores, e vá fixando os conceitos a partir dos seus erros e acertos”.

5. Descubra o seu estilo de aprendizagem
Se você tem facilidade para memorizar coisas a partir de um estímulo visual, pode ser interessante elaborar mapas visuais, diagramas e figuras sobre a matéria. Caso se dê melhor com resumos escritos à mão, prepare o lápis e a caneta. Tem um perfil auditivo? Vale mais gravar a sua própria voz dando uma “aula” sobre o assunto e depois escutá-la.

O importante, diz Estrella, é descobrir qual é o método de aprendizagem que mais combina com o seu modelo mental. Quando você encontra o seu próprio estilo, a compreensão dos conceitos fica mais fácil e rápida. Resultado: o estudo se torna mais estimulante e as distrações perdem (pelo menos em parte) o seu potencial de sedução.

6. De tempos em tempos, retome o conteúdo
A cada 20 minutos de estudo, sugere Piscitelli, faça uma rápida anotação ou gravação de voz sobre os aspectos mais relevantes do que acabou de ler, isto é, uma breve recapitulação do que foi visto.

Além de garantir que você não vai se dispersar, fazer essas retomadas periódicas ajuda a fixação da matéria. “Ao final da leitura, reveja os seus registros de todos os blocos de 20 minutos, e verá como está muito mais familiarizado e seguro com o conteúdo”, diz a consultora.

7. Tenha uma programação
Uma boa forma de manter o foco é ter um roteiro dos temas que você precisa estudar, com uma previsão da carga horária necessária para cada assunto. Mas atenção: ao longo do dia, gerencie o cumprimento das metas como compromissos realmente inadiáveis.

Mas como garantir que você vai respeitar a sua “check-list”? O segredo é ter um propósito para o estudo. No “estado de flow”, conceito desenvolvido pelo psicólogo Mihály Csíkszentmihályi, nossa concentração se torna absoluta quando estamos num estado emocional positivo, isto é, quando a experiência é prazerosa. “Só podemos entrar em ‘flow’ quando o estudo vai além do racional e envolve crenças e valores, isto é, quando tem um significado para nós”, resume Piscitelli.

Por Claudia Gasparini
Fonte: Exame

5 Livros para ler se você gosta da série ‘The Walking Dead”

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Fabio Mourão, no Dito pelo Maldito

Assim como os seus zumbis, a série ‘The Walking Dead’ parece ter o poder latente de renascer a cada nova temporada toda vez que parece cair no óbvio ululante inevitável do seu próprio enredo. Sempre podendo matar um personagem querido do público quando registra a mínima queda em sua audiência, rendendo arcos empolgantes que alimentam até mesmo as suas vertentes nos quadrinhos e literatura. E ainda assim, o gênero parece proporcionar um leque de possibilidades infinitas sobre o tema.

E com mais uma temporada rodando na agulha, acreditamos que esse é o momento perfeito para expandir a ‘contaminação zumbi’, e conhecer alguns livros que expandem esse universo habitado por mortos-vivos.

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✔ Apocalipse Zumbi – Os Primeiros Anos (Alexandre Callari)
Este livro é vendido junto com um CD com a trilha sonora criada exclusivamente para colocar o leitor no clima da aventura. Não perca! O caos reina no mundo. A civilização entrou em colapso. As comunicações, a energia elétrica e a vida em sociedade, como a conhecemos, praticamente se extinguiram. Nem toda nossa tecnologia foi capaz de nos proteger e evitar que dois terços da humanidade morressem. Os poucos que sobreviveram estão exaustos e tentam reunir o que ainda resta das suas forças e recursos para se manterem vivos. E, para piorar, eles não estão a sós. Dia e noite, são perseguidos pelos contaminados – sempre à espreita com seus olhos vermelhos, pele pálida, dentes podres e uma terrível sede de sangue e de carne humana. Nesse cenário de terror e desesperança, Manes luta desesperadamente para manter sua comunidade unida. Ela subsiste em uma construção cercada por paredes de concreto chamada Quartel. Porém, quando alguns de seus membros estão em apuros do lado de fora, sendo cruelmente caçados pelos contaminados, Manes parte para resgatá-los. A sua ausência e a chegada do enigmático Dujas abalam severamente o tênue equilíbrio interno do Quartel, colocando em risco a vida de todos.

O perigo e o medo tomarão conta deste, que é um dos poucos redutos em que homens e mulheres vivem em “segurança”. Cheio de intrigas, mistério e horror, Apocalipse Zumbi é uma aventura de ficção eletrizante, com muitos elementos de realidade que mexerão com a mente e o coração dos leitores. Alexandre Callari oferece nesta obra o melhor do gênero zumbis e, ao mesmo tempo, cria um mundo à parte, que conta com suas próprias regras e lógica. Bem-vindo ao universo de Apocalipse Zumbi! (Editora Generale)

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✔ As Crônicas dos Mortos (Rodrigo de Oliveira)
Estamos em 2017 … Cientistas descobrem um planeta vermelho em rota de colisão com a Terra. Depois de muito pânico nos quatro cantos do mundo, eles asseguram que o astro passaria a uma distância segura. E todos ficam tranquilos acreditando que nada iria acontecer…
Uma profecia esquecida do Apocalipse, reiterada por outros profetas modernos, ressurge…
“Então 2/3 de todas as pessoas no Planeta são acometidas por uma estranha doença… E abriu-se o poço do abismo, de onde saíram seres como gafanhotos com poderes de escorpiões. E os homens buscarão a morte e a morte fugirá deles.” Apocalipse 9:2-6.

Então um grupo luta por sobreviver num mundo dominado pelo mal.
Com passagens por Brasília, Estados Unidos, China e França, O Vale dos Mortos baseia-se na profecia de que um planeta intruso ao sistema solar, ao raspar por nossa orbita, fatalmente desencadearia a transformação de grande parte da humanidade, não havendo lugar seguro, ambientes sem infecção, pois ela ocorreria simplesmente pela aproximação do astro. Pegos de surpresa, e tentando entender o que acontecia enquanto buscavam se salvar, um casal e seus filhos iniciam uma jornada para reestabelecer alguma condição de vida no que restou de seu próprio mundo. Uma história com muita ação, suspense, que vai deixar você eletrizado (Faro Editorial)

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✔ Mortos Entre Vivos (John Ajvide Lindqvist)
Estocolmo, Suécia, 13 de agosto de 2002. Seria mais um dia normal na capital do civilizado e pacato país com um dos melhores IDH do mundo, não fosse uma “epidemia” de cefaleia e o estranho comportamento dos aparelhos eletrônicos: eles simplesmente não desligam, mesmo quando desconectados da tomada. Prenúncio de fenômeno ainda mais extraordinário: os mortos revivem – inclusive os falecidos até alguns meses antes. De repente, eles se movem, andam, deixam as câmaras de refrigeração dos hospitais, falam (ou balbuciam algumas palavras, como crianças) e podem ser ouvidos arranhando a tampa de suas urnas funerárias, nos cemitérios.

Não se trata de zumbis devoradores de cérebros e transmissores de sua condição de “nem vivo, nem morto” por meio de mordidas. Pelo contrário, os “redivivos” – como passam a ser oficialmente chamados pelo governo – são entes queridos (o avô, o marido, a esposa, o filho, o neto) que todos gostariam de ter de volta ou ao menos por mais um tempo para corrigir erros, pedir perdão (ou perdoar), prorrogar a companhia em nome de momentos felizes e de afetos que a morte impediu de repetir ou de cultivar.

São milhares de redivivos, que põem em cheque tanto a ciência quanto a religião, além de instaurar o pânico entre as autoridades – atônitas diante da inusitada situação. Mas o romance se concentra nos familiares de Eva – autora de livros infantis vítima de um acidente fatal naquele mesmo 13 de agosto –, Elias – um menino de seis anos morto um mês antes – e Tore – idoso recém-falecido, mentalmente desfigurado pelo mal de Alzheimer. (Editora Alaúde)

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✔ Apocalipse Z. O Princípio do Fim (Manel Loureiro Doval)

Em uma pequena cidade espanhola, um jovem advogado leva uma vida tranquila e rotineira. Um dia, porém, começa a ouvir notícias sobre um incidente médico ocorrido em um país remoto do Cáucaso. Apesar de aparentemente corriqueiras, as notícias chamam tanto sua atenção que ele resolve registrar suas impressões em um blog. Aos poucos, o que eram apenas acontecimentos incomuns ocorridos em um país distante começam a se espalhar por toda a Europa. Em menos tempo do que poderia supor, o terror se instala. Ruas, bairros e cidades inteiras são tomados por criaturas com um comportamento assustador. Sem nunca ter visto nada parecido e completamente vidrado pela notícia, ele mal se dá conta de que, enquanto acompanha o desenrolar dos fatos de sua casa, a cidade onde mora também está sendo invadida por aquelas bizarras criaturas.
Isolado, apenas com seu gato Lúculo e um vizinho, só lhe resta criar uma estratégia de fuga até conseguir encontrar outros sobreviventes. Entretanto, ao conseguir refúgio, ele logo descobrirá que a guerra está apenas começando. (Editora Planeta)

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✔ Celular (Stephen King)
Onde você estava no dia 1º de outubro? O protagonista Clay Riddell estava em Boston, quando o inferno surgiu diante de seus olhos. Bastou um toque de celular para que tudo se transformasse em carnificina.

Depois de anos de tentativas frustradas, o artista gráfico Clay Riddell finalmente consegue vender um de seus livros de histórias em quadrinhos. Para comemorar, decide tomar um sorvete. Mas, antes de poder saboreá-lo, as pessoas ao seu redor, que por acaso falavam ao celular naquele momento, enlouquecem.

Fora de si, começam a atacar e matar quem passa pela frente. Carros e caminhões colidem e avançam pelas calçadas em alta velocidade, destruindo tudo. Aviões batem nos prédios. Ouvem-se tiros e explosões vindos de todas as partes.

Neste cenário de horror, Clay usa seu pesado portfólio para defender um homem prestes a ser abatido, Tom McCourt, e eles se tornam amigos. Juntos, eles resgatam Alice Maxwell, uma menina de 15 anos que sobreviveu a um ataque da própria mãe.

Os três sortudos — entre outros poucos que estavam sem celular naquele dia — tentam se proteger ao mesmo tempo em que buscam desesperadamente o filho de Clay. Assim, em ritmo alucinante, se desenrola esta história. O desafio é sobreviver num mundo virado às avessas. Será possível? (Editora Suma)

Mãe e empresária que já leu 84 livros este ano dá dicas de como administrar o tempo

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Empresária Stephany Almeida sempre sai com um livro na bolsa - arquivo pessoal

Empresária Stephany Almeida sempre sai com um livro na bolsa – arquivo pessoal

Aline Rickly, no RDNews

Como ter espaço para a leitura diante de uma vida tão corrida como a da empresária e mãe de dois filhos Stephany Almeida, de 30 anos? Ela acorda às 6h30 todos os dias, coloca o filho Manoel, de 10 anos, para a escola, arruma a casa, dá almoço a filha Antonela, de 5 anos, e ainda cuida de sua loja de roupa em Areal (RJ), onde mora. Mas, mesmo com essa rotina, ela conseguiu ler, só neste ano, 84 livros e quer chegar aos 100 até dezembro.

Neste domingo (29), em que é comemorado o Dia do Livro, o G1 revela as dicas de Stephany para organizar o tempo e conseguir abrir espaço na rotina para desenvolver o hábito da leitura. A empresária disse que lê, em média, 10 livros por mês.

Sete dicas da Stephany

1 – Se organize com metas para o mês, para a semana, para o dia. “Eu nem sempre consigo cumprí-las, mas só de existir uma meta, já facilita a organização, por conta da rotina que é corrida, cheia de compromissos e responsabilidades”.

2 – Procure fazer o planejamento no início do mês com uma lista. “Faço uma lista inicial, e ao longo dos dias vou substituindo, acrescentando”.

3 – Faça do hábito de ler algo natural, sem cobranças. “A leitura é meu hobbie, então não importa se leio 10 ou 100 páginas por dia”.

4 – Saia sempre com um livro na bolsa. “Encaixe a leitura nos intervalos livres”.

5 – Dê uma chance ao livro, pois também é uma questão de prioridade. “Preciso escolher entre assistir TV, navegar na internet, ver um filme ou ler, mas como a leitura é minha paixão, acaba sempre sendo minha prioridade”.

6 – Você ainda pode agregar mais um. “Às vezes leio dois livros ao mesmo tempo, um físico e um digital, por exemplo”.

7 – Perpetue o hábito sendo também um agente de transformação. “No mundo de hoje é muito difícil incentivar uma criança a ler, porque elas querem informações rápidas, já nascem acostumadas com as facilidades da internet. Mesmo assim, eu não desisto e sempre compro livros novos, com temas que possam interessar, inovadores para meus filhos, por exemplo”.

Os livros trouxeram mais alegria para a vida da empresária Stephany Almeida, de Areal

Os livros trouxeram mais alegria para a vida da empresária Stephany Almeida, de Areal – arquivo pessoal

Blog e as leituras

Além de ter a rotina corrida, conciliada com a leitura de livros, Stephany não estimula apenas os filhos a desenvolverem a prática, ela compartilha as suas experiências em um blog, que já atraiu mais de 14,8 mil seguidores. Ela criou o perfil na internet, o Ste Bookaholic, há três anos, onde faz comentários e publica críticas sobre diversas obras.

Empresária indica cinco livros

Fã de romances de época, a empresária selecionou para o G1 os cinco melhores livros que já leu em 2017.A primeira posição, segundo ela, ficou com “As coisas que fazemos por amor”, de Kristin Hannah. “É uma história sobre família, maternidade e amor, que provocou um furacão de emoções em meu coração. Com personagens reais, reviravoltas surpreendentes e um desfecho repleto de ternura, empatia e amor”, disse Stephany.

Em segundo lugar, ela elegeu “Um acordo de cavalheiros”, de Lucy Vargas, um romance de época que, de acordo com a empresária, tem uma narrativa envolvente e sensual. Ela alerta ainda que o título tem personagens à frente de seu tempo e que valorizam o respeito e o empoderamento feminino.

Outro livro que está no topo da lista de Stephany é “Outlander – a viajante do tempo”, de Diana Galbadon. “Uma das mais lindas histórias de amor que já li, que supera as barreiras do tempo, com uma narrativa repleta de diálogos bem construídos, cenas emocionantes e referências históricas”, afirma.

Em quarto lugar, ela indica “Nossa música”, de Dani Atkins. Segundo Stephany, este é um romance que tem uma história dolorosa e linda. “Tocou meu coração e mostrou o quanto nossa vida é delicada e passageira e o quanto devemos vivê-la bem”, destaca.

Como organizar sua estante de livros

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(imamember/iStock)

(imamember/iStock)

Pâmela Carbonari, na Superinteressante

Se existe uma coisa no mundo digna de pena são os programas de organização. Essas produções em que um guru da ordem chega em uma casa que parece ter sido atingida por algum desastre natural, mas que na verdade é só o lugar onde pessoas sem controle despejam suas posses. Aí o sacerdote metódico sai em busca de classificações, colocando etiquetas, cestas, ganchos e pinos para salvar o lar dos desordeiros. Os donos da casa não têm pudores em mostrar a zona dos próprios lares, mas mesmo assim o messias da organização transforma o caos em posts vivos do Pinterest. Final feliz? Não mesmo.

Condolências aos organizadores profissionais da TV pelo belo trabalho, mas as chances de os donos dessas casas voltarem ao cenário pós-apocalíptico são grandes. Dê um lugar organizado para um bagunceiro e você verá a tragédia da multiplicação da desordem acontecer. Pobres arrumadores.

Cresci em uma casa em que a biblioteca sempre foi o buraco negro, o reduto mais difícil de manter em ordem. Estou longe de ser a Marie Kondo, mas comparada ao restante da minha família, este é o lugar que me cabe. Meu pai começou a vida vendendo livros e, além dos livros que comprou nas décadas seguintes, conserva seus preferidos do primeiro emprego até hoje. Minha mãe é formada em letras e uma leitora, digamos, bastante eclética. Gramáticas e clássicos da literatura hispânica? Ela tem. Livros espíritas? Também. Guias sobre inteligência emocional ou como cultivar plantas medicinais? Vários. Meu irmão é um acumulador nato, guardar coisas desimportantes (e livros que ele nunca mais vai ler) é com ele mesmo. Todas as vezes em que tentei colocar alguma lógica nas prateleiras deles, me senti a organizadora frustrada dos programas de TV. Um antes e depois lindo de dar inveja nos apresentadores do Discovery Channel, mas insustentável.

Perdi a conta de quantas vezes tirei tudo da estante e quebrei a cabeça para fazer aquela montanha de livros fazer sentido em conjunto. Chegou a tal ponto que decidi montar prateleiras só minhas, me abster daquele caos. Mas me afastar também não deu certo, afinal, eu morava naquela casa. Sentia dor física ao ver a biblioteca revirada como se um urso tivesse procurado comida atrás dos livros. Voltei a tentar e, de tentativa em tentativa, entendi o que deixava os ursos da minha família famintos: a lógica da organização.

Quando você está em uma livraria, os livros estão ordenados por seções “negócios”, “história”, “psicologia”, “romance brasileiro” e várias outras. A prova de que organizar uma grande quantidade de livros dessa maneira é eficaz é que a maioria das bibliotecas e livrarias dispõem suas obras assim. Mas essa regra de classificação esbarrou nas estantes da minha família durante muito tempo. Não adiantou enfileirar os títulos em ordem alfabética, por assunto, período literário, cores ou autores – os livros só se mantiveram no lugar quando consegui entender como meus pais os buscavam. A pergunta “o que você quer ler?” pode ser respondida de várias formas e eu estava respondendo da maneira errada.

Se eles procuram o que ler com critérios emocionais, não fazia o menor sentido eu engessar os livros deles com critérios cartesianos.

Eis aqui um passo a passo de como organizei a biblioteca de livros deles e como mantenho a minha desde então:

(antes de tudo, uma piadinha de tiazona)

É pavê ou pacomê?

Cada tipo de leitor exige um tipo diferente de organização. Você tem TOC por cores e quer que os livros verdes fiquem de um lado e os azuis de outro? Que os grandes de capa dura estejam na prateleira de cima e que os de bolso fiquem espremidos no cantinho? Ou que sua biblioteca seja prática e funcional? Apesar de babar em várias edições e já ter julgado muito livro pela capa, acho bastante problemático vê-los como objetos de decoração. Na minha estante, livro é “pacomê”.

O método que dá certo pra mim não rende um clique lindo pro Instagram, não segue nenhuma tendência de decoração nem pede que você arranje uma prateleira em formato de árvore ou favo de mel – se os livros ficarem visíveis, fáceis de manusear, condensados, mas não amassados, arejados, longe do sol, da chuva, da infiltração (vai que…), da churrasqueira (alô, Rio Grande do Sul) e dos cachorros, é o que conta. Aqui a palavra de ordem é praticidade.

(agora sim, a estante que funciona pra mim)

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1- Fundamentais, mas não tanto

A primeira coisa de qualquer arrumação é o desapego. Se você não tem a menor intenção de reler, por que manter um livro morto em casa? Doe, troque, venda. Não é porque metade da população brasileira não tem hábito de leitura que você precisa estocar livros na sua casa. E se o desapego é a primeira etapa, a higiene é a segunda – ou o contrário, como preferir. Retire tudo do lugar, limpe as prateleiras, abra livro por livro para tirar a poeira. Espanador e flanela são ótimos aliados para impedir que sua biblioteca vire um criadouro de traças.

Feito isso, selecione as obras que você já leu e não quer se desfazer. Clássicos que me marcaram, mas não pretendo ler em breve e livros muito específicos fazem parte desse grupo. Tenho uma estante vertical, e eles estão na parte mais alta, longe o bastante para não tombarem quando pego os dicionários do dia a dia e organizados o suficiente para lembrar que estão lá quando precisar.

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2- Queridinhos da biblioteca

Ainda no alto, mas não tão alto estão os queridinhos. Os meus livros preferidos, as edições e as dedicatórias mais especiais merecem um lugar de destaque e cuidado. Foram esses que encaixotei com papel bolha nas vezes em que mudei de casa, porque quero ler várias vezes e mantê-los o mais conservado possível. Por isso, estão longe das interferências mundanas da terra. Mãozinhas fofas de crianças, xixi de cachorro, bebida que caiu e respingou? Not today.

Nesta prateleira que tem como telhado os “fundamentais, mas não tanto”, sugiro que fiquem os livros que você correria para buscar se sua casa pegasse fogo.

(Que isso nunca aconteça. E se acontecer, por favor, não volte buscar. Apegos à parte, a verdade é que são só coisas)

3- Para ter sempre à mão

O ideal é que os livros que você mais consulta fiquem na altura dos olhos e ao alcance das mãos. Se você está estudando gramática, porque deixá-la escondida em um extremo do móvel? Tem um livro de culinária e cada vez que quer preparar uma receita precisa tirar as coisas que empilha sobre ele? Isso é o mesmo que deixar uma mala de rodinhas no meio dos guarda roupas e guardar as meias no maleiro.

A prateleira do meio é o lugar onde guardo os dicionários, guias, manuais, gramáticas e todos os livros que recorro com frequência. É o Poupatempo da biblioteca.

4- Vitrine dos pretendentes

Há algum tempo, recebi uma imagem que dizia o seguinte: “Nunca vou parar de comprar livros. Nunca vou ler todos os livros que tenho para ler. Nunca terei dinheiro, mas sempre terei livros”. Isso foi antes das correntes de grupos de WhatsApp, da crise econômica e, aparentemente, das discussões sobre consumo consciente e economia compartilhada. As editoras batem palmas e as traças também. Concordo que enquanto eu tiver dinheiro comprarei livros. Mas que tal ler o que já tem antes de comprar outros que talvez também fiquem pegando poeira nessa fila de leitura infinita em que é permitido furar?

Gosto de reunir tudo o que ainda não li e que faço questão de ler para visualizar o tamanho da responsabilidade. Quando vou a uma livraria e começo a andar pra lá e pra cá com um livro debaixo do braço, é a imagem dessa prateleira que me barra. Os flashes dela são minha consciência com o alerta vermelho aceso: “guarda esse livro lá, você tem uma pilha de não lidos em casa”.

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5- Porão da insignificância

Sabe aquelas coisas que acumulam perto dos seus livros? Assuma que é natural que isso aconteça e agrupe-as o quanto conseguir. Coloco revistas, CDs, cabos e outros eletrônicos dentro de caixas ou cestos para que não se misturem aos livros.

Acabei de dizer que o primeiro passo da arrumação é o desapego, e isso não precisa acontecer apenas quando a biblioteca estiver pedindo socorro. No térreo da estante, costumo dar um respiro para que a bagunça aconteça. Todo mundo tem um livro água com açúcar que ganhou de amigo secreto e não quer ler ou um guia de viagem de um lugar que não vai voltar. Enquanto não decido se vou doar, vender ou repassar no próximo amigo secreto, deixo que o limbo da insignificância exista – com a ressalva, é claro, de um leitor mais interessado que eu ser o destino final.

‘Game of Thrones’: Jornalista diz que ler os livros é ‘perda de tempo’

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Em coluna, jornalista dá três razões para não ler a obra e apenas uma para lê-la, e revolta fãs.

Edmarcio Augusto Monteiro, no Blasting News

A jornalista Ana Carolina Leonardi publicou um texto que gerou certa polêmica entre os fãs da obra de George R. R. Martin esta semana. Seu artigo, que saiu na revista Superinteressante, em tom pessoal, explicita porque não é uma boa ideia ler os #Livros da saga, segundo sua visão.

O primeiro motivo, segundo Ana Carolina , é que As Crônicas de Gelo e Fogo são livros de fantasia “tradicionalzona”. “É uma #Literatura que, às vezes, fica popular, mas em geral é de nicho, assim como a ficção científica. E não é feita para ser fácil”, explica ela.

A jornalista cita os termos arcaicos (palavras e expressões que já caíram em desuso) e chama os livros de “difíceis”.

Ainda assim, segundo ela, Martin é mais acessível do que Tolkien (de O Senhor dos Anéis). Ela também lembra que são mais de 4 mil páginas já publicadas, e que muita gente para no meio.

O segundo motivo citado por ela é o fato de que não houve uma boa tradução para os primeiros livros da saga, que foram adaptados do português de Portugal, o que compromete a imersão do leitor no mundo mágico que a obra cria. Esses erros e adaptações acabam por “engasgar” a leitura.

Já o terceiro motivo é a demora do autor em terminar sua saga. Martin anunciou o primeiro livro em 1993. A ideia é que fosse uma trilogia, mas a coisa se estendeu muito mais, como se pode notar. O primeiro livro, A Guerra dos Tronos, saiu em 1996. Depois disso vieram mais dois, com intervalo de dois anos: Fúria de Reis, em 1998, e Tormenta de Espadas, em 2000.

A partir daí, Ana Carolina Leonardi lembra como a obra começa a se arrastar: Festim dos Corvos só saiu em 2005 e Dança dos Dragões, em 2011. Apesar de afirmar que já possui boa parte do sexto livro, a obra começa a ser postergada pela editora e por Martin.

A série de TV, segundo Ana Carolina, é uma boa maneira de acompanhar as histórias principais sem passar pela longa espera entre um livro e outro. Martin chegou a anunciar que o sexto livro sairia em 2017, mas em julho voltou atrás e decretou que ainda faltam muitos meses. Isso, segundo ela, é falta de respeito com o leitor.

Repercussão

Na página oficial do Facebook da revista Superinteressante, muitos leitores consideraram um “desserviço” o texto da jornalista, alegando que em um país em que poucas pessoas leem, dizer que livros são “perda de tempo” é algo irresponsável: “Nunca li algo tão sem sentido na vida”, comentou uma seguidora da página.

Muitos defenderam a obra, dizendo que ela não é necessariamente difícil e que, pelo contrário, é muito envolvente e interessante.

E que a autora do texto é que parece “não gostar de ler”. Houve também quem considerasse a questão mesquinha e “preguiçosa”.

O bom motivo

A jornalista, no entanto, comenta que há sim um bom motivo para ler a obra: a série [VIDEO] da HBO decaiu em qualidade e há algumas histórias e personagens [VIDEO] nos livros que não aparecem na TV. Para quem quiser conhecer essas boas histórias que foram excluídas, vale a pena ler os livros.

No entanto, o leitor já deve ter ciência de que a obra não foi terminada ainda. E que a série de TV dará o final da história antes que os leitores que começaram a acompanhar o enredo ainda nos anos 1990 consigam ter lido a página final.

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