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Como organizar sua estante de livros

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(imamember/iStock)

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Pâmela Carbonari, na Superinteressante

Se existe uma coisa no mundo digna de pena são os programas de organização. Essas produções em que um guru da ordem chega em uma casa que parece ter sido atingida por algum desastre natural, mas que na verdade é só o lugar onde pessoas sem controle despejam suas posses. Aí o sacerdote metódico sai em busca de classificações, colocando etiquetas, cestas, ganchos e pinos para salvar o lar dos desordeiros. Os donos da casa não têm pudores em mostrar a zona dos próprios lares, mas mesmo assim o messias da organização transforma o caos em posts vivos do Pinterest. Final feliz? Não mesmo.

Condolências aos organizadores profissionais da TV pelo belo trabalho, mas as chances de os donos dessas casas voltarem ao cenário pós-apocalíptico são grandes. Dê um lugar organizado para um bagunceiro e você verá a tragédia da multiplicação da desordem acontecer. Pobres arrumadores.

Cresci em uma casa em que a biblioteca sempre foi o buraco negro, o reduto mais difícil de manter em ordem. Estou longe de ser a Marie Kondo, mas comparada ao restante da minha família, este é o lugar que me cabe. Meu pai começou a vida vendendo livros e, além dos livros que comprou nas décadas seguintes, conserva seus preferidos do primeiro emprego até hoje. Minha mãe é formada em letras e uma leitora, digamos, bastante eclética. Gramáticas e clássicos da literatura hispânica? Ela tem. Livros espíritas? Também. Guias sobre inteligência emocional ou como cultivar plantas medicinais? Vários. Meu irmão é um acumulador nato, guardar coisas desimportantes (e livros que ele nunca mais vai ler) é com ele mesmo. Todas as vezes em que tentei colocar alguma lógica nas prateleiras deles, me senti a organizadora frustrada dos programas de TV. Um antes e depois lindo de dar inveja nos apresentadores do Discovery Channel, mas insustentável.

Perdi a conta de quantas vezes tirei tudo da estante e quebrei a cabeça para fazer aquela montanha de livros fazer sentido em conjunto. Chegou a tal ponto que decidi montar prateleiras só minhas, me abster daquele caos. Mas me afastar também não deu certo, afinal, eu morava naquela casa. Sentia dor física ao ver a biblioteca revirada como se um urso tivesse procurado comida atrás dos livros. Voltei a tentar e, de tentativa em tentativa, entendi o que deixava os ursos da minha família famintos: a lógica da organização.

Quando você está em uma livraria, os livros estão ordenados por seções “negócios”, “história”, “psicologia”, “romance brasileiro” e várias outras. A prova de que organizar uma grande quantidade de livros dessa maneira é eficaz é que a maioria das bibliotecas e livrarias dispõem suas obras assim. Mas essa regra de classificação esbarrou nas estantes da minha família durante muito tempo. Não adiantou enfileirar os títulos em ordem alfabética, por assunto, período literário, cores ou autores – os livros só se mantiveram no lugar quando consegui entender como meus pais os buscavam. A pergunta “o que você quer ler?” pode ser respondida de várias formas e eu estava respondendo da maneira errada.

Se eles procuram o que ler com critérios emocionais, não fazia o menor sentido eu engessar os livros deles com critérios cartesianos.

Eis aqui um passo a passo de como organizei a biblioteca de livros deles e como mantenho a minha desde então:

(antes de tudo, uma piadinha de tiazona)

É pavê ou pacomê?

Cada tipo de leitor exige um tipo diferente de organização. Você tem TOC por cores e quer que os livros verdes fiquem de um lado e os azuis de outro? Que os grandes de capa dura estejam na prateleira de cima e que os de bolso fiquem espremidos no cantinho? Ou que sua biblioteca seja prática e funcional? Apesar de babar em várias edições e já ter julgado muito livro pela capa, acho bastante problemático vê-los como objetos de decoração. Na minha estante, livro é “pacomê”.

O método que dá certo pra mim não rende um clique lindo pro Instagram, não segue nenhuma tendência de decoração nem pede que você arranje uma prateleira em formato de árvore ou favo de mel – se os livros ficarem visíveis, fáceis de manusear, condensados, mas não amassados, arejados, longe do sol, da chuva, da infiltração (vai que…), da churrasqueira (alô, Rio Grande do Sul) e dos cachorros, é o que conta. Aqui a palavra de ordem é praticidade.

(agora sim, a estante que funciona pra mim)

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1- Fundamentais, mas não tanto

A primeira coisa de qualquer arrumação é o desapego. Se você não tem a menor intenção de reler, por que manter um livro morto em casa? Doe, troque, venda. Não é porque metade da população brasileira não tem hábito de leitura que você precisa estocar livros na sua casa. E se o desapego é a primeira etapa, a higiene é a segunda – ou o contrário, como preferir. Retire tudo do lugar, limpe as prateleiras, abra livro por livro para tirar a poeira. Espanador e flanela são ótimos aliados para impedir que sua biblioteca vire um criadouro de traças.

Feito isso, selecione as obras que você já leu e não quer se desfazer. Clássicos que me marcaram, mas não pretendo ler em breve e livros muito específicos fazem parte desse grupo. Tenho uma estante vertical, e eles estão na parte mais alta, longe o bastante para não tombarem quando pego os dicionários do dia a dia e organizados o suficiente para lembrar que estão lá quando precisar.

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2- Queridinhos da biblioteca

Ainda no alto, mas não tão alto estão os queridinhos. Os meus livros preferidos, as edições e as dedicatórias mais especiais merecem um lugar de destaque e cuidado. Foram esses que encaixotei com papel bolha nas vezes em que mudei de casa, porque quero ler várias vezes e mantê-los o mais conservado possível. Por isso, estão longe das interferências mundanas da terra. Mãozinhas fofas de crianças, xixi de cachorro, bebida que caiu e respingou? Not today.

Nesta prateleira que tem como telhado os “fundamentais, mas não tanto”, sugiro que fiquem os livros que você correria para buscar se sua casa pegasse fogo.

(Que isso nunca aconteça. E se acontecer, por favor, não volte buscar. Apegos à parte, a verdade é que são só coisas)

3- Para ter sempre à mão

O ideal é que os livros que você mais consulta fiquem na altura dos olhos e ao alcance das mãos. Se você está estudando gramática, porque deixá-la escondida em um extremo do móvel? Tem um livro de culinária e cada vez que quer preparar uma receita precisa tirar as coisas que empilha sobre ele? Isso é o mesmo que deixar uma mala de rodinhas no meio dos guarda roupas e guardar as meias no maleiro.

A prateleira do meio é o lugar onde guardo os dicionários, guias, manuais, gramáticas e todos os livros que recorro com frequência. É o Poupatempo da biblioteca.

4- Vitrine dos pretendentes

Há algum tempo, recebi uma imagem que dizia o seguinte: “Nunca vou parar de comprar livros. Nunca vou ler todos os livros que tenho para ler. Nunca terei dinheiro, mas sempre terei livros”. Isso foi antes das correntes de grupos de WhatsApp, da crise econômica e, aparentemente, das discussões sobre consumo consciente e economia compartilhada. As editoras batem palmas e as traças também. Concordo que enquanto eu tiver dinheiro comprarei livros. Mas que tal ler o que já tem antes de comprar outros que talvez também fiquem pegando poeira nessa fila de leitura infinita em que é permitido furar?

Gosto de reunir tudo o que ainda não li e que faço questão de ler para visualizar o tamanho da responsabilidade. Quando vou a uma livraria e começo a andar pra lá e pra cá com um livro debaixo do braço, é a imagem dessa prateleira que me barra. Os flashes dela são minha consciência com o alerta vermelho aceso: “guarda esse livro lá, você tem uma pilha de não lidos em casa”.

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5- Porão da insignificância

Sabe aquelas coisas que acumulam perto dos seus livros? Assuma que é natural que isso aconteça e agrupe-as o quanto conseguir. Coloco revistas, CDs, cabos e outros eletrônicos dentro de caixas ou cestos para que não se misturem aos livros.

Acabei de dizer que o primeiro passo da arrumação é o desapego, e isso não precisa acontecer apenas quando a biblioteca estiver pedindo socorro. No térreo da estante, costumo dar um respiro para que a bagunça aconteça. Todo mundo tem um livro água com açúcar que ganhou de amigo secreto e não quer ler ou um guia de viagem de um lugar que não vai voltar. Enquanto não decido se vou doar, vender ou repassar no próximo amigo secreto, deixo que o limbo da insignificância exista – com a ressalva, é claro, de um leitor mais interessado que eu ser o destino final.

‘Game of Thrones’: Jornalista diz que ler os livros é ‘perda de tempo’

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Em coluna, jornalista dá três razões para não ler a obra e apenas uma para lê-la, e revolta fãs.

Edmarcio Augusto Monteiro, no Blasting News

A jornalista Ana Carolina Leonardi publicou um texto que gerou certa polêmica entre os fãs da obra de George R. R. Martin esta semana. Seu artigo, que saiu na revista Superinteressante, em tom pessoal, explicita porque não é uma boa ideia ler os #Livros da saga, segundo sua visão.

O primeiro motivo, segundo Ana Carolina , é que As Crônicas de Gelo e Fogo são livros de fantasia “tradicionalzona”. “É uma #Literatura que, às vezes, fica popular, mas em geral é de nicho, assim como a ficção científica. E não é feita para ser fácil”, explica ela.

A jornalista cita os termos arcaicos (palavras e expressões que já caíram em desuso) e chama os livros de “difíceis”.

Ainda assim, segundo ela, Martin é mais acessível do que Tolkien (de O Senhor dos Anéis). Ela também lembra que são mais de 4 mil páginas já publicadas, e que muita gente para no meio.

O segundo motivo citado por ela é o fato de que não houve uma boa tradução para os primeiros livros da saga, que foram adaptados do português de Portugal, o que compromete a imersão do leitor no mundo mágico que a obra cria. Esses erros e adaptações acabam por “engasgar” a leitura.

Já o terceiro motivo é a demora do autor em terminar sua saga. Martin anunciou o primeiro livro em 1993. A ideia é que fosse uma trilogia, mas a coisa se estendeu muito mais, como se pode notar. O primeiro livro, A Guerra dos Tronos, saiu em 1996. Depois disso vieram mais dois, com intervalo de dois anos: Fúria de Reis, em 1998, e Tormenta de Espadas, em 2000.

A partir daí, Ana Carolina Leonardi lembra como a obra começa a se arrastar: Festim dos Corvos só saiu em 2005 e Dança dos Dragões, em 2011. Apesar de afirmar que já possui boa parte do sexto livro, a obra começa a ser postergada pela editora e por Martin.

A série de TV, segundo Ana Carolina, é uma boa maneira de acompanhar as histórias principais sem passar pela longa espera entre um livro e outro. Martin chegou a anunciar que o sexto livro sairia em 2017, mas em julho voltou atrás e decretou que ainda faltam muitos meses. Isso, segundo ela, é falta de respeito com o leitor.

Repercussão

Na página oficial do Facebook da revista Superinteressante, muitos leitores consideraram um “desserviço” o texto da jornalista, alegando que em um país em que poucas pessoas leem, dizer que livros são “perda de tempo” é algo irresponsável: “Nunca li algo tão sem sentido na vida”, comentou uma seguidora da página.

Muitos defenderam a obra, dizendo que ela não é necessariamente difícil e que, pelo contrário, é muito envolvente e interessante.

E que a autora do texto é que parece “não gostar de ler”. Houve também quem considerasse a questão mesquinha e “preguiçosa”.

O bom motivo

A jornalista, no entanto, comenta que há sim um bom motivo para ler a obra: a série [VIDEO] da HBO decaiu em qualidade e há algumas histórias e personagens [VIDEO] nos livros que não aparecem na TV. Para quem quiser conhecer essas boas histórias que foram excluídas, vale a pena ler os livros.

No entanto, o leitor já deve ter ciência de que a obra não foi terminada ainda. E que a série de TV dará o final da história antes que os leitores que começaram a acompanhar o enredo ainda nos anos 1990 consigam ter lido a página final.

Estudo mostra como as luzes artificiais e a vibração do corpo influenciam a qualidade da visão e a maneira como lemos

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Pesquisa desenvolvida na UFMG pode ajudar a entender o estresse visual e como tratá-lo de forma adequada

Matheus Prado, no UAI

Como você imagina que nossos /olhos processam informação na hora de ler? Diferentemente do que se pensa, não é um deslocamento contínuo no sentido da frase, da esquerda para a direita ou de cima para baixo, por exemplo. Nosso aparelho visual faz uma série de movimentos, buscando mapear o que está sendo lido ou visto, e transmiti-lo para o cérebro, formando o campo de visão. Durante este processo, diferentes fatores como luz, vibração e a mídia utilizada podem influenciar a qualidade com a qual assimilamos a informação.

Pesquisas dos últimos anos na área da neurovisão, capitaneadas no Brasil pela médica Márcia Guimarães, chamaram a atenção para a existência da Síndrome de Irlen,também conhecida como estresse visual. Trata-se de uma alteração na percepção de visão, provocada por uma falta de adaptação em relação à iluminação artificial, principalmente fluorescente e LED e, muitas vezes, natural, e que causa déficit na leitura. Diagnosticado erroneamente como dislexia, por exemplo, o problema ainda é polêmico na comunidade médica. Isso porque os pacientes que sofrem com a síndrome podem não apresentar alterações no seu exame oftalmológico, se limitado apenas à busca de causas refracionais, ortópticas ou anatômicas, uma vez que envolve distúrbios de processamento visual central e não apenas oculares.

Mas um estudo conduzido por Valéria Prata, pesquisadora do Laboratório de Pesquisa Aplicada à Neurociência da Visão (Lapan), ligado à Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), conseguiu trabalhar de forma bem objetiva o diagnóstico. Em sua tese de doutorado, a fisioterapeuta estudou a influência da vibração de corpo inteiro (VCI), mídias e iluminação artificial na cinemática ocular durante atividades de leitura.Ou seja, como diferentes fatores podem influenciar na qualidade da leitura.

Pense que você está lendo um livro em um ônibus em movimento. Seu esforço para conseguir realizar essa leitura teve que ser maior do que o normal, certo? Foi o que Valéria buscou entender. “Eu tenho esse distúrbio clínico e já tinha lido pesquisas sobre o tema, mas queria saber o porquê”, afirma.

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Cada um dos 70 participantes do estudo se acomodou em uma plataforma vibratória, para simular a VCI e colher dados, e foi monitorado por aparelhos que mapeiam os movimentos dos olhos. Assim, realizou a leitura de 16 textos em tablet e em papel, sob iluminação incandescente, fluorescente e de LED. O grupo avaliado na pesquisa foi composto por indivíduos com e sem estresse visual e por bons leitores.

“Os bons leitores registraram uma alteração da coordenação motora dos olhos, mas conseguiram ler melhor”, explica Valéria. Ou seja, apesar de estar em uma situação de desconforto, o aparelho visual desse grupo se adaptou para otimizar a leitura. Já os portadores do estresse visual encontraram mais dificuldades. Até conseguem ler, mas precisam realizar um grande esforço visual e gastam mais tempo para conseguir captar a informação. Alguns deles tiveram sintomas que variaram desde dores de cabeça, irritabilidade e calafrios e, em alguns casos, podendo chegar a convulsões.

A tese de doutorado defendida por Valéria faz parte de um projeto voltado para o estudo dos distúrbios visuais relacionados ao estresse visual e vibração do corpo inteiro, em parceria com a Escola de Engenharia da UFMG, e cuidadosamente monitorada pelo curso de Engenharia Mecânica.

PESQUISA E REALIDADE

A médica Maria Amin, pediatra com atuação na área de neurologia da infância e adolescência, explica de forma simples a síndrome de Irlen. No caso de quem sofre com o problema, “o cérebro sempre viu da mesma forma, então vamos nos adaptando sem saber que temos um problema”. Por se tratar de um distúrbio genético, muitas pessoas se desenvolvem e vivem durante anos sem tratamento.

Estudo conduzido pela pesquisadora Valéria Prata buscou entender o distúrbio clínico (foto: Beto Novaes/EM/D.A Press)

Estudo conduzido pela pesquisadora Valéria Prata buscou entender o distúrbio clínico (foto: Beto Novaes/EM/D.A Press)

Para ela, a pesquisa de Valéria é importante porque nosso equilíbrio é diretamente dependente da visão. “Por exemplo, os mais velhos, diferentemente das crianças, sempre estão olhando por onde andam e onde pisam”, completa. Nesse sentido, a tese mostra as influências da acuidade da nossa visão nos movimentos que exercemos diariamente. E, acima de tudo, ajuda a validar os estudos que têm sido feitos sobre estresse visual e distúrbios de aprendizagem. Apesar de tudo, já existem formas de obter o diagnóstico. Lâminas (acetatos) de diversas cores, com faces foscas e brilhantes, são utilizadas como filtros de leitura. Cada paciente testa sobreposições e cores diferentes para ajudarem uma melhor percepção do texto. A Fundação H. Olhos, em Belo Horizonte, desenvolve, há vários anos, umtrabalho de capacitação de agentes da saúde para que a triagem e identificação do estresse visual relacionado aos distúrbios de aprendizado possa ser identificado em crianças da rede pública de ensino.

PROBLEMA E TRATAMENTO

Portadores do estresse visual registram sintomas de fotofobia, problemas na resolução viso-espacial, restrição de alcance focal, dificuldades na manutenção do foco e na percepção de profundidade. Pesquisa desenvolvida na UFMG pode ajudar a entender o problema e como tratá-lo de forma adequada.

PREVALÊNCIA DA SÍNDROME

A psicóloga educacional norte-americana Helen Irlen foi a primeira a descrever a síndrome que carrega seu nome, há quase 40 anos. Naquela época, desenvolveu uma pesquisa para analisar as condições de leitura de um grupo de adultos caracterizados como analfabetos funcionais. O estudo recebeu a chancela e o patrocínio do governo dos Estados Unidos. Irlen escreveu vários livros sobre o tema e criou uma fundação para ajudar os afetados. A prevalência da síndrome é consideravelmente alta, pois chega a atingir 14% da população. Os números também incluem bons leitores e universitários e torna-se proporcionalmente mais frequente quando o paciente também sofre de déficit de atenção ou dislexia (33% a 46% dos casos). Em estudo conduzido recentemente em escola municipal da rede pública em Belo Horizonte, foi detectada uma considerável incidência da condição (17%) entre alunos com dificuldade de leitura. O trabalho é parte integrante de uma tese de mestrado em Neurociências pela UFMG, defendida pela fonoaudióloga Laura Nequini.

Para estimular o hábito da leitura, turma estrelada vai ler para a criançada. Entenda!

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Wanessa Camargo, Viviane Araújo, Daniel e Pedro Bandeira vão participar do projeto “Lê pra mim?” || Créditos: Bruna Guerra, João Miguel Jr/Tv Globo e divulgação

Wanessa Camargo, Viviane Araújo, Daniel e Pedro Bandeira vão participar do projeto “Lê pra mim?” || Créditos: Bruna Guerra, João Miguel Jr/Tv Globo e divulgação

Publicado no Glamurama

Se conhecer uma história cheia de aventuras encanta muita gente, imagine quando quem conta é um dos seus artistas preferidos? Assim será o “Lê Pra Mim?”, projeto que estimula o hábito da leitura para crianças de 5 a 10 anos, que entre os dias 19 e 21 de setembro ocupa a Biblioteca Parque Villa-Lobos com a presença dos cantores Daniel e Wanessa Camargo, da atriz e modelo Viviane Araújo, dos escritores Pedro Bandeira e Thais Accioli, do atleta Edinho (da seleção brasileira de canoagem), da cantora Luciana Mello, do cantor e apresentador João Gordo e mais personalidades.

Serão quatro sessões diárias gratuitas, de terça a quinta-feira, às 10h, 11h, 13h e 14h, na Oca do Ibirapuera. Por lá, 100 almofadas em formatos de grandes livros vão receber os pequenos. Cada apresentação terá um intérprete de Língua Brasileira de Sinais, que fará a tradução simultânea em libras para crianças com baixa auditiva. Todos os encontros literários terão a participação de crianças de escolas públicas e instituições filantrópicas.

Potencializar a experiência da literatura entre as crianças é o grande diferencial do projeto idealizado pela atriz Sônia de Paula e pelo produtor Marcelo Aouila há sete anos. “Em cada um desses encontros os artistas leem dois livros. Fazemos uma seleção de títulos que mesclam opiniões positivas da crítica especializada e com obras brasileiras que obtiveram sucesso comercial. Procuramos narrativas que divirtam, mas que também despertem as crianças para valores como ética, amizade e respeito. Além disso, escolhemos livros que discutam temas importantes e que provoquem a reflexão, como o bullying”, explica Aouila.

Obras como “Marcelo, Marmelo Martelo”, de Ruth Rocha, “Menina Nina”, de Ziraldo, “João Boboca ou João Sabido”, de Rosane Pamplona, “Até as Princesas Soltam Pum”, de Ilan Brenman, “A História da Menina” e “O Medo da Menina”, de Luciene Regina Paulino Tognetta, entre outras, são alguns dos livros selecionados que serão lidos pelos artistas. Conheça mais sobre o projeto “Lê Pra Mim?” no site http://lepramim2010.blogspot.com

Projeto Lê Pra Mim?
Quando: de 19 a 21 de setembro | terça a quinta-feira: às 10h, 11h, 13h e 14h
Onde: Biblioteca Parque Villa Lobos | Av. Prof. Fonseca Rodrigues, 2001
Entregada: Entrada franca | os ingressos poderão ser retirados na bilheteria com uma hora de antecedência

Conheça os benefícios da leitura para crianças e idosos

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Hábito estimula imaginação, aumenta o vocabulário e faz o cérebro trabalhar maisSC - Rio de Janeiro - 01/09/2017 - Bienal do Livro de 2017 no Rio Centro. Foto Gustavo Miranda/ Agencia O Globo Foto: Gustavo Miranda

Hábito estimula imaginação, aumenta o vocabulário e faz o cérebro trabalhar maisSC – Rio de Janeiro – 01/09/2017 – Bienal do Livro de 2017 no Rio Centro. Foto Gustavo Miranda/ Agencia O Globo

Evelin Azevedo, no Extra

A cada dois anos, os corredores do Riocentro, na Barra, recebem centenas de apaixonados pela leitura. Pessoas de todas as idades vão de estande em estande da Bienal do Livro à procura de novas histórias e aventuras. E fazem muito bem para si mesmas: além de ser uma maneira prazerosa de passar o tempo, ler é uma atividade que traz benefícios à saúde, especialmente de idosos e crianças.

Estudos realizados pela Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, e pela Unidade de Neuroimagiologia Cognitiva do Instituto Nacional Francês de Saúde e Pesquisa Médica comprovam que quem tem o hábito da leitura possui maior capacidade de entender, generalizar e sintetizar conteúdos.

Para os idosos, principalmente, é um excelente “remédio”, pois estimula o cérebro a se manter ativo.

— Na terceira idade, a leitura é utilizada como exercício para a memória. Nessa fase é natural que ocorram perdas neurológicas e, por isso, ler contribui para que os neurônios mantenham-se ativos. Quando o idoso apresenta quadros demenciais, a leitura é utilizada como ferramenta de estímulo aos neurônios remanescentes — explica a psicóloga Tahiana Baptista.

Para as crianças, além de ajudar na concentração e atenção, os livros ainda incentivam a imaginação e o pensamento crítico.

— Por meio dos livros, as crianças têm contato com culturas diferentes. A leitura possibilita uma ampliação na visão de mundo. Quando a criança começa a comparar a realidade dela com o que leu, ela desenvolve sua capacidade crítica — comenta a escritora especializada em literatura infantil Janine Rodrigues.

Os benefícios impactam também no aprendizado. Ler constantemente enriquece o vocabulário e ajuda na escrita.

— Não à toa, quem lê muito, em geral, escreve de maneira mais correta — pontua Janine.

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