Canal Pavablog no Youtube

Posts tagged ler

Confira razões para começar a ler de uma vez por todas

2

Publicado no Universia Brasil

Confira razões para começar a ler de uma vez por todas

Crédito: Shutterstock.com
Pessoas que leem mais votam melhor e possuem ideias mais críticas

A leitura, além de ser um momento de lazer, também pode trazer muitos benefícios para o corpo e a mente. Se você não possui o hábito de ler, confira 16 coisas que podem melhorar no seu dia a dia somente por meio da leitura:

1 – Vocabulário
Pesquisas científicas provam que pessoas que leem mais possuem um vocabulário maior e mais rico, além de terem melhores habilidades verbais, como fala e escrita.

2 – Escrita
O fato de você ler mais faz com que você tenha um maior vocabulário e saiba como utilizar melhor as palavras. Você saberá como organizá-las e, dessa forma, seu texto será mais fácil de ler e ser compreendido. Por isso que, para as pessoas que querem ser escritoras, a melhor forma de treino é a leitura.

3 – Aprendizado
Ler é a forma mais eficiente de aprender. Independentemente do assunto, um livro sempre será a melhor maneira de entender sobre qualquer coisa.

4 – Capacidade de análise
Ler melhora a sua capacidade de analisar e resolver problemas. Ler sobre histórias, ficcionais ou não, irão ajudá-lo a contornar obstáculos da vida real.

5 – Benefícios cerebrais
A leitura é benéfica para o seu cérebro, já que ela desenvolve a concentração, o foco seletivo e a imaginação. Todos esses benefícios ajudam a manter o cérebro saudável e jovem, além de melhorar a memória e prevenir o Alzheimer.

6 – Metas e objetivos
Ler pode ajudá-lo a atingir os seus sonhos, não somente porque você aprende mais coisas lendo, mas também porque a leitura poder inspirar as pessoas. Ler sobre histórias de sucesso faz com que você se sinta mais preparado e motivado para correr atrás dos seus objetivos.

7 – Humanização
Muitos livros possuem o poder de humanizar os seus leitores. A leitura pode humanizar e abrir os seus sentimentos, além de desenvolver a sua empatia.

8 – Outros mundos
A leitura pode mandar você para outros mundos. Tanto literalmente quanto metaforicamente, o livro pode levá-lo para até onde a sua imaginação permitir. Essas experiências fazem com que os horizontes do seu mundo também se expandam.

9 – Pontos de vista
Um bom livro tem o poder de colocar você dentro da pele dos personagens. Dessa forma, você desenvolve a habilidade de ver diferentes perspectivas de uma mesma história. Isso pode ser facilmente utilizado no dia a dia.

10 – Perspectiva
Ler pode trazer novas perspectivas para a sua vida. Um término de namoro ou uma briga com amigos – independentemente do que seja, sempre terá um livro que poderá ajudá-lo nesse momento.

11 – Bom humor
Leitores ávidos costumam ter um nível de estresse bem inferior em relação às outras pessoas. Afinal, livros são ótima forma de fugir da realidade e diminuir o estresse do dia a dia.

12 – Esclarecimento
Pessoas que leem mais votam melhor e possuem ideias mais críticas. Ou seja, a leitura pode transformar você em uma pessoa esclarecida.

13 – Criatividade
Ler diferentes histórias faz com que a sua criatividade seja muito mais potente em comparação às pessoas que não costumam ler. Além de ajudar a criar as suas próprias histórias, a criatividade também é importante em outras áreas da vida, tanto para resolver problemas, como para ter novas ideias.

14 – Autoestima
As pessoas que leem mais frequentemente se sentem mais inteligentes e, por isso, tendem a ter a autoestima mais alta.

15 – Conteúdo
A leitura traz conteúdo útil para as pessoas. Se você quer “puxar assunto” com um desconhecido, que tal falar sobre os últimos livros que você leu? Ou os best-sellers do mercado? Livro é um tema melhor para começar uma conversa do que o capítulo de ontem da novela.

16 – Custo x benefício
Livro é uma forma barata e proveitosa de entretenimento. Ir à biblioteca, inclusive, é de graça. Além do mais, livros demoram mais tempo para serem terminados e a história fica guardada em sua mente por anos.

Concurso Cultural Literário (34)

14

capa estavaescrito

LER UM TRECHO

 

As aventuras do detetive Varg Veum o levam a um mundo obscuro, em que adolescentes privilegiados são atraídos para as drogas e a prostituição. E a situação fica ainda pior quando o juiz local é encontrado morto em um hotel de luxo, usando lingerie, e pais desesperados imploram para que Veum encontre uma garota desaparecida.

No rastro das pistas que encontra, Veum percebe que precisa seguir com suas investigações no impiedoso submundo de Bergen, na Noruega. O que era, a princípio, uma investigação de rotina, torna-se um jogo extremamente perigoso e eletrizante, que o detetive precisará resolver em uma corrida contra o tempo…

Vamos sortear 3 exemplares de “Estava escrito”.

Para participar é só responder: “Por que você gosta de ler romances policiais?” (responder em até 3 linhas).

Se você for participar pelo Facebook, por gentileza não esqueça de informar um e-mail de contato.

O resultado será divulgado dia 21/11 às 17h30 neste post e também no perfil do Twitter @livrosepessoas.

Boa sorte!

***

Parabéns aos ganhadores: Jeferson Lima, Carlos Garcia e Ana I. J. Mercury

Por gentileza enviar seus dados completos para [email protected] em até 48 horas.

Você conseguiria escrever um livro em um mês?

3

Novembro traz um desafio curioso para quem deseja se tornar um escritor – ou ler um pouco mais

Danilo Venticinque na revista Época

http://www.radiocampanario.com/r//images/livros.jpg

Publicar um livro no Brasil, ou em qualquer lugar do mundo, não é fácil. Vendê-lo é ainda mais difícil. Viver de literatura, então, parece impossível, embora uma minoria consiga fazê-lo. Mas, antes de tudo isso, o aspirante a escritor precisa vencer um desafio ainda mais assustador: tornar-se, de fato, escritor. Quantas ideias brilhantes para romances não morrem nas cabeças de seus pretensos autores, sem nunca ter chegado ao papel? Quantas obras vão parar na gaveta nas primeiras páginas para jamais serem retomadas? Milhões dizem “minha vida valeria um livro”, mas raríssimos são os que sentam para escrever o tal livro – ou qualquer outra história.

A tentação de não escrever é enorme. Na imaginação do futuro escritor, sua obra sempre é perfeita, e suas palavras sempre são exatas. O ato de escrever acaba com essa ilusão. Superar o perfeccionismo e fazer o trabalho sujo de escrever um livro é um ato heroico. Muitos escritores em potencial o adiam indefinidamente. Nas palavras de David Foster Wallace, “se a sua fidelidade ao perfeccionismo for grande, você nunca fará nada.”

Para acabar com a procrastinação e evitar a tragédia do potencial desperdiçado, um grupo de escritores americanos criou em 1999 o projeto NaNoWriMo. O nome é uma abreviação de National Novel Writing Month – algo como Mês Nacional de Escrever Romances. A ideia de seus criadores é combater o perfeccionismo na escrita. Entre os dias 1 e 30 de novembro, os participantes têm o dever de escrever um livro com 50 mil palavras (aproximadamente duzentas páginas). Quantidade vale mais do que qualidade. Todos os candidatos que conseguirem atingir a meta de palavras são considerados vencedores, mesmo se suas obras forem repletas de erros gramaticais e furos no enredo. O objetivo é que, ao final do mês, o autor tenha terminado ao menos o primeiro rascunho de um romance. A revisão e a reescrita, espera-se, vêm depois.

 

 

A primeira edição do NaNoWriMo contou com apenas 21 participantes. Ano após ano, aspirantes a escritores de todo o mundo se renderam ao desafio de largar o perfeccionismo por um mês. Mais de 270 mil candidatos se cadastraram no site oficial do evento em 2013. Se todos cumprirem o combinado, terão escrito mais de 13 bilhões de palavras em um mês. Nada mal para quem poderia ter passado esse tempo sonhando com o livro de sua vida ou arrancando os cabelos diante de uma tela em branco.

Os céticos, sempre eles, dirão que um romance escrito em apenas um mês tem tudo para ser uma porcaria. Há casos que provam o contrário. Água para elefantes, de Sara Gruen, nasceu no NaNoWriMo. Virou um best-seller e chegou aos cinemas. O circo da noite, de Erin Morgenstern, também é um projeto do NaNoWriMo que foi publicado e ganhará uma adaptação cinematográfica. E a história da literatura é repleta de exemplos de grandes obras que foram escritas em pouco tempo. Robert Louis Stevenson escreveu o primeiro rascunho de O médico e o monstro em três dias. Um estudo em vermelho, o primeiro livro com o detetive Sherlock Holmes, tomou apenas três semanas de Arthur Conan Doyle. E Dostoiévski levou só 26 dias para escrever O jogador – isso enquanto trabalhava em Crime e castigo.

É muito improvável que um dos 270 mil autores inscritos no NaNoWriMo seja o próximo Dostoiévski. Entre as centenas de milhares de romances produzidos em novembro, muitos jamais serão lidos. Poucas obras serão tão geniais quanto seus autores imaginavam que elas seriam. Mas algum livro, por pior que ele seja, é melhor do que livro nenhum. Os escritores mais persistentes podem emendar um diligente trabalho de edição para transformar seus rascunhos em algo publicável. Outros ficarão contentes por ter contado suas histórias e darão o trabalho por encerrado. E talvez muitos desistam da literatura, ao perceber que escrever um bom livro é muito mais fácil na imaginação do que na realidade. Não importa. No NaNoWriMo, quem ousa enfrentar o perfeccionismo já pode ser considerado um vencedor.

***

O frenesi literário de novembro não se restringe aos autores em potencial. Quem não planeja escrever um livro pode aproveitar para se dedicar mais à leitura. Não há um evento oficial como o NaNoWriMo para leitores, mas alguns já criaram seus próprios desafios. Há lunáticos que tentam ler um livro por dia. Uma meta mais razoável, mas ainda ambiciosa, é chegar a 50 páginas lidas por dia – 1500 até o fim do mês. E há um objetivo mais fácil: reavaliar suas metas de leitura para 2013 e correr para tentar realizá-la. Faltam dois meses para o fim do ano. Você já leu todos os livros que queria ler? Se não leu, ainda dá tempo de tentar. Se está em dia com as leituras, novembro não o decepcionará. É o mês em que as editoras lançam suas principais apostas de fim de ano. Procure algo interessante nas prateleiras. Dedique um pouco mais de tempo aos livros. Há milhares de escritores tentando escrever pelo menos 5 mil palavras por dia. O mínimo que podemos fazer é ler um pouco mais.

 

Livro, sempre

1

Luiz Carlos Amorim, no Diário da Manhã

Hoje é o Dia Nacional do Livro. Livro, este objeto mágico que pode trazer no seu interior um mundo de conhecimento, de fantasia, de imaginação. O guardião da história da humanidade, o registro de tudo o quanto o ser humano já fez neste mundão de Deus. O receptáculo de toda a inteligência do homem, até das teorias do que poderá vir a ser o futuro.

É bem verdade que ainda não é tão popular quanto deveria, pelo menos no Brasil, pois ainda é caro para uma grande parcela do nosso povo, mas para quem gosta de ler há alternativas como as bibliotecas municipais, escolares, de clubes e associações, os sebos, etc. Essas bibliotecas nem sempre terão os últimos lançamentos em seus acervos, mas sempre haverá algum bom título que não lemos. Assim como os sebos, que oferecem um sem número de opções a preços razoáveis.

Com o avanço da tecnologia digital, o e-book, ou livro eletrônico, e os leitores eletrônicos – e-readers – estão se popularizando cada vez mais e já há uma pequena legião de seguidores. Vivemos, na verdade, uma revolução cultural. Eles, os tablets e-readers (sim, eles ainda existem), que estão à disposição no mercado, inclusive no Brasil, começam a virar o sonho de consumo de muita gente. Ainda que muitos daqueles que os adquirem acabem esquecendo da função de leitores digitais dos aparelhos, tantas são as opções que eles oferecem: jogos, filmes, internet, comunicação através de programas como skype, programas de relacionamento, etc.

De qualquer maneira, o livro impresso, de papel, o tradicional livro como o conhecemos até agora continuará por muito tempo ainda. E por mais que ele mude, ainda continuará a se chamar livro, o objetivo de perenizar e divulgar a cultura e o conhecimento será o mesmo. Certeza é que o livro de papel poderá conviver harmoniosamente com o livro eletrônico e vice-versa.

Com a tecnologia da informática a serviço da leitura, a tendência é que o hábito de ler se intensifique, até porque além do livro tradicional e do livro digital, temos ainda o áudiolivro, que possibilita que os deficientes visuais sejam, também, consumidores de literatura.

Então talvez devamos comemorar tanta tecnologia a serviço da leitura, mesmo considerando que o livro físico, aquele que podemos folhear, rabiscar e ler sem dependência de nenhuma fonte de energia, a não ser a nossa visão e a vontade de ler, não será extinto. Ao contrário, ele continuará firme, mesmo com todas as outras formas de leitura que existem ou que porventura poderão vir a existir.

De maneira que rendo minha homenagem a esse objeto tão importante para o progresso das civilizações em todo o mundo.

Vida longa para o livro, como quer que seja concebido.

Ética do Livro: Os 13 Mandamentos

0

Ademir Luiz na revista Bula

Ética do Livro

Emprestar um livro é, antes de tudo, um ato de desprendimento. Quem empresta uma obra literária, um volume de filosofia ou técnico, uma peça ou um ensaio de divulgação científica está ajudando a difundir o conhecimento ou ao menos divertindo alguém. Existe algo de nobre até mesmo em emprestar o mais lamentável dos best-sellers de fórmula. Contudo, nem sempre a recíproca é verdadeira. Muitas vezes quem pega emprestado não respeita o voto de confiança que recebeu. É extremamente comum que livros emprestados não retornem ou, o que pode ser até pior, retornem deformados. De emprestado para imprestável. Há quem não se importe, mas, para os amantes da cultura, a situação é de calamidade pública. É preciso que se difunda uma ética do livro, uma ética que estabeleça a etiqueta da relação entre aquele que empresta e aquele que pega emprestado. Lembrando que a comunidade dos letrados é uma verdadeira roda-vida, um “circulo do livro” em sentido lato: quem empresta hoje, pega emprestado amanhã.

Tentando contribuir, apresento abaixo uma sugestão, um esboço, do que pode ser essa ética: 

(validos também para CD’s, DVD’s, HQ’s, revistas e congêneres)

 

1 — Se pegou emprestado, devolva.

2 — Trate o livro alheio como gostaria que o seu fosse tratado. Não rasure, suje ou rasgue.

3 — Só pegue emprestado se for mesmo ler. Não jogue em um canto ou coloque em uma fila.

4 — Se perdeu, compre outro e devolva.

5 — Se pegou por impulso e sabe que não vai ler, devolva.

6 — Se vai pegar sucessivamente emprestado, está na hora de comprar seu próprio exemplar.

7 — Se for uma ferramenta de trabalho, seja rápido.

8 — Não pegue sucessivamente emprestados livros da mesma pessoa, sem devolver os anteriores.

9 — Não constranja seu próximo pedindo emprestado livros raros ou com valor sentimental.

10 — Não empreste livros que pegou emprestado.

11 — Demorar para devolver é o mesmo que não devolver.

12 — Esquecer de devolver é o mesmo que surrupiar.

13 — Não misture com seus livros.

Go to Top