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Manuscrito de Borges é encontrado na Biblioteca Nacional argentina

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Publicado na Folha de S. Paulo

Um manuscrito do escritor Jorge Luis Borges (1899-1986) contendo o parágrafo final do conto “Tema do Traidor e do Herói” foi encontrado na Biblioteca Nacional argentina, anunciou a instituição nesta quinta-feira (5).

Não se trata de um parágrafo inédito, que mude o final do conto –embora, em sua primeira publicação, ele apareça sem esse trecho, na revista literária “Sur”.

O fragmento, porém, consta na versão definitiva de “Tema do Traidor e do Herói”, publicado no livro “Ficções”, de 1944.

AFP
Manuscrito de Borges contendo o parágrafo final do conto 'Tema do Traidor e do Herói'
Manuscrito de Borges contendo o parágrafo final do conto ‘Tema do Traidor e do Herói’

O papelzinho de seis linhas estava justamente entre as páginas de um exemplar dessa edição de “Sur” que havia pertencido ao autor de “O Aleph”. Tudo indica que, ao ler a revista, o autor tenha resolvido incluir esse último parágrafo.

O texto revela a pequena grafia do autor, na qual as letras aparecem separadas, e inclui várias rasuras.

DESCOBERTA IMPORTANTE

“Trata-se do primeiro manuscrito importante de Borges sob a custódia do Estado argentino, já que todos os outros foram vendidos para o exterior, ou estão em mãos privadas”, afirmou o diretor de Cultura da Biblioteca, Ezequiel Grimson.

A descoberta faz parte do trabalho do Programa de Pesquisa e Busca de Registros Borgeanos da Biblioteca Nacional, que se encarrega de rastrear os vestígios deixados pelo escritor nos livros da biblioteca mais importante do país.

O resultado dessa revisão minuciosa dos volumes consultados por Borges durante sua gestão como diretor da Biblioteca foi a publicação de “Borges, Libros y Lecturas”, em 2010.

A obra recupera as anotações feitas pelo escritor nas margens dos textos.

O diretor da Biblioteca, Horacio González, disse que está trabalhando para que o manuscrito seja exibido ao público.

Don DeLillo: “A função do escritor é enfrentar o poder”

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O autor americano diz que viver numa democracia é um privilégio, mas mesmo em países livres é preciso identificar as máscaras que escondem o autoritarismo

Luis Antonio Giron, na Época

ATMOSFERA DE INSEGURANÇA O escritor americano Don DeLillo. “Escrevo sobre tempos conturbados” (Foto: Richard Drew/AP)

ATMOSFERA DE INSEGURANÇA
O escritor americano Don DeLillo. “Escrevo sobre tempos conturbados” (Foto: Richard Drew/AP)

O americano Don DeLillo, de 76 anos, é conhecido por sua fixação em imagens. A fotografia de um homem caindo do World Trade Center no dia do atentado às Torres Gêmeas, feita por Richard Drew, inspirou seu romance mais famoso: Homem em queda (Companhia das Letras, 220 págs., R$ 44). Seu livro mais recente, a coletânea O anjo esmeralda, traz fotos do cadáver de Ulrike Meinhof, integrante do grupo terrorista alemão Baader Meinhof, imagem que é obsessão de um dos personagens. DeLillo acha que o romance é um “instrumento de compreensão do tempo e do espaço em que vivemos”. Com uma ficção calcada em temas da atualidade, ele não se considera um “crítico” de nossa época, mas um “observador”.

ÉPOCA – Por que o senhor escreve romances?
Don DeLillo –
Só me decidi a ser escritor quando comecei a me dedicar à forma longa do romance. Foi assim que levei quatro anos para concluir meu primeiro, Americana (1971). O romance é uma forma de penetrar na realidade e compreendê-la intuitivamente, como nenhum outro gênero de conhecimento oferece. O romance é um instrumento de compreensão do tempo e do espaço em que vivemos.

ÉPOCA – Há um tema comum a todos os seus livros?
DeLillo –
Meus romances abordam os tempos difíceis, os tempos conturbados. Os Estados Unidos dos anos 1960 e 1970 foram marcados por assassinatos políticos, Guerra do Vietnã, caso Watergate… Um de meus primeiros contos é ambientado em Dallas. Um jovem de moto escapa de uma cena de crime. Três anos depois, o presidente John Fitzgerald Kennedy seria assassinado em Dallas, e por um jovem que tentou escapar, Lee Harvey Oswald. Usei a mesma cena no romance Libra (1988). O assassinato de Kennedy inaugurou uma era de turbulência que também dá início a minha trajetória literária. Daí a atmosfera de insegurança, desconfiança e niilismo que contaminam minhas histórias dos anos 1960 e 1970.

ÉPOCA – Como o 11 de setembro marcou seu trabalho?
DeLillo –
Os atentados às Torres Gêmeas impuseram novos tempos instáveis e perigosos aos Estados Unidos. De alguma forma, os americanos se viram cercados de inimigos, sem saber direito por quê. Foi assim que pensei em escrever Homem em queda (2007), um romance ambientado dentro dos prédios do World Trade Center e dentro dos dois aviões arremessados contra eles. Essa visão de dentro chocou muitos leitores. Foi o único romance daquele tempo a fazer isso. Era um tabu enfrentar a situação do jeito como enfrentei, descrevendo a catástrofe em detalhe.

ÉPOCA – Os tempos atuais são menos perigosos?
DeLillo –
São. A situação mudou com o governo Obama. Mesmo assim, embaixadas são fechadas e boa parte dos americanos corre perigo em países do Oriente e do Oriente Médio.

ÉPOCA – Que critério o senhor seguiu ao organizar a coletânea O anjo esmeralda? Eles sintetizam os principais temas de sua ficção, como o perigo da tecnologia, a insegurança, a fotografia, o irracionalismo da religião.
DeLillo –
Sim, ler meus contos pode ser uma boa maneira de entrar em meu universo. Porque um pouco de tudo isso que você citou está lá. A pedido de meu editor, reuni os contos mais recentes, de 1979 a 2011, na ordem cronológica de publicação em várias revistas. Revisei-os sem alterar uma linha. Quis manter o ar do tempo em que foram feitos. Lendo-os agora, percebo que todos os contos estão centrados em pessoas obcecadas por alguma coisa. Em “Criação” (1979), o personagem principal está obcecado em escapar de uma ilha cujo aeroporto está fechado. O narrador de “Baader Meinhof” (2002) se deixa hipnotizar pelas fotos da terrorista morta. A aparição de uma menina morta em “O anjo esmeralda” (1994) é motivo para a renovação da fé de um grupo de desvalidos do Bronx de antigamente.

Leia trecho do livro O Anjo Esmeralda

A FOTO Homem em queda, de Richard Drew (Foto: Richard Drew/AP)

A FOTO
Homem em queda, de Richard Drew
(Foto: Richard Drew/AP)

ÉPOCA – Esse conto parece refletir sua infância no Bronx católico. A história parece real.
DeLillo –
Não é real, apesar de ter um fundo de verdade. Em comunidades católicas como as do Bronx, em Nova York, era comum nos anos 1950 as pessoas terem visões como uma menina morta que ressuscita para fazer milagres. Hoje não mais. As protagonistas são freiras que investigam a aparição numa área perigosa de South Bronx. Quis mostrar as freiras correndo perigo. Estudei em colégio de freiras, e elas me marcaram. Daí essa carga real.

ÉPOCA – A história tem a ver com sua formação católica e ítalo-americana. Quanto o senhor foi influenciado por ela?
DeLillo –
Sou filho de italianos que saíram de seu país para descobrir a América. E conseguiram sobreviver, criar uma família e se estabelecer como americanos no bairro do Queens, em Nova York, depois no Bronx. Claro que isso me influenciou profundamente. Porque, mesmo tendo nascido americano, tenho uma visão de outsider. Os italianos em Nova York são reconhecíveis, mantêm seu mundo à parte do resto da população. É uma comunidade até certo ponto isolada. Ter sido criado numa família italiana operária foi algo positivo: aprendemos a conviver em famílias grandes, logo nos damos conta de nossas diferenças e desenvolvemos uma forma de afeto e tolerância. Tive uma vantagem adicional: como era o filho mais velho, tive apoio de meus pais para fazer o que bem entendesse, desde que ganhasse algum dinheiro com isso. Eles me incentivaram desde o início a lutar para ser escritor. Ao me tornar escritor, quis prestar tributo a meus pais. Como eles, meu projeto tem sido descobrir a América – e me tornar americano.

ÉPOCA – Muitos críticos dizem que seus textos são excessivamente experimentais. O senhor concorda?
DeLillo –
Não. Não penso nisso. Faço poesia com a prosa, por assim dizer. Não sei me definir, só sei que sigo contando histórias a minha maneira. Dizem que sou um crítico da política americana. Mas não me considero um crítico, e sim um observador, um escritor que vive num mundo em que as conturbações acontecem.

“Depois do 11 de setembro,
os americanos se viram
cercados de inimigos, sem
saber exatamente por quê”

ÉPOCA – Apesar de não se considerar um crítico, mas um observador, o senhor ainda acha que a missão do escritor hoje é enfrentar o poder?
DeLillo –
Sim, mais do que nunca a função do escritor é enfrentar os poderes constituídos. Isso em todo o mundo. Os grandes autores são aqueles que desafiam os regimes totalitários e desumanos. Todo dia escritores são presos por se expressar criticamente contra os governos em países da África, do Oriente Médio e da Ásia. Tenho o privilégio de trabalhar num país democrático, em que a liberdade de expressão é um ponto inegociável. Mas não deixa de ser também um país em que o poder e os poderes se organizam e se mascaram rapidamente. Mesmo na América, os escritores precisam estar atentos a esse ocultamento. E podem fazer suas denúncias por meio não apenas de análises e libelos, mas da ficção.

ÉPOCA – Em que medida o jazz e o cinema foram importantes para a definição de seu estilo de escrever?
DeLillo –
O jazz me ajudou a criar meu próprio método de escrita espontânea, assim como inspirou Jack Kerouac e Julio Cortázar. Sou fã de jazz, já frequentei muitos clubes do gênero em Nova York, embora hoje eu esteja mais recluso. Jazzistas como Thelonious Monk, Charlie Parker e John Coltrane me ensinaram que os temas podem surgir da improvisação e do acaso. O jazz, assim como o cinema de arte, me indicou que o caminho do romance popular pode ser também a grande arte, e que ser romancista não significa rebaixar os temas ou banalizar as histórias.

ÉPOCA – O senhor esteve no Brasil em 2003. Pretende voltar?
DeLillo –
Eu gostaria, mas acho que não voltarei tão cedo. Estou no meio de um romance que consome todo meu tempo. Adorei participar da Flip (Festa Literária Internacional de Paraty). Desde então, minha mulher (a designer Barbara Bennett) vai ao Brasil. Ela participa de um grupo de observadores de pássaros, com o romancista Jonathan Franzen. Devem ir no fim do ano. Não vou porque esse pessoal não tolera intrometidos! Eu provavelmente os atrapalharia com minhas observações e com minha vontade de ficar isolado.

dica do Jarbas Aragão

Bando invade museu e leva livros e obras raras

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Documentos foram roubados do Centro de Ciências, Letras e Artes, em Campinas; as peças devem entrar no catálogo da polícia internacional

Publicado no MSN

A Polícia Civil e a Polícia Federal investigam um grupo de assaltantes que levou livros e obras raras, incluindo cartas enviadas ao ex-presidente Campos Sales (1898- 1902). Os documentos foram roubados do Centro de Ciências, Letras e Artes (CCLA), em Campinas, interior paulista, na quinta-feira.

Por volta das 16 horas, cinco assaltantes em uma Fiorino invadiram o CCLA, dominaram 12 pessoas que estavam no local – seis funcionários e seis visitantes – e levaram parte do acervo. Todos foram amarrados e trancados em uma sala enquanto o restante do grupo agia.

Entre as obras está uma coleção de 11 livros franceses de botânica do século 17, que já tinham sido roubados e recuperados pela Polícia Federal, no Rio de Janeiro, quatro anos atrás. O presidente do CCLA, Marino Ziggiatti, disse que os ladrões foram direto para uma sala onde ficam as obras mais raras. “Eles sabiam o que queriam, mas o valor dessas obras é histórico, não tem como dar um preço para elas.”

Mais de cem peças foram levadas do local. Entre o material roubado estão cartas e documentos do Museu Campos Sales, que fica no prédio, em homenagem ao quarto presidente da República, Manuel Ferraz de Campos Sales, que nasceu em Campinas e, antes de morrer, doou seu acervo pessoal para o CCLA.

Entre os documentos retirados também estão uma carta do imperador chinês Guangxu (1875-1908), enviada ao ex-presidente, e um volume sobre a história da Dinastia Romanov, que foi um presente do czar Nicolau II (1894-1917), último imperador da Rússia, a Campos Sales.

Na fuga, os assaltantes fugiram na Fiorino, com adesivos colados com a escrita “Museu das Artes”. Para a Delegacia de Investigações Gerais, de Campinas, foi um disfarce para a ação. A PF ainda não recebeu o catálogo com a descrição de quais obras foram roubadas, mas informou que assim que receber vai acionar a Interpol para tentar impedir que o material saia do País.

Alerta internacional. O delegado da PF, Hermógenes de Freitas Leitão Neto, destacou que um alerta logo será divulgado. “A Interpol (polícia internacional) tem um cadastro de obras raras roubadas e de suspeitos procurados especializados nesse tipo de crime. Isso vai auxiliar nas investigações da Polícia Civil”, disse.

O presidente do CCLA afirmou que até quinta-feira vai concluir o levantamento das obras furtadas e fornecer a lista dos títulos para a polícia iniciar as buscas. “Quem roubou acha que esse material tem valor, mas são documentos históricos, não acredito que alguém colecione esse tipo de coisa.”

Lista politicamente incorreta

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Lançamento da LeYa assume 1º lugar em não ficção

Cassia Carrenho, no PublishNews

Ficar em 1º lugar é sempre bom, mas alcançar esse lugar na semana de estreia é melhor ainda. Quase “politicamente incorreto” com os outros. O livro Guia politicamente incorreto da história do mundo (LeYa) alcançou o topo da lista de não ficção, com 2.019 exemplares vendidos, e entrou na lista geral, em 10º lugar. O livro é mais uma obra do autor Leonardo Narloch, que também tem outro livro na lista, Guia politicamente incorreto da história do Brasil.

A briga entre Inferno (Arqueiro) e o Kairós (Principium) continua apertada, mas Dan Brown continua levando vantagem, vendendo 9.366 exemplares na última semana.

Já no ranking das editoras, a Sextante voltou a assumir sua primeira posição de forma enfática, com 17 livros, 5 a mais que a 2ª colocada, Intrínseca, com 12. Record e Vergara&Riba dividiram o 3º lugar, cada uma com 8. Mas briga boa mesmo foi a pelo 6º lugar, com 6 editoras empatadas com 4 livros: Companhia das Letras, Ediouro, Globo, LeYa, Novo Conceito e Santillana.

As 20 editoras mais populares no Twitter (24)

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Ontem (4/8) foi aniversário do stalker Barack Obama. A primeira-dama Michelle Obama usou o Twitter para desejar “happy birthday” ao marido. Bill Clinton também usou o microblog para cumprimentar o presidente. Ao que se sabe, nenhuma loira sensual colou na área para cantar “Happy Birthday, Mr. President” como a diva MM.

O Twitter é uma espécie de “autobahn da comunicação”, na qual as informações trafegam sempre em altíssima velocidade. Trafegar em velocidade baixa nesse ambiente geralmente significa alto risco. #cuidado

Vamos conferir como anda a tabela de classificação. A Gutenberg ultrapassou a Saraiva e agora ocupa a nona posição. A Leya também ganhou uma posição e está em 16º lugar. Pra completar as mudanças, a Nemo estreia na lista na vigésima posição.

Pé na tábua e daqui a um mês a gente mostra novamente o desempenho de cada bólido. 🙂

Ranking Julho

#1: 59.300 Intrínseca @intrinseca

#2: 53.900 Companhia das Letras @cialetras

#3: 51.200 Mundo Cristão @mundocristao

#4: 42.000 Editora Sextante @sextante

#5: 40.600 Editora Rocco @editorarocco

#6: 37.100 Galera Record @galerarecord

#7: 36.900 Editora CPAD @EditoraCPAD

#8: 33.000 Editora Novo Conceito @Novo_Conceito

#9: 32.100 Editora Gutenberg @Gutenberg_Ed

#10: 32.000 Editora Saraiva @editorasaraiva

#11: 30.000 Cosac Naify @cosacnaify

#12: 27.300 Editora Autêntica @Autentica_Ed

#13: 27.100 Editorial Record @editorarecord

#14: 25.400 L&PM Editores @LePM_Editores

#15: 24.000 Editora RT @revtribunais

#16: 22.600 Editora Leya @EditoraLeya

#17: 22.500 Casa Publicadora @casapublicadora

#18: 19.700 Suma de Letras @Suma_BR

#19: 18.900 Ultimato @ultimato

#20: 17.200 Editora Nemo @editoranemo

Ranking atualizado em 5/8

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