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Posts tagged letras

As 20 editoras mais populares do Twitter (23)

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Olá, internautas.

As manifestações que têm acontecido em centenas de cidades do país mostram novamente a força (e a vitalidade) das redes sociais. Boa parte dos protestos foram convocados on-line e em poucos minutos milhares de pessoas tomam conhecimento de uma notícia importante.

O ranking abaixo reúne + de 600 mil internautas com algo em comum: a paixão pelos livros. Diariamente eles recebem infos sobre lançamentos, promoções e sobre o que acontece nos bastidores do mundo encantado dos livros. Vamos conferir o que aconteceu no ranking no mês de junho.

A Suma de Letras ultrapassou a Ultimato e agora ocupa a décima oitava posição. A Autêntica deu 1 salto duplo twist carpado, deixou a Record e a L&PM pra trás e ficou em 12º lugar. Pra completar a dança das cadeiras, a Gutenberg ultrapassou a Cosac Naify e agora figura no Top 10 do Twitter.

Abraços e que esta segunda metade do ano seja repleta de êxito para todos. #natorcida

Ranking Junho

#1: 57.500 Intrínseca @intrinseca

#2: 52.000 Companhia das Letras @cialetras

#3: 49.800 Mundo Cristão @mundocristao

#4: 42.100 Editora Sextante @sextante

#5: 39.100 Editora Rocco @editorarocco

#6: 36.500 Galera Record @galerarecord

#7: 35.800 Editora CPAD @EditoraCPAD

#8: 32.000 Editora Novo Conceito @Novo_Conceito

#9: 30.700 Editora Saraiva @editorasaraiva

#10: 29.700 Editora Gutenberg @Gutenberg_Ed

#11: 29.600 Cosac Naify @cosacnaify

#12: 25.700 Editora Autêntica @Autentica_Ed

#13: 25.600 Editorial Record @editorarecord

#14: 25.100 L&PM Editores @LePM_Editores

#15: 23.300 Editora RT @revtribunais

#16: 21.800 Casa Publicadora @casapublicadora

#17: 21.600 Editora Leya @EditoraLeya

#18: 18.700 Suma de Letras @Suma_BR

#19: 18.500 Ultimato @ultimato

#20: 16.300 Editora Agir @agireditora

Ranking atualizado em 1/7

Juli Zeh – A escritora com muitas qualidades

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Rafael R., no Casmurros

Conheci o livro de Juli Zeh por causa de uma propaganda que eu vi na MTV. Durava quase dois minutos e tinha como trilha sonora a bombástica canção “Movement”, do LCD Soundsystem. Ao final, aparecia em letras garrafais o título A menina sem qualidades.

Talvez você não saiba, mas esse esse título faz referência direta ao livro O homem sem qualidade, de Robert Musil, considerado por dez entre dez críticos como a maior obra literária do século XX. Tudo o que você quiser saber sobre esse catatau de 1280 páginas, muito mais comentado do que propriamente lido, está espalhado na internet em resenhas, análises, comentários etc. Sua beleza está escondida num complexo emaranhado de referências políticas, econômicas e culturais do período que antecipa a Primeira Guerra Mundial. Musil queria fazer um livro sobre todas as coisas que existiam no mundo, a coisa levou anos e tomou proporções gigantescas até que seu editor recortou uma parte do projeto e publicou um livro quase enciclopédico por onde desfilam toda a sorte de personagens e histórias. Tem muito humor, apesar de parecer cabeçudo.

Pois bem, a obra de Musil entrou em domínio público justamente em 2013 e quando vi a chamada na TV achei que fosse alguma homenagem. Foi assim, que cheguei em Juli Zeh. Na verdade, o livro foi publicado em 2004 e descobri que o título em alemão não é Das Mädchen ohne Eigenschaftenseu, mas Spieltrieb – uma daquelas famosas palavras alemãs que são bem difíceis de traduzir. Muito sabiamente, a edição em português traduzida por Marcelo Backes, tem um apêndice com diversas notas explicativas (que ajudam muito o leitor) e inclui uma rápida explicação do tradutor para a adoção do título. Lá, Backes conta que o título, em tradução literal, a tal palavra em alemão significa algo como ‘lidicidade’ ou ‘pulsão para o jogo’. Acho que as duas possibilidades estariam aquém da beleza da história e dariam ao livro um ar um tanto esquisito. Foi comparando com outras traduções que Backes descobriu a versão francesa com o título de La fille sans qualités. Fazia todo o sentido, na medida em que o livro é quase uma atualização (uma releitura, uma homenagem, um estudo) ao livro de Robert Musil. Além disso, a escolha ajuda na circulação do nome de Juli Zeh – uma revelação da literatura alemã contemporânea inédita no Brasil, até então.

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O enredo gira em torno do jogo perverso estabelecido por dois adolescentes Ada e Alev contra seu professor Smutek. Ela tem uma inteligência acima da média, leu todos os clássicos mais importantes da literatura aos 16 anos e sente um vazio existencial incapaz de ser preenchido. Ele encarna o duplo perfeito dela no desprezo pelas pessoas e pelo mundo. Juntos eles começam a seduzir e chantagear Smutek, um professor muito popular no colégio em que estudam.

Tal qual Musil, A menina sem qualidades é ambicioso, um liquidificador de referências culturais da música pop e da literatura tendo como mentores Musil e Vladimir Nabokov – o nome da protagonista Ada tem ligação com o romance Ada ou ardor, de Nabokov. De modo resumido, o enredo funciona como uma espécie de sátira sobre os dilemas da crítica ao mundo contemporâneo (o grande vazio de sentido que ronda as pessoas, a crise de identidade, os problemas econômicos etc.), e sobre as dificuldades da adolescência.

Muito viram uma filiação a tradição alemã de livros tendo jovens adolescentes como tema principal: vai desde a peça O despertar da primavera, de Frank Wedekind a Debaixo das rodas, de Herman Hesse; passando inclusive por outro livro de Musil, O jovem Törless.

A menina sem qualidades teve tanto impacto que já ganhou uma versão para o teatro e para o cinema. Foi Marcelo Backes quem sugeriu para o diretor Felipe Hirsch a adaptação para a série da MTV. A trilha sonora conferiu um ar demasiado ‘cult’. No livro, a banda favorita de Ada é Evanescence.

As 20 editoras mais populares do Twitter (22)

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twitter-social-icons-300x297Olá, internautas.

Após o feriadão delicioso, hora de aquecer os motores (e a temperatura) e efetivamente começar o sexto mês do ano. Certeza que o relógio não tá girando + rápido que o normal? #tempusfugit

Dentro ou fora da internet, a construção de relacionamentos é tarefa lenta. Escrevi no meu livro que amor se soletra assim: T-E-M-P-O. Esse princípio também vale nas redes sociais.  Celebridades e empresas chegam a comprar fãs de gente inescrupolosa, mas solidificar uma relação exige bem mais que recursos financeiros. Evocando Caetano, a força da grana ergue e destrói coisas belas no Twitter e no Facebook.

No mês de maio não houve nenhuma alteração no ranking de editoras mais populares, mas várias editoras ampliaram a vantagem e se distanciaram de concorrentes. #suorsagrado

Maio foi um mês especial para este blog. Batemos novo recorde de visitas e o perfil @livrosepessoas cruzou a marca de 120 mil seguidores. Muito obrigado pelo Godiva prestígio!

Abraço e que junho seja coroado de êxitos para todos. 🙂

Ranking Maio

#1: 55.700 Intrínseca @intrinseca

#2: 50.400 Companhia das Letras @cialetras

#3: 48.400 Mundo Cristão @mundocristao

#4: 42.200 Editora Sextante @sextante

#5: 37.700 Editora Rocco @editorarocco

#6: 36.000 Galera Record @galerarecord

#7: 34.700 Editora CPAD @EditoraCPAD

#8: 30.800 Editora Novo Conceito @Novo_Conceito

#9: 29.300 Cosac Naify @cosacnaify

#10: 29.700 Editora Saraiva @editorasaraiva

#11: 28.100 Editora Gutenberg @Gutenberg_Ed

#12: 24.700 L&PM Editores @LePM_Editores

#13: 24.300 Editorial Record @editorarecord

#14: 24.100 Editora Autêntica @Autentica_Ed

#15: 22.700 Editora RT @revtribunais

#16: 21.200 Casa Publicadora @casapublicadora

#17: 20.700 Editora Leya @EditoraLeya

#18: 18.100 Ultimato @ultimato

#19: 17.800 Suma de Letras @Suma_BR

#20: 15.400 Editora Agir @agireditora

Ranking atualizado em 3/6

Versivox e o Livrinho Sonoro

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Guilherme Mendicelli, no Livros e Afins

O  (Página do Versivox no Facebook), um trio litero-musical de Belém-PA, levou, no dia 25 de maio, ao Sesc Boulevard, a apresentação do projeto infantil “Livrinho Sonoro”.

O “Livrinho Sonoro” é um sarau musical criado para o público infantil. Nele se une poesia,  e contação de histórias. A intenção do grupo é transformar a poesia em uma grande brincadeira e fazer com que as crianças adquiram desde cedo a paixão pela literatura.

O enredo é lírico. O principal objeto é um grande livro dentro do qual existem diversos outros. Desses, apenas um é o famoso: “livrinho sonoro”.

Nessa grande brincadeira, o trio usa de todos os artifícios para tratar de temas de importância para as crianças no mundo atual, como amizade, amor à arte e combate ao preconceito.

O Versivox é um trio composto e desenvolvido pelo poeta Carlos Correia Santos e pelos músicos Júnior Cabrali e Alberson Alves. O principal objetivo do grupo é celebrar e espalhar a poesia de uma maneira diferente, com bases sonoras de composição própria do grupo, tanto no universo infantil quanto no universo adulto.

“Queremos, muito abusadamente, fazer o grande público se reaproximar da recitação poética. Nosso compromisso é mostrar que os saraus de poemas podem ser plugados, cênicos. Nosso desejo é ter nas plateias gente de toda idade. Especialmente os jovens, que andam tão distantes da arte das letras”. Explica Carlos Correia Santos.

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Dicionário de palavrões vira sucesso editorial na França

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Autor quer mostrar como uma linguagem essencialmente oral é transmitida entre gerações.

Publicado por G1

Dicionário de palavrões vira sucesso editorial na França (Foto: Divulgação)

Dicionário de palavrões vira sucesso editorial na
França (Foto: Divulgação)

Um dicionário de palavrões publicado por um linguista francês se tornou um inusitado sucesso de vendas no país. A primeira edição do ‘Pequeno Dicionário de Palavrões’, de 10 mil exemplares, lançada no início de maio, já se esgotou.

Uma nova tiragem de 3 mil exemplares está sendo realizada, segundo a Editora First, que publicou a obra do professor de letras modernas da Universidade de Lorient, na Bretanha, Gilles Guilleron.

O linguista afirma, em entrevista à BBC Brasil, que seu objetivo é mostrar como uma linguagem essencialmente oral, que não é ensinada nas escolas nem utilizada na vida social, é transmitida entre gerações e consegue manter sua vitalidade, apesar de ser algo “subterrâneo e marginal, que geralmente exprime tabus, como o sexo”.

“O palavrão é uma palavra crua, indelicada, obscena, escatológica, que ofende o pudor, a moral, os códigos de educação”, diz. “É por isso que 80% dos palavrões e grosserias estão ligados ao sexo e às funções vitais, como as fezes”.

“Palavrões e insultos com caráter sexual são os mais eficazes”, prossegue o linguista. “Quando um motorista leva uma fechada no trânsito, ele libera a tensão ao fazer um xingamento com conotação sexual. Se a pessoa chamar a outra simplesmente de imbecil, (não tem) a mesma força de provocação”, afirma.

O autor Gilles Guilleron (Foto: Divulgação)

O autor Gilles Guilleron (Foto: Divulgação)

Virtudes
Na avaliação do linguista, os palavrões têm a “virtude de aliviar o estresse e a agressividade” e representam uma “prova de evolução das relações sociais”.

“Na época do homem de Cro-Magnon, quando a linguagem era limitada, eles passavam diretamente ao golpe de tacape. O palavrão permite verbalizar a agressividade, ele desinibe, alivia, libera, é quase um sinal de civilização”, afirma.

A mesma coisa ocorre quando alguém se machuca. “Se você bater o pé em um móvel, dizer puta ou merda ajuda a passar a dor. Se você disser matéria fecal em vez de merda, não é a mesma coisa e não vai acontecer nada”, diz o linguista. “O palavrão também é a arte de resumir e representa, às vezes, mais do que um longo discurso”.

Máscara social

Outra característica dos palavrões, segundo o linguista, é que eles são ditos “por todo mundo, independentemente da classe social ou do nível de educação”. “Do operário ao presidente da República, todo o mundo possui um reservatório de grosserias e é capaz de insultar alguém”.

Guilleron lembra o episódio ocorrido com o ex-presidente francês, Nicolas Sarkozy, que xingou um visitante no Salão da Agricultura de Paris que havia se recusado a apertar sua mão.

Sarkozy utilizou a palavra “con”, comumente usada como sinônimo de imbecil ou cretino, mas considerada um termo mais vulgar e que também designa o órgão genital feminino.

“O palavrão é o que eu chamo de flagrante delito de humanidade. Quando xingamos com um palavrão, a máscara social cai e a pessoa mostra que é um ser humano como qualquer outro”, afirma o linguista.

Guilleron diz que o palavrão mais antigo em francês, que existe em textos escritos a partir do século X, é “puta”, do latim putidus, que significa fedorento, e que acabou sendo usado para designar mulheres com comportamento fora dos padrões morais.

‘Desvio de linguagem’

O linguista ressalta ainda que os pátios de recreio nas escolas são um local onde os palavrões ouvidos no círculo familiar são normalmente repetidos pelas crianças. “Os palavrões são desvios da linguagem. É papel dos adultos impor limites e mostrar que as palavras têm poder e que é preciso controlá-lo”, afirma à BBC Brasil.

Ao mesmo tempo, ele acha que “não há graves consequências se uma criança disser um palavrão de vez em quando. Isso mostra que ela vive na mesma sociedade que nós. Mas é problemático uma criança que diz palavrões o tempo todo”.

Na França, um dos maiores mercados editoriais do mundo, uma tiragem de 10 mil exemplares, como a do dicionário de palavrões, não é considerada excepcional, que permita entrar na lista dos livros mais vendidos. Mas a tiragem é representativa, e o fato de ter sido esgotada em menos de um mês é considerado um bom desempenho de vendas.

dica do João Marcos

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