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Blogueiros resenhistas dizem que chegam a ler 70 livros em um só ano

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Danilo Leonardi, do vlog Cabine Literária.

Danilo Leonardi, do vlog Cabine Literária.

Fernanda Ezabella e Raquel Cozer, na Folha de S.Paulo

Não é fácil medir o impacto que resenhas da internet têm sobre a venda de livros, mas um exemplo permite entender por que editoras têm investido nesse cenário.

O juvenil “A Seleção”, de Kiera Cass, lançado há sete meses pelo selo Seguinte, da Companhia das Letras, vendeu 16 mil cópias quase sem aparecer na imprensa. Mas foi resenhado por blogs como o Garota It e o Literalmente Falando, que recebem uns 100 mil acessos por mês cada um.

Enquanto críticas feitas por especialistas em jornais fazem livreiros dar destaque aos títulos nas lojas, blogueiros atraem leitores de gosto similar e alimentam o boca a boca.

“É bem pessoal. Eles deixam claro que é o canto deles”, diz a gerente de marketing da Intrínseca, Heloiza Daou.

“O discurso não é ‘esse livro é ruim’, é ‘não gostei desse livro'”, diz Diana Passy, gerente de mídias sociais da Companhia das Letras. “E não basta escrever bem, tem que ser bom blogueiro, interagir com leitores, o que dá trabalho. É isso o que traz audiência.”

Os livros avaliados tendem a diferir daqueles que frequentam cadernos de cultura. Embora blogs como o Posfácio priorizem não ficção e literatura adulta, predominam entre parceiros de editoras os juvenis, femininos e de fantasia.

“Costumamos dizer ‘esse livro funciona para blog’ e ‘esse funciona para a imprensa'”, diz Tatiany Leite, 20, analista de comunicação na LeYa e fruto desse cenário -foi trabalhar na editora após se destacar com o blog Vá Ler um Livro.

A proximidade dos blogs também serve para as editoras conhecerem seu público, com estatísticas. Segundo a Instrínseca, 82% de seus blogueiros são mulheres e 63% moram na região Sudeste.

Dos 779 que disputaram vagas em janeiro na Companhia das Letras, a maioria tem de 20 a 24 anos (30%) e diz ler de 51 a 70 livros ao ano (22%). Isso num país em que a média anual é de quatro livros incompletos, segundo a pesquisa Retratos da Leitura de 2012.

INDEPENDÊNCIA

Um ponto delicado diz respeito à independência de blogueiros que fecham acordos com editoras ou daqueles que fazem resenhas pagas.

O paulista Danilo Leonardi, 26, que desde 2010 comanda no YouTube o Cabine Literária, com resenhas em vídeo, diz não ficar constrangido de avaliar negativamente obras de editoras de quem é parceiro.

“A partir do momento em que dediquei meu tempo ao livro, me sinto no direito de falar o que achei. Mas já aconteceu de eu desistir de resenhar um livro que achei ruim de uma editora menor, para evitar prejudicá-la.”

Cobrar por críticas seria antiético, considera ele, que fatura só com vídeos não opinativos –recebe até R$ 700 por entrevistas com autores independentes. A meta de Danilo, servidor da Caixa Econômica Federal, é fazer do Cabine seu ganha-pão.

A tradutora carioca Ana Grilo, 37, que mora na Inglaterra, assina com uma amiga o blog The Book Smugglers (os contrabandistas de livros), escrito em inglês, e colabora como resenhista para o Kirkus Review, que cobra até R$ 1.000 por resenha.

Diz que o pagamento não altera resultados. “Temos controle sobre o que escrevemos. Raramente damos nota acima de oito para os livros.”

Já em seu próprio blog, Ana resenha por hobby, sem cobrar. Aceita anúncios, que rendem até R$ 2.200 ao mês.

Os 110 mil acessos mensais do Book Smugglers a fazem receber, a cada mês, cem livros de autores e editoras, dos quais ela diz ler uns quatro por semana. “Lemos muita coisa ruim, mas também verdadeiros tesouros.”

AMAZON E GOODREADS

Perder tempo com má literatura é algo que o empresário Donald Mitchell, 66, diz se recusar a fazer. Integrante do “hall da fama” de resenhistas da Amazon, ranking dos usuários que mais avaliaram livros no site, já publicou mais de 4.200 avaliações positivas.

A proficuidade e a benevolência lhe rendem um assédio de 40 pedidos diários de resenhas. “Digo aos autores que não vou resenhar se não gostar”, diz ele, que lê até três livros por semana e os resenha, por gosto, desde 1999.

Por anos, Mitchell pediu doações para a ONG cristã Habitat for Humanity em troca das resenhas. Chegou a levantar R$ 70 mil. “Nunca toquei no dinheiro, mas a Amazon reclamou e eu parei.”

Ele se refere a uma mudança de regras da loja, em 2012. Ao perceber que o comércio de avaliações tirava a credibilidade desse espaço no site, deletou várias delas. Uma pesquisa da Universidade de Illinois constatara que 80% das resenhas na loja davam aos livros quatro ou cinco estrelas, as duas maiores cotações.

Outra prova de que a loja valoriza resenhas on-line foi a compra, em março, do GoodReads, rede de indicações de livros com 17 milhões de membros. Suzanne Skyvara, vice-presidente de comunicação do GoodReads, diz que a transparência é o segredo. “Mostramos quanta resenhas cada usuário faz e sua média de cotações.”

As 20 editoras mais populares do Twitter (21)

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Olá, internautas.

As Redes Sociais ocupam destaque cada vez maior no plano de comunicação das editoras. Com apenas um clique, elas se comunicam instantaneamente com milhares de leitores que admiram tanto a marca quanto seu catálogo de produtos.

O ranking de popularidade no Twitter teve poucas modificações durante o mês de abril. A Intrínseca ganhou quase 4 mil seguidores no período, ampliando a distância da Companhia das Letras, a segunda colocada.

Na única mudança de posições, a Rocco ultrapassou a Galera Record e agora ocupa o quinto lugar. #congrats

O nosso perfil @livrosepessoas ganhou 6 mil seguidores no mês e agora está com 119 mil.

Que este quinto mês do ano (meu favorito… rs) seja repleto de êxitos para todos. 🙂

Ranking Abril

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#1: 53.203 Intrínseca @intrinseca

#2: 48.529 Companhia das Letras @cialetras

#3: 46.927 Mundo Cristão @mundocristao

#4: 42.286 Editora Sextante @sextante

#5: 36.167 Editora Rocco @editorarocco

#6: 35.686 Galera Record @galerarecord

#7: 33.619 Editora CPAD @EditoraCPAD

#8: 29.848 Editora Novo Conceito @Novo_Conceito

#9: 28.959 Cosac Naify @cosacnaify

#10: 28.425 Editora Saraiva @editorasaraiva

#11: 26.815 Editora Gutenberg @Gutenberg_Ed

#12: 24.211 L&PM Editores @LePM_Editores

#13: 22.867 Editorial Record @editora_record

#14: 22.857 Editora Autêntica @Autentica_Ed

#15: 22.105 Editora RT @editoraRT

#16: 20.602 Casa Publicadora @casapublicadora

#17: 19.541 Editora Leya @EditoraLeya

#18: 17.675 Ultimato @ultimato

#19 16.167 Suma de Letras @Suma_BR

#20: 14.708 Editora Agir @agireditora

Ranking atualizado em 6/5

Astros do pop ganham biografia mesmo com pouca idade

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Artistas como Justin Bieber, McFly e Lady Gaga já são retratados em livros, que formam um filão milionário
História do grupo McFly vendeu 14 mil exemplares em 2 meses
No Brasil, as biografias não autorizadas ainda são proibidas

Artistas do mundo pop ainda não chegaram aos 30, mas já têm biografias Divulgação

Artistas do mundo pop ainda não chegaram aos 30, mas já têm biografias Divulgação

Michele Miranda, em O Globo

RIO – Justin Bieber, Katy Perry, Rihanna, Lady Gaga, Adele, McFly e The Wanted. Além de alcançar a fama bem antes dos 30 anos, serem milionários, verem suas vidas estampadas em tabloides pelo mundo, o que mais eles têm em comum? Esse elenco estelar da música pop é protagonista de autobiografias ou títulos não autorizados sobre suas histórias — apesar da pouca idade. Com expressivos números de vendas, esses jovens artistas, com incontáveis fãs do Ocidente ao Oriente, viraram alvo do filão que tem sido motivo de comemoração em editoras nacionais e internacionais.

— Se alguém fizer o leite, a tesoura ou a mochila da marca Justin Bieber, vai vender. Qualquer produto com o nome dele vai ser um sucesso. Por que não uma biografia para contar a história desse tipo de fenômeno? — indaga Chas Newkey-Burden, jornalista britânico e biógrafo especialista em celebridades instantâneas. — As pessoas adoram ler sobre seus heróis, saber de onde vieram e o segredo para chegar onde estão. Quanto mais velha a pessoa, mais fácil de escrever, porque há mais capítulos. Mas meus livros mais vendidos são sobre as pessoas mais jovens que já escrevi: Justin Bieber e Adele.

Com seus livros traduzidos para 13 idiomas, Newkey-Burden conta nunca ter tido problema com o conteúdo abordado por ele. No Brasil, foram lançadas “Adele” (Leya), “Justin Bieber” (Editora Prumo) e “Amy Winehouse – Biografia” (Globo Livros), esta última chegou às lojas em 2008, três anos antes de a cantora morrer, aos 27, por abuso de bebidas alcoólicas.

Nascida da mesma Inglaterra do escritor em 2003, a boy band McFly, com integrantes de vinte e poucos anos, lançou em outubro sua primeira biografia (publicada no Brasil em março), que contém 336 páginas de relatos sobre o amor, família, crises e até uma sessão de massagem bem apimentada durante uma das turnês. No principal argumento do grupo para lançar “McFly: unsaid things… Nossa história” (BestSeller), que vendeu 14 mil exemplares no Brasil em dois meses, está o aniversário de uma década.

— Esperamos completar dez anos para fazer este projeto. Queríamos ser honestos sobre a nossa vida, e falar de coisas que não costumamos abordar em entrevistas. Passei por uma crise de ansiedade e depressão aos 17 anos e nunca falei disso com tanta sinceridade como no livro. E essa é a idade em que muita coisa acontece, temos dilemas, conflitos e coisas legais para dividir — conta o músico Tom Fletcher, de 28 anos, que já tem ideia para uma continuação da saga. — Espero que na próxima biografia possamos contar detalhes do nosso primeiro show na Lua ou em Marte — brinca.

Na próxima semana, chega às lojas a autobiografia da boy band britânica The Wanted pela Record. Entre os títulos mais vendidos da história do grupo editorial está “One Direction — a biografia”, escrito por Danny White, que foi lançado em outubro e já vendeu cerca de 60 mil exemplares. “Adele” foi um dos mais bem-sucedidos da Leya, com 15 mil livros vendidos desde o lançamento em janeiro de 2012, ocupando por duas semanas a lista de mais vendidos no Brasil. O detalhe é que as duas são biografias não autorizadas. E nem sempre o sucesso das vendas é encarado com bons olhos pelos artistas envolvidos.

— Tento ficar longe das biografias não autorizadas — diz Danny Jones, de 27 anos, também integrante do McFly, banda protagonista de muitos produtos não oficiais. — Não me importo com o que escrevem sobre mim. Muita coisa não é verdade, e a gente sabe que vão tocar em assuntos delicados. Não quisemos mentir e não houve assuntos proibidos no nosso livro, porque, no fim das contas, nós somos humanos, e não somos perfeitos.

Ao contrário da Inglaterra, país de origem de Newkey-Burden, no Brasil as biografias não autorizadas ainda são proibidas. Mas o desfecho parece estar perto. No início de abril, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou, em caráter conclusivo, a alteração do artigo 20 do Código Civil, que assegura o direito à privacidade, e tem sido usado como argumento de personalidades públicas para suspender a publicação deste tipo de gênero. Caso não haja recurso, a proposta segue para o Senado, liberando a divulgação de informações em biografias mesmo sem autorização. O caso mais conhecido pelos brasileiros é “Roberto Carlos em detalhes” (Planeta), escrita por Paulo César Araújo em 2006 e proibida depois de o cantor entrar na justiça alegando justamente a invasão de privacidade. O episódio foi lembrado pelo britânico, que revelou sua estratégia para ser aceito pelos artistas.

— Nunca escrevi sobre alguém que já tenha demonstrado falta de vontade de ter sua história contada, como aconteceu com o Roberto Carlos aí no Brasil. Só escrevo sobre pessoas de que eu gosto, com perspectiva positiva. Costumo procurar os artistas, suas famílias e amigos para darem depoimentos. Em alguns casos, como aconteceu com Simon Cowell (“Simon Cowell: The Unauthorized Biography”), eles leem e até adicionam informações. Mesmo que seja contra a vontade do artista e o que está escrito não seja justo, ainda assim, abiografia aqui (Inglaterra) é comercializada. Na biografia sobre Amy Winehouse, retratei a relação dela com as drogas, mas essas notícias estavam todos os dias nos jornais e todos sabiam detalhes dessas histórias.

Garrincha, sim. Justin Bieber, não

Ruy Castro é autor da biografia “Estrela solitária – Um brasileiro chamado Garrincha” (Companhia das Letras), que enfrentou entraves judiciais para continuar em circulação – e a editora ainda precisou pagar uma indenização à família do jogador. O escritor, que também é responsável por títulos como “O Anjo Pornográfico – A Vida de Nelson Rodrigues” (Companhia das Letras), não considera que a vertente teen seja uma vilã.

— Sempre houve livros oportunistas e sérios. Pode ser uma boa forma de introduzir os leitores muito jovens neste universo. Quem compra esses livros são as mesmas pessoas que ouvem seus discos. Um dia, crescerão. Espera-se — diz o escritor, aproveitando para opinar sobre a possível mudança nas regras sobre biografias não autorizadas. — Se a lei for mudada e acabar essa censura, todo mundo sairá ganhando: biógrafos, editores e, principalmente, os leitores.

Já que não é contrário às biografias de jovens artistas, será que Ruy Castro aceitaria um desses projetos?

— Está brincando? Ainda não estou completamente familiarizado nem com o Donga e o João da Baiana, e você quer que eu biografe o não-sei-o-quê Bieber? — arremata.

As 20 editoras mais populares do Twitter (20)

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Parece que foi ontem que desejamos “feliz Ano Novo” e o primeiro trimestre  de 2013 já acabou.”Tempus fugit”, como disse Clarice Lispector o poeta romano Virgílio.

O novo ranking de editoras traz apenas uma modificação: a Autêntica ganhou uma posição e agora ocupa o 14º lugar, apenas três posições atrás da coirmã Gutenberg.

Que este quarto mês do ano seja repleto de bons resultados para todos. 🙂

Ranking Março

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#1: 49.479 Intrínseca @intrinseca

#2: 46.648 Companhia das Letras @cialetras

#3: 45.246 Mundo Cristão @mundocristao

#4: 42.341 Editora Sextante @sextante

#5: 35.629 Galera Record @galerarecord

#6: 35.060 Editora Rocco @editorarocco

#7: 32.397 Editora CPAD @EditoraCPAD

#8: 29.275 Editora Novo Conceito @Novo_Conceito

#9: 28.548 Cosac Naify @cosacnaify

#10: 27.415 Editora Saraiva @editorasaraiva

#11: 25.139 Editora Gutenberg @Gutenberg_Ed

#12: 23.776 L&PM Editores @LePM_Editores

#13: 21.956 Editorial Record @editora_record

#14: 21.337 Editora Autêntica @Autentica_Ed

#15: 21.303 Editora RT @editoraRT

#16: 19.891 Casa Publicadora @casapublicadora

#17: 18.762 Editora Leya @EditoraLeya

#18: 17.160 Ultimato @ultimato

#19 15.735 Suma de Letras @Suma_BR

#20: 14.405 Editora Agir @agireditora

Ranking atualizado em 3/4.

As 20 editoras mais populares do Twitter (19)

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Algumas mudanças nas primeiras posições do ranking. Dupla imbatível na liderança durante vários meses, Intrínseca & Sextante se separaram em janeiro quando a Companhia das Letras ultrapassou a Sextante. Em fevereiro, foi a vez de a Mundo Cristão superar a Sextante e ocupar a nobilíssima terceira posição.

A Rocco ultrapassou a Record e agora ocupa a quinta posição. A Gutenberg ganhou uma posição e agora está em 11º lugar, completando as trocas do segundo mês do ano. Vamos aguardar as mudanças que o mês de março vai trazer.

PS 1: O perfil @livrosepessoas tem 109.000 seguidores e a fan page ontem bateu novo recorde: 1,5 milhão de pessoas alcançadas na última semana.

PS 2: Conhece alguma editora cujo número de seguidores a credencia a fazer parte deste ranking? Por gentileza, informe nos comentários
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Ranking Fevereiro

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#1: 48.002 Intrínseca @intrinseca

#2: 45.101 Companhia das Letras @cialetras

#3: 43.680 Mundo Cristão @mundocristao

#4: 42.507 Editora Sextante @sextante

#5: 34.725 Galera Record @galerarecord

#6: 34.112 Editora Rocco @editorarocco

#7: 31.406 Editora CPAD @EditoraCPAD

#8: 28.986 Editora Novo conceito @Novo_Conceito

#9: 28.213 Cosac Naify @cosacnaify

#10: 26.764 Editora Saraiva @editorasaraiva

#11: 24.907 Editora Gutenberg @Gutenberg_Ed

#12: 23.457 L&PM Editores @LePM_Editores

#13: 21.451 Editorial Record @editora_record

#14: 20.666 Editora RT @editoraRT

#15: 20.218 Editora Autêntica @Autentica_Ed

#16: 19.219 Casa Publicadora @casapublicadora

#17: 18.318 Editora Leya @EditoraLeya

#18: 16.757 Ultimato @ultimato

#19: 14.275 Editora Agir @agireditora

#20: 14.158 Conrad @ConradEditora

Ranking atualizado em 5/3.

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