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Posts tagged LeYa

As 20 editoras mais populares do Twitter (15)

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Ranking atualizado em 5/11.

O perfil @livrosepessoas tem 92.844 seguidores.

#1: 42.693 Editora Sextante @sextante

#2: 40.072 Intrínseca @intrinseca

#3: 38.691 Companhia das Letras @cialetras

#4: 37.898 Mundo Cristão @mundocristao

#5: 30.794 Editora Rocco @editorarocco

#6: 27.791 Editora CPAD @EditoraCPAD

#7: 26.724 Galera Record @galerarecord

#8: 26.567 Editora Novo conceito @Novo_Conceito

#9: 26.278 Cosac Naify @cosacnaify

#10: 24.049 Editora Saraiva @editorasaraiva

#11: 21.929 L&PM Editores @LePM_Editores

#12: 19.835 Editora Gutenberg @Gutenberg_Ed

#13: 19.359 Editorial Record @editora_record

#14: 18.464 Editora RT @editoraRT

#15: 17.228 Editora Autêntica @Autentica_Ed

#16: 16.872 Casa Publicadora @casapublicadora

#17: 15.258 Ultimato @ultimato

#18: 13.954 Editora Leya @EditoraLeya

#19: 13.521 Editora Agir @agireditora

#20: 13.012 Conrad @ConradEditora

Conhece outras editoras que têm perfil de Twitter mas que não estão neste ranking? Por gentileza, informe nos comentários.

Mercado brasileiro de livros cresce e já aparece como 9º no mundo

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Publicado no Radio Rio Vermelho

Até então “protegido” pela língua nacional, o mercado editorial brasileiro atingiu tamanho de gente grande e começa a atrair importantes grupos internacionais.

Com R$ 6,2 bilhões de faturamento e 469,5 mil exemplares vendidos, o Brasil é o nono maior mercado editorial do mundo, segundo estudo recém-publicado da Associação Internacional dos Editores (IPA, na sigla em inglês).

É o primeiro estudo que trás a movimentação total do mercado nacional, considerando o preço pago pelo consumidor. O faturamento das editoras, medido pela Câmara Brasileira do Livro (CBL), foi de R$ 4,8 bilhões em 2011.

A compra de 45% da Companhia das Letras pela britânica Penguin no final de 2011 foi o início de um movimento que deve se intensificar, avalia o consultor Carlo Carrenho, do site PublishNews.

Diferentemente do que acontece em setores como meios de comunicação, não há impedimento para a entrada de estrangeiros no mercado editorial. Os espanhóis já estão no país há alguns anos e a portuguesa LeYa comprou a Casa da Palavra no ano passado.

O mercado brasileiro, junto com China e Índia, está no foco da Random House Penguin, união de duas das maiores editoras do mundo anunciada na semana passada.

“Não tivemos muitas aquisições de estrangeiros no passado por conta do idioma. Mas, com o tamanho do mercado brasileiro, com a classe C entrando, o Brasil está cada vez mais atraente”, diz Carrenho.

Dados da CBL mostram que o livro está mais barato e o brasileiro anda lendo mais.

O preço médio do livro caiu 6,1% em 2011, considerando apenas preços praticados no mercado privado. Incluindo compras de governo, o preço médio ficou estável (alta de 0,1%). O governo representa 39,5% do mercado.

Em volume, as vendas subiram 7,2% -o brasileiro comprou 3,34% mais, e o governo,13,7% mais. Já em receita, a alta foi de 7,4%. Ou 0,81%, descontada a inflação.

Na opinião de Carrenho, as editoras estão em situação confortável para conversar, pois estão saudáveis e com perspectiva de crescimento. “Há muito espaço para as editoras se tornarem globais, com uma administração profissional”, diz. “As editoras são empresas familiares e só têm a ganhar ao fazer parte de grandes grupos.”

Chega ao Brasil o Best-seller “O coração dos heróis”, de David Malouf

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Publicado originalmente em O Girassol

Romance aborda os últimos dias da guerra de Troia sob o olhar de dois homens: Aquiles e Príamo

Homero em sua “Ilíada” eternizou àquela que até hoje é conhecida como a guerra que mudou o mundo: a batalha entre Gregos e Troianos. Em sua trama grandiosa e violenta trouxe para o nosso imaginário um dos grandes heróis da mitologia, Aquiles. Um guerreiro temido, movido e protegido pelos deuses, o escolhido para levar a Grécia à vitória.

Mas a batalha entre gregos e troianos não termina em chamas. Existe sofrimento, tristeza e redenção no coração dos guerreiros…

A LeYa Brasil lança “O coração dos heróis” de David Malouf, Best-seller mundial que recria o épico homérico pela ótica de dois grandes personagens: Aquiles, o herói grego, e Príamo, o rei de Troia. Malouf apresenta a história dos últimos dias da batalha mostrando os homens por traz de todas as disputas.

De um lado Aquiles, que possuído pelo desejo de vingança pela morte de seu primo Pátroclo, mata Heitor – um dos príncipes de Troia e assassino do jovem guerreiro grego – e arrasta seu corpo por 11 dias ao redor das muralhas troianas. Do outro, Príamo, o rei de Troia, que precisa engolir todo seu orgulho e pedir ao inimigo que o deixe, pelo menos, enterrar seu filho e chorar sua morte em paz.

“O coração dos heróis” é incandescente em sua delicada e poderosa narrativa, na qual o sentimento de um companheiro pode aumentar ou apagar o brilho de uma vida.

“Impressionante!” — The New York Times Book Review

“Extremamente comovente.” — The New Yorker

“Um escritor com grande poder de imaginação.” — Boston Globe

Amor, perdas e mitos

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Publicado originalmente no Blog do Aldo

Natália acaba de perder o avô, levado por uma morte misteriosa. A jovem médica recebe a notícia durante uma missão de paz na península balcânica, cenário das histórias que ele lhe contava. Mas Natália percebe que o mundo de fantasias criado por seu avô é muito mais real do que ela jamais poderia imaginar e sua missão de paz acaba se tornando uma jornada por pistas e respostas que a ajudem a desvendar o mistério da sua recente perda.

A Noiva do Tigre” é o romance de estreia da jovem Téa Obreht e chega ao Brasil pela Editora Leya. Vencedor do Orange Prize 2011, o livro retrata temas como amor, perda e mitos por meio da sensibilidade da jovem Natália.

Percorrendo os lugares mágicos, a médica descobre um lugar cercado de mitos, segredos e superstições e precisa desvendá-los para salvar as crianças da vila onde está cumprindo a missão. Mas no decorrer da jornada, acaba descobrindo sozinha que o avô guardou as melhores histórias para si mesmo. Durante um rigoroso inverno na época da Segunda Guerra Mundial, a vila onde ele morava foi isolada pela neve, protegida dos invasores alemães, mas ameaçada por uma presença feroz, um tigre, que mudou a vida de todos os habitantes do local.

Entre andarilhos imortais, cenários fantásticos e uma realidade que Natália sempre acreditou ser ficção, Téa Obreht se mostra uma das mais inovadoras escritoras de sua geração e presenteia os leitores com um romance de estreia marcante.

Salinger: uma vida

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Texto escrito por Luiz Rebinski Junior no Digestivo Cultural

Não há castigo maior para um escritor do que ver sua própria personalidade se sobrepor aos seus livros e personagens. Esse foi o preço pago pelo norte-americano J. D. Salinger, que morreu no ano passado, ao ter se isolado do mundo quando seus livros eram bem maiores do que sua figura esquiva.

A reclusão de Salinger foi, pouco a pouco, ocupando o espaço que cabia à literatura. Com a recusa da escrita e do jogo literário, o mito da reclusão e o interesse dos leitores pela excentricidade do escritor ganharam força. E Salinger se tornou “o autor d’ O apanhador no campo de centeio” ou “o escritor americano que não dava entrevistas nem gostava de ser fotografado”. Algo no mínimo melancólico para um autor que queria desaparecer diante da literatura. Salinger fez de tudo para não ser notado, mas, como em uma espécie de maldição, quanto mais se escondia atrás de seus livros, mais indefeso ficava diante dos leitores.

A biografia Salinger: uma vida (Leya, 2011, 416 pág.), que a editora Leya acaba de publicar no Brasil, ajuda a entender um pouco a relação ambígua que Salinger teve com a sua própria arte e que culminou no seu isolamento a partir de 1953 em um ermo e isolado recanto no estado de New Hampshire, nos Estados Unidos. Escrita por Kenneth Slawenski, fã que mantinha um site sobre a vida e a obra de Salinger, a biografia não revela por que o escritor desistiu da literatura (se é que desistiu), mas traça um caminho interessante até uma possível explicação.

Salinger tinha um gênio irascível, desde pequeno. Rico, foi criado com todos os mimos pela mãe super protetora. Só rompeu o cordão umbilical quando já era adulto e, por pura falta do que fazer, foi parar nas trincheiras da Segunda Guerra Mundial. Assim como Dalton Trevisan, que “virou” escritor depois de um acidente que quase o matou na fábrica de seu pai, Salinger, depois do combate, adquire outra postura diante da vida. Salinger viveu o Dia D como poucos, e o desembarque na Normandia foi, literalmente, o seu Dia D. Salinger viveu histórias incríveis e se superou ao comandar centenas de homens ao longo de onze meses de combate. A guerra, por incrível que pareça, também lhe foi proveitosa no campo da literatura. E não apenas como matéria-prima para os contos que viria a escrever depois da guerra — alguns até mesmo durante as batalhas, com Salinger se isolando em um lugar seguro para batucar sua máquina. Além de marcar para sempre sua personalidade, a participação no combate lhe rendeu momentos memoráveis, como um encontro inusitado no front de batalha com Hemingway, que cobria o conflito como jornalista. É difícil pensar em Salinger tietando algum escritor, por mais brilhante que este seja, mas àquela altura, o autor de O apanhador no campo de centeio era apenas um pretenso escritor em busca de afirmação.

“Uma noite, durante uma trégua nos combates, Salinger virou-se para o seu companheiro soldado Werner Kleeman, um tradutor do 12º Regimento com quem fizera amizade quando treinava na Inglaterra. ‘Vamos lá’, apressou-o, ‘vamos ver Hemingway’. A visita durou duas ou três horas. Eles celebraram com champanhe tomado em canecas de alumínio, e Kleeman ouviu Salinger e Hemingway conversando sobre literatura. Foi um momento singular na floresta, que deixou Salinger reanimado e Kleeman impressionado”.

A participação de Salinger na Segunda Guerra Mundial certamente ajudou a empurrar o escritor para a reclusão, mas foi a religião budista que o guiou não só até Cornish, onde se escondeu durante décadas, mas ao tipo de literatura que iria realizar depois da publicação de O apanhador no campo de centeio, principalmente em alguns contos de Nove histórias e nas histórias da família Glass.

“Se Salinger experimentou ou não uma epifania espiritual por meio do The gospel of sri ramakrisna, é algo difícil de discernir a partir da sua atitude. Ele continuava deprimido e recolhido. Sofria de depressão havia anos, talvez desde bem jovem, e às vezes era afligido por episódios tão intensos que ficava incapaz de se relacionar com os outros. A ironia das freqüentes depressões de Salinger estava no fato de que em geral eram causadas pela solidão. A melancolia se apoderava dele e o afastava dos outros, aprofundando assim a própria solidão que a havia desencadeado”, escreve Slawenski.

Salinger expressou sua depressão em seus personagens, e essa dor pode ser sentida no desespero de Seymour Glass, na frustração de Holden Caulfield e no sofrimento do sargento X. No entanto, Salinger não foi o precursor daquilo que hoje conhecemos por autoficção, apesar das evidências e da tentativa de seus leitores em fazer conexões entre a vida privada do escritor e seus personagens. Em uma inversão da literatura autobiográfica, foi Salinger quem vestiu a roupa de seus personagens, e não o contrário.

“Quase numa imitação de seu personagem Buddy Glass, Salinger começou a aparecer em ambientes acadêmicos do Dartmouth College logo após o lançamento de Seymour, trabalhando horas na biblioteca da escola, com a aparência que se aproximava bastante da estética que literariamente se poderia atribuir a Buddy Glass. Por um breve momento deixou a barba crescer e vestia uma roupa rústica de brim e camisas xadrez de algodão, uma indumentária adequada tanto para cortar lenha como para um trabalho acadêmico”.

Seymour, uma introdução, sua última novela a aparecer em livro, é a exacerbação de sua fé e excentricidade. A leitura do livro de Slawenski sugere que Salinger e sua trajetória são fruto de vários fatores: o gênio irascível do autor, sua inerente misantropia, o envolvimento com a religião, sua participação na Segunda Guerra Mundial e um modo de trabalho ferrenhamente disciplinado, que envolvia horas e horas de escrita e total isolamento.

Tudo isso aparece no texto de Slawenski entrecortado por longos comentários sobre as histórias que Salinger escreveu. Um exercício de crítica que não combina muito com uma biografia. Detalhe que pode passar batido diante de histórias saborosas daquele que é o maior mistério da literatura do século XX.

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