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Posts tagged LGBT

Casais posam nus para calendário em apoio à Biblioteca da Diversidade

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O espaço tem como objetivo reunir obras literárias que abordem, de alguma forma, questões pertinentes ao público LGBT

Paulo Lannes, no Metrópoles

Em busca de verba para a construção da Biblioteca da Diversidade em Brasília, o bibliotecário Cristian Santos desenvolveu um calendário pelo 2º ano seguido. Porém, diferentemente da 1ª vez, em que havia apenas homens, a nova edição conta com casais héteros e homossexuais nus, clicados lendo livros e trocando carícias.

A Biblioteca da Diversidade tem como objetivo reunir obras literárias que abordem, de alguma forma, questões pertinentes ao público LGBT. “Quero criar um local onde minorias sexuais e religiosas possam se sentir contempladas”, afirma Cristian Santos.

Santos comenta que, para construir o espaço, é necessário um investimento de ao menos R$ 800 mil. “É o dinheiro necessário para o aluguel do espaço e a manutenção do acervo”, explica. Ele estima que a biblioteca funcione em uma das lojas localizadas à beira da W3 Sul (quadras 500).

Até o momento, Cristian já reuniu R$ 35 mil, dinheiro recebido pela venda de 400 exemplares do calendário de 2016 e a verba recebida no Prêmio Casa de Las Américas pelo livro “Devotos e Devassos”.

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Bibliotecários tiram roupa e posam nus para financiar biblioteca LGBT

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Publicado em UOL

Precisando arrecadar fundos para construir a Biblioteca da Diversidade, um espaço destinado a fomentar o diálogo entre minorias religiosas e sexuais, 12 bibliotecários e estudantes tiraram a roupa e posaram nus para um calendário. Os modelos, de sete Estados diferentes, posaram voluntariamente.

A ideia do calendário é do brasiliense Cristian Santos, ex-vendedor de cocadas que conquistou cinco diplomas e virou servidor público. De acordo com ele, o calendário serviu para chamar atenção para o projeto e também quebrar estereótipos. “Tinha que fazer algo que sensibilizasse as pessoas para a causa e pudesse realizar doações. Escolhi homens para quebrar o estereótipo que existe no próprio meio de que apenas mulheres trabalham na área”, diz.

Até o momento, quase todos os 300 exemplares (com o preço de R$ 50) foram vendidos. Porém, Cristian (que realiza as vendas e entregas) diz que a repercussão tem ido além da venda direta. “O calendário serviu para as pessoas conhecerem a nossa ideia. Já recebemos doações de livros e até algumas empresas já conversaram com a gente. No exterior, já saíram matérias sobre a iniciativa na França, México, Espanha, Chile e Colômbia”, afirma.

Autores LGBT também já se ofereceram para pesquisar e levantar um acervo sobre o gênero no Brasil. “Eles ofereceram obras e também acharam interessante a ideia de se pesquisar sobre assunto no Brasil. Além disso, teve gente que também se ofereceu para posar para um eventual calendário 2017”, conta.
Espaço para discutir a intolerância

Caso o calendário dê certo, a Biblioteca da Diversidade será um espaço para discutir intolerância sexual e religiosa. Além de atender o público LGBT, o espaço também visa contemplar religiões que sofrem preconceito como, por exemplo, as de matriz africana. “A cada 28 horas um homossexual é assassinado no Brasil. No ano passado, vários terreiros de candomblé sofreram invasões. Por isso, queria criar um espaço onde essas minorias poderiam ler e não sofrer preconceitos”, diz Cristian.

“Inicialmente, gostaríamos de arrecadar R$ 2 milhões para a compra de um espaço na Asa Sul (área central de Brasília). Sei que é ambicioso, mas não custa sonhar”, diz o bibliotecário. Até o momento, Cristian reúne um acervo de livros em sua casa. Todos os custos do local são arcados do bolso do bibliotecário (que trabalha na Câmara dos Deputados): “No momento, tudo funciona na minha casa. Mas queria um espaço com café e toda infraestrutura”.

A ideia que está sendo colocada em prática vem de alguns anos, quando o bibliotecário ainda era estudante: “Quando estava na UnB, presenciei uma coisa que me chocou: uma menina lésbica pegou um romance LGBT. Ela não viu, mas eu vi a bibliotecária fazer caras e bocas. E tudo o que eu quero é um espaço para que isso não aconteça”.

Universidade nos EUA cria opções de gênero trans em ficha de admissão

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Além de ‘homem’ e ‘mulher’, há opções para trans e não-binário.
Mudança pretende atender necessidades e diversidade dos estudantes.

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Publicado no G1

A partir do próximo ano letivo, que começa em setembro, a Universidade da Califórnia (UC), nos Estados Unidos, vai permitir que seus estudantes se identifiquem com gêneros além de “masculino” e “feminino”. Quem preencher o formulário de admissão da instituição terá seis variedades na hora de reconhecer seu gênero. Os candidatos e candidatas poderão optar entre masculino, feminino, homem trans, mulher trans, gênero não-binário (pessoa que não se identifica com os gêneros masculino e feminino) e “identidade diferente”.

Em nota, a universidade esclareceu que a resposta no formulário não prejudicará os candidatos no processo seletivo, e que o objetivo é “ajudar a universidade a entender melhor as demandas dos estudantes e atendê-las melhor”.

Haverá ainda a criação de banheiros e vestiários para estudantes trans.

A UC também anunciou o início de um projeto de dois anos para promover estudos de gênero e sexualidades interdisciplinares em todas as áreas da instituição, para “identificar maneiras de evoluir o aprendizado dos estudantes sobre as questões LGBT”.

Segundo Janet Napolitano, presidente da instituição, “a UC está trabalhando para garantir que os campi tenham um modelo de inclusão e compreensão”.

As mudanças aconteceram depois de um ano de trabalhos de um grupo formado para pensar a questão de inclusão e da diversidade entre a comunidade acadêmica. Segundo o comunicado da UC, os campi da universidade californiana já foram listados entre as faculdades “amigas” da comunidade LGBT.

Escolas britânicas estudam adotar material didático com exemplos de famílias LGBT

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Associação de escolas também começam a adotar política de uniformes diferenciada

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Publicado em O Globo

Escolas britânicas começaram a adotar novas políticas para uniformes pregando o “gênero neutro”. A medida visa evitar a discriminação contra a comunidade de alunos LGBT. Outra ação, que já foi contestada no Brasil quando houve o debate sobre a questão, é o uso de material didático que utilize exemplos de famílias com duas mães ou dois pais. Segundo o grupo defensor da causa, isto é uma forma de atenuar o bullying homofóbico.

Elly Barnes, diretor executivo do grupo “Educar e Celebrar”, que promove ações de combate ao preconceito, pregou a igualdade no uso das vestimentas.

— Se está tudo bem para uma menina usar calças, por que não é permitido que alunos usem saias? Temos que dar esta opção —argumentou Barnes para o jornal The Independent.

A militante foi chamada pela Associação de Escolas para dar uma conferência abordando maneiras para que os colégios pudessem se tornar mais amigavéis com o público gay.

Uma das medidas apontadas por Barnes foi o treinamento dos professores para que eles ficassem mais familiarizados com a linguagem adotada pela comunidade LGBT. Além disso, a maioria dos docentes não tinha recebido nenhum treinamento para combater a homofobia durante seus cursos de formação.

— Ter o treinamento é uma parte essencial para o desenvolvimento profissional permanente. Pode ser apenas o casa de um aluno perguntar “o que é lésbica?” e o professor poder responder — afirmou Barnes.

Outro ponto abordado trata sobre as aulas ministradas. O grupo afirma que o movimento negro, por exemplo, é tratado indiretamente em aulas sobre o movimento dos direitos civis mas que não existe esse espaço para se tratar das causas LGBT.

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