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Posts tagged liberdade de expressão

Charlie Hebdo esgota nas bancas da França, que têm filas

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Homem exibe nova edição de Charlie Hebdo em frente à banca que exibe cartaz informando o fim da publicação no estoque (Foto: Philippe Huguen/AFP)

Homem exibe nova edição de Charlie Hebdo em frente à banca que exibe cartaz informando o fim da publicação no estoque (Foto: Philippe Huguen/AFP)

Publicado na Exame

A edição especial da revista satírica “Charlie Hebdo”, a primeira lançada após o atentado contra sua sede, se esgotou rapidamente nesta quarta-feira, desde o início da manhã, nas bancas de jornal da França, que chegaram a registrar filas de pessoas interessadas na polêmica publicação.

Em Paris, a maioria das bancas do centro da cidade ficaram sem exemplares antes das 8h locais (5h de Brasília) e dois jornaleiros contaram à Agência Efe que as revistas esgotaram em poucos minutos.

Nas estações do metrô, também se formaram filas em frente aos pontos de venda, que se dispersavam assim que era anunciado o fim dos exemplares da revista.

Vários vendedores de jornais e revistas relataram que não fizeram reservas para os clientes que tinham solicitado porque acreditam que vão receber novas remessas nas próximas horas e nos próximos dias.

A “Charlie Hebdo” tinha informado que a edição especial após o atentado teria uma tiragem de 1 milhão de exemplares, mas acabou elevando esse número para 3 milhões devido aos pedidos do mundo todo.

Na França, a venda nas bancas de jornal será escalonada durante vários dias.

A capa da edição histórica, que mostra o profeta Maomé com um cartaz que diz “Je Suis Charlie” (Eu sou Charlie) e a manchete “Tudo está perdoado”, voltou a gerar polêmica no mundo muçulmano.

Presidente chinês pede maior controle ideológico nas universidades

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Xi Jinping exigiu estudo do marxismo nas instituições.
Governo tem adotado forte repressão à liberdade de expressão.

china

Publicado no G1

O presidente chinês Xi Jinping pediu maior “direção ideológica” nas universidades chinesas e exigiu o estudo do marxismo, disse a mídia estatal nesta segunda-feira, enquanto o país aperta o controle ao acesso à ideologia ocidental.

Os comentários de Xi são o último sinal de sua agenda política conservadora e vêm em meio a uma escalada no controle da imprensa, dos dissidentes e da Internet.

O Partido Comunista chinês sinalizou que não irá embarcar na reforma política, apesar das esperanças de que Xi, o filho de um vice-premiê liberal, possa negociar.

Xi disse que as universidades tinham que “amparar o dever de aprender e pesquisar a disseminação do Marxismo”, disse a agência estatal Xinhua.

Xi pediu que as autoridades aumentem a “liderança e a orientação” do PC nas universidades e também “fortaleçam e melhorem o o trabalho ideológico e político”.

Os campi deveriam “cultivar e praticar os valores originais do socialismo em seus ensinamentos”, disse Xi.

Grades curriculares e o discurso nas universidades são altamente controlados pelo governo, embora os estudantes tenham as vezes pressionado os limites, incluindo durante os protestos pró-democracia de 1989 na praça Tiananmen, que foram brutalmente reprimidos pelo Exército.

Um jornal influente do Partido Comunista disse em setembro que uma das principais universidades chinesas, a Universidade Peking, pediu que os estudantes “combatam” o criticismo do partido.

No ano passado, um economista chinês liberal, abertamente crítico ao PC, foi expulso da Universidade Peking depois de pedir reformas democráticas.

Xi adotou o Maoísmo antigo à medida que busca cortejar elementos conservadores poderosos no partido. Como muitas autoridades antes dele, Xi é adepto das clássicas crenças do partido de que perder o controle muito rapidamente, ou de qualquer maneira, poderia levar ao caos e à ruína do país.

O governo de Xi tem adotado uma forte repressão aos dissidentes e à liberdade de expressão que muitos ativistas de direitos civis dizem ser a mais consistente em muitos anos.

No semana passada, a imprensa chinesa noticiou que uma universidade no noroeste da China proibiu o Natal, chamando-o de uma celebração estrangeira “kitsch” que prejudica as tradições próprias do país, ordenando que os estudantes assistissem filmes de propaganda política.

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