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Câmara aprova leitura obrigatória da Bíblia em escolas de Nova Odessa (SP)

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Lucas Sampaio, na Folha de S.Paulo
A leitura da Bíblia pode se tornar obrigatória nas escolas municipais de Nova Odessa, cidade de 55 mil habitantes a 122 km da capital paulista.

Para isso, basta que o prefeito sancione um projeto de lei aprovado pela Câmara Municipal que impõe aos alunos do 1º ao 5º ano a leitura de um versículo bíblico por dia.

O projeto, que pode atingir 4.000 alunos de 12 escolas, divide os moradores da cidade e é considerado inconstitucional por juristas ouvidos pela Folha.

“O povo só quer saber de coisa errada. Quem sabe estudando a Bíblia não melhora?”, diz o motorista Luiz Vidal, 63.

“A religião não deveria entrar no currículo escolar”, discorda o administrador Mauro Facioli, 57.

Para a advogada Amanda Assunção, “a Bíblia não ensina nada de ruim, mas é preciso respeitar as diferenças”.

Segundo o vereador Vladimir Antônio da Fonseca (SDD), autor do projeto, “a intenção foi a melhor possível”.

Ele, que é evangélico, diz que a leitura do livro “não se contrapõe à ideia de Estado leigo ou laico” e “não desafia os valores consagrados na Constituição”.

Mas, para os especialistas, a lei, se aprovada, será inconstitucional, porque fere a liberdade de crença.

“A escola pública é laica e não pode ter influência de religiões”, diz Odete Medauar, professora da Faculdade de Direito da USP.

“Não se pode impingir essa obrigação aos professores e alunos porque fere a liberdade religiosa e a diferenciação entre Estado e igreja”, concorda Antonio Carlos Rodrigues do Amaral, ex-presidente da Comissão de Direito Constitucional da OAB/SP.

O prefeito de Nova Odessa, Benjamim Bill Vieira de Souza (PSDB), ainda não decidiu se vai vetar ou sancionar a lei.

“O projeto não é ruim. É bom. A Bíblia é um dos livros mais lidos do mundo”, diz o prefeito. “Só a parte da obrigatoriedade é que acaba criando um transtorno.”

O tucano afirma ter pedido um parecer da Secretaria de Educação e do setor jurídico sobre a legalidade do projeto aprovado, para “ver o que a gente pode fazer para melhorá-lo”.

A OAB-SP reforçou a inconstitucionalidade do projeto, mas disse que só discutirá alguma medida contra a lei caso ela seja sancionada.

 

Como eram os alunos do ensino médio em 1969

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Leonne Castro, no Literatortura

Ano de 1969. John Lennon era vivo e os The Beatles lançavam o Abbey Road como um de seus últimos suspiros enquanto banda. O homem pisava na lua. Lutavam por liberdade sexual. Lutavam por paz, com três dias de música em Woodstock. Médici no poder, início dos anos de chumbo, a censura; apesar dela, os protestos. Monty Python vai ao ar e todo mundo ri. Napalms no Vietnã, todo mundo foge. Guerra-fria-James-Bond. Movimentos sociais no mundo todo pedem igualdade entre sexos. Os Panteras Negras, por igualdade entre os homens.

Em meio ao caos da mudança e a acontecimentos bons e ruins, a moda também foi fator determinante da época, como já é de seu costume. Confira, nas fotografias abaixo, alunos estrangeiros do ensino médio com suas indumentárias e penteados característicos – reflexo direto da transgressão de preceitos antigos e da liberdade individual difundida em larga escala nos diversos segmentos da sociedade:

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Biógrafo só não pode mentir, diz americano que escreveu sobre Al Capone e Marco Polo

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Fábio Victor na Folha de S.Paulo

Autor de livros sobre as vidas de Marco Polo, Al Capone, Louis Armstrong, James Agee e Irving Berlin, entre outros, o biógrafo e historiador americano Laurence Bergreen, 63, defende que pode-se abordar quase tudo a respeito de biografados –só não se pode mentir.

Bergreen, que teve lançados no Brasil os livros “Além do Fim do Mundo” (sobre a expedição de Fernão de Magalhães) e “Marco Polo” (biografia do navegador italiano), foi convidado de última hora para o 1º Festival Internacional de Biografias, aberto anteontem e que vai até amanhã em Fortaleza.

O americano está de passagem pela cidade com a mulher, cearense. Ao saber do festival, ela procurou a organização, que o convidou para uma palestra às 18h de hoje.

Henrique Kardozo/Estúdio Pã/Divulgação
O escritor e biógrafo americano Laurence Bergreen, 63
O escritor e biógrafo americano Laurence Bergreen, 63

Folha – Qual o equilíbrio possível entre liberdade de expressão e direito à privacidade?
Laurence Bergreen – Nos EUA, essas fronteiras são redefinidas toda vez que um novo caso vem à tona. Em geral, o direito de a sociedade ser informada tem precedência. Mas depende sobre quem se está escrevendo. Se é sobre uma pessoa anônima, ela tem direito à privacidade. Mas sobre uma figura pública pode-se escrever quase tudo, a menos que se minta intencionalmente, que se invente uma informação. Diz-se nos EUA que “a verdade é sempre uma defesa”: se você publica algo constrangedor sobre alguma figura pública, mas é verdade, nada pode ser feito.

Há restrições ao trabalho de biógrafos nos EUA?
As restrições normalmente envolvem material protegido por direitos autorais, como músicas ou trechos de livros. Mas, mesmo nesses casos, os escritores têm a proteção do “fair use” [“uso justo”], que permite que em alguns casos jornalistas e biógrafos usem um pedaço de uma obra protegida por direito autoral –pode ser uma música, um poema, uma reportagem. A questão é quanto pode ser usado. Não há critério claro.

Quem define quanto?
Há um senso comum de que não pode ser mais que uma pequena porcentagem. Mas é muito flexível.

Como o sr. analisa as restrições da lei brasileira para publicação de biografias?
Como americano, vejo com preocupação, porque acho que, quanto mais liberdade de expressão, melhor.

Não é uma contradição que os EUA, que se proclamam o país da liberdade, espionem cidadãos, governantes e empresas de outros países?
Assim como os brasileiros, estamos muito chateados com esse caso. Uma pesquisa realizada com integrantes do PEN [associação de escritores] mostrou que nunca estivemos tão preocupados com direitos individuais e liberdade de imprensa como agora. É para nós também uma surpresa, há um ano ninguém sabia das atividades da NSA [Agência de Segurança Nacional, dos EUA], imaginava-se que ela tinha apenas propósitos militares.

O jornalista FABIO VICTOR viajou a convite do Festival Internacional de Biografias

Número de detentos inscritos no Enem 2013 sobe 28%

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Com 30 mil candidatos, edição da prova para pessoas privadas de liberdade será realizada nos dias 3 e 4 de dezembro

Publicado em O Globo

É cada vez maior o número de detentos em todo o país que prestam o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Para a edição deste ano da prova, quase 30 mil pessoas privadas de liberdade se inscreveram, um crescimento de 28,13% em relação a 2012. No ano passado, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) registrou 23,6 mil inscritos. Em 2011, 14,1 mil; em 2010, 14,4 mil.

A edição do Enem para detentos será realizada nos dias 3 e 4 de dezembro próximo, nas unidades prisionais e socioeducativas. Assim como nas provas para estudantes do ensino médio, feitas no mês passado, os candidatos privados de liberdade farão no primeiro dia as partes de ciências humanas e suas tecnologias e de ciências da natureza e suas tecnologias, com duração de 4 horas e 30 minutos. No segundo dia, as de linguagens, códigos e suas tecnologias, redação e matemática, com duração de 5 horas e 30 minutos.

As inscrições foram feitas via internet pelos responsáveis pedagógicos de cada instituição. Eles também estarão encarregados do acesso aos resultados, da divulgação das informações do exame aos inscritos e do encaminhamento dos candidatos ao Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e a outros programas de acesso à educação superior.

Apenas 1% aprovado

Conforme O GLOBO noticiou em junho, dos 23.575 internos que participaram do Enem para Pessoas Privadas de Liberdade (PPL), apenas 369 atingiram os 450 pontos exigidos para a certificação de conclusão do ensino médio, segundo informações obtidas via Lei de Acesso à Informação.

 

Concurso Cultural Literário (16)

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filhos do jacarandá

Em 1983, uma menina chamada Neda nasce dentro de uma prisão em Teerã, capital do Irã. Sua mãe é uma prisioneira política que só consegue cuidar da filha recém-nascida por alguns meses antes que ela seja levada, à força, para longe de seu convívio. Neda é uma personagem fictícia de Filhos do jacarandá, primeiro romance escrito por Sahar Delijani, mas sua história se mescla com a da própria autora, que passou seus primeiros 45 dias de vida na penitenciária de Evin, na capital iraniana.

Filhos do jacarandá não chega a ser uma biografia, mas é inspirado em experiências reais dos pais e familiares de Delijani depois que o país passou de monarquia a república, com a revolução de 1979 – que derrubou o xá Reza Pahlevi e instituiu o comando do aiatolá Khomeini. Seu tio foi executado e seus pais, contrários a ambos os regimes, foram encarcerados. Para a autora, o romance “é uma tentativa de manter viva a memória de meu tio e de todos aqueles que foram mortos naquele verão sangrento, para além de colocar um pouco de luz nesse momento negro da história iraniana. É também uma narrativa de violência, prisão e morte, que permaneceu inédita por muito tempo”.

Publicada em mais de 20 países, a história recebeu elogios de Khaled Hosseini, autor que emocionou o mundo com O caçador de pipas e, mais recentemente, com O silêncio das montanhas: “ambientado no Irã pós-revolução, o emocionante romance de Sahar Delijani é uma poderosa denúncia da tirania, um tributo comovente àqueles que carregam as cicatrizes de tempos sombrios e uma celebração da eterna procura do homem pela liberdade”.

Filhos do jacarandá conta a história de três gerações de homens e mulheres inspirados pelo amor e pelo idealismo, que perseguem sonhos de justiça e liberdade. É um tributo às crianças da revolução, segundo a autora. “Muitas pessoas acabaram sendo aprisionadas pelo novo regime, e os filhos do título são os filhos delas – crianças que nasceram no período pós-revolução e foram educadas por seus avós, tios e tias, já que seus pais estavam na cadeia”. É um livro que trata de repressão política, mas que também revela como fortes laços familiares não são desfeitos nem nas piores circunstâncias.

Imperdível! Vamos sortear 3 exemplares de “Filhos do jacarandá“.

Se você deseja concorrer a esse grande sucesso, é só responder: Qual é a importância da família nas circunstâncias mais difíceis?

O resultado será divulgado no dia 9/10 às 17h30 aqui no post e também no perfil do Twitter @livrosepessoas.

Lembrete: se participar via Facebook, por gentileza deixe um e-mail de contato.

Boa sorte! 🙂

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Parabéns aos ganhadores: Talita Rodrigues, Luciana França Campos Brito e Universo dos Leitores.

Por gentileza enviar seus dados completos para [email protected] em até 48hs.

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