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5 livros clássicos que podem tornar você um líder muito melhor

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(Foto: Shutterstock)

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Ao ler F. Scott Fitzgerald e Arthur Miller, é possível aprender mais sobre nós mesmos e sobre o que faz a boa liderança

Publicado na Época Negócios

Não se trata de autores que escrevem sobre gestão, negócios e liderança. Estamos falando de literatura clássica: escritores como o americano F. Scott Fitzgerald, o nipo-britânico Kazuo Ishiguro e o francês Albert Camus, premiadíssimos e cujas obras são leitura obrigatória, oferecem insights inestimáveis para compreender a verdadeira liderança, segundo Scotty McLennan, professor da Stanford Graduate School of Business.

Segundo McLennan, responsável pelo MBA “O Mundo dos Negócios: Investigação Moral e Espiritual através da Literatura”, não devemos nos limitar a manuais e biografias, além de estudos, pois isso significa perder a oportunidade de olhar para a questão de maneira diversa. Ele garante que, ao ler alguns clássicos literários, é possível mergulhar na “mente” dos personagens – e aí se encontram lições valiosas.

“A literatura pode mostrar de uma maneira que estudos de casos específicos e biografias que supostamente abordam a realidade não podem alcançar”, diz Scotty McLennan, em um artigo da Business Insider.

A seguir, uma lista de clássicos capazes de provocar ideias e que poderiam figurar facilmente entre os melhores livros para se ler nesta vida.

O Grande Gatsby
F. Scott Fitzgerald

Considerado por McLennan como o livro do “sonho americano”, “O Grande Gatsby” conta a história de um jovem pobre que busca o sucesso a qualquer preço para impressionar o grande amor de sua juventude, Daisy.

“Podemos aprender com Gatsby como a vida pode ser transformada, ao colocar ideais acima das decisões práticas da vida diária, acima do desejo por segurança e da busca pelo poder”, afirma o professor. “Não creio que muitas pessoas sejam capazes de viver no mesmo nível de idealismo de Gatsby por tanto tempo.”

“É claro que o livro de Fitzgerald nos desafia a manter um idealismo além daquele de Gatsby, ao mostrar de forma comovente as suas limitações”, aponta McLennan.

Siddartha
Herman Hesse

O romance acompanha um homem que luta para “combinar negócios e espiritualidade”. “Ele se torna um mercador rico que no início não dá muita importância ao sucesso material, concentrando-se em atender bem seus clientes e agir de maneira ética em relação aos acionistas. Mas ele acaba se tornando ganancioso e sucumbe à ‘doença da alma do homem rico’ e se transforma em um homem maldoso”, comenta o professor.

Mais tarde, ele consegue encontrar o equilíbrio ao oferecer transporte para que viajantes possam cruzar um rio – oferecendo conselhos espirituais.

O Estrangeiro
Albert Camus

Muito citado como uma das principais obras do Existencialismo, o livro aborda a “filosofia do absurdo” de Camus. Ao matar um homem, o personagem Mersault estabelece duas narrativas em primeira pessoa, uma antes do assassinato e outra depois.

Para o professor McLennan, este livro leva o leitor a questionar seu papel como ser humano e, portanto, seu lugar no universo. Qual é o significado da vida, se é que existe um significado?

Vestígios do Dia
Kazuo Ishiguro

O romance, que acompanha um velho mordomo que devotou a maior parte de sua vida ao lorde da mansão – a ponto de se tornar cego em relação ao que acontece no mundo e também às suas necessidades. Ele vê o mundo de maneira hierarquizada, seguindo um código antiquado, através de vás décadas.

Segundo McLennan, há várias passagens que discutem valores de liderança e ética. Em última análise, o livro pode ser visto como um estudo sobre as diferenças entre Ocidente e Oriente.

Morte de um Caixeiro-Viajante
Arthur Miller

Outro romance que faz parte da lista do professor de livros do “sonho americano”, esta peça é uma lição de confiança – em si mesmo e no mundo que nos rodeia. O caixeiro-viajante Willy Loman acredita ser capaz de controlar seu destino e o de sua família, tentando impor a seus filhos trabalhos que não se encaixam em sua natureza.

“Se ele confiasse mais nas pessoas a seu redor em vez de tentar controlar tudo sozinho, e aceitasse sua própria natureza em lugar de se tornar uma pessoa que ele não era, possivelmente seria mais bem sucedido”, diz McLennan.

Novas avaliações vão medir criatividade de alunos, diz educador

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Publicado em Folha de S.Paulo

Um dos maiores especialistas em tecnologia aplicada à educação do mundo, Paulo Blikstein, é brasileiro e dá aula na Universidade Stanford, nos EUA, escola que figura no topo de rankings internacionais.

Lá, ele participa de um grupo que desenvolve pesquisas educacionais seguindo metodologias científicas à risca.

Para verificar se uma determinada tecnologia melhora o desempenho de alunos, por exemplo, Blikstein e colegas desenham uma amostra, montam grupos de controle e replicam o modelo em diferentes escolas.

Entre seus estudos recentes, descobriu que deixar alunos fazerem experiências antes de ensinar teorias aumenta em até 25% o aprendizado.

Ele também tem participado da reformulação de sistemas tradicionais de avaliação de educação, como o Pisa, da OCDE. Para ele, o aluno do século 21 será avaliado pelo seu conhecimento, mas também pelas suas competências, como sua criatividade.

O pesquisador falou com a Folha durante uma passagem de férias pelo Brasil. Leia abaixo trechos da entrevista.

Folha – Você é engenheiro de formação e acabou se enveredando pelos estudos de educação. Como foi essa trajetória?

Paulo Blikstein – Estudei na escola da Madalena Freire, filha do Paulo Freire, que não existe mais. Lá não havia notas nem provas, o currículo era decidido pelos alunos e pelos professores em conjunto. Depois disso, fui para lugares muito tradicionais como a Poli-USP. Entendi o potencial da educação quando ela dá para os alunos lentes diferentes para enxergar o mundo. Por muitos anos, nem sabia que existia essa coisa de nota na escola. A gente simplesmente fazia o melhor porque esse era o contrato tácito.

Você estudava porque gostava?

Estudava porque achava interessante. Claro que nem sempre você pode fazer o seu melhor em todas as áreas, mas você tenta. Na educação tradicional, a gente adestra as crianças a fazer o mínimo possível. Na experiência que tive era o contrário, a gente tentava fazer o máximo necessário para contribuir para o grupo e para o próprio desenvolvimento.

É a proposta de Paulo Freire.

Costumo dizer que Paulo Freire é o grande incompreendido da educação brasileira. Ele é o intelectual mais conhecido no mundo, mas aqui há uma interpretação politizada demais. A ideia dele era tornar a escola mais produtiva e transformadora.

É possível ter uma educação transformadora e produtiva no modelo de escola que predomina hoje no Brasil?

É difícil. Uma parte da minha preocupação como pesquisador é como traduzir os ideais que acredito em ações e em políticas públicas que possam ser implementadas. O problema é que as metodologias mais modernas de educação estão nas escolas de elite, mas as escolas públicas continuam presas no século 19. A questão é como será possível reproduzir tecnologias em baixo custo para atender a escola pública.

Isso será possível?

Sim. As tecnologias que permitem um aprendizado mais moderno, como kits de robótica, caíram de custo uma ou duas vezes nos últimos anos. Além disso, nos últimos tempos a gente acumulou muito conhecimento técnico e de pesquisa na área. Hoje existe uma aceitação muito maior de tecnologia aplicada à educação.

Os professores estão preparados para usar tecnologia na escola?

Eles foram pegos de surpresa e, para ter resultado, é preciso treinamento. Uma coisa é dar uma aula expositiva de ciências, outra coisa é estar em um laboratório de ciências ou de projetos. É preciso outro tipo de formação. Um bom professor tradicional não necessariamente será um bom professor de projetos.

O investimento em tecnologia, por si só, melhora a educação?

Não adianta sair comprando tablets para a escola. Para cada R$ 1 investido no hardware, é preciso R$ 9 no currículo e na formação de professores. A tecnologia nunca é um elemento isolado, mas funciona quando faz parte de um pacote que envolve currículo redesenhado, formação do professor e novas formas de avaliação.

Como avaliar os resultados de uma tecnologia aplicada à educação?

Muitas iniciativas de ensino acabam sofrendo muito pela falta de métodos apropriados de avaliação. Tem um monte de projeto educacional de tecnologia implementado em escolas de elite que dá certo, mas qualquer projeto em uma escola de elite vai funcionar. Muitas vezes a gente treina alunos em natação e mede se eles conseguem correr. O que se aprende fazendo experimentos de robótica ou programação não é só matemática, mas também é resolução de problemas, por exemplo.

As avaliações tradicionais, como o Pisa [exame internacional de educação que avalia 65 países em ciências, matemática e línguas] estão sendo redesenhadas para isso. A partir deste ano, o Pisa vai ter uma forma para medir habilidades não cognitivas.

A OCDE também quer ter, a cada dois anos, uma prova para medir habilidades do século 21. Acabei de participar de uma reunião com líderes de educação de vários países para decidir o que deve ser avaliado além de ciências, matemática e línguas. Os próximos rankings do Pisa vão mostrar quão criativos são os alunos, quanto eles conseguem resolver problemas etc.

Se a gente não fizer nada na educação pública brasileira, vai ficar claro que somos ruins em matemática, em ciências e que também somos pouco criativos. Não dá mais tempo de parar 20 anos para consertar os problemas de matemática e depois olhar o resto. Precisamos cuidar das coisas básicas, mas também precisamos avançar. Não fazer isso é mesma coisa que fechar aeroportos para consertar só estradas.

O Brasil ainda pode ser o líder mundial de uma revolução educacional como você sugere em um dos seus livros recentes?

Sim, o que conseguirmos fazer funcionar no Brasil vai ter uma aplicabilidade muito maior do que dá certo na Finlândia, que é um país de 5 milhões de pessoas. Um modelo que trabalha com custos baixos, com professores com salários defasados, com dificuldades estruturais e com alunos de baixa renda.

Crise econômica é uma desculpa para termos educação de má qualidade?

Crise não é desculpa porque o dinheiro da educação é mal gasto por causa de má gestão e de corrupção. É claro que precisa de mais dinheiro, mas tem coisas de baixo custo que poderiam ser implementadas.

Na Tailândia, por exemplo, estão instalando laboratórios de criatividade nas escolas públicas. São “fablabs”. Imagine se tivéssemos “fablabs” nas escolas públicas brasileiras? Quando o aluno se interessa pelo laboratório, ele passa a se interessar por outras coisas também.

Se a gente não fizer esse tipo de movimentação na escola brasileira vai ser muito difícil despertar o interesse dos alunos. O problema é que sempre quando estamos diante de um problema complexo, a gente busca a pílula mágica. Não tem bala de prata.

Professores alemães querem ensinar ‘Minha luta’, de Hitler, nas escolas

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Discurso do líder nazista será editado pela 1ª vez desde a Segunda Guerra.
Autoridades alemãs, porém, planejam processar editora que imprimir obra.

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Publicado em G1

A associação alemã de professores defendeu nesta sexta-feira que a edição crítica de “Minha luta” (no original “Mein Kampf”), de Hitler, seja ensinada nas escolas para “vacinar” os adolescentes contra o extremismo político.

O virulento discurso antissemita do líder nazista não era editado na Alemanha desde o fim da Segunda Guerra Mundial, mas uma edição crítica revisada será publicada no ano que vem.

Os direitos autorais estiveram durante 70 anos nas mãos do estado da Baviera, que se recusou a autorizar a reimpressão do livro. Em 2015, os direitos autorais foram liberados.

As autoridades alemães planejam processar os editores que publicarem o livro sem aparato crítico, acusando-os de “incitação ao ódio racial”.

O Instituto de História Contemporânea de Munique pretende publicar em janeiro uma “edição crítica” de “Minha luta” que agrega contexto com comentários históricos em cerca de 3.500 notas de rodapé.

A associação de professores propõe que trechos selecionados sejam ensinados a estudantes com mais de 16 anos, segundo a edição on-line do jornal econômico “Handelsblatt”.

O odioso panfleto pode ser incluído nos programas de aula e apresentado por experientes professores de História e de Política, o que poderia, de acordo com a associação, contribuir para “vacinar os adolescentes contra o extremismo político”.

A prominente líder da comunidade judaica alemã Charlotte Knobloch se opõe à ideia e declarou ao “Handelsblatt” que usar a “profunda diatribe antissemita” como material escolar pode ser irresponsável.

Em tempos de aumento do populismo de extrema direita, ensinar valores humanistas e princípios democráticos é indispensável, argumentou.

“Uma análise crítica de ‘Minha luta’, essa antítese da humanidade, da liberdade e da abertura ao mundo pode aumentar a resistência frente a essas tentações e a esses perigos”, acrescentou Ernst Dieter Rossmann, um socialdemocrata de centro-esquerda, em entrevista ao mesmo jornal.

Após ser alvo de racismo, escola luta para se chamar ‘Nelson Mandela’

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Equipe organizou abaixo-assinado para mobilizar autoridades.
Intenção é homenagear o líder africano e combater o preconceito.

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Luiza Tenente, no G1

Alunos, pais e professores da Escola Municipal de Educação Infantil Guia Lopes, no Limão, Zona Norte de São Paulo, querem que o colégio passe a se chamar “Emei Nelson Mandela” – em vez de homenagear um brasileiro considerado, pelo Exécito, herói da Guerra do Paraguai. Nesta sexta-feira (4), o grupo circulou pelas ruas do bairro com um “Bloco de Maracatu” para divulgar a causa.

De acordo com o movimento, o objetivo de tirar o nome “Guia Lopes” e usar “Nelson Mandela” é reforçar um eixo importante da atividade da escola. A partir de 2011, quando foi incluída no currículo uma disciplina sobre a cultura dos negros, o muro do colégio passou a ser pichado com frases preconceituosas, como “Preserve a raça branca”.

Naquele ano, a equipe docente decidiu que precisaria dar atenção especial ao tema. “Em vez de nos desestimularmos com as pichações, ganhamos mais força para estudar como combater o preconceito com as nossas crianças”, afirma Cibele Racy, diretora da Emei Guia Lopes.

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Para concretizar a mudança, Cibele organizou um abaixo-assinado, que já conta com mais de 11 mil apoiadores, com o título “Permitam que nossa escola se chame Nelson Mandela”. O projeto é apoiado pelos 340 alunos e por suas famílias, de acordo com a direção.

A diretora aponta que a comunidade da região, que já associa a escola à valorização da cultura afrobrasileira, também está contribuindo para a divulgação do documento.

Uma carta contando a história da escola foi encaminhada ao prefeito Fernando Haddad, ao secretário municipal de Educação de São Paulo, Gabriel Chalita, e ao secretário municipal de Direitos Humanos e Cidadania de São Paulo, Eduardo Suplicy.

Em agosto, o presidente da Câmara Municipal de São Paulo, Antônio Donato, apresentou projeto de lei sobre o tema. “Esperamos que o abaixo-assinado cresça e pressione as autoridades para aprovarem nosso pedido”, conta Cibele.

Importância de Mandela
Nas aulas de cultura africana, os alunos de 3 a 4 anos criaram personagens para ilustrar o que aprendiam. Inventaram um príncipe africano, chamado Azizi Abayomi, que se casa com uma brasileira e tem dois filhos. Azizi, para as crianças, é neto do líder Nelson Mendela, conhecido por elas como “vovô Madiba”.
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Desde então, Mandela representa uma figura importante para os alunos da escola municipal. Em 2015, a Emei completa 60 anos – de alguma forma, o aniversário precisaria homenagear o o ex-presidente sul-africano.

“Percebemos que ninguém conhecia Guia Lopes, personagem da Guerra do Paraguai. Era uma figura distante da nossa realidade”, conta a diretora. A partir desses questionamentos, o conselho da escola percebeu que seria mais adequado se a EMEI levasse o nome de Mandela, tão querido pelas crianças.

‘Se eu ficar’ é o livro mais vendido em setembro

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Livro desbanca o besteseller A culpa é das estrelas e Vergara&Riba é vice líder no ranking semanal

Cassia Carrenho, no PublishNews

Após oito meses em primeiro lugar nas listas mensais, A culpa é das estrelas (Intrínseca) foi ultrapassado por Se eu ficar (Novo Conceito) e também por Ansiedade: como enfrentar o mal do século (Saraiva). Em setembro, o novo campeão, Se eu ficar, vendeu 46.826 exemplares, Ansiedade, 32.879 e A culpa é das estrelas, 30.373. Apesar do sucesso em setembro, Se eu ficar vendeu quase 10 mil exemplares a menos do que seu rival de lista e de lágrimas vendeu em agosto.

No ranking mensal das editoras, Sextante garantiu de novo o primeiro lugar com 23 títulos. Bem atrás, Intrínseca ficou com 15 e Record com 14. Em agosto, a diferença tinha sido bem menor, com Record com 21 e Intrínseca 19.

A Vergara&Riba foi o grande destaque, tanto na lista mensal como na semanal. No ranking mensal, a V&R (como é carinhosamente chamada) pulou do sétimo para o quarto lugar, com doze títulos. Na lista semanal, assumiu o segundo lugar, com 11, ficando atrás apenas da Sextante, com 18 títulos. Yes, nós temos bananas!

A editora Gente também resolveu mostrar a cara na lista semanal e pulou do 11º para o 6º lugar na lista, com a ajuda de dois livros estreantes na lista: Manual do empreendedorismo e O poder de ser você.

Outras novidades na lista foram: em ficção, Batman e Robin (Panini) e, em não ficção, Zero zero zero (Companhia das Letras), Danem-se os normais (Casa da Palavra/LeYa) e O fim do mundo (Escrituras).

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