Canal Pavablog no Youtube

Posts tagged Lidos

Os 12 livros mais vendidos da história

0

Carlos Willian Leite, na Revista Bula

Em 2012 a Revista Bula publicou o primeiro levantamento sobre os dez livros literários mais vendidos da história, em 2015 repetimos o levantamento utilizando os mesmos critérios do levantamento anterior — pouco se alterou em relação ao resultado de três anos antes: apenas a inversão na ordem de alguns dos livros mais vendidos e a inclusão de dois novos títulos à lista. A metodologia para se chegar ao resultado foi a mesma utilizada em 2012: consultamos reportagens, entidades editoriais, empresas de pesquisas de mercado e publicações especializadas. Livros religiosos, políticos, educacionais e de curiosidades como: “Bíblia Sagrada”, “Iluminatti: Sociedade Secreta”, “Corão”, “Dicionário Xinhua Zidian”, “A Arte da Guerra” e “Livro Guiness dos Recordes” não foram contabilizados, apenas livros literários.

Participaram do levantamento as publicações: “The Paris Review”, “Washington Post”, “Open Culture”, “The Guardian”, “Telegraph”, “Toronto Star”, “New York Times”, “Global Times”, “Financial Times”; as entidades editoriais International Publishers Association (IPA), European and International Booksellers Federation (EIBF) e International Federation of Library Associations and Institutions (IFLA); e as empresas de auditagem e pesquisas de mercado Nielsen e a GfK.

Os livros, “Cinquenta Tons de Cinza” e “O Senhor dos Anéis”, apesar de terem sido publicados em mais de um volume — foram considerados como um livro único — porque, originalmente, seus autores os conceberam como obra única, diferentemente da série Harry Potter.

Embora não exista concordância sobre os números exatos do mercado de livros ao longo dos séculos, os levantamentos das publicações, instituições e empresas mencionadas, parecem ser o que mais se aproximam do consenso editorial.

Harry-Potter-e-a-Pedra-Filosofal

1 — Harry Potter e a Pedra Filosofal
(J.K. Rowling)
Publicado em 1997, “Harry Potter e a Pedra Filosofal” é o primeiro volume da série Harry Potter, da britânica J. K. Rowling. O livro narra a história de um garoto órfão que vive infeliz com seus tios. Até que, repentinamente, ele recebe uma carta contendo um convite para ingressar em uma famosa escola especializada em formar jovens bruxos. Estima-se que tenha vendido entre 850 e 950 milhões de cópias.

Dom-Quixote

2 — Dom Quixote
(Miguel de Cervantes)

Publicado em Madrid em 1605, “Dom Quixote”, de Miguel de Cervantes, é composto de 126 capítulos, divididos em duas partes. O livro narra a história de Dom Quixote de La Mancha, um cavaleiro errante que perdeu a razão e, junto com seu fiel escudeiro Sancho Pança, vive lutas imaginárias. Estima-se que tenha vendido entre 600 e 630 milhões de cópias.

O-Conde-de-Monte-Cristo

3 — O Conde de Monte Cristo
(Alexandre Dumas)

Publicado em 1844, “O Conde de Monte Cristo é, juntamente com “Os Três Mosqueteiros”, a obra mais conhecida de Alexandre Dumas e uma das mais celebradas da literatura universal. O livro narra a história de um marinheiro que foi preso injustamente. Quando escapa da prisão, e toma posse de uma misteriosa fortuna e arma uma plano para vingar-se daqueles que o prenderam. Estima-se que tenha vendido entre 300 e 350 milhões de cópias.

Um-Conto-de-Duas-Cidades

4 — Um Conto de Duas Cidades
(Charles Dickens)

Publicado em 1859, “Um Conto de Duas Cidades”, de Charles Dickens, é um romance histórico que trata de temas como culpa, vergonha e retribuição. O livro cobre o período entre 1775 e 1793, da independência americana até a Revolução Francesa. Dickens evita o posicionamento político, centrando a narrativa nas observações de cunho social. Estima-se que tenha vendido entre 280 e 300 milhões de cópias.

O-Pequeno-Príncipe

5 — O Pequeno Príncipe
(Antoine de Saint-Exupéry)

Publicado em 1943, “O Pequeno Príncipe”, de Antoine de Saint-Exupéry, é uma das obras mais traduzidas da história. Por meio de uma narrativa poética, o livro busca apresentar uma visão diferente de mundo, levando o leitor a mergulhar no próprio inconsciente. Estima-se que tenha vendido entre 250 e 270 milhões de cópias. (mais…)

Funcionária de hospital lê 49 livros em 2014

0
Adevania trabalha na lavanderia do HB e, na hora do almoço, aproveita para viajar na leitura: já são 49 títulos só em 2014 (Foto: Hamilton Pavam)

Adevania trabalha na lavanderia do HB e, na hora do almoço, aproveita para viajar na leitura: já são 49 títulos só em 2014 (Foto: Hamilton Pavam)

Harlen Félix, no Diário Web

A encarregada de lavanderia Adevania Caro cultiva uma paixão pelos livros desde a infância. Estimulada pelos professores da escola quando criança, ela tomou gosto pela leitura e, sempre que pode, deixa sua imaginação ser levada por personagens dos mais diferentes perfis, compartilhando de suas aventuras, dramas e alegrias.

Já o técnico em enfermagem Marcos Alberto Gioacomini não teve a mesma sorte que Adevania, vivendo uma infância distante dos livros. No entanto, faz questão de estimular o hábito da leitura entre os seus filhos, Miguel, de 2 anos, e Mateus, de 8. Funcionários do Hospital de Base de Rio Preto (HB), os dois têm em comum as visitas frequentes à Biblioteca “José Paulo Cipullo”, que funciona há dois anos no hospital.

Na manhã de ontem, Adevania e Giacomini foram premiados por terem sido os colaboradores do HB e da Famerp (Faculdade de Medicina e Enfermagem de Rio Preto) que mais emprestaram livros da biblioteca neste ano – ela, para saciar sua fome de leitura, e ele, para surpreender os filhos com fantásticas e emocionantes histórias do mundo do faz de conta.

Somente neste ano, Adevania leu 49 livros da biblioteca do Hospital de Base. O horário de almoço é seu momento ideal para a leitura. “Quando leio, esqueço da vida, dos problemas e dos afazeres. É muito bacana poder viajar nas histórias vividas por outros personagens. Isso sempre me encantou”, comentou ela ao Diário, minutos antes da cerimônia de premiação, sem saber que havia conquistado o primeiro lugar entre os leitores do hospital.

Os romances e as biografias dominam a preferência da encarregada de lavanderia do HB. Ao elencar as obras que mais gostou de ler em 2014, ela cita a biografia do papa João Paulo 2º, escrita por Bernard Lecomte, e o romance “50 Tons de Cinza”, “best-seller”da escritora E. L. James que vai ganhar as telas do cinema neste ano. Já Giacomini marca presença toda semana na biblioteca do HB para emprestar algum livro infantil para os filhos.

Até agora foram 20. Enquanto Miguel se encanta com as figuras, Mateus vibra com as histórias e sempre gosta de comentar sobre elas com o pai. “Comecei a pegar livros para os meus filhos desde quando a biblioteca foi inaugurada aqui, no hospital. Como não tive a mesma oportunidade que eles têm agora, faço questão de incentivar a leitura”, declara o técnico em enfermagem, que elogia o acervo de publicações infantis do hospital.

“A leitura tem que ser estimulada desde cedo. Só assim teremos jovens e adultos leitores no futuro”, reforça. Além deles, também foram premiados os colaboradores Josiane Aparecida de Oliveira, que leu 42 livros neste ano, Rochele Cristina Klunck (38), José Paulo Pereira da Silva (34) e Cleide Fátima de Santos (30). Entre os pais que emprestam livros para os filhos, também foi premiada a funcionária Marilene de Souza Carneiro. Todos eles receberam vale-compras como prêmio.

Giacomini empresta livros infantis para os filhos de 2 e 8 anos (Foto: Hamilton Pavam)

Giacomini empresta livros infantis para os filhos de 2 e 8 anos (Foto: Hamilton Pavam)

Biblioteca completa 2 anos com 3 mil títulos

A premiação dos funcionários do HB e da Famerp que mais leram livros em 2014 marcou as comemorações do segundo aniversário da Biblioteca “José Paulo Cipullo”. São mais de 600 colaboradores cadastrados e cerca de 3,5 mil livros emprestados somente neste ano. Além dos profissionais que atuam nas duas instituições e dos acadêmicos da faculdade, a biblioteca também atende os pacientes que ficam internados no HB.

Periodicamente, uma funcionária percorre as alas com um carrinho repleto de livros – uma alternativa e tanto para ocuparem o tempo em que ficam internados no hospital. Somente para os pacientes, foram disponibilizados 1,2 mil obras em 2014. Segundo informações da assessoria de imprensa do HB e da Famerp, o acervo da biblioteca reúne mais de 3 mil livros, sendo os mais procurados “best-sellers”da linha de “50 Tons de Cinza” e “A Culpa é das Estrelas”, além da coleção “Toda Sua”, romances espíritas e publicações de autoajuda.

“A leitura é um halterofilismo para o cérebro, prevenindo o Mal de Alzheimer”, poetizou o médico José Paulo Cipullo, que dá nome à biblioteca, durante a cerimônia de premiação, realizada ontem. Ele, que não tinha dinheiro na juventude para comprar livros e recorria ao primo, que assinava a Coleção Saraiva, disse se sentir imensamente agradecido com a homenagem. “O livro estimula o pensamento e toca a alma das pessoas”, disse.

10 livros mais citados no Facebook

0

 

10 livros mais citados no Facebook

Carlos Willian Leite, na Revista Bula

Durante todo o ano de 2014 surgiram enquetes no Facebook pedindo para que as pessoas listassem seus livros preferidos — e sugerissem que os amigos fizessem o mesmo.

Na última quinzena do mês de agosto, a equipe do Facebook Data Science monitorou todas as postagens que citassem os termos ’10 livros’ ou ‘dez livros’. Aproximadamente 130 mil enquetes foram compiladas. Estados Unidos, Reino Unido e Índia lideraram o ranking de participações. A idade média dos participantes foi de 37 anos. O número de mulheres que responderam a enquete foi três vezes superior ao número de homens.

No resultado, clássicos como “Orgulho e Preconceito”, de Jane Austen, e “O Apanhador no Campo de Centeio”, de J.D. Salinger, se misturam a ‘Blockbusters’ como “O Sol é Para Todos”, de Harper Lee, e “Jogos Vorazes”, de Suzanne Collins. “O Alquimista”, de Paulo Coelho, é o único livro de autor brasileiro que aparece na lista dos 100 livros mais citados. Ficou em o 20º lugar.

A lista:

1º — Harry Potter — J.K. Rowling (21,1%)

2º — O Sol é Para Todos — Harper Lee (14,5%)

3º — O Senhor dos Anéis — J.R.R. Tolkien (13,9%)

4º — O Hobbit — J.R.R. Tolkien (7,5%)

5º — Orgulho e Preconceito — Jane Austen (7,3%)

6º — A Bíblia Sagrada (7,2%)

7º — O Guia do Mochileiro das Galáxias — Douglas Adams (6%)

8º — Jogos Vorazes — Suzanne Collins (5,8%)

9º — O Apanhador no Campo de Centeio — J.D. Salinger (5,7%)

10º — As Crônicas de Nárnia — C.S. Lewis (5,6%)

Clique aqui para ver a pesquisa completa

CEO da Amazon promove clube de leitura para inspirar líderes

0

Jeff Bezos contou em entrevista à CNBC que usou a estratégia para estimular seu time de executivos e discutir sobre os negócios neste verão

Jeff Bezos: "Foram ótimas conversas deram a todos nós a chance de conhecer uns aos outros melhor", diz sobre clube de leitura / Mario Tama / Getty Images

Jeff Bezos: “Foram ótimas conversas deram a todos nós a chance de conhecer uns aos outros melhor”, diz sobre clube de leitura / Mario Tama / Getty Images

Luísa Melo, na Exame

São Paulo – Uma das estratégias de Jeff Bezos, fundador e presidente da Amazon, para inspirar o seu time de executivos é organizar um clube de leitura. Ele revelou a atividade durante uma entrevista à CNBC, nesta quarta-feira, para falar da nova linha de Kindles lançada pela compahia.

No meio da conversa, o repórter Jon Fortt pergunta a Bezos o que ele faz para impulsionar, motivar ou questionar o seu time de liderança quando está junto dele no Lab 126, local onde são desenhados os projetos de hardware da companhia, no Vale do Silício. Bezos então conta: “o que eu fiz neste verão, é que nós tivemos três clubes de leitura. O nosso time de líderes se encontrou e tivemos durante três dias inteiros esses clubes de leitura e bons jantares”.

“Uma das coisas que nós fizemos foi ler esses livros de negócios juntos e falar sobre estrátegia, visão e o contexto. Esses livros realmente viraram ferramentas de trabalho que nós usamos para falar de negócios. Foram ótimas conversas deram a todos nós a chance de conhecer uns aos outros melhor”, avaliou.

Durante a entrevista, o presidente da Amazon não disse quais foram os três livros lidos pelo time de executivos, mas Jon Fort divulgou os títulos em uma postagem em seu perfil no LinkedIn.

São eles: “The Effective Executive”, de Peter Drucker, “The Innovator’s Solution”, do autor Clayton Christensen e “The Goal”, de Eliyahu Goldratt.

Veja o vídeo da entrevista:

dica do Chicco Sal

Leitura: um hábito para a vida inteira que pode começar antes de nascer

0
Montagem UOL / Divulgação

Montagem UOL / Divulgação

Ana Lúcia Caldas, no UOL

Iniciativas de incentivo à leitura se espalham por todo o país. No Distrito Federal, a escritora Alessanda Roscoe defende o Aletramento Fraterno que consiste em ler para os filhos ainda durante a gravidez. O nome tem uma razão de ser: estimular o hábito da leitura em uma criança é uma tarefa que pode envolver toda a família.

Autora de 17 livros, a escritora conta que, desde a primeira gravidez, lê em voz alta para os filhos. Quando ficou grávida pela terceira vez, a parceria com o marido e os filhos se intensificou. “Aos poucos, meus filhos mais velhos e meu marido foram entrando no ritual e tivemos excelentes momentos lendo para a barriga”, diz.

Alessandra faz oficinas sobre o assunto e orienta “casais grávidos”. É dela também a ideia do clube de leituras para bebês, o Uni Duni Ler. “É maravilhoso ver como eles curtem, interagem e adquirem intimidade com as histórias e os livros”.

O clube surgiu em 2010 na creche da filha, Luiza. Cada um dos responsáveis pelas crianças comprou dois livros de uma lista de 30 para que o acervo fosse montado. Mesmo com a participação ativa dos pais, quem escolhe o que levar para casa são as crianças, nas cirandas literárias promovidas semanalmente. Alessandra esclarece que os bebês não leem, mas olham e folheiam os livros e até contam as histórias do seu jeito.

Escritores indicam 30 livros imperdíveis; lista tem romances, biografias, contos e infanto-juvenis.

Atualmente, o clube tem 21 sócios efetivos e conta com os amigos do Uni Duni Ler, cerca de 200 pessoas. “O espaço do clube é restrito porque funciona em uma creche, mas promovemos encontros festivos, dos quais todos podem participar”. A escritora ressalta que nesses encontros, muitas vezes são trazidos convidados, no caso, os autores dos livros lidos no clube.

Segundo ela, é preciso respeitar o ritmo dos pequenos, que pedem para ler sempre as mesmas histórias. “Os estudos explicam que a repetição faz parte do desenvolvimento das crianças na primeira infância, elas pedem para ouvir a mesma história infinitas vezes por quererem ver se tudo será como da primeira vez, sentem-se seguras quando já conhecem o final”, ressalta.

A bancária Fernanda Martins Viana é mãe de dois sócios do clube: Carlos, mascote do grupo, de um ano e dez meses e Gabriel, de cinco anos. Para ela, a iniciativa tem que ser copiada. “Nós nos tornamos também leitores. Eu espero ansiosamente o dia do encontro, que me leva para o universo infantil.”

Segunda ela, o filho mais velho já expressa o quanto gosta e o mais novo já está totalmente à vontade nesse mundo. “Ele senta no colo de um pai, ouve um pouco, depois vai para outro. Carlos começa a ter uma intimidade com o livro, que não se torna uma obrigação.”

A criança que é incentivada a ler desde cedo vai criar com o livro uma relação de afeto, diferente daquele que é obrigada a ler. Por isso, a escritora defende que a ideia do clube do livro seja replicada. “É fácil, basta apenas ter uma mala com livros”.

As histórias da escritora surgem de situações que vive com os filhos e com outras crianças. Entre as obras publicadas estão “A Fada Emburrada”; “O Jacaré Bile”; “O Menino Que Virou Fantoche”; “A Caixinha de Guardar o Tempo” e o “Guia de Leitura para Bebês e Pré-Leitores Uni Duni Ler”, que já foi distribuído em creches e escolas públicas no Rio Grande do Sul.

Um dos livros de Alessandra, escrito com a filha Beatriz quando tinha 5 anos de idade, inspirou o curta-metragem de animação A Menina Que Pescava Estrelas, de 2008.

Dia Internacional do Livro Infantil
Hoje (2), se comemora o Dia Internacional do Livro Infantil, para lembrar que, há 208 anos, nasceu o dinamarquês Hans Christian Andersen. Muitos não conhecem esse nome, mas certamente não se esquecem de suas obras: O Patinho Feio, O Soldadinho de Chumbo, A Pequena Sereia e A Polegarzinha. A origem humilde do escritor não impediu que criasse histórias que encantaram gerações por todo o mundo. Na verdade, o contato com diferentes níveis sociais o ajudou a construir o contraste percebido em várias de suas narrativas.

O Brasil também tem seu “Hans Andersen”: José Bento Renato Monteiro Lobato. O dia de seu nascimento, 18 de abril, foi adotado no país como o Dia Nacional do Livro Infantil. Grande parte das histórias infantis de Monteiro Lobato é ambientada no Sítio do Picapau Amarelo. O sítio transporta o leitor para um Brasil rural, simples e inocente. Seus personagens, muitos deles crianças como os próprios leitores, estimulam a fantasia e a imaginação em suas aventuras. “De escrever para marmanjos já estou enjoado. Bichos sem graça. Mas para crianças um livro é todo um mundo”, teria dito o escritor.

dica do Chicco Sal

Go to Top