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Aprenda a montar um canto de leitura, organizar e limpar os livros

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Para incentivar o gosto pelos livros, eles devem estar sempre à mão do seu filho. Veja as dicas de organização, limpeza e escolha do espaço para acomodá-los

Aline Dini, na Crescer

1. Tira, põe, deixa ficar
A regra de ouro básica da organização vale também para livros. Por isso, o primeiro passo é separar os que já não têm muito a ver com a idade do seu filho e encaminhar para doação. Pode ser para um amigo, para a escola ou para aquela instituição do coração. Vai ser útil para alguém!

2. Limpeza em dia
Capriche ao tirar o pó dos livros que ficaram. Isso exige uma pitada de delicadeza, então vale passar um pano seco ou até mesmo um pincel de cerdas macias. Ele deve “varrer” a sujeira ao longo de todo o livro. Truque: aperte bem o exemplar para evitar que a poeira entre nas páginas.

3. No mesmo lugar
Você pode até deixar um ou outro livro pela casa, mas definir um local para guardá-los ajuda as crianças a encontrá-los com mais facilidade e a se acostumarem com um canto para a leitura. Ter em mente o montante do que precisa organizar auxilia a definir o espaço ou o móvel para a arrumação.

4. Nem sol, nem umidade
Evite fixar prateleiras ou colocar a caixa de livros em paredes ou locais onde bata sol, o que pode desbotar as pinturas e deixar as páginas amareladas. Também vale mantê-los longe das paredes que fazem divisão com o banheiro, pois há risco de eles ficarem úmidos e, consequentemente, mofados.

5. Tipo de organização
Os livros podem ser separados por tema, autor, tamanho, editora… Defina qual dessas categorias faz mais sentido para a coleção do seu filho e organize-os. Regra geral: se a prateleira é daquelas mais comuns, de fileira única, vale colocar os maiores atrás e os menores na frente, facilitando a visualização.

6. Ao alcance do braço
De nada adianta fazer uma arrumação linda para os olhos, mas que, na prática, o pequeno tenha dificuldade de acessar. Por isso, leve sempre em consideração a altura do seu filho e, de preferência, decida junto com ele onde os livros serão colocados. Assim, ele se sente responsável pelo espaço.

Fonte: Juliana Faria, fundadora da Yru Organizer (SP).

Conheça a jovem que concilia a limpeza de banheiros de bar no Rio com a leitura: ‘Ler é ótimo’

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Cleo Guimarães, em O Globo

Beatriz Costa tem 18 anos e adora ler. Gosta tanto que consegue conciliar o trabalho como limpadora de banheiros do bar Belmonte, no Flamengo, com a leitura dos livros que ela pega emprestado de uma vizinha do Complexo da Maré, onde mora. “Aproveito as brechas entre os clientes que usam o banheiro, ler é ótimo e faz o tempo passar”, diz.

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Ela trabalha há três meses no bar e conta que, de lá pra cá, já leu mais de dez obras, de vários autores — no momento, está devorando “A menina que roubava livros”. A cena ao lado, de Beatriz lendo num banquinho ao pé da escada, é frequente, e tanto clientes quanto patrões dão força para que se repita sempre.

Ex-faxineira mergulha nos livros e é aprovada no STF e mais 3 órgãos

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Marinalva Luiz, ex-faxineira no Supremo Tribunal Federal aprovada em quatro concursos públicos (Foto: Alexandre Bastos/G1)

Marinalva Luiz, ex-faxineira no Supremo Tribunal Federal aprovada em quatro concursos públicos (Foto: Alexandre Bastos/G1)

 

Colegas insinuaram que ela havia comprado gabarito da prova, de 2008.
Mulher também foi aprovada no STJ, Ministério do Trabalho e MPU.

Renata Moraes, no G1

Título original: ‘Pensaram que eu era analfabeta’, diz faxineira do STF que passou no órgão

Após cinco anos trabalhando como faxineira no Supremo Tribunal Federal, Marinalva Luiz achou que era uma brincadeira ver o próprio nome na lista de aprovados no concurso do órgão. A mulher passou semanas mergulhada nos livros e anotações para a prova de técnico judiciário. O resultado também surpreendeu colegas, que chegaram a insinuar que ela havia comprado o gabarito.

“Minha família e amigos já sabiam que eu ia passar, pois eu estudava sem parar e só falava em concurso e mais concurso”, disse. “Muita gente, infelizmente, não gostou da novidade. As pessoas ficaram em choque, não esperavam que uma moça que trabalhou na limpeza do tribunal tivesse conhecimento suficiente para passar, ainda mais que concorri com quem já tinha se formado em advocacia. O preconceito está enraizado na sociedade brasileira ainda.”

O concurso aconteceu em 2008. O salário previsto era de R$ 3 mil – 500% a mais do que os R$ 500 que ela recebia mensalmente. Marinalva foi a 29ª colocada e aguardou os quatro anos de validade do certame pela convocação. Mesmo com a seleção expirando antes, a mulher não desanimou e passou em outras três provas: Superior Tribunal de Justiça, Ministério do Trabalho (onde está atualmente) e Ministério Público da União.

Para ela, o fato de sempre ter apreciado literatura influenciou nas conquistas. “Eu sempre gostei de ler. Lia desde gibi a Karl Max. Na minha casa tinha mais livros e revista do que em qualquer casa do meu bairro. As pessoas não entendiam porque eu e minha irmã líamos tanto. Hoje vejo que isso foi fundamental e um diferencial na minha vida.”

A ex-faxineira em frente a ministério na Esplanada (Foto: Alexandre Bastos/G1)

A ex-faxineira em frente a ministério na Esplanada
(Foto: Alexandre Bastos/G1)

A mulher também baixou conteúdos em sites e pedia ajuda de amigos da família que trabalhavam no Judiciário. Nascida em Anápolis, cidade goiana a 160 quilômetros de Brasília, ela decidiu atuar na área de limpeza porque o salário era melhor do que o que recebia trabalhando em uma loja para noivas e como costureira.

“Duvidavam da minha capacidade porque eu era auxiliar de serviços gerais e, como tal, deveria ter muito pouco estudo. Não aceito que me julguem sem me conhecer”, afirma. “O que me deixou impressionada foi pensarem que, por ter trabalhado na limpeza, era analfabeta ou coisa do gênero. Eu já tinha o ensino médio, trabalhava numa butique mas ganhava menos que na limpeza e trabalhava muito. No STF era muito melhor! Nunca me abati com isso, mas, realmente, inveja é uma coisa que te assusta.”

Marinalva diz que a família tinha pouco recursos, mas que nunca precisou parar de estudar. “Nós eramos pobres, mas tínhamos tudo o que precisávamos. Livros, roupas, brinquedos; meus pais se esforçavam e nos davam. Mas, como todo mundo, você sempre quer mais, e eu queria morar numa casa com piscina, muita árvores, pois lembra muito a minha infância.”

Segundo ela, a melhor vantagem do emprego no serviço público foi poder incluir a mãe como dependente no plano de saúde. “Ela foi muito bem tratada nos melhores hospitais do Plano Piloto e Taguatinga, especialmente no Santa Marta e São Francisco, onde infelizmente, ela veio a falecer, há dois anos.”

Marinalva conta que chegou a começar a estudar direito, mas decidiu trancar o curso por ver que não era exatamente o que queria. Ela voltou a costurar e diz sonhar em fazer moda nos próximos anos.

“Voltei a costurar por raiva”, ri. “Toda vez que pedia uma costureira para fazer umas roupas, ela demorava demais ou [as peças] não ficavam do jeito que eu queria. Como já tinha trancado a faculdade, já estava procurando uns cursos para fazer, dar uma boa revisada em ajustes e conhecer novos métodos de ensino. Daí vi que realmente costurar é uma coisa que adoro fazer, independentemente de ser uma profissão. Todo dia faço algo. Para meus amigos e parentes, faço consertos e reformas.”

Dicas
A mulher diz que, para a prova do STF, se preparou com o conteúdo de analista judiciário – com curso superior – e não para o de técnico. Assim, afirma, acumulava mais conhecimento. Ela também conta que estava decidida a passar em concurso e que acha que a determinação contribuiu para o sucesso.

“Vários colegas faziam deboche quando fui aprovada, vieram correndo me falar que não iria ser chamada. É uma coisa que você vê se você quiser. Eu nunca deixei que me jogassem para baixo, mas não imaginei que fosse calar a boca de tanta gente depois que fui aprovada”, conta.

“A primeira dica é: decida onde você quer trabalhar. Eu só fiz concurso para o judiciário porque as matérias são as mesmas e somente o regimento interno que muda. Fiz do Ministério do Trabalho porque queria incentivar uma amiga a estudar e acabei fazendo a inscrição no último dia. Caí aqui de paraquedas”, ri. “Segundo: estude por livros e sites, nunca compre apostilas. Além de resumidas demais, são caríssimas. Um exemplo: quando estudava ainda para o STF, já tinha tudo quanto era exercício feito. Uma amiga comprou uma apostila na banca de revista e fui dar uma olhada apenas nos exercicios sobre a legislação do tribunal.”

Marinalva afirma que os exercícios eram iguais aos que já tinha em casa. A terceira dica dela é manter o foco. “Vi gente estudando ao mesmo tempo para bancos, tribunais, agências reguladoras, Metrô etc. Nossa! Você acha que nosso cérebro armazena todo esse tipo de informação em curto prazo? São órgãos diferentes, as matérias às vezes também são.”

A mulher conta se sentir feliz ao ver que outras pessoas ficam motivadas ao estudar quando conhecem a história dela. Para ela, a principal lição com a própria experiência foi ver que todo mundo é capaz.

“Eu passei num concurso que era disputadíssimo entre os funcionários da minha empresa, estagiários. Eu passei e eles não. O diferencial foi que não estudei para passar, estudei para aprender e entender como funciona o nosso Estado Brasileiro. Fui devagarinho. O que não entendia, voltava e fazia tudo de novo. E uma frase que resume bem o eu fiz foi:’Sem saber que era impossível, ele foi lá e fez’.”

Nos EUA, ‘aluna-modelo’ cria bomba em aula de ciências e pode ser presa

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Aos 16 anos e sem suspensões na escola, Kiera Wilmot acabou expulsa.
Ela diz que misturou produtos em uma garrafa em um experimento.

Publicado por G1

A jovem Kiera Wilmot foi expulsa da escola (Foto: Reprodução/Change.org)

A jovem Kiera Wilmot foi expulsa da escola
(Foto: Reprodução/Change.org)

Por causa de um experimento científico, uma estudante de 16 anos considerada modelo de bom exemplo e sem nenhum registro negativo em seu histórico escolar acabou expulsa do colégio em que estudava, no estado americano da Flórida. Segundo o jornal britânico “The Guardian”, a estudante pode responder na Justiça por crimes federais com penas de até 20 anos de prisão. O episódio levantou um debate no país sobre o rigor da aplicação de leis contra violência dentro de escolas dos Estados Unidos.

De acordo com informações do canal de televisão WTSP 10 News, na manhã de segunda-feira (29), Kiera Wilmot usou uma pequena garrafa d’água para misturar materiais de limpeza caseiros dentro da Bartow High School. A combinação provocou uma pequena explosão que fez com que a tampa da garrafa pulasse e criou fumaça.

Testemunhas contaram que ninguém se feriu. O “The Guardian” afirmou que, segundo as informações do boletim de ocorrência, o diretor do colégio, Dan Durham, estava andando pelo gramado quando ouviu a explosão. Ao abordar a estudante, ela teria dito que realizava um experimento para uma feira de ciências. Mas, depois que o professor de ciências da garota afirmou que o experimento não fazia parte de nenhuma tarefa da aula, Durham decidiu chamar a polícia.

Ainda de acordo com o jornal, os produtos usados pela estudante são papel alumínio e líquidos químicos usados para limpar sanitários.

Expulsão e ficha corrida

Mesmo sem feridos ou manchas em seu currículo escolar, a aluna foi expulsa e acusada de posse de armas e de disparar um instrumento destrutivo. Apesar de ter 16 anos, Kiera vai responder às acusações como se fosse adulta.

A família não deu declarações à imprensa. Mas, segundo reportagem da quarta-feira (1º) do WTSP 10 News, repórteres que se aproximaram à casa de Kiera ouviram gritos de uma garota reclamando que a reação ao episódio foi desproporcional.

Por causa do ocorrido na segunda-feira, Kiera não poderá se matricular em outra escola e seguir uma vida normal de estudante do ensino médio. Ela deverá concluir o ciclo básico de ensino em um “programa para alunos expulsos”, diz a imprensa norte-americana.

Na quarta-feira, o Departamento de Educação do Condado de Polk, ao qual a escola faz parte, divulgou um comunicado afirmando que o episódio foi uma “quebra de conduta séria” por parte da estudante. “Para garantir um ambiente de aprendizado seguro e ordenado, simplesmente precisamos seguir as regras do nosso código de conduta”, diz a nota.

O órgão pediu que os pais participassem da tarefa de “passar a mensagem de que há consequências para as ações”.

Petição

Mesmo assim, o debate sobre a intolerância com que Kiera foi tratada se espalhou pela internet, e há até uma petição para que as acusações sejam retiradas, com mais de 4.600 assinaturas.

O próprio diretor da escola afirmou ao WTSP 10 News que, além de ter um histórico imaculado na Bartow High School, Kiera ainda colaborou para explicar o ocorrido. “Ela nos contou tudo e foi muito honesta. Ela não fugiu ou tentou esconder a verdade. Tivemos uma longa conversa com ela”, disse Durham.

Colegas da estudante e internautas afirmam que o bom comportamento da jovem deve ser levado em conta na hora de decidir se o que ela fez foi apenas por curiosidade científica ou se ela realmente tramava um ataque contra a escola. Ativistas ainda reclamam da desigualdade entre as punições a estudantes negros em relação aos brancos.

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