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O estranho mundo de Ransom Riggs, autor do livro que inspirou novo filme de Tim Burton

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Cena do filme 'O Lar das Crianças Peculiares', de Tim Burton - Divulgação

Cena do filme ‘O Lar das Crianças Peculiares’, de Tim Burton – Divulgação

 

Autor de série best-seller que inspirou filme de Tim Burton usa bizarra coleção de fotos antigas para criar histórias de suas ‘crianças peculiares’

Liv Brandão, em O Globo

Ransom Riggs não pretendia escrever livros. Nem imaginava que essa se tornaria sua principal ocupação, ou que suas obras virariam best-sellers. Formado em Cinema, sonhava que um roteiro seu chegasse à tela grande, é claro. Mas não sabia que, quando isso acontecesse, seria justamente pelas mãos de um de seus ídolos, Tim Burton. Pois o autor da trilogia “O lar da srta. Peregrine para crianças peculiares” (Intrínseca), cujo último volume acaba de ser lançado no Brasil, alcançou tudo isso quase sem querer.

Atualmente, os três volumes da sua série (“O orfanato da srta. Peregrine para crianças peculiares”, “Cidade dos etéreos” e “Biblioteca de almas”) estão entre os cinco livros de ficção mais vendidos no país, e nesta quinta-feira chega aos cinemas a adaptação “O lar das crianças peculiares”.

Dirigido por Burton, estrelado por Eva Green, Samuel L. Jackson e Judi Dench, o filme traz o clima meio sombrio, meio fantástico, típico do cineasta (e do autor) (Leia a crítica de ‘O lar das crianças peculiares’). Nos livros (e no longa), todo dia é uma espécie de Dia da Marmota, 3 de setembro de 1940, para o qual o jovem Jacob (encarnado por Asa Butterfield nas telas) volta ao investigar as histórias fantásticas contadas pelo avô, morto recentemente.

— Acho difícil definir esses livros. Eles são romances de fantasia, histórias de aventura, mas também são sobre família e amor. E eles têm elementos de mistério, horror e ficção científica. Mas, no coração dos personagens, eles fazem parte de uma aventura fantástica sobre encontrar sua verdadeira família — diz o escritor, de 37 anos, em entrevista por e-mail.

Essa combinação agradou em cheio o público jovem adulto, um dos principais pilares de sustentação do mercado editorial. Riggs chegou a eles por acaso. Aspirante a roteirista que tentava a sorte escrevendo “roteiros especulativos” para séries — conhecidos em inglês como spec scripts, ou histórias simuladas passadas no mesmo universo e com os mesmos personagens — enquanto tirava uns trocados como jornalista e escritor freelancer, foi questionado por um editor se não tinha um livro na manga para lhe oferecer. A resposta imediata? Não. Mas Riggs encontrou a solução ao olhar seu maior hobby: sua coleção de fotografias antigas.

Uma das fotografias que inspirou os livros de Ransom Riggs - Divulgação

Uma das fotografias que inspirou os livros de Ransom Riggs – Divulgação

 

— Sempre me atraí por fotografias que parecem ter uma história para contar, mas que precisam de ajuda para isso. São fotos misteriosas, que te fazem questionar o que está acontecendo nelas. Detalhes que posso preencher como um contador de histórias — explica Riggs, que usou as imagens para ilustrar seus livros. — Comecei a colecionar essas fotos em uma escala muito pequena, ainda criança, mas ficou sério em 2009 (o primeiro livro da saga foi publicado em 2011). Tenho alguns milhares de fotos, o que é muito pouco em comparação com a maioria dos colecionadores que eu conheço.

ESCRITOS DESDE A INFÂNCIA

As imagens anônimas em preto e branco, com ar de freak show e garimpadas em mercados de pulga, foram ponto crucial para a criação das histórias. Incluindo os “Contos peculiares”, livro também recém-lançado por aqui, que expande o universo de sua trilogia, reunindo as histórias que a senhorita Peregrine lê para seus pupilos na trama original.

— Escrevo desde que era garoto, e sempre sobre pessoas encontrando portas para mundos ocultos. Depois que comecei a colecionar essas fotos “peculiares”, me ocorreu que essa poderia ser uma outra maneira de contar as histórias. As fotos são parte do mistério que o avô de Jacob deixa para trás quando morre, e o neto segue as pistas durante todo o caminho até a ilha das crianças peculiares. Deixei que as fotos determinassem detalhes pelo caminho, um rosto, uma característica…

E esse clima “peculiar” ele leva para tudo na vida. Foi Riggs quem dirigiu o trailer de sua série de livros, e para isso foi à Europa em busca de casas abandonadas. Foi assim que encontrou aquela que serviria de inspiração para a da senhorita Peregrine, onde os personagens vivem: no interior da Bélgica (sua mulher, a escritora Mafi Tahereh, mandou construir uma réplica em miniatura do imóvel). Ao ver o livro pronto, com capa em preto e branco e recheado de imagens sombrias, sua editora nos EUA teve dificuldades de emplacá-lo nas livrarias. Ledo engano: ao todo, sua saga vendeu mais de 1,5 milhão de exemplares lá.

— Amo escrever sobre esse universo, as possibilidades são infinitas. O mundo peculiar é antigo e global e tem uma diversidade incrível, e ainda coexiste em segredo com nosso próprio mundo, então consigo deixar um pé na realidade e comentar isso também. É muito divertido — comemora Riggs, que rechaça a tese de que seus livros seriam muito obscuros para o público alvo. — Acho que os jovens são muito mais capazes de lidar com a escuridão do que a gente pensa. Quando eu tinha 12 anos, não me cansava de ler Stephen King, e isso não entortou minha cabeça tanto assim!

O que o deixou maluco foi a possibilidade de enfim ver uma obra sua ganhando as telas do cinema, meio com o qual sempre quis trabalhar. Ainda mais com um diretor do qual é fã “desde os 15 anos”.

— Tim colocou todo seu coração e sua imaginação gigante nisso, e o resultado me empolgou — conta o autor, que se envolveu no processo. — Participei da fase de roteirização e visitei o set várias vezes. Eu sabia que Tim estava honrando o espírito do meu livro e não precisaria de muita ajuda. Sou o autor mais sortudo do planeta.

10 livros para começar 2016 com o pé direito

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Veja alguns livros que podem te ajudar a começar o ano bem

Publicado no Terra

Uma coisa é fato: todo mundo quer começar o novo ano com o pé direito. Roupas de cores estratégicas e até simpatias são cartas marcadas para a conquista da plenitude do novo ciclo. Não menos importante, os livros também podem ajudar – e muito – nesse objetivo.

Quem gosta de ler sabe que bons livros têm o poder de ampliar o nosso conhecimento, olhar e até chamar nossa atenção para detalhes que fingimos não ver. Afinal, ler um livro será sempre uma experiência transformadora.

Pensando nisso, o Guia da Semana fez uma lista de livros que vão te ajudar a começar 2016 com o pé direito . Dá uma olhada:

ENFIM, 30

Fazer trinta anos é uma crise? Camila Fremder e Jana Rosa respondem: não precisa ser! Muito pelo contrário, os trinta podem e devem ser maravilhosos. Carreira, relacionamento, ter ou não ter filhos, saúde, vida social, tecnologia, moda, conjunções astrais e numerologia – com um texto sempre bem-humorado, elas falam sobre o que viveram e pesquisaram sobre esses aspectos da vida enquanto mulheres balzaquianas.
A RECEITA DA FELICIDADE

“A Receita da Felicidade” é o novo livro da youtuber Dani Noce. Neste livro interativo, Dani apresenta algumas de suas receitas preferidas, dá dicas de moda, make, cabelo e fala sobre viagem e cinema, duas de suas grandes paixões. Relacionamento é outro tema presente neste livro, já que Paulo Cuenca é seu grande amor. Com muita desenvoltura, Dani convida seus leitores a escrever receitas, colorir páginas, colar fotos, contar histórias, o que permite uma aproximação maior entre a autora e seu leitor. “A Receita da Felicidade” traz vários QRCodes que remetem a vídeos e textos produzidos por Dani Noce, complementando os assuntos tratados no livro.
108 CONTOS E PARÁBOLAS ORIENTAIS

Em “108 Contos E Parábolas Orientais”, novo livro de Monja Coen, a mestre reúne pequenos textos que têm por objetivo provocar no leitor o anseio por um encontro profundo e verdadeiro com sua própria natureza. No budismo, os textos selecionados por Monja Coen – que são histórias verdadeiras, episódios vivenciados por praticantes e monásticos em diferentes partes do mundo – são chamados de Coans. E neles estão contidas porções de sabedoria que, se bem aplicadas ao cotidiano, não só dos praticantes do budismo, mas de qualquer pessoa, poderão trazer entendimentos para os questionamentos da vida moderna. Meditar, por exemplo, a respeito do significado do Grande Caminho, entender a verdadeira essência do budismo, conectar-se com o presente, praticar a atenção e entender um pouco mais o significado do carma, à luz do budismo, são alguns dos benefícios da leitura.
PENSE COMO UM ARTISTA

A sabedoria e o pensamento criativo dos grandes artistas, de Da Vinci a Ai Weiwei, podem ajudar a transformar a sua vida. Como editor de artes da BBC, Will Gompertz entrevistou e conviveu com muitos dos maiores artistas, diretores, escritores, músicos, atores, designers e pensadores criativos do mundo. E descobriu uma série de traços comuns a todos eles – práticas e processos básicos que estimulam e permitem que seus talentos floresçam. Combinando história da arte e estratégias criativas num livro realmente inspirador, o autor nos convoca a adotar esses processos e práticas. E ensina que, não importa nossa área de atuação, eles podem nos ajudar a alcançar coisas extraordinárias também. Usando como exemplo diversos artistas consagrados entre eles Michelangelo, Van Gogh, Duchamp, Picasso, Andy Warhol, Ai Weiwei e Marina Abramovic, Gompertz trata de criatividade, autoconfiança e persistência. E mostra que para ser bem-sucedido mesmo o mais genial e revolucionário dos artistas precisou, e precisa, pensar diferente, fazer diferente, confiar em si mesmo, ser empreendedor e seguir em frente.
AGENDA CRISTÃ

Importante obra para se ter sempre ao alcance, “Agenda Cristã” apresenta um conjunto de valiosos ensinamentos sobre a conduta, a vigilância e a prudência do homem, sobretudo nos momentos difíceis da vida, com base nos ensinamentos do Evangelho do Cristo. Em 50 capítulos, o espírito André Luiz traz a palavra sábia e amiga do plano espiritual, por meio da psicografia de Francisco Cândido Xavier, convidando a todos para a prática do bem e do amor ao próximo, além de prover conforto, orientação e preciosas lições para as situações do dia a dia.
COMO VIVER 100 ANOS

Envelhecer é um privilégio. Compreender isso é como abrir a maior porta da vida. É dar a si mesmo a permissão de pensar no futuro sempre com carinho e esperança. Em “Como Viver 100 Anos” você verá que é possível chegar aos cem anos de idade com saúde e bem-estar, sem abrir mão de aproveitar os prazeres que a vida oferece. O melhor é que não importa quantos anos você tenha hoje. Qualquer hora é hora de dar início a um projeto de (mais…)

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