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8 fatos sobre George Orwell, autor de ‘A Revolução dos Bichos’ e ‘1984’

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Larissa Lopes, na Galileu

Uma série de acontecimentos políticos trouxe um grande nome da literatura inglesa de volta ao pódio dos livros mais lidos e vendidos dos últimos meses. Com um olhar crítico e além de seu tempo, George Orwell se tornou uma fonte para compreender o presente através de sua distopia literária. Se você também foi cativado pelas prosas assertivas de 1984 e A Revolução dos Bichos, conheça abaixo oito fatos sobre a vida do autor que comemoraria 115 anos em 2018.

1 – Pseudônimo

Apesar de estar impresso nas capas de todos os seus livros, George Orwell não é o verdadeiro nome do autor. Nascido Eric Arthur Blair, o escritor assumiu o pseudônimo de George Orwell desde o lançamento do seu primeiro livro, Na Pior em Paris e Londres, em 1933. Por isso, a maioria das pessoas que realmente conheciam seu primeiro nome eram da família ou amigos muito próximos que o conheciam antes da fama. O nome teria surgido por causa de uma grande reviravolta na vida de Orwell, após vivenciar diversos conflitos armados e internos enquanto servia ao Império Britânico. Seu sobrenome deriva do Rio Orwell, que deságua no sudeste da Inglaterra.

2 – Família e criação

O escritor nasceu em 25 de junho de 1903, na cidade de Motihari, que na época pertencia à Índia Britânica. Era filho de um oficial britânico à serviço da Coroa e sua mãe, de origem francesa, era filha de um comerciante de Myanmar. Em 1911, se mudou para a cidade inglesa de Sussex com sua família, onde viveu nos padrões da classe média baixa. Ingressou em um internato preparatório onde se destacava pelos primeiros traços de brilhantismo e por ter menos condições econômicas do que seus colegas de classe.

GEORGE ORWELL NA BBC EM 1940 (FOTO: BBC, VIA WIKIMEDIA COMMONS)

Por sua inteligência, conseguiu ser aprovado em duas escolas de elite: Winchester e Eton. Optou pela segunda, onde permaneceu estudando entre 1917 e 1921 graças a bolsa de estudo que lhe foi concedida. “[Era] a mais cara e esnobe das Public Schools da Inglaterra”, descreveu Orwell no prefácio à edição ucraniana de A Revolução dos Bichos. Em Eton, publicou seus primeiros textos nos periódicos da escola e teve aulas com Aldous Huxley, autor de Admirável Mundo Novo.

Quando terminou o colegial, decidiu seguir a tradição familiar no exército e não frequentou nenhuma universidade mais tarde.

3 – Conflitos armados e internos

Orwell se alistou na Polícia Imperial da Índia em 1922 e serviu durante cinco anos, tempo suficiente para que o autor começasse a detestar o imperialismo britânico. Dessa experiência, foram criados alguns ensaios como Shooting an Elephant e A Hanging, e o livro Dias na Birmânia, que denuncia a verdadeira face do Império Britânico na Índia e, consequentemente, em todo o mundo.

Foi durante uma folga do serviço, em 1927, enquanto estava na Inglaterra, que Orwell finalmente decidiu abandonar a carreira pública e militar para se tornar escritor. Viveu em Paris entre 1928 e 1929, onde começou a escrever os primeiros rascunhos de obras que o próprio autor afirma ter destruído por causa de sua pouca qualidade. Sem estabilidade, o autor passou fome em alguns momentos e se viu obrigado a conviver com criminosos e mendigos das cidades.

“Tornei-me pró-socialista mais por desgosto com a maneira com os setores mais pobres dos trabalhadores industriais eram oprimidos e negligenciados do que devido a qualquer admiração teórica por uma sociedade planificada”, comentou o autor sobre a posição política que mais tarde viria a defender.

Em 1933, lançou seu primeiro livro — no qual Eric assumiu seu pseudônimo — e, três anos depois, retornou à rotina de conflitos armados. Junto com sua esposa, Eileen O’Shaughnessy, lutou na Guerra Civil Espanhola, onde um disparo de um francoatirador fascista atingiu a sua garganta, o que o deixou sem poder falar por algumas semanas.

Apesar desse e de outros acidentes, Orwell entrou para a milícia do Partido Operário de Unificação Marxista, onde atuou com vários trotskistas espanhóis.

4 – Influência brasileira

De acordo com o biógrafo Jeff Meyers, autor de Orwell: Wintry Conscience of a Generation, a gaúcha Mabel Lilian Sinclair Fierz, filha de um casal inglês que se mudara para a Inglaterra aos 17 anos, foi uma figura extremamente importante na vida profissional e pessoal de Orwell.

Foi ela que convenceu o editor Leonard Moore a publicar em 1933 o primeiro livro do escritor, Na Pior em Paris e Londres. Além disso, também ajudava Orwell a melhorar sua relação com o pai, que o criticava por ter abandonado o serviço imperial e começado a viver na boemia. Segundo Meyers, Mabel também foi amante do escritor e morreu em 1990, aos 100 anos.

5 – Morte

Apesar de ter trabalhado no Exército por muitos anos, não foi um conflito armado que tirou a vida de George Orwell. O escritor morreu aos 46 anos, no dia 21 de janeiro de 1950, em Londres, por causa de um quadro de tuberculose. Foi enterrado na Igreja Anglicana All Saints’ Churchyard, onde o túmulo o identifica apenas como Eric Arthur Blair, sem sinal de seu famoso pseudônimo.

TÚMULO DE GEORGE ORWELL (FOTO: BRIAN ROBERT MARSHALL / GRAVE OF ERIC ARTHUR BLAIR (GEORGE ORWELL), ALL SAINTS, SUTTON COURTENAY)

6 – Jornalismo

O gosto por conflitos e por contestar o poder aproximou Orwell não só da literatura como também do jornalismo. Hoje, a Orwell Foundation, organização criada pelo primeiro biógrafo do escritor, Sir Bernard Crick, se dedica a reconhecer grandes trabalhos jornalísticos e jovens talentos da escrita política.

7 – Grandes admiradores

Com um texto crítico e preciso, os romances de George Orwell acumulam admiradores até hoje. Alguns dos mais famosos são David Bowie e Anthony Burgess, autor de Laranja Mecânica, que foi influenciado por 1984, obra que considera uma das cinco distopias mais importantes da literatura.

O mesmo livro também era um dos favoritos do icônico David Bowie, que, em uma entrevista à Rolling Stones em 1974, revelou que estava até trabalhando na adaptação da obra para a TV. O projeto teria o formato musical, mas nunca vingou.

8 – Best-seller

Em janeiro de 2017, o livro 1984 liderou a lista de mais vendidos da Amazon após a posse de Donald Trump, 45º presidente dos Estados Unidos. De acordo com a editora norte-americana que publica a obra, as vendas tiveram um aumento de 10.000%.

E essa não foi a primeira vez que o livro de 1949 ressurgiu nos carrinhos de compra virtuais por conta de algum escândalo da vida real. Em 2013, a venda de 1984 aumentou 6.888% depois que Edward Snowden revelou o caso de monitoramento de dados nos Estados Unidos. Da 12.859ª posição da lista dos mais vendidos, o livro saltou para a 184ª. Outra edição, que incluía também A Revolução dos Bichos, ocupou o 11º lugar do ranking.

Em 2017, os editores da Amazon colocaram 1984 em primiero lugar da lista de 100 livros para ler antes de morrer.

*Com a supervisão de Thiago Tanji

 

Cinco escritoras latino-americanas com menos de 50 anos para ler agora

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A cena literária latino-americana está de vento em popa. Jovens escritores têm se destacado em diversos países com livros que chamam atenção do público e da crítica.

Alessandra Monterastelli e Mariana Serafini no Jornal Tornado

Para celebrar o mês da mulher, em função do Dia Internacional de Luta das Mulheres, selecionamentos cinco jovens escritoras que chamaram atenção neste cenário. Uma argentina, duas chilenas e duas brasileiras.

Por que fizemos este recorte de “menos de 50 anos”? Porque a crítica especializada costuma dividir por idade, nicho e países os escritores ao cataloga-los em listas e decidimos destacar os jovens, a fim de apresentar ao leitor brasileiro o que há de inédito na literatura latino-americana.

Veja a lista na íntegra

Samanta Schweblin

(foto de Alejandra López)

A argentina Samanta Schweblin inaugurou sua trajetória literária com o livro de contos “Pássaros na boca”. Logo de estreia chamou a atenção da crítica argentina que chegou a compará-la ao mestre dos contos Julio Cortázar. Recentemente ela publicou seu primeiro romance, Distância de Resgate, e mostrou a que veio mais uma vez.

Literatura fantástica da melhor qualidade, com pitadas de ironia, característica muito peculiar dos escritores argentinos. O escritor peruano Mário Vargas Llosa destacou a potência narrativa da obra de Schweblin.Vale a leitura dos dois livros que estão disponíveis em português no Brasil.

Lina Meruane

Lina Meruane é um dos nomes da literatura contemporânea chilena ao lado de Alejandro Zambra e Paulina Flores (a próxima da lista). Completamente diferentes dos argentinos, esta safra de escritores chilenos apresentam uma narrativa seca, concisa e centrada em temas do cotidiano.

Com vários livros publicados, Lina foi considerada pelo escritor chileno Roberto Bolaño “um dos grandes nomes da literatura contemporânea” de seu país. No Brasil, foi lançado em 2015 o romance Sangue no Olho, pela editora Cosac Naify. O livro ainda está disponível para compra.

Paulina Flores

Paulina Flores tem apenas uma obra publicada e já figura entre os nomes aclamados pela crítica especializada no Chile e na Europa. Apesar da pouca idade (30 anos), ela apresenta uma narrativa bastante particular, inspirada em outros grandes escritores da cena chilena.

Seu livro de estreia, Qué Verguenza ainda não foi publicado no Brasil em português, mas está disponível em espanhol. A seleção de contos diz que devemos ficar de olho nesta jovem escritora.

Luisa Geisler

A gaúcha Luisa Geisler começou a se destacar cedo. Já aos 19 anos de idade ganhou o Prêmio Sesc de Literatura na categoria conto, pelo seu livro de estreia, “Contos de Mentira”!. Com esta obra também foi finalista do Prêmio Jabuti.

Aos 21 ela foi a mais jovem escritora a figurar na antologia de contos “Os melhores jovens escritores brasileiros”, da revista literária britânica Granta. Sua obra mais recente, o romance “Luzes de emergência se acenderão automaticamente”, foi publicada pela editora Alfaguara.

Natalia Borges Polesso

Entre o conto e a poesia, Natalia se destacou já com seu livro de estreia “Recortes para álbum de fotografia sem gente”. Sua obra mais recente, Amora, venceu o prêmio Jabuti de 2016.

Amora é composto por contos que narram, sob diversas perspectivas, relacionamentos amorosos entre mulheres. Alguns são narrados em primeira pessoa, expondo os sentimentos e pensamentos das personagens de maneira simples, mas de forma extremamente tocante, fazendo com que haja uma identificação imediata da leitora. Além disso, diversas reflexões são trazidas à tona, desde temáticas sociais (como o preconceito) até inseguranças e dilemas íntimos. Curiosidade infantil, sedução passageira e longas relações são abordadas, de forma natural, as vezes com humor e as vezes de forma dramática, mas sempre contribuindo para que o livro seja um expoente na forma como retrata a relação entre mulheres.

Os 23 livros que Mark Zuckerberg leu em 1 ano

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O primeiro livro sumiu dos estoques da Amazon apenas horas depois que o CEO informou que estava começando sua saga literária

Publicado no InfoMoney

SÃO PAULO – A resolução de ano novo do CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, foi ler um livro a cada duas semanas. A lista inclui títulos sobre criatividade, vacinação, tecnologia e ciência. A leitura de Zuckerberg teve impacto no mercado literário, com o primeiro livro sumindo dos estoques da Amazon apenas horas depois que o CEO informou que estava começando sua saga.

Veja os 23 livros que o bilionário leu em um ano e suas explicações sobre as escolhas:

1 – O fim do poder, por Moises Naim
“É um livro que explora como o mundo está mudando para dar aos indivíduos um poder que tradicionalmente só grandes governos, exércitos e outras organizações tinham. A tendência para dar mais poder às pessoas é algo em que acredito profundamente.”

2 – Os Anjos Bons da Nossa Natureza: Por que a violência diminuiu, por Steven Pinker
“É um livro atual sobre como e porque a violência tem caído de maneira constante ao longo de nossa história e como podemos manter essa tendência. Eventos recentes fazem com que violência pareçam mais comuns do que nunca, então é útil entender que toda essa violência – mesmo terrorismo – está caindo com o tempo. Se pudermos entender como estamos conquistando isso, poderemos manter nosso caminho rumo à paz. Algumas pessoas em quem confio me disseram que é o melhor livro que já leram.”

3 – Gang Leader for a Day, por Sudhir Venkatesh
“Gang Leader explora como é a vida daqueles que não vivem sob um governo eficaz. Estou ansioso para ler este e terminar o anterior.”

4 – Imunidade: Germes, Vacinas e Outros Medos, por Eula Biss
“Vacinação é um tema importante e atual. A ciência é completamente clara: vacinas funcionam e são importantes para a saúde de todos em nossa comunidade. Esse livro explora algumas razões que levam pessoas a questionar vacinas e então explica logicamente porque essas dúvidas não tem fundamentos e vacinas são eficazes e seguras. Este livro me foi recomendado por cientistas e amigos que trabalham com saúde pública. E também é um livro relativamente curto, que você pode ler em algumas horas.”

5 – Criatividade SA, por Ed Catmull e Amy Wallace
“Este livro foi escrito pelo fundador da Pixar e trata de sua experiência construindo uma cultura que incentiva a criatividade. Sua teoria é que as pessoas são fundamentalmente criativas, mas muitas forças ficam no caminho entre elas e seu melhor trabalho. Amo ler relatos de primeira mão sobre como construir grandes empresas como a Pixar e incentivar inovação e criatividade. Isso deve ser inspirador para qualquer um que quer fazer o mesmo – e espero que tenha lições que possamos aplicar para conectar o mundo.”

6 – A Estrutura das Revoluções Científicas, por Thomas S. Kuhn
“É um livro sobre a história da ciência que explora se ciência e tecnologia avançam de maneira consistente para a frente ou se o progresso vem em rajadas relacionadas a outras forças sociais. Tendo a crer que a ciência é uma força consistente para o bem do mundo. Acho que todos estaríamos melhores se investíssemos mais em ciência e agíssemos de acordo com os resultados de pesquisas. Estou animado para explorar esse tema em mais detalhes.”

7 – Rational Ritual: Culture, Coordination, and Common Knowledge, por Michael Suk-Young Chwe
“Esse livro trata do conceito de ‘senso comum’ e como as pessoas processam o mundo não apenas com base no que sabem pessoalmente, mas no que sabemos que outras pessoas sabem e também nossos conhecimentos compartilhados. É uma ideia importante para projetar redes sociais, já que frequentemente enfrentamos tradeoffs entre criar experiências personalizadas para cada indivíduo e criar experiências universais para todos.”

8 – Dealing with China: An Insider Unmasks the New Economic Superpower, por Henry M. Paulson
“Este livro é sobre a experiência de Paulson trabalhando com líderes chineses por mais de duas décadas enquanto era Secretário do Tesouro e chefe do Goldman Sachs. Ao longo dos últimos 35 anos, a China passou por uma das maiores transformações sociais e econômicas da história humana. Centenas de milhões de pessoas deixaram a pobreza. Qualquer métrica mostra que a China fez mais para tirar mais gente da pobreza que o resto do mundo junto. Tenho um interesse pessoal como estudante da cultura, história e linguagem chinesa. Estou animado para ler a perspectiva de Paulson sobre o que a ascensão da China significa para o mundo.”

9 – Orwell’s Revenge: The 1984 Palimpsest, por Peter Huber
“Muitos de nós estão familiarizados com o livro 1984 de George Orwell. Suas ideias do Grande Irmão, vigilância e duplipensar se tornaram medos penetrantes em nossa cultura. Orwell’s Revenge é uma versão alternativa de 1984. Após ver o que aconteceu com a história, a ficção de Huber descreve como ferramentas como a internet beneficiam as pessoas e mudam a sociedade para melhor.”

10 – A Nova Segregação. Racismo e Encarceramento em Massa, por Michelle Alexander
“Este livro sobre justiça social delineia as muitas maneiras em que o sistema de justiça criminal dos EUA discrimina contra minorias, coloca-as em desvantagem e previne todos de terem oportunidades iguais. Tenho me interessado pela reforma da justiça criminal há um tempo e este livro foi muito recomendando por muitas pessoas em quem confio.”

11 – THE MUQADDIMAH: An Introduction to History, por Ibn Khaldun
“É uma história do mundo escrita por um intelectual que viveu nos anos 1300. Seu foco é mostrar com a sociedade e cultura fluem, incluindo  a criação de cidades, políticas, comércio e ciência.

Enquanto muito do que era crença na época foi refutado ao longo de 700 anos de progresso, ainda é muito interessante ver o que era entendido na época e como, no geral, a visão de mundo mudou.”

12 – Sapiens – Uma Breve História da Humanidade, por Yuval Noah Harari
“Este livro é uma grande narrativa da história da civilização humano – de como nos desenvolvemos de caçadores-coletores no começo a como organizamos nossa sociedade e economia hoje. Como livro seguinte ao Muqaddimah, que era a história da perspectiva de um intelectual de 1300, Sapiens é uma exploração contemporânea de muitas perguntas similares. Estou ansioso para ler essas perspectivas diferentes.”

13 – The Player of Games, por Iain M. Banks
“Este título é uma mudança de ritmo dos livros recentes sobre ciências sociais. É uma ficção científica sobre uma civilização avançada com inteligência artificial e uma cultura vibrante.”

14 – Energy: A Beginner’s Guide, por Vaclav Smil
“Este livro é sobre ciências físicas ao invés de ciências sociais. Explora tópicos importantes relacionados a como a energia funciona, como nossa produção e uso podem evoluir e como isso afeta as mudanças climáticas. Os trabalhos de Vaclav Smil são altamente recomendados por Bill Gates e outros. Também estou planejando ler seu outro livro, Making the Modern World, quando tiver uma oportunidade.”

15 – Genome: The Autobiography of a Species in 23 Chapters, por Matt Ridley
“O objetivo deste livro é contar a história da humanidade da perspectiva da genética em vez da sociologia. Ele deve complementar as outras histórias mais amplas que li esse ano, assim como seguir Energy nesse foco na ciência. Estou com vontade de ler os livros de Matt Ridley há um tempo. Seu livro mais recente, O Otimista Racional, sobre como progresso e economia evoluem, também está perto do topo da minha lista que só cresce de livros para ler.”

16 – As Variedades da Experiência Religiosa, por William James
“Quando li Sapiens, achei que o capítulo sobre a evolução do papel da religião na vida humana era o mais interessante e algo em que queria me aprofundar. William James era um filósofo dos anos 1800 que moldou muito do que é a psicologia moderna. Estou de férias essa semana com a Cilla e essa parecia uma leitura leve!”

17 – Portfolios of the Poor: How the World’s Poor Live on $2 a Day, por Daryl Collins, Jonathan Morduch, Stuart Rutherford e Orlanda Ruthven
“É incrível que quase metade do mundo – quase 3 bilhões de pessoas – vivem com US$ 2,50 ou menos por dia. Mais de um bilhão de pessoas vive com US$ 1 ou menos por dia. Este livro explica como essas famílias investem seu dinheiro para se financiarem melhor. Espero que esta leitura oferece insights em relação ao que podemos fazer para apoiá-los também.”

18 – Por que as Nações Fracassam. As Origens do Poder, da Prosperidade e da Pobreza, por Daron Acemoglu e James Robinson
“Este livro explora diferentes tipos de instituições sociais e incentivos que nações aplicaram para encorajar prosperidade, desenvolvimento econômico e eliminação da pobreza. É um bom complemento ao nosso último livro, Portfolios of the Poor, que foca em como as pessoas vivem na pobreza. Este discute porque a pobreza ainda existe e como reduzi-la.”

19 – O Otimista Racional, por Matt Ridley
Dois dois livros que li este ano – Os Anjos Bons de Nossa Natureza and Por que as Nações Fracassam – exploraram como progresso econômico e social trabalham juntos para fazer o mundo melhor. Os Anjos Bons argumenta que os dois se alimentam, enquantoPor que as Nações Fracassam argumenta que progresso social e político, no fim, controla o progresso econômico de uma sociedade. Este próximo livro fala o contrário: que progresso econômico é a força maior por trás do avanço social. Estou interessado em ver qual ideia ressoa mais depois de explorar esses dois frameworks. Este também é o segundo livro de Ridley que leio este ano. Aqui está uma foto tirada há algumas semanas em que estou lendo seu livro Genome, com meu cachorro Beast.”

20 – O Problema dos Três Corpos, por Cixin Liu
“Este é um livro chinês de ficção científica que se tornou tão popular que agora há um filme sendo feito em Hollywood com base nele. Também vai ser um descanso legal de todos os livros sobre economia e ciências sociais que tenho lido.”

21 – The Idea Factory: Bell Labs and the Great Age of American Innovation, por Jon Gertner
“Tenho muito interesse nas causas da inovação – que tipos de pessoas, questões e ambientes [estão envolvidos]. Esse livro explora essa pergunta ao olhar para o Bell Labs, um dos laboratórios mais inovadores da história.”

22 – Ordem Mundial, por Henry Kissinger
“Meu próximo livro para o A Year of Books é Física Quântica Para Bebês! Brincadeira. Na verdade, é Ordem Mundial, por Henry Kissinger, sobre relações internacionais e como podemos construir relações pacíficas pelo mundo. É importante para criarmos o mundo que queremos para nossos filhos, e é algo em que estou pensando nos últimos dias.”

23 – The Beginning of Infinity: Explanations That Transform the World, por David Deutsch
“Faz sentido terminar o ano com The Beginning of Infinity, de David Deutsch, sobre como o jeito que explicamos as coisas destrava maiores possibilidades.”

Escritor que virou agricultor realiza sonho doando fazenda para UFSCAR

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Raduan Nassar escreveu apenas três livros, mas sua obra é um marco na literatura brasileira (Crédito: Arquivo/Divulgação)

Raduan Nassar escreveu apenas três livros, mas sua obra é um marco na literatura brasileira (Crédito: Arquivo/Divulgação)

 

Raduan Nassar deixou a vida literária para se tornar agricultor. Em 2012, ele doou a fazenda Lagoa do Sino para Universidade Federal de São Carlos.

José Hamilton Ribeiro, no G1

O escritor Raduan Nassar doou sua fazenda, chamada Lagoa do Sino, em Buri, no sudoeste de São Paulo à Universidade Federal de São Carlos. Nela está sendo estabelecido um complexo educacional de nível superior voltado para os problemas da produção rural da região.

José Hamilton Ribeiro levanta a relação da fazenda com o famoso livro do escritor: “Lavoura Arcaica”. A obra conta na primeira pessoa a história de um jovem perturbado com seu drama, o conflito com o pai, suas paixões e até sua doença. Mas corre ao longo do livro, um cenário da vida simples na roça.

Raduan Nassar ganhou recentemente o Prêmio Camões, de Portugal. O maior prêmio para quem escreve em português. Isso depois de receber o prêmio da Academia Brasileira de Letras e outras distinções nacionais.

Com base no livro foi feito um filme de mesmo nome, com Selton Mello no papel do filho inquieto e o Raul Cortez como pai conservador e rígido.

De uma família de imigrantes libaneses, Raduan Nassar nasceu em Pindorama, no oeste de São Paulo. Desde cedo, desenvolveu o gosto pela criação de animais. Após 20 anos com a família já com loja rica em São Paulo, passou um tempo no exterior. De volta ao Brasil, inicia em Cotia, em SP, uma grande criação de coelhos. Deixa depois a criação para tocar uma empresa da família, até que tira um tempo para escrever ‘Lavoura Arcaica’ e outros escritos. Em 1984, beirando os 50 anos – e já um escritor consagrado com livros publicados em várias línguas – duas coisas: rompe com a literatura, não escreve mais; e a partir daí, se dedica à fazenda Lagoa do Sino por mais de 30 anos.

Raduan Nassar não gosta de aparecer e também não dá entrevista, mas aceitou receber o Globo Rural pra uma conversa informal e escreveu um texto especial para a reportagem: “Abandonei a literatura há mais de trinta anos, o motivo não vem ao caso. Depois de adquirir a Fazenda Lagoa do Sino, em 1984, mergulhei de cabeça na área rural. A fazenda encontrava-se abandonada, amplos espaços ocupados por grama batatais, e mesmo indaiá, o rasteiro. A lidar também com terra vermelha de campo, mista, um tanto mais pra argilosa.

Os primeiros tempos foram muito difíceis, erros foram cometidos acompanhados de prejuízos. Poucos anos depois, contava com ótima equipe. Além de contínuas correções do solo, com calagem, incorporação de matéria orgânica, inclusive esterco frio de galinha, além de nutrientes químicos, a coisa começou a engrenar, a ponto de chegarmos a índices de produtividade em grãos entre os melhores da região”.

Depois de uma safra excelente, uma decisão surpreendente de Raduan mudou muito o cotidiano da Lagoa do Sino.

Em 2012, ele a doou de papel passado, uma parte pra seu funcionário de confiança, o Nilton. Outra parte maior pra Universidade Federal de São Carlos.

Uma exigência do Raduan na doação: a fazenda teria que abrigar uma universidade, com vários cursos ligados ao campo e às ciências da natureza e com foco na agricultura familiar. No local funciona o Campus Lagoa do Sino da UFSCAR e a fazenda, grande produtora de grãos, hoje também produz conhecimento

Além da movimentação econômica na região, filhos de agricultores e moradores locais hoje também têm onde estudar. Os agricultores familiares também ganharam mais assistência técnica para melhorar seu negócio.

Dez hábitos literários que tenho que parar

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Lucy, no Por essas Páginas

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romance10. Ler romances duvidosos: Certo, aí é meio dúbio, porque… É mais questão de gosto. Sejam eles livros de banca ou romances/new adults lançados recentemente, eu acabo me lançando sobre eles, por mais que eu saiba que sejam previsíveis (daqueles que tem clichês que tentam, mas não convencem) ou que sejam uma desculpa para acrescentar uma carga erótica em uma trama rasa e/ou ruim, eu acabo lendo. Talvez seja porque eu queira encontrar algo diferente que me surpreenda – o que raramente acontece, ou porque simplesmente me dá vontade de ler besteira e eu leio.
 

CidadeOssos9. Preconceito literário: Ultimamente eu tenho me perguntado se não devo dar alguma chance para alguns autores como, por exemplo, Cassandra Claire, que é a número 1 na minha lista de preconceito literário. Desde a época do fandom de Harry Potter não apenas eu, mas a equipe aqui do blog, temos birra (ou preconceito mesmo) de ler essa autora. É bem um bloqueio, daqueles que você olha a capa e sua mente começa a falar “não, não, não”. É, não sei. E sinceramente, esse é um hábito que não tenho pressa em largar.
 

keep-calm-and-read-a-book8. Bloqueio de leitura: Quando acontece um bloqueio de leitura – em outras palavras, eu praticamente jogar o livro na parede de tanta raiva, seja do que for – eu não consigo prosseguir com o livro e não consigo ir para outra leitura. É um bloqueio total, quase como uma ressaca literária. Eu odeio quando isso me acontece e tento evitar lendo mais de um livro de uma vez. Acho que esse ano só tive uma ou duas ressacas justamente por ler mais de um livro, porque se um livro me chateia, deixo ele de lado e me concentro na leitura do outro.
 

7. Estado de negação com o gênero Terror: Eu já tentei ler Terror algumas vezes, mas sou muito medrosa. Acho que os poucos de terror que li foram alguns clássicos como Drácula e os da Karen, como Alameda dos Pesadelos e Inverso (que não são tão terrores, mas me deram medo). Por outro lado, eu morro de curiosidade em lê-los. Adoraria ler Stephen King, fico até com vergonha por não ter lido nada dele ainda. Mas… Só de pensar em algumas histórias dele, me dá calafrios! Fala sério, o cara mete medo mesmo sem eu ter lido nada dele, é realmente o mestre do terror!
 

6. Ressaca Literária: Não é algo voluntário, mas assim como o bloqueio, eu tento evitar a ressaca lendo mais de um livro. Ás vezes é porque eu não consigo desapegar de uma história, mas na verdade a raiz do meu problema são fatores externos: esse ano me deu uma baita ressaca o fato de não conseguir ir para a Bienal – tudo isso porque queria viajar, encontrar a galera e comprar compulsivamente todos aqueles livros legais que estavam lá – e provavelmente alguns nem tão legais. O ponto é: eu queria comprar livros (@[email protected]). A não possibilidade me rendeu uma ressaca de quase uma semana…
 

spoilers5. Ler spoilers: Eu tenho uma grande mania quanto a spoilers: Sempre que compro um livro, eu leio a última página. Na verdade, começa na última frase. Como sei que não vou entender nada, vou avançando as páginas, de trás para frente, para tentar vislumbrar do que se trata. Mas eu geralmente consigo evitar ler spoilers quando se trata de e-books, porque… dá preguiça de ir no menu e selecionar o último capítulo, pronto falei. Aliás, um fato curioso: No livro Cavalo de Troia 9, eles colocaram um fecho anti-spoiler, avisando que recomendavam que as pessoas não lessem aquele trecho (umas 100 páginas) antes de chegar lá. Eu me senti frustrada. Se alguém leu esse livro, me passe os spoilers, por favor!
 

4. Não resenhar os livros que acabei de ler: Então, se vocês olharem minha meta de leitura, verão que tenho vários livros lidos, mas muitos não resenhados. Livros de maio estão sem resenhar (que vergonha!). Alguns eu consigo ler e resenhar de boa, rapidinho, alguns inclusive de parceria, eu passo a resenha para frente – e mesmo assim consigo demorar em resenhar. A minha esperança é que consiga resenhar todos que estão na lista até dezembro. Vou me esforçar, prometo!
 

entreoagoraeonunca3. Não terminar as séries que começo a ler: Se não me engano, no último Top Ten Tuesday que postei, eu mencionei algumas das séries que comecei e que não terminei. Todo ano novo eu estabeleço uma meta de terminar essas séries, o que nunca acontece. Então, ultimamente estou deixando rolar – ou seja, continua não lendo as séries que começo e o pior: comprando séries novas COMPLETAS e não lendo assim que as compro.
 

2. Mudar a meta literária durante o ano: Não é que mude, esse ano minha meta está mais “maleável”, até. Eu tenho uma meta de 60 livros – e estou quase chegando lá! Mas é que eu queria me dedicar aos livros das minhas “TBRB jar” e não foi bem isso que aconteceu. Não que não tenha lido nada delas, mas é que li muito menos do que gostaria e aumentei ainda mais minha lista de leitura… Além do mais, marquei alguns livros como meta no Skoob e, em vez de focar na leitura desses livros, estou colocando outros no lugar, à medida que começo a ler.
 

livros1. Comprar livros compulsivamente: Eu devo ter mencionado para vocês em outro Top Ten Tuesday que eu compro livros com a mesma facilidade que respiro. É algo muito natural (e dispendioso também). Eu pensei que esse ano eu conseguiria maneirar, mas… Enfim, acho que meu problema está em alguns títulos que me deixam muito curiosa para saber do que se trata, além das famigeradas continuações de séries que acompanho ou que… Bem, ainda não acompanho, mas já tenho o primeiro (e talvez o segundo) volume comigo. Pois é, eu acumulo séries para ler… Isso é bem ruim.

Alguém recomenda algum terapeuta para esses probleminhas? E vocês? algum hábito que queiram deixar de lado?

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