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Como uma tragédia pessoal inspirou um dos maiores sucessos da literatura infantil

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Carla Herreria, no Brasil Post

Quando foi publicado em 1986, o clássico das canções de ninar para pais de todos os Estados Unidos, Love You Forever (“te amo para sempre”, em tradução livre), tornou-se um sucesso e vendeu milhões de cópias.

Em 2001, ele foi listado em quarto lugar no ranking da Publisher’s Weekly dos livros infantis mais vendidos.

Mas antes de ser um clássico, Love You Forever era um simples poema de quatro versos que Robert Munsch cantava sozinho em silêncio depois de sua mulher sofrer um aborto natural. Foi o segunda gravidez do casal a terminar dessa maneira.

Munsch diz que a canção era triste demais para ser cantada em voz alta. Durante muito tempo, ele não a cantou nem sequer para sua mulher.

“[A canção] era minha maneira de chorar”, disse Munsch ao Huffington Post.

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“Irei te amar para sempre
Com você para sempre
Enquanto estiver vivo
Você será o meu bebê.”

Depois da segunda gravidez fracassada, os médicos disseram que o casal nunca seria capaz de conceber. A notícia deixou Munsch devastado. Ele tinha trabalhado em orfanatos, fez mestrado em estudos infantis e dedicou sua vida a escrever livros para crianças.

“Sabe quando alguém chega e te dá um murro de repente? Foi assim que me senti”, disse Munsch ao HuffPost.

O casal adotou três crianças, mas Munsch usou a música para expressar seu luto pelas duas perdas sofridas – sem, entretanto, jamais escrever a letra ou pronunciá-la em voz alta.

Até que um dia uma história apareceu na sua cabeça.

“Minhas histórias costumam aparecer gradualmente, conforme vou escrevendo”, contou. “Essa veio de repente.”

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Munsch costumava recitar seu material em aparições públicas antes de colocá-lo na página. Certo dia, a música estava na sua cabeça quando ele se apresentava num teatro. Ele inventou uma história na hora para acompanhar a canção, e assim nasceu Love You Forever.

Diferentemente de seu material anterior, que às vezes levava anos para ser concluído, este saiu inteiro, de uma vez. Munsch contou a história de uma mãe que sempre cantava a mesma canção de ninar ao longo da vida inteira da vida do filho – até mesmo depois de ele ter crescido.

Foi a primeira vez que alguém – incluindo a mulher de Munsch – ouviu a famosa canção. Munsch diz que a plateia ficou emocionada. Sua mulher “também sentiu”, disse o autor.

Quando Munsch apresentou a história para seu editor, ela foi recusada, porque seria sombria demais para crianças. Mas seu distribuidor aceitou publicar o livro.

“Ele disse que, quando leu, sentiu um arrepio”, disse Munsch.

Munsch em uma leitura na Frankland Community School, em Toronto, 2010

Munsch em uma leitura na Frankland Community School, em Toronto, 2010

 

Alguns leitores estranham o comportamento da mãe, mas muitos outros se emocionam com o amor incondicional mostrado por ela.

Munsch diz acreditar que a história faz sucesso porque toca tanto os pais quanto os filhos.

“O livro é uma espécie de ideal, do que esperamos que aconteça”, disse Munsch. “É um único dos meus livros que não é só para crianças.”

Munsch num evento de alfabetização, em 2003.

Munsch num evento de alfabetização, em 2003.

 

Hoje com 70 anos, Munsch escreveu 50 livros infantis em sua carreira. Seus três filhos – Andrew, Julie e Tyra – aparecem em cinco deles.

Ele se aposentou depois de sofrer um derrame, em 2008, e diz que hoje se sente próximo da mãe de Love You Forever no fim da história, quando ela está velha e doente.

Ele ainda se orgulha do livro, não só porque é sua obra mais bem-sucedida, mas porque espera que ela sirva de conforto para os outros.

“É a história de quem pega o livro, não a minha”, disse Munsch.

Novo filme da série Nárnia A Cadeira de Prata está em produção

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Edilson Cândido Rezende, no Canal do Leitor

A série clássica de C.S. Lewis As Crônicas de Nárnia tem sido um sucesso através da literatura infantil por décadas, e teve três adaptações para o cinema. A Disney produziu os dois primeiros livros da série, na esperança de ter o seu próprio Senhor dos Anéis / Harry Potter. O primeiro livro adaptado foi O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa , que foi bem sucedido em ambos um ponto de vista crítico e comercial. O segundo livro trouxe para a tela era Príncipe Caspian, que foi um sucesso modesto – mas não o sucesso que a Disney esperava. Depois, A Viagem do Peregrino da Alvorada foi trazido para a tela pela 20th Century Fox.

Mas durante anos, parecia que o potencial de cinema para esta série tem diminuído, deixando os livros de Lewis, no caso quatro livros sem uma adaptação. Bem, depois de muitos anúncios ao longo dos anos, parece que o público pode, finalmente, voltar a Nárnia. A Cadeira de Prata está avançando para uma adaptação cinematográfica, a TriStar da Sony vai financiar juntamente com a One e The Mark Gordon Company.

A Cadeira de Prata será produzido por Douglas Gresham, Vincent Sieber, e Melvin Adams. Um roteiro está sendo escrito por David Magee ( Finding Neverland; Life of Pi ) .Foi noticiado anteriormente terá um novo elenco.

Estou satisfeito por saber que estamos finalmente perto de um retorno a Nárnia. Os Livros de C.S. Lewis têm sido parte integrante da fantasia moderna, juntamente com J.R.R. Tolkien O Senhor dos Anéis e de JK Rowling Harry Potter.

Estas histórias merecem tanto amor e dedicação às suas adaptações para o cinema, e espero que desta vez os realizadores tenha o direito de apresentar um projeto adequado e altura da obra.

O verdadeiro conto da Bela adormecida

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Publicado no Kalango Atômico

O conto original de A Bela Adormecida (Belle au bois Dormant) foi escrito pelo francês Charles Perrault em 1697 e depois ganhou uma versão linda e romântica que foi para os filmes da Disney publicada pelos Irmãos Grimm, mas em 1634 um cara chamado Giambattista Basile publicou uma história mais ou menos parecida Sol, Lua e Tália) que foi a inspiração de Perrault e do conto que conhecemos, por isso menininhas, antes de ficarem fantasiando com historietas de príncipes encantados vamos a verdade dos fatos, a versão da Disney a Bela adormecida carrega o nome de Aurora, eu sei porque eu tenho uma prima de 4 anos que me fez assistir esse filme 3 trilhões de vezes com ela, já nessa versão ela tem nome e é Tália e não recebeu maldição alguma, ela simplesmente cumpre uma profecia lá, a que foi destinada, o que acontece na verdade é que uma farpa de linho enfeitiçado entra por debaixo da unha dela e ela cai dura e morta, o que é um tópico relevante na história, o bonito do rei, simplesmente pega uma cadeira de veludo chique e linda comprada no liquida etna do palácio, tranca o local, pega o beco para sempre, para esquecer suas tristezas, vai para far far away e deixa Tália ali forever alone.

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Beleza, até aí tudo bem, o problema é que do nada surge um príncipe que estava caçando dentro do palácio e encontra Tália ( nunca vi ninguém caçar dentro de um palácio, mas tudo bem), ele se apaixona pela sua beleza, tenta acorda-la, não acordou , o cara vai lá e estupra a mulher, o mundo já está perdido, se essa moda pega, acabou de vez e se você acha isso sinistro espere para ver os próximos capítulos porque se você achava que o príncipe encantado era tudo de bom, se prepare para o pior, porque isso não acaba por aí, as coisa ainda vão ficar pior e uma coisa eu te digo, bem pior, sabe porque, porque o príncipe além de ter estuprado Tália ainda a engravidou e ainda continuou indo lá por 9 meses ( oi ? Produção? Corta para 16 Percival!), se bem que já vi histórias bem parecidas o Big Brother Brasil é mais ou menos parecido com essa história, então eu não duvido de nada, então a Bela adormecida acabou sendo uma espécie de boneca inflável do príncipe. Enfim, como ela engravidou, como os bebês nasceram, não me pergunte, só sei que li em alguns textos que eles eram gêmeos e que o parto foi normal, até porque nessa época cesariana era impossible, como? I don’t know, não sei mesmo, eu só sei que uma das vezes que o bebê foi mamar ( detalhe, ela produzia leite), o baby chupou o seu dedo, e tirou a farpa e a louca acordou, só sei que quando ela viu que tinha dois filhos e que tinha sido estuprada, não fazia ideia do que tinha acontecido, acho até que o mito da cegonha pode ter surgido daí, mas ela não falou nada, não surtou, nem nada, só sei que o príncipe simplesmente voltou um dia, pra dar uns pegas nela e encontrou Tália acordada, olhando aquilo tudo resolveu assumir tudo e é a partir daqui que a história tem dois finais.

Príncipe Safadão

Príncipe Safadão

 

Um dos finais eles dois casam e o príncipe não pode levar Tália nem os filhos para o castelo pois sua mão era uma Ogra e tinha o hábito de comer qualquer ser infantil que aparecesse em sua frente, no dia que ele resolve leva-los a sogra manda o cozinheiro fazer um banquete com seus netinhos lindos e fofos, mas ele faz o coração de um cabrito no lugar e a sogra descobre e decide então comer a nora que consegue fugir com seu marido, o príncipe fica puto com a mãe e manda matá-la. Um verdadeiro conto de fadas não é mesmo?!Já em outra versão quem passa a régua na princesa que vive dormindo é o rei, que é casado com uma rainha ciumenta:

O rei, acreditando que ela dormia, chamou-a. Mas, como ela não voltava a si por mais que fizesse e gritasse, e, ao mesmo tempo, tendo ficado excitado por aquela beleza, carregou-a para um leito e colheu dela os frutos do amor, e, deixando-a estendida, voltou ao seu reino, onde por um longo tempo não se recordou mais daquele assunto. Depois de nove meses, Tália deu à luz a um par de crianças, um menino e uma menina, duas jóias resplandecentes que, guiadas por duas fadas que apareceram no palácio, foram por elas colocados nos seios da mãe. E uma vez que as crianças, querendo mamar, não encontravam o mamilo, puseram na boca justamente aquele dedo que tinha sido espetado pela farpa e tanto o sugaram que acabaram por retirá-la. Subitamente pareceu a Tália ter acordado de um longo sono;

Sendo assim a rainha queria comer os dois filhos bastardos do rei, manda buscar Tália para lança-la ao fogo, mas o rei chega a tempo e lança a própria esposa no lugar de Tália e passa a viver com ela e os filhos. Toda história tem um ensinamento e o dessa é nem sempre é muito legal ser uma princesa da Disney a menos que você saia ganhando alguma coisa nessa história.

Sheila Lima

15 livros que não podem faltar na vida de seus filhos

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Ilan Brenman, na Revista Crescer

Após a última lista que preparei para CRESCER (15 histórias para contar antes de eles crescerem), compartilho, agora, as leituras imprescindíveis na vida de nossos filhos. A leitura em voz alta é de extrema importância na formação integral das crianças. Percebemos rapidamente a diferença das que foram banhadas com bons textos na infância das que, por inúmeros motivos, não tiveram a mesma oportunidade. Ler para nossos filhos é estreitar laços afetivos com eles, além de inseri-los no mundo do conhecimento, da cultura e da criatividade. A seguir, a lista de alguns títulos que não podem faltar:

1 Adivinha Quanto Eu Te Amo (Sam McBratney,WMF Martins Fontes). Leitura afetuosa, para ser realizada grudadinho neles.

2 Não Confunda (Moderna). Escrito e ilustrado por uma das minhas autoras preferidas: Eva Furnari. Boas risadas brotaram.

3 Brasileirinhos (Cosac Naify). Crianças amam poesia. O livro, de Lalau e Laurabeatriz, é uma bela iniciação do mundo poético.

4 Tanto, Tanto! (Trish Cooke, Ática). Uma história apaixonante. Enredos que as crianças
decoram juntamente com os pais. A diversão é garantida.

5 Meus Porquinhos (Audrey Wood, Ática). Os pequenos deliram com essa publicação.

6 Agora Não, Bernardo (David McKee, WMF Martins Fontes). Enquanto alguns pais se assustam com esse livro, as crianças adoram. Caso seu filho tenha medo, enfrente esse sentimento com ele.

7 Flicts (Melhoramentos). Um clássico do Ziraldo.

8 A Pequena Toupeira que Queria Saber Quem Tinha Feito Cocô na Cabeça Dela. (Werner Holzwart, Cia. das Letrinhas). Foram infindáveis risadas com minhas filhas. Garanto
que os pais vão se divertir também.

9 Quero Meu Penico! (Tony Ross, WMFMartins Fontes). O escritor e ilustrador inglês é um dos autores preferidos da minha caçula. Ele capta as singelezas da infância.

10 Menina Bonita do Laço de Fita (Ática). É um dos meus textos preferidos escritos por Ana Maria Machado.

11 Armazém do Folclore (Ática). O autor Ricardo Azevedo fez uma coletânea brilhante para as crianças: contos, ditados, quadras e adivinhas que podem ser saboreados por pais e crianças.

12 Marcelo, Marmelo, Martelo (Salamandra). Ruth Rocha é autora de sensibilidade ímpar. Leia para seu filho e confira.

13 Reinações de Narizinho (Monteiro Lobato, Biblioteca Azul). Clássico que deve ser compartilhado em diversas fases da vida.

14 Zoom (Istvan Banyai, Brinque-Book). Livro de imagem, sem palavras, mas que surpreende toda a família.

15 Onde Vivem Os Monstros (Maurice Sendak, CosacNaify). Outro clássico com ilustrações belíssimas.

Inspire-se com 10 frases de livros infantis

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Fonte: Shutterstock

Fonte: Shutterstock

Conheça aquelas que farão com que você sinta-se mais motivado todos os dias

Publicado no Universia Brasil

Além dos livros infantis entreterem as crianças, possuem ensinamentos que deveriam ser aprendidos também pelos adultos. Na fase adulta, as pessoas são capazes de entender melhor algumas mensagens passadas pelas publicações. Por isso, confira 10 frases de livros infantis que você deve conhecer:

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