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Bar tem drinks inspirados em livros que levam até algodão doce

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Drink Lolita leva tequila, Cointreau, xarope de açúcar, suco de limão, manjericão, xarope de canela e algodão doce. Fotos: Divulgação

Officina Restô Bar oferece uma lista de drinks que saíram das páginas de livros como Lolita, Dom Quixote e Anna Kariênina

Laura Beal Bordin, na Gazeta do Povo

A imaginação de quem lê pode levar para lugares que ninguém consegue explicar. Mas, já pensou em ver drinks que são “a cara” de diversas personagens da literatura internacional? O Officina Restô Bar tem uma lista de drinks que são inspirados em musas da literatura e levam os ingredientes mais diferentes – até mesmo algodão doce.

O bartender Zé Swaiger, o responsável pela criação dos coquetéis, conta que sempre foi ligado à arte e a literatura – muito antes de trabalhar como bartender – e resolveu unir as duas paixões na arte de fazer drinks. “Tento fazer isso dentro do bar, que sempre foi uma forma de reunir minha paixão pela literatura com o que eu faço agora”, explica.

A carta conta com pelo menos cinco personagens imortalizadas nas páginas dos livros que viraram drink – Lolita, de Vladimir Nabokov; Julieta, a romântica personagem de Shakespeare; Dulcineia, a musa inspiradora de Dom Quixote; Anita, inspirado na personagem real Anita Garibaldi; retratada no romance a Casa das Sete Mulheres e Anna Karenina, de Leon Tolstói.

Veja o que leva cada um dos drinks:



Para mergulhar o algodão doce – Lolita

De acordo com Swaiger, a adolescência da personagem Lolita inspirou esse drink, que leva um pedaço de algodão doce para mergulhar no coquetel. Ele leva tequila José Cuervo Silver, Cointreau, xarope de açúcar, suco de limão, manjericão, xarope de canela e algodão doce.

A romântica – Julieta

Apesar de ser uma tragédia, a personagem de Romeu e Julieta é considerada uma das mais românticas das homenageadas. Por isso, o drink vai em uma taça especial e leva até uma pétala de rosa. O coquetel leva gin Tanqueray, suco de limão, xarope de açúcar, espumante brut e caramelo de frutas vermelhas, produzido na própria casa.

A misteriosa – Dulcineia

O mistério da musa de Dom Quixote inspira esse drink, que leva até fumaça. “O espírito do homem sem lar que tem sempre um amor ideal dentro dele – e é por isso que o coquetel vem defumado envolto em fumaça, para criar uma áurea de místico”, disse Swaiger. O drink leva Whiskey Bulleit, licor Chambord, campari, purê de goiaba e xarope de açúcar.

O sabor da erva-mate – Anita

Inspirado em Anita Garibaldi, o drink é até servido em uma tradicional cuia de chimarrão e leva erva-mate, bebida tradicional do Rio Grande do Sul. “Eu queria valorizar a nossa história e a proximidade que nós temos com a personagem”, disse o bartender. O coquetel leva gin Amázzoni, suco de abacaxi com pepino e erva mate, xarope de açúcar.

Sabor soviético – Anna Kariênina

Uma das personagens mais emblemáticas da literatura mundial, Anna Kariênina, de Leon Tolstói, é homenageada neste drink, que tem uma representação feminina. O coquetel leva vodka, frutas vermelhas, abacaxi e licor de amêndoas – lembra muito o sabor tutti-frutti.

O melhor e o pior da Flip 2014

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Com altos e baixos, como estrutura de tendas reduzida, que deixou público ao sol, edição do evento agradou

RI Paraty (RJ) 03/08/2014 FLIP 2014 - Movimento na cidade no último dia da Festa Literária de Paraty. Na foto, a Praça do Telão.. Foto de Márcia Foletto / Agência O Globo - Márcia Foletto / Agência O Globo

RI Paraty (RJ) 03/08/2014 FLIP 2014 – Movimento na cidade no último dia da Festa Literária de Paraty. Na foto, a Praça do Telão.. Foto de Márcia Foletto / Agência O Globo – Márcia Foletto / Agência O Globo

Publicado em O Globo

PARATY – A incerteza de uma Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) sem grandes estrelas da literatura internacional foi quebrada por boas mesas, algumas que emocionaram a plateia. O resultado do evento, encerrado ontem, fez com que seu curador, Paulo Werneck, chegasse a declarar que essa havia sido a “Flip das Flips” — um termo considerado exagerado por muitos visitantes, sobretudo por causa da estrutura mais enxuta da festa em 2014.

A 12ª edição do evento começou na quarta-feira com uma surpresa para o público: a Tenda dos Autores dos últimos anos foi substituída por uma espécie de pavilhão, mais simples e menos imponente. Além disso, a Tenda do Telão foi abolida. Dois telões, ambos pela primeira vez com entrada gratuita, foram instalados em Paraty, sendo que um parcialmente coberto e outro sem cobertura para proteger o público do sol — que foi inclemente — e da chuva — que felizmente cessou antes do início da festa. Entre editores, jornalistas e escritores, comentou-se a nova configuração.

— Achei muito acertado o fato de o show ter sido aberto ao público. Minha crítica é ao telão, pelo fato de não haver cobertura. Minha impressão é que o público do telão foi muito menor do que os últimos anos — diz o escritor Marcelo Moutinho, que esteve em todas as 12 edições da Flip. — Houve um dia em que eu e meus amigos ficamos embaixo de um sol abrasador, e o evento teve sorte de não ter chovido.

“FLIP DAS FLIPS”

Ontem, na coletiva de imprensa de balanço, os organizadores da festa destacaram, porém, o que chamam de “evolução” na estrutura do evento. Mauro Munhoz, diretor-presidente da Casa Azul, instituição que organiza a Flip, se disse satisfeito, sobretudo pela integração das novas instalações com a cidade.

— A Tenda dos Autores era toda aberta, você não sabia onde terminava a tenda e começava o espaço comum — disse, destacando, ainda, os dois telões instalados na cidade. — No telão da Praça da Matriz, foi um clima supergostoso, com pessoas tomando sol de biquíni e curtindo a tenda.

De acordo com Munhoz, os acessos à Tenda dos Autores foram maiores este ano do que nas últimas edições, muito pela “fila do último minuto”, ou seja, a possibilidade de os visitantes comprarem ingressos conforme a organização fosse percebendo que havia assentos vazios. Foram 16.806 espectadores na Tenda dos Autores, mais do que os 13.471 de 2013.

Munhoz não confirmou se Paulo Werneck, curador pela primeira vez este ano, continuará em 2015. Werneck, por sua vez, fez um balanço bastante positivo de seu trabalho:

— É a Flip das Flips, se a gente pudesse usar uma expressão que a Dilma usou na Copa. Mas com a diferença de que a gente saiu ganhando.

A avaliação geral entre os visitantes foi que, realmente, a programação agradou — mas sem o mesmo entusiasmo do curador. O sábado, com debates que abordaram jornalismo, ditadura, a questão indígena e a guerra na Faixa de Gaza, foi o dia mais forte do evento, com destaque para a mesa que reuniu Bernardo Kucinski, Marcelo Rubens Paiva e Pérsio Arida, que emocionou o público. Outras boas mesas foram as de Andrew Solomon, na sexta, e a de Fernanda Torres e Daniel Alarcón, ontem. Uma das decepções foi com o encontro da britânica de origem indiana Jhumpa Lahiri, que ocupou o horário nobre de sábado.

A Flip 2014 também será lembrada por ter sido a primeira a incluir na programação principal um vencedor do Oscar (o diretor Charles Ferguson, de “Trabalho interno”) e um índio (Davi Kopenawa), além do sucesso da homenagem a Millôr Fernandes.

— Vi mesas muito boas e outras que me decepcionaram um pouco. Como é minha primeira Flip, não tenho como comparar com edições passadas. Mas foi uma boa experiência — disse a escritora Socorro Acioly.

Por outro lado, houve reclamações sobre a falta de nomes literários de peso.

— Minha impressão é que esta Flip foi pouco literária. Mas isso não é um juízo de valor. De todo modo, foi uma boa festa — avaliou Carlos Andreazza, editor-executivo do Grupo Record, que, meses antes, criticou a programação da Flip nas redes sociais.

No ano que vem, sem a concorrência da Copa do Mundo, a Flip volta ao mês de julho. O próximo autor homenageado deve ser anunciado em dois meses.

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