Contando e Cantando (Volume 2)

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Confira a programação da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) 2018

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Totens com informações turísticas lançado na Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), faz parte do projeto App Paraty: cultura e natureza – Paraty na palma da sua mão. (Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)

Publicado no Portal R3

A Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) está em sua 16ª edição com uma performance celebrando o caráter transgressor da obra de Hilda Hilst, escritora homenageada deste ano. A abertura oficial aconteceu na quinta-feira (25), no Centro Histórico de Paraty (RJ).

Além do telão montado no Centro Histórico de Paraty, as mesas da festa neste ano serão transmitidas via internet. Os debates serão exibidos ao vivo pelo canal da Flip no YouTube, onde também é possível conferir na íntegra as mesas de edições passadas da festa.

A Flip deste ano manteve em sua programação a diversidade entre autores brancos e negros, e entre mulheres e homens. Como nas edições passadas, escritores estrangeiros de destaque também marcam presença, como o vencedor do prêmio Pulitzer Colson Whitehead e Liudmila Petruchévskaia, considerada uma das mestras do terror na literatura russa.

Confira a programação completa:
Quinta-feira (26/07)
10h
A jornalista Mariana Filgueiras media uma mesa que reúne a cineasta Gabriela Greeb e o sound designer Vasco Pimentel para apresentar fitas magnéticas da década de 1970 com divagações literárias e existenciais de Hilda Hilst.

12h
A poeta portuguesa Maria Teresa Horta participa por vídeo de um diálogo com as autoras brasileiras Júlia de Carvalho Hansen e Laura Erber, cujas obras trazem influências da lírica portuguesa e da autora homenageada.

15h30
A escritora e pesquisadora Lilia Schwarcz conversa com Christopher de Hamel, considerado o maior especialista em textos medievais do mundo.

17h30
O feminismo negro da literatura de Djamila Ribeiro encontra a obra de Selva Almada, escritora argentina que contou histórias reais de feminicídios no livro Garotas Mortas. Alice Sant’Anna media a mesa, que terá também uma apresentação da slammer pernambucana Bell Puã.

20h
Sergio Sant’Anna encerra o primeiro dia em um diálogo com um leitor seu que se tornou autor, Gustavo Pacheco. Na conversa, estão temas caros a Hilda Hilst, como o desejo, a solidão e a morte. O jornalista Guilherme Freitas media.

Sexta-feira (27/07)
10h
A doutora em literatura brasileira Rita Palmeira media um encontro em que o editor e artista visual Ricardo Domeneck e a pesquisadora Lígia Ferreira, especialista e divulgadora do poeta negro Luiz Gama, conversam sobre o silenciamento de autores, como a própria Hilda Hilst.

12h
A língua italiana é o mote para reunir duas diferentes vozes: o poeta suíço Fabio Purstela e a italiana Igiaba Scego, descendente de uma família somali e admiradora de Caetano Veloso. A escritora Noemi Jaffe será a mediadora.

15h30
Um dos grandes destaques da Flip deste ano, o franco-congolês Alain Mabanckou será “entrevistado” em uma mesa com dois mediadores, José Luiz Passos e Bruno Gomide. Questões raciais e a obra do autor, comparado a Samuel Beckett, estão na pauta.

17h30
Ricardo Domeneck volta ao palco principal com uma performance em homenagem a Hilda Hilst. Depois, os escritores Leila Slimani e André Aciman discutem a liberdade de abordar temas como o homoerotismo, a sexualidade feminina e a religião.

20h
Hilda Hilst retorna ao centro do debate com a escritora e pesquisadora Eliane Robert de Moraes e a atriz Iara Jamra, que interpretou a protagonista de o Caderno Rosa de Lori Lamby, um dos livros mais famosos da autora homenageada. Alice Sant’Anna media a mesa, que promete debater o lado místico e também a dimensão corpórea na obra de Hilda.

Sábado (28/07)
10h
Jocy de Oliveira e Vasco Pimentel voltam em uma discussão sobre a criação de universos sonoros e a música de vanguarda. A mesa sobre a escuta terá como mediadora a jornalista Paula Scarpin, que trabalha com podcasts.

12h
O biógrafo de Josef Stálin, Simon Sebag Montefiore, conta como trabalha para retratar a intimidade de figuras como ditador soviético, a família Romanov e a czarina Catarina, a Grande. Guilherme Freitas e Bruno Gomide participam da mesa como mediadores.

15h30
Autora de A Gorda, a portuguesa nascida em Moçambique Isabela Figueiredo encontra Juliano Garcia Pessanha, em uma mesa que tem o corpo no centro do debate e a pesquisadora Rita Palmeira como mediadora.

17h30
O poeta e artista visual do Maranhão Reuben da Rocha abre a 15ª mesa com uma performance sobre Hilda Hilst, para dar lugar ao encontro entre os autores Colson Whitehead e o brasileiro Geovani Martins, elogiado pela estreia com o livro O Sol na Cabeça.

20h
Autora de contos de terror em um universo fantástico e político, Liudmila Petruchévskaia chegou a ser censurada pela União Soviética e hoje é considerada um dos grandes nomes da literatura russa. Anabela Mota Ribeiro media a mesa com a escritora, de 80 anos.

Domingo (29/07)
10h
O folclore de Paraty, retratado por Thereza Maia, encontra a mitologia da morte no sertão da Bahia, narrada por Franklin Carvalho. A mesa é gratuita e tem Luciana Araujo Marques na mediação.

12h
A sessão de encerramento da Flip é mais uma homenagem a Hilda Hilst e a atriz Iara Jamra retorna para falar sobre encontros com a autora. Também participam o fotógrafo Eder Chiodetto e o cantor e compositor Zeca Baleiro, que têm trabalhos baseados na obra da autora paulista.

15h30
Autores convidados pela Flip de 2018 leem trechos de seus livros preferidos.

5 filmes de Woody Allen para fãs de Literatura

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José Figueiredo, no Homo Literatus

5 obras do diretor nova-iorquino Woody Allen que todo fã de Literatura deve assistir

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Ele pode não ser uma unanimidade, mas é considerado um dos grandes nomes vivos do Cinema. Com uma vastíssima obra, Woody Allen criou filmes de muitos gêneros (comédias, dramas, suspense e, pasmem, um musical).
Amigo de grandes autores (Saul Bellow, ganhador do Nobel, faz pontas em ao menos dois filmes do autor), Woody Allen sempre manteve um contato direto com grandes obras da literatura, sejam elas clássicas ou contemporâneas.
Separamos cinco filmes para quem ama literatura e cinema. Have fun!

Noivo neurótico, noiva nervosa
É um clássico óbvio por dois motivos: trata de temas óbvios que tocam a todos em determinados momentos da vida (amor, insegurança, relacionamento) e trabalha com todos estes numa perspectiva de tempo. O relacionamento de Max Singer (Woody Allen) e Annie Hall (Diane Keaton) passa pelos problemas comuns a todos do seu começo até (spoiler) o final. As referências a Freud e técnicas do modernismo são abundantes (a famosa cena na qual o casal divide a tela em suas respectivas terapias é um exemplo).

Meia-Noite em Paris
Um dos últimos filmes do diretor – e o que mais lhe rendeu financeiramente -, Meia-noite em Paris traz a vida boêmia de Paris, seus artistas, ilusões e desejos. Gil (Owen Wilson), um escritor com problemas para trabalhar, está na cidade luz com a futura esposa e os sogros. Insatisfeito, ele acaba se encontrando numa brecha temporal e tem contato com pessoas como Gertrude Stein, Ernest Hemingway, entre outros. Com um grande questionamento acerca da eterna insatisfação humana (estamos sempre descontentes com o presente e idealizamos o passado), é um clássico moderno.

Match Point
Parcialmente baseado em Crime e Castigo, Match Point trata da vida de Chris Wilton (Jonathan Rhys Meyers) se envolve com Chloe, uma filha de uma rica família inglesa. Enquanto esse relacionamento se desenrola, Chris se envolve com Nola (Scarlett Johansson), uma americana impulsiva. Chris se casa com Chloe e ascende socialmente e seu caso com Nola se desenvolve. Quando a americana põe entraves ao seu sucesso, ele decide matá-la.
As reflexões e tensões do personagem principal são as mesmas do personagem de Dostoiévski (inclusive com várias referências, diretas e indiretas, durante todo o filme). Um grande suspense filosófico capaz de agradar a todos os públicos.

Boris (Woody Allen) é um cidadão russo dos romances do século de ouro. Sendo acometido de questões filosóficas profundas e em meio ao contexto das guerras napoleônicas, Boris se apaixona por Sonja (Diane Keaton), é rejeitado e se torna acidentalmente um herói de guerra. Com bom humor e um sem fim de referências aos clássicos russos, A morte de Boris Gruschenko (originalmente Love and Death) homenageia a literatura russa tão amada por Woody Allen e nós.
(Esta informação talvez seja a menos relevante, mas é meu filme preferido de Woody Allen)

A rosa púrpura do Cairo
Cecilia (Mia Farrow) vive em meio a depressão pós crash de 1929. Ela tem um marido que se aproveita dela, um emprego ruim e sua única diversão é assistir várias e várias vezes o filme A rosa púrpura do Cairo. Um dia, no meio da sessão, Tom Baxter (Jeff Daniels), protagonista do filme, sai da tela e foge com Cecilia. Eles se envolvem e deixam todo mundo em alvoroço, inclusive Gil Sheperd (Jeff Daniels), o ator que interpreta Baxter no filme. Entre o realismo mágico e uma grande história de amor, Woody Allen cria um filme cheio de momentos engraçados e tocantes.

5 escritores russos que você deveria ler

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Leitura difícil é compensada por profundidade de temas e personificação de autores nas obras

Publicado no Guia da Semana

A primeira coisa que nos vem à cabeça quando pensamos em Literatura Russa é que a leitura é praticamente impossível. Isso faz com que, muitas vezes, deixemos de conhecer um título incrível por achar que não vamos conseguir compreendê-lo ou que o prazer de ler será transformado em algo extremamente cansativo.

Entretanto, os escritores russos possuem algo de especial: eles não são distintos e peculiares apenas pela escrita, mas pelas próprias pessoas que foram ou são, o que os torna a personificação de suas próprias obras. Isso, sem dúvidas, faz com que nós, leitores, consigamos enxergar um pouco do que eles são por dentro… E essa é uma experiência impagável.

Assim, para que você conheça alguns dos maiores nomes e se aproxime dessa literatura incrível e profunda, o Guia da Semana lista os escritores que você deveria ler. Confira:

LEON TOLSTOI

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Tolstoi era conde e nasceu em uma família rica. Ficou órfão muito cedo, ainda na infância, e foi criado e educado por perceptores. Devido ao sentimento de vazio que sentia, alistou-se ao exército e, no início da vida adulta, passou a investir boa parte do tempo (e dinheiro) em bebida, jogo e prostitutas. Mais tarde, repudiou profundamente essa fase.

Mais velho, preocupado com a precariedade da educação no meio rural, criou uma escola para filhos de camponeses. O escritor mesmo escreveu grande parte do material didático e, ao contrário da pedagogia da época, deixava os alunos livres, sem excessivas regras e sem punições.

Teve 13 filhos de um casamento extremamente complicado e, depois de ter se dedicado imensamente à vida familiar, passou a escrever e tornou-se imensamente famoso logo com os primeiros títulos – Guerra e Paz, e Anna Karenina.

Bem sucedido como escritor, atormentava-se com questões sobre o sentido da vida e, por isso, passou a viver de forma simples como os camponeses.

Indicações de obras: Guerra e Paz, Anna Karenina, Ressurreição.

FIÓDOR DOSTOIÉVSKI

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Dostoiévski é considerado um dos maiores autores da história da humanidade, posição de extrema responsabilidade e reconhecimento. Entretanto, engana-se quem pensa que sua vida foi tranquila e maravilhosa.

Na juventude, participou de um grupo intelectual revolucionário e foi acusado de conspirar contra o imperador da Rússia e condenado à morte. Apenas quando já estava posicionado para ser fuzilado, teve sua pena transformada em trabalhos forçados e o fato o marcou e mudou completamente sua história.

Suas obras exploram a autodestruição, humilhação e assassinato, além de analisar estados patológicos que levam ao suicídio, à loucura e homicídios.

Indicações de obras: Crime e Castigo, Os irmãos Karamázov, Diário do Subsolo, O Idiota e Os Demônios.

DANIIL KHARMS

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Em suas obras, protestava contra o realismo socialista e, por pouco, não acabou passando pela mesma situação que Dostoiévski. Assim, com a censura, já que não conseguia mais escrever como queria para a literatura adulta, passou a escrever livros infantis – e chocou as autoridades.

Os contos fizeram muito sucesso com o público infantojuvenil, afinal, o autor adotou um humor sombrio e tragicômico para contar situações banais. Em um de seus mais famosos, diversas velhas lançavam-se pela janela só para satisfazer a curiosidade de saber o que a velha anterior estava olhando. Mais adiante, o narrador, cansado de ver as mulheres morrendo, vai para a feira. O título? “Velhas que caem”.

Indicações de obras: Esqueci como se chama, Os sonhos teus vão acabar contigo, As velhas que caem.

NIKOLAI GOGOL

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Gogol foi um contista genial, romancista e teatrólogo, além de um dos fundadores da moderna literatura russa. Levou à Russia o realismo fantástico e escreveu livros considerados obras primas, como “O Capote” e “O Retrato”.

O gosto pela leitura veio através de seu pai e a crença e religião de sua mãe – o que mais tarde transformou-se em um apego pelo misticismo extremamente doentio. Conheceu o grande poeta Alexandre Pushkin, que influenciou obras que ainda não haviam começado a ser escritas.

A sua obra reflete o lado moralista das questões que dizem respeito à condição humana, trágica e inapelavelmente prisioneira na sua jaula.

Indicações de obras: O Capote, O Retrato, Arabescos e Almas Mortas.

ANTON TCHEKHOV

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O escritor inventou uma nova forma de escrever contos: com o mínimo de enredo e o máximo de emoção. Em suas histórias, criava atmosferas, registrando situações que não se encerravam no final dos relatos – diferente do gênero da época, intrigante, com desfechos inesperados. Com uma visão de mundo ora humorística, ora poética, ora dramática, Tchekhov captou momentos ocasionais da realidade, fatias de vida, pequenos flagrantes do cotidiano, estados de espírito da gente comum. A genialidade de sua arte era transformar incidentes laterais e aparentemente insignificantes da existência individual em representações perfeitas do destino humano. Suas histórias não tinham o fanatismo e a densidade de Dostoievski nem o idealismo de Tolstoi, eram apenas humanas.

Indicações de obras: A Gaivota, As três irmãs, A festividade e A arte da simulação.

Nathália Tourais redator(a)

Romance que incendiou a Rússia no século XIX é lançado no Brasil

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‘O que fazer?’, de Nikolai Tchernichevski, inspirou a obra homônima de Lênin

Leonardo Cazes, em O Globo

RIO – Uma mulher casada se apaixona pelo melhor amigo do marido. O traído se atira de uma ponte para permitir aos dois viverem o seu amor. Ao ler as primeiras páginas de “O que fazer?”, de Nikolai Tchernichevski, publicado entre 1862 e 1863, parece difícil compreender como o romance marcou profundamente a sociedade russa e inspirou a obra homônima de Vladimir Lênin. Responsável por deflagrar o espírito revolucionário na juventude do país, o livro ganha sua primeira edição em português, com tradução direta do russo de Angelo Segrillo (Editora Prismas, R$ 70).

Segrillo, professor de História Contemporânea da USP, explica que o romance foi escrito num momento conturbado. Grande potência vencedora das Guerras Napoleônicas, no início do século XIX, o Império Russo sofreu um choque na Guerra da Crimeia, entre 1853 e 1856. Nos combates contra o Império Otomano, apoiado por França e Inglaterra, ficou evidente o atraso tecnológico do país frente ao Ocidente.

Capa da edição brasileira de 'O que fazer?' de Nikolai Tchernichevski - Divulgação

Capa da edição brasileira de ‘O que fazer?’ de Nikolai Tchernichevski – Divulgação

Uma das decisões tomadas pelo Czar Alexandre II para fazer o país avançar foi decretar o fim da servidão, em 1861. O desenvolvimento capitalista, entretanto, não foi acompanhado por uma abertura política. Para piorar, os ex-servos ganharam a liberdade e pesadas dívidas. Foi nesse contexto que Tchernichevski foi abandonando uma posição reformista para abraçar a revolução. Sua atuação política o levou à prisão em 1862, quando editava a influente revista literária “Sovremennik” em São Petersburgo. Impedido de escrever ensaios, no cárcere ele se dedicou à ficção. “O que fazer?” foi publicado em quatro partes na própria “Sovremennik”, entre o fim de 1862 e o início de 1863.

— O triângulo amoroso disfarçou o caráter político. Por exemplo, o narrador diz o tempo todo que odeia histórias de amor, como se chamasse a atenção do leitor para algo além na trama. O personagem Rahmetov é considerado o protótipo de Lênin, um sujeito que dedica sua vida à “causa”, mas ninguém sabe exatamente que causa é essa — afirma Segrillo.

Apesar de, em termos literários, o autor não alcançar o patamar de Tolstói e Dostoiévski, o professor defende que a linguagem só é simples na aparência. Na tradução, ele descobriu referências literárias e históricas, camufladas para driblar os censores. Mesmo a palavra “revolução” não aparece no romance. Para Segrillo, o autor anteviu que as contradições da modernização desembocariam na derrubada do regime czarista.

— Ao longo da segunda metade do século XIX estouraram protestos de camponeses, greves de operários e universitários, todas duramente reprimidas. Mas o czarismo só viria a sofrer um golpe no início do século XX.

Presidente da Itália aconselha jovens a ler Dostoievski

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© AP Photo/ Riccardo Antimiani, Ansa

© AP Photo/ Riccardo Antimiani, Ansa

O presidente da Itália, Sergio Mattarella, aconselhou os jovens do seu país a se dedicarem mais à leitura, e convidou-os a começar pelas obras do escritor russo Fiodor Dostoievski.

Publicado no SputnikNews

“Respeito totalmente a escolha de cada um, mas repetiria aquilo que sempre digo aos meus netos: os livros são um tesouro inesgotável para a compreensão da vida. Comecem por Dostoievski, caros amigos” – disse o presidente em conversa com jovens italianos, cujos trechos foram publicados nesta segunda-feira pelo jornal Corriere della Sera.

Durante o encontro, Mattarella, que tem 74 anos de idade, falou sobre suas preferências como leitor e confessou gostar de praticamente todos os gêneros literários, com exceção apenas para histórias de espionagem.

Ele revelou ter adquirido o hábito de ler muito ainda durante a juventude, e citou os escritores russos Fiodor Dostoievski e Alexander Solzhenitsyn como alguns dos autores que mais influenciaram a sua forma de ver o mundo.

Nascido numa família de profundas tradições de democracia cristã, Mattarella assumiu a presidência da Itália em 3 de fevereiro deste ano. Seu irmão mais velho, o democrata cristão Persanti Mattarella, foi morto pela máfia em 1980 enquanto ocupava o cargo de presidente da região autônoma da Sicília.

024683Fiodor Dostoievski, falecido em 1881 aos 59 anos de idade, é considerado um dos maiores romancistas da literatura russa e um dos mais inovadores autores de todos os tempos. Dentre as suas obras mais conhecidas estão os romances Os Irmãos Karamazov, Crime e Castigo, Os Demônios, e outros.

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