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Posts tagged literatura

Frankenstein e a Campeã do Carnaval 2018 no Rio de Janeiro

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Daniela Marttos, na Estação Nerd

A Beija-flor levou para a avenida um tema clássico da literatura e foi a campeã do carnaval 2018 no Rio. A escola conseguiu extrair a essência da história de Mary Shelley em carros super criativos e enredo contagiante.

É claro que, leitora e nerd, não entendo muito de carnaval, mas achei muito legal que uma festa popular que tem uma abrangência tão grande, reacenda o interesse por um clássico da literatura. E se você ficou curioso pela história, trouxe aqui algumas informações que podem ser úteis!

O livro escrito em 1816, quando autora tinha apenas 18 anos. Uma das mais célebres histórias de ficção científica e de horror, choca ainda nos dias de hoje por tratar de um tema delicado: os limites da invenção humana, da ciência, medicina ética e por aí vai.

A obra foi inspiração para inúmeros conteúdos da literatura, TV e cinema. Há um sem número de livros, séries e filmes, em que um cientista obcecado pelo poder do conhecimento arrisca-se na área geneticista e da criação da vida, assim como Victor Frankenstein. O médico que cria o monstro “montado” a partir de partes de outras pessoas que ele rouba do cemitério.

E para quem curte um bom e arrepiante romance gótico, e está interessado em ler o clássico, a Companhia das Letras está lançando uma edição especial incluindo: todas as revisões feitas por Mary Shelley, uma introdução da autora e textos críticos de Percy B. Shelley e Ruy Castro. Há ainda um apêndice com textos de Lorde Byron e do dr. John Polidori.

 

Prêmio Oceanos de literatura abre inscrições para edição 2018

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Obras em língua portuguesa publicadas em qualquer lugar do mundo podem participar do prêmio – Divulgação

 

Concurso abrange escritores lusófonos do mundo inteiro

Publicado em O Globo

RIO — Autores de língua portuguesa de qualquer lugar do mundo poderão inscrever suas obras na edição de 2018 do Prêmio de Literatura em Língua Portuguesa, parceria entre o Itaú e o Oceanos, a partir do dia 9 de fevereiro.

Obras nos gêneros de poesia, romance, conto, crônica e dramaturgia, que tenham sido publicadas pela primeira vez em 2017, podem participar da premiação.

As inscrições serão feitas a partir do preenchimento dos dados da ficha presente no site www.itaucultural.org.br/oceanos/2018 que estará disponível a partir das 10h do dia 9 de fevereiro até 18 de março. Tanto o as editoras quanto os autores podem inscrever as obras.

O livro deve ser anexado em formato PDF, mesmo que tenha sido publicado apenas em versão impressa, permitindo, assim, que os concorrentes sejam avaliados por um júri internacional, composto por escritores, críticos, professores e jornalistas do Brasil, de Portugal e de países da África lusófona.

A composição da curadoria traz dois novos nomes do universo literário em língua portuguesa, a escritora e jornalista Isabel Lucas, de Portugal, e a editora Mirna Queiroz, do Brasil. As duas se juntam à gestora e idealizadora do prêmio Selma Caetano e ao jornalista Manuel da Costa Pinto, ambos brasileiros.

Premiação

Obras de diferentes gêneros concorrem entre si pelas quatro premiações do Oceanos, que correspondem a um valor total de 230 mil reais – R$ 100 mil para o primeiro colocado, R$ 60 mil para o segundo, R$ 40 mil para o terceiro e R$ 30 mil para o quarto.

O processo de avaliação e atribuição final do Oceanos ocorrerá em três etapas. Na primeira fase, um Júri de Avaliação formado por jurados convidados pela curadoria do prêmio elegerá 50 obras semifinalistas entre os livros inscritos validados pela curadoria e escolherá, por votação, os membros dos júris subsequentes (Júri Intermediário e Júri Final).

Ao Júri Intermediário caberá selecionar dentre os 50 semifinalistas os 10 finalistas, dentre os quais serão escolhidos, pelo Júri Final, os premiados de 2018. Estes serão anunciados no dia 29 de novembro, em local e horário a confirmar.

Você conhece o papel da literatura no desenvolvimento infantil?

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Ler estimula até os sentidos. Veja de que forma isso acontece

Publicado no G1

A literatura infantil é um caminho que leva a criança a desenvolver a imaginação, ampliar o vocabulário, trabalhar sentimentos de forma prazerosa e significativa e alfabetizar-se, nos anos iniciais do Ensino Fundamental. Mas o contato com a literatura na infância permite, ainda, que a criança se coloque em diferentes papéis e aprenda, desde cedo, a apreciar a arte.

Para Andrea Bade Fecher, gestora do Bom Jesus Menino Jesus, em Petrópolis (RJ), é difícil, ou melhor, impossível dizer o papel da literatura no desenvolvimento infantil. “Podemos destacar alguns, como a função social: ler para se informar, ampliar o repertório, socializar o conhecimento, agregar valores etc. Em relação ao desenvolvimento, durante a leitura, são ativadas diversas áreas cerebrais ao mesmo tempo. À medida que lemos, ativamos nossas memórias e os campos: visuais, auditivos, da criatividade e, por vezes, até olfativos. Sem contar que não aprendemos apenas com as nossas experiências; aprendemos na interação com seres e objetos, o que torna a literatura uma grande fonte de aprendizado”, afirma.

A criança que tem o contato com a literatura estimulado amplia consideravelmente seu repertório na língua materna (ou outras línguas, caso já tenha contato com elas), e é capaz de relacionar, interpretar e fazer inferências com maior facilidade, melhora sua ortografia e expande seu potencial criativo.

Segundo Andrea, os pais podem estimular a leitura com o exemplo dentro de casa. “Crianças são atentas – não adianta os pais dizerem que a leitura é importante se o filho nunca os viu lendo. Há pesquisas em neurociência que mostram que todo novo hábito pode ser criado em 21 dias. Então vamos lá, faça o seu planejamento e mantenha com seu filho uma rotina de leitura”, incentiva a gestora, que entende que a escola tem papel fundamental nesse processo, pois é nela que o aluno terá contato com leitura de forma mais técnica. “No Bom Jesus, trabalhamos com títulos e autores diversificados, escolhidos com muito critério. Os alunos leem os livros do projeto de leitura, outros que têm relação com o tema do projeto desenvolvido pela turma, leem livros da ciranda de leitura feita em sala de aula e contam ainda com títulos, separados por faixa etária, nas bibliotecas das unidades de ensino. Já no 1º ano são estimulados a ler para a turma ou a dramatizar histórias lidas individualmente ou em grupo. Quando maiores, são estimulados a leituras mais densas, fazem trabalhos orais, expositivos e avaliações em que podem colocar suas descobertas acerca da leitura realizada”, explica.

Então, não se esqueça: na hora da leitura, nada de preconceito! Explore, com a criança, os diversos gêneros textuais, descubra seu campo de interesse, crie uma rotina agradável e divirta-se neste momento único entre pais e filhos!

Homenageado pelo Fliaraxá, Mia Couto busca inspiração na natureza

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Mia Couto durante palestra em Araxá (foto: Franklin Caldeira/Divulgação)

Mia Couto durante palestra em Araxá (foto: Franklin Caldeira/Divulgação)

 

Escritor moçambicano sempre conciliou biologia e literatura. Paixão pelos animais se reflete em suas histórias e nos títulos dos livros

Ana Clara Brant, no UAI

Araxá – Imagine o que significa para um biólogo e amante da natureza ficar hospedado dentro de um parque, rodeado de árvores e várias espécies da fauna e da flora brasileira. “Quis sair para conhecer um pouco do hotel e desbravar a mata. Porém, percebi que se saísse, nunca mais voltaria de tanto que iria gostar (risos). O que seria uma grande vantagem”, brinca o moçambicano Mia Couto, um dos nomes mais importantes da literatura africana.

O lugar a que ele se refere é o icônico Grande Hotel de Araxá, no Alto Paranaíba, que desde quarta-feira recebe o Festival Literário de Araxá (Fliaraxá). Mia é o homenageado da sexta edição do evento, que será encerrado neste domingo. “Não sinto que sou o homenageado, mas sim a literatura. O importante não são os escritores, mas o que fazemos, a obra que deixamos”, diz ele.

Nascido há 62 anos, Antônio Emílio Leite Couto demonstrava, já menino, paixão pelos bichos. O apelido Mia vem daí. “Quando tinha por volta de 2 ou 3 anos, queria ser chamado assim porque pensava que era um gato. Ou melhor, não posso dizer isso no Brasil, pois, certa vez, contei essa história e todo mundo riu. Depois, percebi que a palavra gato tinha outro sentido aqui”, diverte-se.

Mia Couto sempre conciliou biologia e literatura. A paixão pelos animais se reflete em suas histórias e nos títulos dos livros – O último voo do flamingo, O gato e o escuro e A confissão da leoa. No momento, ele está fascinado pelas corujas.

“Desde que escrevi o conto Os pássaros de Deus, que defende a ideia de que eles são mensageiros, os pássaros começaram a ficar mais presentes na minha vida. Garças e corujas caem na porta do meu sítio, não tenho outra alternativa senão adotá-las. Agora estou com quatro corujinhas. Aliás, os animais nos concedem um grande aprendizado: aprender a amar de maneira que a deixar o outro solto, livre. Não as prendo lá; ficam e voltam quando querem. Não sei se vão virar livro. Só sei que as corujas, agora, são personagens da minha vida. Não me liberto delas nunca mais”, revela.

GAZA Atualmente, Mia se dedica a promover a trilogia As areias do imperador, ficção que aborda a derrocada do Império de Gaza, no Sul de Moçambique, tido como o palco da maior resistência da África à colonização portuguesa. Ele acaba de lançar o último livro da saga, O bebedor de horizontes, em Moçambique e Portugal. Os outros dois são Mulheres de cinzas e A espada e a azagaia.

“Acredito que esse tenha sido o meu maior desafio na literatura. A trilogia exigiu muito de mim, porque é um romance histórico e essa não é a minha praia. Durante quatro anos, fiz um trabalho de investigação muito vasto. Foi a única vez que escrevi uma história ficcional que queria que tivesse relação de verossimilhança e proximidade com o fato histórico, com o personagem histórico”, explica.

O bebedor de horizontes só chegará ao Brasil em 2018. Mia – que veio mais de 30 vezes ao país – é o único africano integrante da Academia Brasileira de Letras. Sócio correspondente eleito em 1998, ele ocupa a cadeira número 5, cujo patrono é o português dom Francisco de Sousa.

*A repórter viajou a convite da organização do evento


Duas perguntas para…

MIA COUTO
ESCRITOR

O tema do Fliaraxá é “Língua, leitura e utopia”. O que você acha dessa tríade?
Assim como toda tríade, ela é falsa porque é uma coisa só. São facetas de uma única entidade. Eu diria que nós não fomos feitos para caber nisso que se chama realidade. Não fomos feitos para caber em nós próprios, numa só vida, numa só pessoa. Essa ideia da utopia não é uma ideia construída. Ela é inerente, faz parte da nossa essência. Para esta relação com uma coisa que não é imediata precisamos saber uma outra língua, que é uma língua muito eufórica: a linguagem da poesia. Para isso, precisamos ter histórias. Somos feitos por histórias. Então, tudo isso faz com que as três entidades que separamos formem uma coisa só.

É a primeira vez que seus livros – a trilogia As areias do imperador – serão traduzidos para o chinês. Qual é a sua expectativa?

Vai ser algo completamente diferente. Em agosto de 2018, vou à China pela primeira vez e estou muito curioso para saber sobre essa cultura, que, aparentemente, já teve uma relação com a África, mas teve uma atitude de uma certa displicência. Há cerca de mil anos, os chineses navegaram pela costa africana, mas desistiram, porque acharam que não valia a pena, que não aprenderiam nada com a África. Mil anos depois, acho que vai ser bem interessante a relação com uma outra África.

Editora rebate racismo de Waack com concurso literário

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No embalo da campanha “#écoisadepreto”, marca procura romances escritos por negros

Publicado no UAI

No embalo da polêmica envolvendo o jornalista Willian Waack, da TV Globo, afastado da emissora por comentários racistas antes de uma gravação, uma editora aproveita para empoderar e promover autores negros com histórias sobre protagonistas negros.

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A iniciativa é da Rico Editora, responsável pelo concurso “É coisa de preto”, nome que aproveita a campanha feita na internet com intuito de combater o preconceito, após o vazamento das declarações de Waack.

Cada participante, com obra já publicada ou não, poderá inscrever seu romance (adulto, infantil ou adolescente) a partir do dia 20 de novembro de 2017. A data de término do concurso acontece no dia 20 de janeiro de 2018, sendo aceitas postagens por e-mail até às 23h59.

A obra vencedora será publicada na Bienal de São Paulo de 2018, com lançamento e autógrafos do autor. O edital pode ser acessado aqui.

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