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Posts tagged literatura

Professores da USP ministram aulas gratuitas sobre os livros da Fuvest 2018

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Isabela Calado, no Espaço do Povo

Uma das maiores bibliotecas de São Paulo, Mário de Andrade, recebe no mês de outubro um ciclo de palestras sobre os livros que caem na Fuvest 2018, com aulas gratuitas e ministradas por professores e especialistas em literatura brasileira.

Os interessados em acompanhar os encontros não precisam, necessariamente, morar na capital paulista. Os encontros acontecem sempre às sextas-feiras, às 19h, no auditório da biblioteca. É preciso chegar com 1h de antecedência para garantir o ingresso. Mas também são transmitidos on-line no Facebook da Biblioteca Mário de Andrade e, além disso, os vídeos são disponibilizados no YouTube.

As aulas são comandadas, em sua maioria, por professores da própria USP. Já estão no ar as análises dos livros “Iracema”, de José de Alencar; “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, de Machado de Assis; “O Cortiço”, de Aluísio Azevedo; Vidas Secas”, de Graciliano Ramos; e “A Cidade e as Serras”, de Eça de Queiroz.

Confira abaixo quais são as próximas aulas:

“Minha Vida de Menina”, de Helena Morley – Prof. Claudio Caus (Cursinho da Poli)
06/10, às 19h

“Mayombe”, de Pepetela – Profª. Rosangela Sarteschi (USP)
13/10, às 19h

“Claro Enigma”, de Carlos Drummond de Andrade – Prof. Murilo Marcondes de Moura (USP)
20/10, às 19h

“Sagarana”, de João Guimarães Rosa – Profª. Yudith Rosenbaum (USP)
27/10, às 19h

Nova novela da Globo, “Orgulho e Paixão” será inspirada em quatro livros de Jane Austen

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Alessandra Negrini será Suzana em “Orgulho e Paixão”

Alessandra Negrini será Suzana em “Orgulho e Paixão”

Publicado no RD1

“Orgulho e Preconceito” não será a única obra de Jane Austen que Marcos Bernstein tomará como base para “Orgulho e Paixão”. O autor também usará outros três livros da escritora britânica para criar os núcleos paralelos da trama, que substituirá “Tempo de Amar” na Globo.

De acordo com a colunista Patrícia Kogut, um desses títulos será “Lady Susan”. O texto, original de 1794, foi a fonte de inspiração de Bernstein para criar Suzana, vilã interpretada por Alessandra Negrini. Empregada de Julieta (Gabriela Duarte), uma mulher que enriqueceu por meio do cultivo de café, Suzana sente uma inveja doentia da patroa e fará de tudo para chegar onde ela chegou.

As outras duas obras em questão, conforme já divulgado pelo RD1, são “Razão e Sensibilidade” e “A Abadia de Northanger”. Da primeira, o novelista retirou a personagem Mariana (Chandelly Braz), jovem romântica, ingênua e também algo espevitada, que será vítima de uma grande desilusão amorosa.

Por falar em “Orgulho e Paixão”, o folhetim já teve sua data de estreia definida pela Globo: será em 13 de março de 2018, uma terça-feira. Dessa forma, “Tempo de Amar” deverá ter seu último capítulo exibido na segunda-feira anterior, dia 12, assim como aconteceu com “Novo Mundo”.

Nathália Dill e Thiago Lacerda protagonizarão a história, acompanhados de atores como Vera Holtz, Tato Gabus Mendes, Ary Fontoura, Chandelly Braz, Mariana Rios, Isabella Santoni e Maurício Destri.

Governo federal está desde 2014 sem comprar livros de literatura para escolas públicas

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(Foto: Arquivo/Adneison Severiano/G1 AM)

(Foto: Arquivo/Adneison Severiano/G1 AM)

Última remessa de obras foi em 2014. Programa de compras foi extinto e alternativa está em elaboração de edital: se tudo der certo, nova entrega ocorre só a partir 2019.

Ardilhes Moreira, no G1

O governo federal vai ficar ao menos quatro anos sem entregar novos livros de literatura para bibliotecas de escolas públicas brasileiras. A última remessa de livros feita pelo Ministério da Educação (MEC) para toda a rede ocorreu em 2014. A partir daquele ano o programa que garantia a compra e a entrega não foi mais executado. A alternativa proposta pelo governo federal só terá possibilidade de enviar novos livros a partir de 2019.

Entre os anos de 2000 e 2014 foram quase 230 milhões de exemplares, a um custo médio de R$ 3,80. Os livros foram distribuídos pelo Programa Nacional Biblioteca da Escola (PNBE), que neste mesmo período investiu R$ 891 milhões em compras. O montante significou, em média, R$ 68,5 milhões por ano na renovação dos acervos para estudantes de todos os anos do ensino básico (infantil, fundamental e médio).

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Em nota ao G1, o MEC diz que uma alternativa para a extinção do PNBE está em andamento dentro da estrutura da pasta. A tramitação, que começou em julho, foi também o marco da extinção definitiva do PNBE, que até então estava apenas descontinuado.

O primeiro passo na elaboração de um substituto para o PNBE foi a edição do decreto nº 9099, de 18 de julho de 2017. A medida incorpora ao Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) a obrigação de “avaliação e disponibilização de obras literárias, além de acervos para bibliotecas, incluindo ações de qualificação de materiais para aquisição descentralizada pelos entes federativos”.

Como o edital ainda está em elaboração pela Secretaria de Educação Básica (SEB), o MEC não divulgou detalhes de quantos livros e qual o orçamento específico do novo PNLD será destinado para obras de literatura. Também não há informações se o orçamento específico será mantido ou mesmo se os estados serão responsáveis por bancar a “aquisição descentralizada”.

O período recente sem que o PNBE fosse executado coincidiu com a aprovação da valorização da literatura nas diretrizes curriculares. A recém aprovada Base Nacional Comum Curricular (BNCC) do ensino fundamental incluiu “Educação Literária” e a “Leitura” como eixos da área de linguagens. O MEC nega qualquer prejuízo para o cumprimento da nova BNCC do ensino fundamental e “não há descontinuidade das ações do PNBE, que ficaram com o (novo) PNLD”.

‘Substituto’ apenas para 2019

O PNLD inclusive terá um novo nome: Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLMD). Os livros que serão entregues em 2018 já estão definidos e não incluem obras literárias. Caso o próximo edital em elaboração pela SEB já contemple as novas diretrizes, há possibilidade de que a literatura volte ao cardápio em 2019.

O fim do programa específico para a literatura levou até mesmo a escritora Ana Maria Machado, durante a Bienal do Livro no Rio, a cobrar o ministro da Educação Mendonça Filho em um dos seus discursos. “Eu, muitas vezes, me preocupo que, em um momento de contenção de despesas, a literatura vá perdendo esse espaço que foi conquistado pelo seu próprio mérito.”

A especialista Regina Zilberman concorda com a avaliação da autora. “Em um país de tantas desigualdades como é o nosso, a clivagem (separação) entre o leitor e livro só agudiza esses problemas, deixando as pessoas afastadas das possibilidades infinitas que a linguagem verbal propicia. (…) Esse prejuízo é muito maior do que não saber escrever corretamente ou desconhecer alguns figurões da literatura”, diz Regina.

Para Luís Antônio Torelli, presidente da Câmara Brasileira do Livro (CBL), o PNBE foi uma conquista do setor e chegou a ser copiado fora do país. O fim do programa e a indefinição sobre como o novo PNLMD vai contemplar as obras literárias são vistos com preocupação.

Segundo Torelli, o setor não teve sinalização clara dos próximos passos e não foi consultado sobre o fim do PNBE e as alternativas. “Falou-se em livro direto para o aluno, o que também é muito bom. Mas não pode se abandonar a biblioteca pública. (…) Esse mesmo marasmo e descaso ocorre nos governos estaduais”, afirma o presidente da CBL.

A perspectiva de que novos livros só cheguem às bibliotecas a partir de 2019 aumenta as críticas do setor.

De acordo com a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, do Instituto Pró-Livro, as bibliotecas escolares são a principal forma de acesso aos livros para 18% da população. A pesquisa mostrou que esses espaços são largamente aprovados por seus frequentadores, mas 41% deles diz não encontrar nelas todos os livros que procura. A pesquisa também mostrou que 56% da população brasileira é considerada leitora, sendo que entre os estudantes, a Bíblia foi citada por 31% dos entrevistados como o livro principal, mesmo percentual que a resposta “contos”, seguindo por “didáticos” com 28%.

Marco no investimento

A especialista Regina Zilberman lembra que o PNBE nasceu no final dos anos 1990 e afirma que ele foi o principal programa de literatura já executado no país. A comparação de Regina é com outros programas governamentais como o Sala de Leitura, dos anos 1980, e até mesmo privados, como o Ciranda dos Livros, da Fundação Roberto Marinho, em parceria com a Hoescht.

Os especialistas lembram que os programas são essenciais porque o livro, quando usado de fato, se desgasta e precisa de reposição. Além da manutenção dos títulos mais populares ou clássicos, os alunos perdem a chance de ter contato com novas obras produzidas recentemente.

Como a literatura pode nos ajudar a falar sobre suicídio

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(Sylvia Plath Page/Reprodução)

(Sylvia Plath Page/Reprodução)

Pamela Carbonari, na Superinteressante

Quando li pela primeira vez A Redoma de Vidro, de Sylvia Plath, não consegui terminar a leitura em uma tacada só. Me obriguei a intercalar a história de Esther Greenwood com outros livros, dilui-la na minha cabeceira. Mas quem conhece a depressão profunda como a narrada no romance único de Plath sabe que não é só fechar a página e colocá-la para dormir no criado mudo. A depressão é uma doença insone.

A história de uma jovem brilhante do subúrbio que chega em Nova York para estagiar em uma revista feminina e passa do fascínio de ter chego à aquele mundo até então inatingível ao total desespero com a realidade é também a história de Sylvia.

Apesar do romance ser considerado “semi-biográfico”, a frustração por não se sentir realizada, a distância que Esther sente das preocupações mundanas, a pressão pela pureza, as dúvidas sobre as próprias escolhas, o sentimento de esvaziamento e a sensação de estar “inexpressiva e parada como um bebê morto” são narradas por Sylvia com a crueza de quem conhece de perto esse abismo. A personagem é internada em uma clínica psiquiátrica e o livro termina com um final bastante aberto. Para Esther, as respostas de como deixar a redoma de vidro estavam no mundo. As respostas de Sylvia, infelizmente, não. No dia 11 de fevereiro de 1963, menos de um mês depois de ter publicado seu romance, a escritora americana cometeu suicídio.

Enquanto lia A Redoma de Vidro, tive dificuldades em dissociar a autora da personagem. A imagem de Sylvia de franjinha esvoaçante perseguiu Esther durante toda a leitura, assim como achei que seriam seus destinos. Na época, conversei com algumas pessoas que também leram o livro e, apesar de alguns terem me advertido a só voltar a ler quando me sentisse em pleno domínio da minha saúde mental, uma amiga em especial me contou que se sentiu acolhida pelo sofrimento da protagonista. Na redoma de vidro de Esther, minha amiga, que já havia passado por um tratamento para depressão, viu que as frustrações que vieram junto com a sua doença não eram uma anomalia, ela não era a primeira pessoa a se sentir assim. O que para mim pareceu uma pedrada à primeira vista, para ela funcionou como um conforto.

Não que Sylvia Plath tenha escrito o romance como um chamado panfletário de união às pessoas que sentem o vazio que ela sentia. Talvez escrever fosse uma das únicas maneiras para preencher-se. Mas o fato é que meu desconforto frente à doença foi insignificante se comparado ao alento que o livro causou a minha amiga.

A melancolia é uma das grandes matérias-primas da arte. Mas como tudo que é humano também é hipócrita, se leva mais a sério a ressalva de maneirar na dose do que de realmente discutir como resolver os problemas de saúde pública como a depressão e o suicídio. Todas as vezes em que o suicídio aparece na arte e na mídia, o principal argumento para puxá-lo de volta para a gaveta dos assuntos que não podem ser nomeados é para que não cause o “Efeito Werther”.

Diversos clássicos da literatura já abordaram o assunto de maneira semelhante, como Romeu e Julieta, de Shakespeare, e Anna Karenina, de Tolstói, por exemplo. Mas o nome do fenômeno vem do romance Os sofrimentos do jovem Werther, do alemão Johann Wolfgang von Goethe, cujo protagonista se mata após ser rejeitado por sua amada Charlotte. O tom realista, depressivo e passional do livro, publicado em 1774, quando a literatura era a principal mídia entre os adolescentes, provocou uma comoção entre os jovens da época, que seguiram Werther e também se suicidaram. O livro foi banido em diversos lugares, retirado de circulação, queimado em praça pública por um Arcebispo de Milão e algumas edições chegaram a incluir um aviso: “Seja homem e não me siga”.

Por isso, o termo é usado para descrever o aumento das mortes quando um suicídio é midiatizado. O fenômeno goethiano é comprovado pela ciência: médicos da Universidade de Viena analisaram 98 casos de suicídio de famosos e perceberam que reportagens sensacionalistas que glamourizavam a morte de celebridades estimulavam o “suicídio por imitação”. A recomendação das autoridades de saúde é que não se simplifique, romantize, mostre a forma como alguém cometeu suicídio e nem justifique o comportamento suicida como heroísmo ou vingança.

No clássico O Mito de Sísifo, Albert Camus descreve o ato como a única questão filosófica realmente séria: “Julgar se a vida vale ou não a pena ser vivida significa responder à questão fundamental da filosofia”. Único ou rodeado por outros problemas filosóficos, o fato é que precisamos falar sobre as vítimas, as causas, as pessoas afetadas e as formas de evitá-lo. Enquanto os índices de suicídio têm diminuído na maioria dos países, as taxas brasileiras avançam. Entre 2002 e 2012, o número de casos subiu 33,6%, bem acima dos 11% de crescimento da população no mesmo período. Entre adolescentes de 10 a 14 anos, o aumento chegou a 40%, de acordo com o último levantamento do Mapa da Violência.

“As pessoas que se matam não querem necessariamente morrer, elas querem se livrar do sofrimento. E quanto mais tabu existir, ao invés de acolhimento, mais são as chances dele acontecer. O primeiro passo para a prevenção é falar sobre o suicídio”, diz a psicóloga e coordenadora do Instituto Vita Alere, que faz prevenção ao suicídio, Karen Scavacini. Essa é também a visão da OMS.

E, aliada à terapia médica, a literatura também pode ter um papel importante nesse processo de quebra de tabu. Como não existe ficção sem que antes existisse a realidade para servir de inspiração, compartilhar narrativas de transtornos psicológicos é uma maneira de sensibilizar e informar quem prefere que essas doenças permaneçam à margem das discussões e confortar quem convive com elas. No guia Farmácia Literária, as autoras Ella Berthoud e Susan Elderkin sugerem 400 livros úteis para auxiliar no tratamento de centenas de males. No capítulo dedicado à depressão, elas descrevem o mesmo sentimento da minha amiga ao ler A Redoma de Vidro:

“É pouco provável que seu ânimo melhore com uma leitura leve e alegre. Um romance desse tipo pode até fazê-lo se sentir pior – culpado por não conseguir rir, irritado por algo que lhe parece um otimismo ingênuo e com ainda mais raiva de si mesmo. Pode parecer contra-intuitivo a princípio, mas, nessas horas, um romance que conte a situação como ela é, com personagens que se sintam tão deprimidos quanto você, ou com uma visão de mundo inflexivelmente desoladora, tem mais chance de tocá-lo, de estimulá-lo a ser mais gentil consigo mesmo e de apoiá-lo de maneira mais apropriada; um romance que possa acompanhá-lo a seu lugar melancólico e escuro, reconhecendo-o e articulando-o, para que você perceba que outros já estiveram ali e que, afinal, você não é tão diferente ou não está tão terrivelmente sozinho.” Dentre os livros descritos na receita, as biblioterapeutas indicam A Insustentável Leveza do Ser, de Milan Kundera, Ao Farol, de Virgínia Woolf, e O Olho Mais Azul, de Toni Morrison.

E se a ficção não for o bastante, o que não falta é realidade na literatura. Inclusive, o Instituto Vita Alere está promovendo um concurso literário sobre histórias de sobreviventes do suicídio. Poemas, contos e crônicas de quem conviveu com o comportamento suicida, perdeu alguém dessa maneira ou enfrenta o tabu de alguma outra forma estarão online no site do Instituto a partir da próxima semana. “Queremos dar espaço para que sejam contadas histórias relacionadas ao tema suicídio, contribuindo para a diminuição do tabu, o aumento da consciência pública do assunto e compartilhando histórias no que diz respeito à experiência, superação e aprendizado, honrando as histórias e memórias daqueles que convivem ou conviveram com o suicídio”, afirma a coordenadora do Instituto Vita Alere, Karen Scavacini.

A dor de quem convive com uma doença psicológica ou luta contra o comportamento suicida não passa sem tratamento adequado. Mas para que mais gente consiga pedir ajuda sem julgamento, ter acesso a instituições de apoio e tratamento qualificado, é preciso reconhecer: discutir saúde mental é obrigatório. Com Sylvia, Esther ou Werther, que, pelo menos, a literatura sirva como acolhimento em uma sociedade que insiste em silenciar o suicídio. O que não falta na literatura são exemplos das realidades que preferimos ignorar.

Fli7 começa nesta quarta-feira e traz nomes importantes da literatura para Fortaleza

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Marina Colasanti, escritora

Marina Colasanti, escritora

Publicado no Leituras da Bel

Lançamento de livros, debates com autores, música, teatro, sarau e mais. Apostando no diálogo entre literatura e outras linguagens artísticas, a 2ª edição da Festa Literária 7 de Setembro (Fli7), que acontece de hoje ao dia 20 na Uni7, vai contar com a presença de escritores como Marina Colasanti, Lira Neto, Raymundo Netto, Socorro Acioli, Ana Miranda e o português Gonçalo Tavares. A edição presta homenagem ao poeta cearense Patativa do Assaré, que morreu há 15 anos.

“A cultura é uma missão muito clara para nós, e a educação funciona como ponte para a construção do indivíduo, que vai estar sempre se aprimorando”, afirma Fabio Delano, organizador e curador da festa. “Nesta edição, aprimoramos a programação, as curadorias e acrescentamos o lançamento de livros, que está muito forte”, ressalta. Uma novidade, conta Fabio, é a escolha de um eixo temático: Literatura como arte que transforma a realidade. A conferência de abertura do evento, Literatura e Transformação, será proferida pelo escritor mineiro Luiz Rufatto às 19h30min.

“Grandes valores da humanidade estão em obras literárias, da Bíblia à Metamorfose (de Franz Kafka), passando por 1984 (de George Orwell). Os livros são um repositório da ética humana, e os valores podem ser acessados e colocados em prática”, aponta o curador. Para Regina Ribeiro, jornalista e editora executiva das Edições Demócrito Rocha e Editora Dummar — que estarão presentes na FLI7 (leia na página 3) —, o poder da literatura passa pela relação com a realidade. “Creio que ela pode contribuir para a autonomia do pensamento e ampliar a capacidade de interlocução com o real. E isso é tudo que nossa sociedade requer dos seus cidadãos. Mais gente pensando, refletindo”, opina.

Gonçalo M. Tavares

Gonçalo M. Tavares

A curadoria de Arte e Literatura, que conta com atividades que conectam literatura a outras linguagens artísticas com shows, espetáculos teatrais e oficinas, é um dos destaques. “Acredito não haver hierarquias ou fronteiras entre as artes, há pontes, há abraços, há entrecruzamentos, e é isto que as enriquece”, considera Nina Rizzi, curadora, poeta e editora. “Para o público que não tem muita intimidade com outra linguagem, é uma excelente oportunidade para vivenciar a arte em suas mais diversas manifestações, fortalecendo a dimensão literária e a potência do pensamento estético”, avança.
Programação de literatura

“O ser humano é multidimensional no seu registro. Acreditamos em não limitar a Fli7 somente ao literário. A literatura inspira e é inspirada pelos outros registros”, afirma Fabio. A principal intenção do evento, afinal, é servir de polo para a expressão. “A leitura é um caminho de democratização do conhecimento. Vamos receber vários alunos de escolas públicas, temos programação infantil, para a juventude, oficina de escrita, de histórias em quadrinhos… Não estamos só chamando as pessoas para lerem, mas para se expressarem. A literatura dá voz”, convida.

Serviço
2ª Festa Literária 7 de Setembro – FLI7
Quando: de 27 a 30 de setembro
Onde: UNI7 (Av. Alm. Maximiniano da Fonseca, 1395 – Eng. Luciano Cavalcante)
Entrada gratuita.
Programação: www.fli7.com.br

Texto de João Gabriel Tréz

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