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Brasileiro troca pneus por livros e há 10 anos é livreiro em Berlim

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 Brasileiro troca pneus por livros e há 10 anos é livreiro em Berlim © Raphael Lima/Notícias ao Minuto


Brasileiro troca pneus por livros e há 10 anos é livreiro em Berlim © Raphael Lima/Notícias ao Minuto

 

Edney Melo criou um espaço para língua portuguesa na capital alemã

Publicado no Notícias ao Minuto

Edney Pereira Melo achava que tinha aprendido alemão quando foi morar em Berlim, em 2003. Aos 29 anos, estudante de Letras e gerente de uma loja de pneus em Pernambuco, ele decidiu passar três meses na fria capital alemã. Depois de algumas idas e vindas, se mudou definitivamente em 2005.
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“Em 2001 e 2002 fiz um curso de alemão. Uma aula na semana, achei que soubesse alguma coisa. Quando cheguei aqui eu pensei: ‘Acho que estudei japonês’, não era nada daquilo”, brincou.

Casado com uma italiana, ele decidiu operar o joelho após se regularizar. Nesse período de recesso, sua esposa comprava livros em português para ele.

“Foi aí que surgiu a ideia de abrir uma livraria. Mas como abrir um negócio sem recursos?”, disse.

Edney então desenvolveu um projeto e apresentou a dois bancos. Um deles comprou a ideia e em 2006 ele conseguiu por o sonho em prática.

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“Por incrível que pareça, abrimos a livraria sem livros, só com feijão e cachaça”, contou brincando, já que as encomendas das publicações não chegaram a tempo.

Nas estantes, Jorge Amado, Saramago, Pepetel, Gunter Grass, Paulo Coelho, Thomas Mann. O espaço é reservado para autores de língua portuguesa publicados na língua original e em alemão, e para autores alemães publicados em português. Há seis anos, um espaço foi criado reservado para autores italianos na língua original. Hoje com um alemão perfeito, Edney também tem o italiano no currículo por conta de sua mulher, Catia Russo.

A maior dificuldade enfrentada é a importação de livros do Brasil:

É mais fácil ter livros vindos de Portugal. Um livro de Jorge Amado que importo de Portugal e vendo por 22 euros, custaria 39 se vindo do Brasil”.

Edney desenvolveu também o festival de literatura Brasilien Trifft Berlin, que recebe autores de língua portuguesa em seu espaço. Além disso, ele tem uma pequena editora, a Edition Tempo, que já publicou André Sant’Anna e Marco Coiatelli. O livreiro fala com orgulho de seu projeto e conta ainda que já recebeu alguns dos autores lidos por ele n’A Livraria, entre eles Ruy Castro e Fernando Molica. Questionado sobre o livro preferido, Edney passou:

Não dá pra responder, é muita gente boa. Dos alemães, gosto muito de Thomas Mann”.

Sobre voltar para o Brasil, ele foi categórico: “Volto todo ano para não esquecer que um dia vou voltar de vez”, afirmou.

A Livraria – Torstrasse, 159, Mitte.

Livraria bane WiFi, laptop e celular

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Marcelo Rubens Paiva, no Estadão

O futuro chegou de forma invertida numa livraria americana de Wyoming.

Em respeito ao livro e hábito de leitura, que perde a guerra contra gadgets e widgets.

A Wind City Books dispensou seu equipamento de WiFi e sugere que seus clientes esqueçam os cacarecos eletrônicos, laptops e celulares, na bolsa.

“Bem-vindo a um lugar para livros e café. Dê um tempo. Viva como em 1993. E-mails podem esperar”, diz um cartaz na entrada, que informa que não tem Wi-Fi.

O ano se refere a 1994, quando a internet se consolidou e deixou de ser uma ferramenta das forças armadas e universidades.

“Queremos que as pessoas venham à nossa loja para relaxar e curtir um livro”, disse o livreiro Vicki Burger à afiliada da ABC, TV KTRK [nota de Brien Koerber ao Mashable].

Adorei.

Poderia inspirar muitos negócios por aqui.

Cafés, restaurantes, bares, livrarias, hotéis, motéis, restaurantes. Até um buffet infantil…

O futuro estressa.

Desconcentra.

A livraria 24 horas de Taipei (Taiwan)

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Publicado no Oh My Livros

Taipei, capital de Taiwan, tem uma livraria 24 horas. Vinte e quatro horas, sete dias por semana!

A livraria é a Eslite Dunnan Bookstore. Aberta desde 1999, se tornou um ponto turístico da cidade, e está na lista das livrarias mais legais do mundo. Com a política de: fique o tempo que quiser, leia o quanto quiser, apenas não derrube café nos livros e não é necessário comprar nada, a livraria é uma atração nas noites da cidade.

Aí a primeira coisa que se pensa: mas será que tem movimento de noite, para valer a pena manter a livraria aberta 24h, 7 dias por semana? Sim, tem muito movimento. Bares e boates não são muito populares em Taiwan. Então, além de se encontrarem no karaokê, os jovens se encontram nas livrarias. O horário que tem mais movimento na livraria é das 10 da noite às 2 da manhã. Esse vídeo abaixo mostra o movimento na livraria a meia noite de um sábado.

E em tempos de internet, era de se imaginar que o movimento da livraria fosse diminuir com as vendas online. Ao contrário do que se imagina, as vendas aumentaram 15% em 2013. Parte da renda da livraria não vem dos livros, a livraria também vende uma variedade de produtos (comida, vinhos, chás, música, filmes e séries, jóias, relógios, brinquedos, acessórios para casa e escritório).

Além da livraria 24 horas, há um mercado de rua na frente da Eslite Dunnan. Pessoas são encorajadas a levarem seus produtos para vender na frente da livraria. Assim, além de ganharem dinheiro com a venda, podem ajustar as ideias ao gosto do público. A foto do The New York Times (abaixo) mostra a entrada da livraria e o mercado.

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Parece ser um ambiente muito agradável para passar algumas horas descobrindo novos livros.

‘Se lê pouco porque os livros são caros, e os livros são caros porque se lê pouco’, afirma a livreira Lu Vilella

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Diálogos JC na Tenda de Pasárgada, na 62ª Feira do Livro. Na foto: Lu Vilella e Cristiano Vieira.

Diálogos JC na Tenda de Pasárgada, na 62ª Feira do Livro. Na foto: Lu Vilella e Cristiano Vieira.

Publicado no Jornal do Comércio

O mercado dos livros no Brasil, além de complicado, é dominado por editoras e distribuidoras que fornecem a grandes livrarias. Essa constatação é de uma das mais conhecidas livreiras de Porto Alegre. Lu Vilella administra há 21 anos a livraria Bamboletras, localizada na Cidade Baixa, em Porto Alegre. Jornalista com pós-graduação em Letras, Lu foi a primeira convidada da rodada de conversas da edição deste ano do Diálogos JC, que integra a programação da 62ª Feira do Livro da Capital.

Mediada pelo editor de cultura do Jornal do Comércio Cristiano Vieira, a conversa abordou assuntos como a literatura na crise e a sobrevivência das livrarias de bairro. Lu iniciou o papo contando como virou livreira. A paixão pelos livros a fez seguir um caminho além do jornalismo. Em 1995, em um pequeno espaço na Rua da República, ela inaugurou a Bamboletras. Inicialmente, o objetivo era se dedicar apenas aos títulos infantis, mas constatou que não seria o suficiente. Um ano depois, a loja migrou para o espaço onde reside até hoje, no Centro Comercial Olaria, na Rua General Lima e Silva.

Durante cerca de 10 anos ela se dividiu entre a rotina de jornalista e livreira, mas se aposentou há alguns anos da carreira de 33 anos como funcionária pública, onde trabalhou na reportagem da TV Educativa (TVE) e na assessoria de imprensa do Banrisul. Depois, seguiu apenas com a Bamboletras.

“Durante esses 21 anos eu atravessei crises e alguns momentos ruins, porém nunca pensei em fechar as portas,” relata a administradora, “mas o atual momento tem me trazido pela primeira vez essa preocupação, não sei o que esperar do futuro. Não só do futuro da minha livraria, mas do futuro do país”. Apesar da cautela, ela demonstrou surpresa com as vendas no último final de semana na sede da livraria. “Diferente dos outros anos, nesse fim de semana tivemos ótimos resultados, mesmo com a feira acontecendo aqui na Praça”, afirmou.

Para a livreira, a reversão nos baixos índices de leitura no Brasil poderia começar pelo incentivo à cultura por parte dos meios de comunicação, muitos deles, concessões públicas. “Hoje não há um grande incentivo, assim se fazem tiragens menores de ótimos livros. Por exemplo, um livro que sai aqui com 2 mil exemplares, no Uruguai sai com 10 mil. É um ciclo, se lê pouco porque os livros são caros, e os livros são caros porque se lê pouco. Precisamos incentivar, para mudar isso, não ficar apenas em uma semana de Feira do livro, mas permanecer durante o ano todo.”

Quando questionada sobre o futuro das livrarias de bairro, em um mercado dominado cada vez mais por megastores – livrarias de rede, como Saraiva e Cultura – Lu é saudosa. “Acho que sempre criamos o nosso público, e apesar de não conseguirmos os mesmos descontos ou preços de grandes redes, temos um atendimento especial. Todos os dias nós buscamos dar o melhor, se algum dia isso não for mais possível, foi bom enquanto durou”. Sobre administrar uma empresa, ela é enfática: “a vida é a arte de resolver problemas, seja desde o cupom fiscal com erro até os imbróglios com editoras e fornecedores, esse é o papel de quem administra. Porém, a nossa relação direta com o público é a recompensa.” Para conseguir manter o público fiel, Lu tem uma receita simples: “Eu fidelizo meus clientes com bom atendimento”.

Maior livraria flutuante do mundo espera receber 30 mil visitas em Cabo Verde

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O navio Logos Hope, a maior livraria flutuante do mundo, faz escala na próxima semana nos dois principais portos de Cabo Verde, onde espera receber cerca de 30 mil visitas nos dias em que vai estar no país.

Publicado no Diário Digital

A previsão foi feita hoje em conferência de imprensa, na cidade da Praia, por Filipe Liete, coordenador do projeto, indicando que o navio espera receber 20 mil pessoas nos seis dias no Porto da Praia e 10 mil nos quatro dias no Porto do Mindelo, em São Vicente.

O navio chega à cidade da Praia no dia 01 de novembro e estará aberto ao público de 02 a 07 e depois viaja para o Mindelo, para uma escala de 10 a 13 do mesmo mês.

Esta é a primeira vez que o Logos Hope vai atracar em Cabo Verde, 16 anos após o Logos II, o navio-irmão, ter feito escala no país.

O Logos Hope oferece uma seleção de mais de cinco mil livros, a maioria em inglês, a preços mais baratos e dos mais variados temas, desde ciência, desporto, religião, culinária, artes, livros infantis, dicionários, textos acadêmicos.

Além da venda de livros, Filipe Leite destacou que serão realizadas várias outras atividades a bordo da embarcação, com destaque para um espetáculo no sábado, dia 05 de novembro, com performances culturais dos tripulantes, música e dança.

Os bilhetes para esse evento em particular custam 300 escudos (2.7 euros), enquanto a entrada nos outros dias custa 50 escudos cabo-verdianos por pessoa (45 cêntimos).

Com exceção da quarta-feira e do domingo, que será das 13:00 às 20:30, o navio estará aberto ao público das 10:00 às 20:30 locais nos restantes dias.

Durante a sua escala em Cabo Verde, Filipe Leite referiu que o navio vai realizar várias atividades sociais, como doação de livros, pintura de escolas e distribuição de purificadores de água a algumas instituições, sendo uma delas as Tendas Al-Shaddai, um centro de recuperação de toxicodependentes em Santa Cruz, interior de Santiago.

O coordenador do projeto, que em Cabo Verde tem como um dos principais parceiros a Igreja do Nazareno, disse ainda que serão oferecidos óculos de leitura em Achada de Santo António, o bairro mais populoso da cidade da Praia, com cerca de 14 mil habitantes.

Filipe Leite, de nacionalidade brasileira e que deu a conferência de imprensa juntamente com o alemão Jan, disse que as expectativas “são as melhores”, prova disso é que uma equipe está em Cabo Verde há mais de um mês a preparar a chegada do navio.

“Esta experiência onde os tripulantes visitam os países é muito rica porque tanto eles como os cabo-verdianos se beneficiam, porque compartilhamos culturas”, afirmou Filipe, um dos 20 brasileiros e os únicos falantes de português a bordo.

O coordenador recordou que o Logos Hope já teve um tripulante português e também um cabo-verdiano e convidou os jovens destes dois países e de outros lusófonos a participar do projeto, representada a bordo por mais de 60 nacionalidades.

Para isso, só precisam entrar em contacto com a OM, uma agência para recrutamento, ou entrar no site oficial do navio www.gbaships.org.

O Logos Hope é operado pela GBA Ships, uma organização beneficente internacional, registrada na Alemanha, que desde os anos 1970 já recebeu mais de 45 milhões de visitantes nos mais de 500 portos de mais de 150 países e territórios à volta do mundo.

Depois de Cabo Verde, a maior livraria flutuante do mundo segue para as Canárias.

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