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Livraria na Colômbia tem jardim vertical, além de livros, claro

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Gisella Meneguelli, no Green Me

Todas as cidades onde visito faço pesquisas sobre quais são as livrarias mais interessantes do local.

Mesmo que não seja para comprar nem um livro (o que raramente acontece), sinto um enorme prazer em percorrer os corredores das livrarias e ler as capas dos títulos em outras línguas, observar a arquitetura dos edifícios e os hábitos dos leitores locais.

Geralmente, há um café nas livrarias, onde podemos ler algum trecho de um livro retirado de uma prateleira acompanhado dessa bebida deliciosa. Melhor ainda quando esse encontro se dá na terra do café, a Colômbia.

Há uma biblioteca-livraria na Colômbia que é um convite ao prazer, tanto para adultos quanto para crianças. Dentro da livraria há um café onde você pode admirar o lugar, os livros e apreciar essa famosa bebida colombiana.

O prédio tem dois andares. Em um deles há mesas dispostas de tal modo a garantir a privacidade e tranquilidade daqueles visitantes que preferem ficar lendo, enquanto há outro espaço voltado para a socialização.

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Outro destaque da livraria fica por conta do mobiliário. Os sofás ficam embutidos em nichos, como se fossem casulos, para que as crianças possam ler e colorir, embora haja muitos adultos que gostam de ficar no lugar.

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O lugar é tão bonito e agradável que o pé direito é duplo, o que permitiu a colocação de uma estante bem alta cujos livros são acessados por uma escada que leva o visitante ao segundo andar, onde está o mezanino.

As paredes são cobertas com plantas, ou seja, dentro da livraria há jardins verticais, que deixam o ambiente mais agradável do que já seria. Em toda a decoração foi usada muita madeira e a iluminação é feita com pendentes, deixando o ambiente mais intimista e aconchegante.

Como não ficar nessa livraria por horas desfrutando do seu maior tesouro: os livros?

A livraria em Londres onde os livros são gratuitos!

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Publicado no Aprendiz de Viajante

Quem ama ler não tem dó nenhuma de gastar dinheiro com livros. E digo isso porque sou uma dessas pessoas! Acho que, como muita gente, compro mais livros do que dou conta de ler, mas nunca me arrependi de voltar pra casa com uma sacola carregada deles. Eu adoro entrar em livrarias e ficar olhando tudo com calma. Mesmo quando estou viajando, costumo entrar em livrarias só pra não perder o costume!

E se eu te falasse que existe uma livraria em Londres onde os livros são de graça? Que é só você entrar, escolher o que quiser e ir embora feliz? Essa livraria é o QG da iniciativa The Kindness Offensive, um projeto que vista fazer as pessoas felizes através de atos de gentileza. Basicamente, eles fazem parcerias com empresas para obter doações de produtos, os quais são então distribuídos para instituições de caridade. Mas a livraria é a menina dos olhos do projeto, e está lá pra atender toda e qualquer pessoa.

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Lá você não vai encontrar o mais recente lançamento de autores famosos, pois os livros são usados (provenientes de bibliotecas que fecharam as portas ou doações grandes de empresas, eles não recebem doações de pessoas). Mas em compensação a oferta é imensa, e tem de tudo. Biografias, ficção, guias de viagem, livros de história. Se você tem paciência e não se importa de ler um livro de segunda mão, esse lugar é um paraíso! Fora que o espaço é uma graça, super colorido e bem cuidado.

A livraria do The Kindness Offensive fica fora do centro da cidade, afastada das principais atrações turísticas. Mas é bem perto da estação de metrô Caledonian Road (na Piccadilly Line), então se você ficou curioso e quer ir lá conhecer, não é nada complicado fazer esse ‘desvio’.

Livraria do Museu da República fecha as portas no Catete

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Palácio, no Catete, é patrimônio cultural e guarda relíqueas históricas - Ana Branco / Agência O Globo

Palácio, no Catete, é patrimônio cultural e guarda relíqueas históricas – Ana Branco / Agência O Globo

Dona da Mini Book Store alega que interdição de marquise prejudicou as vendas

Simone Candida, em O Globo

RIO – Mais uma livraria cerra as portas na cidade. Sem conseguir fechar as contas, a Mini Book Store, especializada em livros raros e DVDs, encerrou seus serviços na semana passada. Mas o triste final da lojinha, que funcionava desde 2010 dentro do Museu da República, no Catete, não foi causado apenas pela crise financeira. Segundo a proprietária Lilian Maffei, depois que a direção da instituição fechou um portão da Rua do Catete, devido ao risco de queda da marquise de uma varanda, o movimento de visitantes diminuiu. E as vendas, que já não andavam boas, despencaram de vez.

— Já vínhamos mantendo a livraria com dificuldade, por conta da crise. Mas o que piorou mesmo a situação foi o fechamento do portão. Eu conversei muito e pedi ajuda à direção do museu, que se limitou a tentar paliativos, como a instalação de placas indicando a loja. Mas, depois que o portão fechou, as pessoas não passavam mais pela frente da vitrine. Chegou a um ponto em que precisei fechar para não falir — justificou Lilian.

Ela conta que, diante do novo cenário, pediu uma redução de 50% no valor do aluguel, mas a direção não aprovou.

— Ganhei uma licitação para um contrato de seis anos. Mas, quando me candidatei, havia uma loja com grande fluxo de pessoas. Durante a semana, muita gente que trabalha no Flamengo e no Catete aproveitava o horário de almoço para vir passear no museu. As pessoas entravam por aquele portão da Rua do Catete e passavam em frente à loja. Perdi esses clientes — reclamou ela, que já encaixotou os cerca de 5 mil DVDs e livros que estavam à venda no estabelecimento.

A direção do Museu da República afirma acreditar que a interdição da varanda lateral não foi o maior motivo do fechamento da Mini Book Store, já que os outros estabelecimentos — um cinema e um bistrô — estão funcionando normalmente.

“Inicialmente, (os estabelecimentos) até sentiram o fechamento do portão da Rua do Catete, mas depois tudo se acomodou. Colocou-se aviso com letras maiores no portão. A crise é séria, e talvez a compra de DVDs, que é o forte da permissionária, não seja fundamental neste momento”, disse, por e-mail a diretora do Museu da República, Magaly de Oliveira Cabral, acrescentando que, para atender melhor à livraria, a direção fez alterações nos fluxos de saída do museu e colocou placas com uma indicação do estabelecimento.

A direção do museu informou também que está preparando um edital para contratação da obra de reparo da varanda.

PREVISÃO DE NOVAS LIVRARIAS

No ano passado, a cidade perdeu a Livraria Saraiva do Village Mall, na Barra, e viu a Leonardo da Vinci, no Centro, quase fechar por problemas financeiros. A livraria foi comprada e, depois de alguns meses funcionando num espaço provisório, deve retornar para o antigo endereço, no Edifício Marquês do Herval, ainda este ano.

De acordo com a Associação Estadual de Livrarias do Rio de Janeiro, entre 2014 e 2015, 18 estabelecimentos encerraram as atividades na cidade. E o mercado amargou em 2015 uma retração nas vendas entre 5% e 10%. Este ano, no entanto, houve uma melhora: há previsão de abertura de pelo menos seis livrarias na cidade. Segundo um levantamento da associação, o município tem 200 livrarias, sendo que 60 estão localizadas no Centro. Entre as que resistiram, uma das mais antigas é a Livraria da Federação Espírita Brasileira, na Avenida Passos, no Centro. Ela é especializada em livros da doutrina e foi fundada em 31 de março de 1897.

Livros impressos na hora renovam tradicional livraria de Paris

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Impressora produz livros em uma média de tempo de quatro minutos. Gabriel Brust / RFI

Impressora produz livros em uma média de tempo de quatro minutos.
Gabriel Brust / RFI

 

O Quartier Latin em Paris é conhecido pela Sorbonne, por maio de 68 e por ser um ponto de encontro de intelectuais. Mas as famosas livrarias do bairro não estão imunes à transformação do mercado editorial. A loja da editora Presses Universitaires de France – Les PUF para os íntimos – agora não tem mais quase nenhum livro em suas prateleiras.

Gabriel Brust, na RFI

Fundada há 100 anos como a primeira editoria de Ciências Humanas da França, a Les PUF agora oferece seu catálogo de 5.000 títulos em um tablet. O cliente escolhe a obra, pode incluir as anotações que quiser e imprimir o livro na hora.

É o conceito on demand agora para livros. Além das publicações da editora, o leitor também encontra cerca de 3 milhões de títulos em diversas línguas, incluindo português, graças à parceria com a fabricante norte-americana da impressora.

A máquina imprime qualquer livro em uma média de quatro minutos. A inovação permitiu à livraria fundada em 1921 manter suas portas abertas, em um momento difícil para o mercado editorial local. As compras pela internet e os altos custos de alugueis em Paris levaram 28% das livrarias da cidade a simplesmente fecharem suas portas nos últimos 15 anos.

“Decidimos fazer isso por uma questão de espaço. Não podemos mais abrir livrarias de 600 metros quadrados como antigamente, por questão de custo de aluguel”, explica Alexandre Gaudefroy, gerente da livraria. “O público recebeu a inovação muito bem, porque a livraria havia desaparecido do bairro por mais de 10 anos. Isso mostra que mesmo as editoras mais clássicas são capazes de inovar”, diz o editor.

Mesmo preço

Com a novidade, a editora agora controla toda a cadeia de produção de seu produto, o que, segundo Gaudefroy, compensa o fato de cada exemplar ter um custo mais alto do que se fosse impresso em grandes quantidades. Mas o preço final ao consumidor, ele garante, é o mesmo de outras livrarias. A prensa de Gutenberg do século 21 da Les PUF imprime entre 25 e 35 obras por dia.

O fim do estoque permitiu a Les PUF se mudar para um local menor, com custos reduzidos. A livraria saiu da equina da Praça da Sorbonne, agora ocupada por uma marca de roupas famosa, e se mudou para uma quadra próxima. Mas sem nem pensar em abandonar o Quartier Latin.

Rio 2016 impede livraria de usar expressão ‘ano olímpico’ na vitrine

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Livraria Folha Seca: banner proibido ficava na vitrine à esquerda - Aline Macedo / Agência O Globo

Livraria Folha Seca: banner proibido ficava na vitrine à esquerda – Aline Macedo / Agência O Globo

 

Desde 2009, Folha Seca cria homenagens temáticas com desenhos de Loredano

Aline Macedo, em O Globo

RIO — Rodrigo Ferrari vê seu estabelecimento, fincado na estreita Rua do Ouvidor desde 2004, como uma livraria especializada em temas cariocas. Amante de esportes, escolheu a jogada imortalizada por Didi para batizar o espaço: Folha Seca. Agora, de uma só vez, foi impedido de celebrar dois de seus temas preferidos, o Rio e o esporte: A organização da Rio 2016 notificou a loja para que retirasse da vitrine um cartaz onde constava a palavra “olímpico”.

Em 2009, por ocasião do bicentenário de Paula Brito, Ferrari se uniu ao cartunista Cassio Loredano para homenagear o primeiro livreiro carioca. Desde então, as caricaturas de Loredano enfeitam banners produzidos anualmente, que já honraram o compositor e caricaturista Nássara, o escritor Nelson Rodrigues, o cantor Orlando Silva e a seleção brasileira.

Entretanto, a homenagem ao bicampeão olímpico de salto triplo Adhemar Ferreira da Silva (1927-2001) foi proibida por infringir os direitos dos Jogos Olímpicos. No banner que causou o problema, lê-se: “2016 Ano olímpico Adhemar Ferreira da Silva na Folha Seca”.

— Fica essa sensação de não poder comemorar o fato da Olimpíada acontecer na nossa cidade — lamenta Ferrari, que foi notificado pela Rio 2016 por um e-mail. A organização não o procurou pessoalmente nem por telefone.

O empresário acredita ter caído no radar olímpico por usar a imagem criada para divulgar, pelo Facebook, um evento celebrando o dia do choro, em 23 de abril. Um dia antes, chegou a notificação e, com medo de uma possível represália, Ferrari apagou as menções à palavra “olímpico” do perfil da livraria na rede social. Entretanto, ele ainda não sabe que atitude vai tomar com relação ao banner, que às vezes volta a adornar a vitrine.

— Vários amigos que frequentam aqui se colocaram à disposição para ajudar, dizendo que eu deveria processar, já que não estou me aproveitando disso comercialmente. A ideia era só fazer essa homenagem ao Adhemar. Se vai ter Olimpíada na minha cidade, eu não posso dizer que ela é olímpica? — questiona.

O livreiro Rodrigo Ferrari - Aline Macedo / Agência O Globo

O livreiro Rodrigo Ferrari – Aline Macedo / Agência O Globo

O artista Loredano, responsável pelo desenho do banner proibido, onde o esportista aparece de braços abertos em meio a um salto, acredita que o comitê poderia ter sido mais flexível:

— Eu acho perfeitamente ridículo o comitê achar que é dono da palavra “olímpico”. Todo ano a livraria coloca um banner. Em 2014 foi o Pelé, ano da seleção brasileira. Imagina se a CBF viesse dizer que “seleção” é um nome registrado? Está no dicionário: “olímpico”. Esse desenho é para botar na memória do Brasil, que é um país desmemoriado, o maior campeão olímpico do Brasil. A Folha Seca não iria ganhar um vintém com isso.

Já o deputado estadual Eliomar Coelho (PSOL), que em 2011 concedeu a medalha Pedro Ernesto a Rodrigo Ferrari por seu trabalho de revitalização da área da Praça XV, classificou a atitude da Rio 2016 como “um absurdo”.

— Como você vai intervir numa atividade de trabalho? O protocolo de intenções que o Brasil assinou para realziar as Olimpíadas no país não pode estar acima da Constituição de 1988 — disse o político, que pretende usar a tribuna da Alerj para denunciar o que considera um “erro” na legislação.

O banner proibido, com desenho de Loredano - Aline Macedo / Agência O Globo

O banner proibido, com desenho de Loredano – Aline Macedo / Agência O Globo

A lei 13.284, de 10 de maio de 2016, diz que as denominações “Jogos Olímpicos”, “Jogos Paraolímpicos”, “Jogos Olímpicos Rio 2016”, “Jogos Paraolímpicos Rio 2016”, “XXXI Jogos Olímpicos”, “Rio 2016”, “Rio Olimpíadas”, “Rio Olimpíadas 2016”, “Rio Paraolimpíadas” e “Rio Paraolimpíadas 2016”, assim como demais abreviações e variações criadas com o mesmo objetivo são símbolos oficiais, portanto, estão sob proteção do regime especial de registro de marcas.

Procurada, a assessoria da Rio 2016 explicou que os únicos com permissão de associar o nome às Olimpíadas são os patrocinadores oficiais do evento. O departamento de proteção às marcas realiza um monitoramento constante da internet e redes sociais para identificar possíveis usos indevidos dos símbolos dos Jogos, avisando eventuais infratores por e-mail. Caso identifiquem o uso persistente de uma das marcas protegidas, medidas judiciais podem ser tomadas.

A entidade explicou que a referência a 2016 como um “ano olímpico” constitui “marketing de emboscada”, ou seja, cria uma falsa associação entre a livraria e os Jogos de 2016.

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