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Porto tem uma das livrarias mais bonitas do mundo

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A Lello & Irmão fascina e impressiona os visitantes que mergulham na imensidão de obras literárias em meio a uma decoração, no mínimo, surpreendente

Publicado no Pure Viagem

Já pensou juntar, em uma mesma cidade, a oportunidade de degustar um dos vinhos mais saborosos do mundo com a chance de conhecer uma das livrarias mais bonitas do planeta? Pois então sua próxima viagem precisa incluir Porto , em Portugal, no roteiro. A Lello & Irmão é conhecida como “a livraria do Harry Potter” por ter servido de inspiração para o estabelecimento de Hogwarts na bem-sucedida sequência de filmes do bruxo.

A Lello & Irmão é conhecida como "a livraria do Harry Potter" por ter servido de inspiração para o estabelecimento de Hogwarts na bem-sucedida sequência de filmes do bruxo

A Lello & Irmão é conhecida como “a livraria do Harry Potter” por ter servido de inspiração para o estabelecimento de Hogwarts na bem-sucedida sequência de filmes do bruxo

 

Tudo neste fascinante mundo dos livros impressiona. Por fora, um edifício centenário em estilo neogótico. Por dentro, uma imensidão de obras literárias que formam um belo contraste com as decorações em madeira, as escadarias e os vitrais. O local é um dos pontos turísticos mais visitados do Porto, e agora fica fácil entender o por quê, né?

O local é um dos pontos turísticos mais visitados do Porto

O local é um dos pontos turísticos mais visitados do Porto

 

A magia começa logo na entrada. No piso, trilhos onde antigamente um carrinho ajudava no transporte dos livros fascinam os olhos de quem entra no estabelecimento pela primeira vez. Mas há outra coisa que chama ainda mais a atenção no lugar, uma escadaria com formato sensacional que leva até o segundo andar. Passear pela Lello & Irmão, admirar a decoração e mergulhar no universo literário é de deixar qualquer um de queixo caído.

Por dentro, uma imensidão de obras literárias que formam um belo contraste com as decorações em madeira, as escadarias e os vitrais

Por dentro, uma imensidão de obras literárias que formam um belo contraste com as decorações em madeira, as escadarias e os vitrais

 

A livraria foi inaugurada no dia 13 de janeiro de 1906, pelos irmãos José e António Lello, que deram o nome do estabelecimento. Na época, era impossível prever que a Livraria Lello & Irmão seria, hoje, uma das principais atrações dos milhões de turistas que todos os anos visitam o Porto, além de ser considerada uma das casas de livro mais bonitos do mundo.

A livraria foi inaugurada no dia 13 de janeiro de 1906, pelos irmãos José e António Lello

A livraria foi inaugurada no dia 13 de janeiro de 1906, pelos irmãos José e António Lello

 

Tudo neste fascinante mundo dos livros impressiona

Tudo neste fascinante mundo dos livros impressiona

 

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Entre limpeza, cerveja e livros, editor abre bar e transforma local em livraria

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Eduardo Lacerda deixou curso de letras para virar editor de poesias (Foto: Arquivo Pessoal)

Eduardo Lacerda deixou curso de letras para virar editor de poesias (Foto: Arquivo Pessoal)

 

Eduardo Lacerda criou editora com R$ 4 mil e já publicou 400 autores.
Há 5 anos ele mantém a Patuá, que agora tem bar/livraria e lançamentos.

Jéssica Balbino, no G1

Há 5 anos, Eduardo Lacerda, de 33 anos, abandonou a faculdade de letras para dedicar-se a um sonho: editar livros. Com apenas R$ 4 mil, ele criou, ao lado de uma sócia – que um ano depois deixaria o projeto – a Editora Patuá. Hoje ele já editou 400 novos autores, montou um bar/livraria na Vila Madalena e é motivo de orgulho para o pai. Essa é a história que ele contou na noite de terça-feira (3) no Festival Literário de Poços de Caldas (MG), o Flipoços.

Com os editores Vanderley Mendonça, Juliana Flores e Marcelo Nocelli, ele participou da mesa “Mundo Editorial: pequenas editoras, grandes publicações” e falou sobre a função de editor em tempos de crise e de tão pouca leitura no país.

A pesquisa mais recente realizada pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL) e pela Câmara Brasileira do Livro (CBL), divulgada em 2015, mostra os dados de 2013 e 2014 e revela uma queda de 9,1 % no número das vendas de livros, passando de quase 480 milhões em 2013 para pouco mais de 435,5 milhões em 2014. Em compensação, o valor dos exemplares subiu, já que o faturamento entre um ano e outro foi 0,9% maior.

Indo de encontro aos dados comerciais, Lacerda sente-se realizado enquanto, como ele mesmo conta, limpa banheiro, serve cerveja, edita livros e dá conta dos mais de 150 originais que recebe mensalmente em São Paulo (SP). E ainda tem que arrumar tempo para emitir notas, ir ao correio despachar livros, organizar lançamentos e saraus e cantar as músicas preferidas da década de 1980 no karaokê que existe no Patuscada Bar e Livraria.

Eduardo Lacerda no bar/livraria Patuscada, administrado por ele (Foto: Arquivo Pessoal)

Eduardo Lacerda no bar/livraria Patuscada, administrado por ele (Foto: Arquivo Pessoal)

 

No fundo, ele revela, brincando, que sempre quis ser dono de bar. Já o ofício de poeta ele ‘rejeita’, embora circule pelo país com o título “Outro Dia de Folia”. “Eu escrevo poemas e gosto de poesia”, destacou ele, que é fã declarado de Carlos Drummond de Andrade. “Ele é meu poeta preferido”, frisa.

“Eu sou uma editora de um funcionário. Eu faço tudo, desde ler os originais, escolher os que serão publicados, trabalhar no lançamento e agora, mais recentemente, cuidar do bar, atender, servir cerveja e comida, lavar a louça, o banheiro, emitir as notas. E bebo também (risos). Eu que faço tudo, mas faço o que gosto”, contou o editor, que já inspira o surgimento de outras pequenas editoras brasil afora, inclusive em Poços de Caldas.

O músico e poeta Tokinho Carvalho, de 28 anos, foi um dos que se inspiraram em Edu Lacerda. Sem ter capital para bancar uma publicação em larga escala e sem disposição para iniciar uma maratona em busca de editoras, ele criou a Zinelândia e, além de se auto publicar, com os títulos ‘Datilografia Poética’ e ‘Coisas do Coração’, já publicou amigos da cidade e de outros locais do país.

“Minha ideia é fazer sempre os livretos em formato de bolso e a um preço acessível, mas com um visual atrativo. Eu comecei com isso depois que vi que o processo editorial é bem desgastante se depender de muitas pessoas, e aí, com ajuda de programas na internet e com disposição, montei a editora este ano”, contou Carvalho, que em breve deve chegar à primeira dezena de livretos publicados.

A iniciativa serve também como combustível para Edu Lacerda, que nos cinco anos da editora já conseguiu emplacar obras dos autores entre os finalistas de prêmios literários no Brasil, bem como estimular novos leitores.

“Quase 70% do nosso catálogo é de poesia, que é um gênero pouco publicado ainda. Também atuo com autores estreantes e tenho a política de nunca cobrar pela publicação. Eu faço, geralmente, tiragens de até 200 exemplares, dependendo da obra e aí, conforme conseguimos vender, reimprimimos o livro. A distribuição não ocorre em livrarias, apenas no site da editora e agora no bar que é também uma livraria. O que eu gosto é que meu trabalho me permite um contato mais próximo com os autores e também com estes seres raros, que são os leitores”, contou.

Com cerca de 10 lançamentos por mês, ele tenta manter o aluguel do bar na Vila Madalena e abre o espaço para os eventos literários a fim de vender mais cerveja e, assim, fechar as contas em dia. “Eu percebo que não apenas o bar, mas todo esse esquema e as novas editoras que surgem podem enriquecer a cultura do país”, finalizou.

O mistério dos livreiros desaparecidos de Hong Kong

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Policiais ao lado de cartazes de dois desaparecidos. A. Wallace AFP

Policiais ao lado de cartazes de dois desaparecidos. A. Wallace AFP

 

Cinco pessoas ligadas a uma editora que publica livros proibidos na China continental estão desaparecidas, incluindo o proprietário

Pablo Wang, no El País

Uma série de desaparecimentos misteriosos de várias pessoas ligadas à editora Mighty Current chama a atenção da sociedade em Hong Kong. Nos últimos meses, cinco funcionários da editora, cuja livraria no distrito comercial de Causeway Bay é famosa por vender livros proibidos na China continental — muitos deles sobre a vida privada de altos oficiais em Pequim — sumiram do mapa. O último caso, o do funcionário Lee Bo, ocorreu na semana passada, mas, ao contrário dos anteriores, o desaparecimento aconteceu no território de Hong Kong.

“Nos últimos dois meses, tivemos muito cuidado depois do desaparecimento, no exterior e na China, de quatro pessoas ligadas à livraria. Nunca imaginamos que algo semelhante aconteceria em Hong Kong”, disse à imprensa local a esposa de Lee Bo, o quinto desaparecido.

Na tarde de 30 de dezembro, Lee disse que iria fazer uma entrega de uma dúzia de livros e nunca mais voltou para casa. Às 22h, sua esposa recebeu um telefonema de Shenzhen, ao norte da fronteira com a China continental, no qual Lee explicou em mandarim (o casal costuma conversar em cantonês) que não poderia ir para casa porque estava “cooperando com uma investigação”.

Segundo Bei Ling, presidente do Centro de Autores Independentes Chineses, a editora Mighty Current responde por um terço do mercado de livros políticos chineses publicados em Hong Kong, um território autônomo governado por um sistema jurídico independente do resto do país, e onde a liberdade de expressão é garantida sob a fórmula Um País, Dois Sistemas, desde seu retorno à soberania chinesa, em 1997.

Um dos desaparecidos é precisamente o proprietário da editora. Gui Minhai teria sido “sequestrado” em 17 de outubro, em sua residência em Pattaya, na Tailândia, por um indivíduo chinês. Sua esposa recebeu nos últimos meses vários telefonemas de seu marido, de nacionalidade sueca, nas quais nunca menciona seu paradeiro nem quando planeja voltar, e sempre de locais remotos, com números de Togo, Polônia e Croácia. Embora a filha de Gui tenha apresentado uma denúncia diante de autoridades suecas e da Interpol, a polícia tailandesa não parece ter iniciado qualquer investigação.

Aos casos de Gui e Lee, somam-se outros três: o do ex-proprietário da livraria, Lam Wing Kei, desaparecido desde 24 de outubro, e dos sócios Lu Bo e Zhang Zhiping, por volta da mesma data. Os três teriam sido supostamente sequestrados quando entraram no território chinês continental.

Um ativista coloca um cartaz em frente ao escritório de representação chinesa em Hong Kong com as fotos de Lee Bo e Lu Bo, que estão desaparecidos. / Tyrone Siu Reuters

Um ativista coloca um cartaz em frente ao escritório de representação chinesa em Hong Kong com as fotos de Lee Bo e Lu Bo, que estão desaparecidos. / Tyrone Siu Reuters

 

O fato de que o último desaparecimento tenha ocorrido dentro de Hong Kong disparou os alarmes. “É preocupante que as forças de segurança chinesas possam exercer funções fora de sua jurisdição”, diz Patrick Poon, pesquisador da Anistia Internacional, acrescentando que “o Governo e a polícia de Hong Kong têm uma responsabilidade inevitável de conduzir uma investigação exaustiva, caso contrário, a credibilidade do [modelo] Um País, Dois Sistemas desmoronará por completo”. O chefe do Executivo de Hong Kong, Leung Chun Ying, disse na segunda-feira que seu Governo presta especial atenção ao caso e classificou de “inaceitável” que as forças de segurança violem a jurisdição de Hong Kong.

Uma fonte próxima aos desaparecidos acredita que a potencial publicação de material contrário ao presidente chinês, Xi Jinping, fornecida por seus inimigos políticos, eliminados durante a campanha anticorrupção, poderia ter motivado uma represália. A mesma fonte especula que, em caso afirmativo, Gui e seus sócios poderiam ser acusados de espionagem. O legislador Albert Ho, entretanto, sugeriu no domingo, em uma conferência de imprensa, que a editora estava prestes a publicar um livro sobre uma ex-namorada de Xi, relata a France Presse.

Editoras de Hong Kong aproveitaram a relativa liberdade de expressão no território e conseguiram um nicho de mercado, especialmente entre os turistas da China continental que, de outra forma, não teriam acesso a tal material, mas sentem que esse espaço está diminuindo cada vez mais.

O fim de um tipo de livraria

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Taís Bravo, no Colofão

Pesquisando textos sobre o fim da Livraria Leonardo da Vinci¹, encontrei uma constante referência aos famosos livros de colorir e/ou de autoajuda. A opinião geral parece acreditar que o fim das livrarias no Rio de Janeiro se dá em função da má formação literária do público que investe em livros “fáceis” e desconhece a verdadeira literatura. Uma constatação elitista que tem como fundamento uma nostalgia ilógica. É terrivelmente fácil condenar as escolhas literárias do público popular quando isso serve apenas para afirmar uma superioridade, ao mesmo tempo em que se protege de uma provável responsabilidade. Afinal, o que mudou dos tempos áureos da Leonardo da Vinci até a presente crise não é o tamanho ou a qualidade de seu público – que desde o início é limitado –, mas o modo como este escolhe consumir.

A intelectualidade carioca não está em decadência – ou talvez, sempre esteve –, se encontra firme e forte no estreito eixo Centro – Zona Sul. Todo mundo se conhece e não é a cidade que é pequena, e sim a classe social. Esse nicho, evidentemente, não abandona as livrarias – e as redes sociais cobertas de fotos e relatos lamentando o fim da Leonardo da Vinci são a prova disso –, ele circula entre as estantes rememorando seus passeios e histórias. A devoção a esses ambientes é tão singela que quase sempre se esquece que livrarias são lojas. A culpa pode ser do Caetano que inventou cantar que livros são objetos transcendentes. O fato é que a Leonardo da Vinci dedicou sua história a um público que a ama sem consideração. Ainda que o local guarde nossas memórias íntimas e coletivas, nós vamos investir o curto dinheiro de nossas bolsas CNPQ em ofertas espalhadas pela internet. Não existe lealdade no livre mercado – e a recente polêmica envolvendo os taxistas e a Uber explicita essa verdade.

A própria dona da Leonardo da Vinci, Milena Duchiade, declarou ao jornal O Globo que a livraria está sendo punida pelas suas qualidades, isto é, por ter se mantido fiel ao seu nicho. Talvez seja a hora de esquecer a suposta Literatura de Verdade e retomar o gosto pela leitura, seja ela qual for. Há um motivo mais sórdido: livrarias não são bibliotecas, são negócios. E o outro mais sonhador – porque, sim, livrarias são empresas que vendem um produto que transcende a mera coisa e carrega um pouco de sonho: qualquer livro pode ser uma ponte, um veículo de comunicação, que forma um primeiro leitor. Selecionar o público é, em qualquer caso, reduzir as possibilidades.

Valter Hugo Mãe recentemente esteve em uma roda de conversa na Biblioteca Parque Estadual e disse que ganhou seu primeiro livro aos dez anos. Não existiam livros em sua casa até o dia em que passou por uma livraria e pediu para que sua mãe lhe desse um. Esse foi o início de uma história que agora se embola em livros traduzidos para diversas línguas que podem chegar até o Brasil ou a Tóquio. Acredito que é por isso que investimos, compramos e trabalhamos em volta desses objetos feitos de palavras, porque eles nos prometem alguma comunicação infinita.

Amazon inaugura hoje sua primeira loja física nos Estados Unidos

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A Amazon Books venderá títulos com pelo menos 4 estrelas de avaliação (Reprodução: Amazon)

A Amazon Books venderá títulos com pelo menos 4 estrelas de avaliação (Reprodução: Amazon)

 

Publicado no Canal Tech

Nesta terça-feira (03) será inaugurada a Amazon Books, a primeira loja física da gigante do varejo online, dedicada à venda de livros e produtos relacionados. Após 20 anos de venda exclusivamente no terreno virtual, a companhia decidiu investir no método tradicional para ampliar as vendas de seus livros, mas a loja física funcionará em sincronia com o sistema do website para decidir quais exemplares serão oferecidos no estabelecimento e quais continuarão disponíveis apenas para compra online.

Na loja física, os livros serão vendidos pelo mesmo preço do site, então os consumidores não precisarão comparar valores para saber onde adquirir aquele exemplar pela melhor oferta, com a vantagem de sair da loja já com o produto em mãos, sem depender do serviço de entrega.

Um diferencial da Amazon Books será a forma com que os livros serão dispostos na estante, estando todos com a capa voltada para o cliente em vez de serem posicionados de lado. Isso deverá atrair mais a atenção do leitor e facilitar a localização daquele título que ele deseja comprar. Outra novidade bacana é que a Amazon incluirá análises reais feitos por leitores em seu site, ajudando o consumidor a decidir se compra ou não o produto de acordo com a experiência de pessoas que já leram aquele determinado livro.

Além de livros, a loja também oferecerá ao consumidor produtos eletrônicos, como o leitor de e-books Kindle, o assistente pessoal Echo, o set-top box Fire TV e o Fire Tablet. A Amazon Books está localizada próximo à Seattle’s University Village e funcionará diariamente, exceto em feriados.

Fonte: Amazon

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