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Pequenas livrarias ganham espaço em vácuo de megastores

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Lojas apostam em atendimento personalizado e maior curadoria dos títulos

Bruno Molinaro, na Folha de S.Paulo

São Paulo

O dia é o mesmo, 18 de agosto de 2019. O lugar também é quase igual: o bairro de Pinheiros, na zona oeste de São Paulo. Inauguradas exatamente na mesma data e com apenas dois quilômetros de distância, a Livraria da Travessa de São Paulo e a nova livraria Mandarina são mais do que coincidências —elas mostram como o mercado livreiro vem se movendo após o tombo de Saraiva e Cultura.

Em crise financeira, as duas maiores livrarias do país entraram com pedidos de recuperação judicial no fim do ano passado, o que representou quase uma hecatombe no setor editorial, com uma série de quebras na cadeia de pagamentos. A Saraiva anunciou uma dívida de R$ 684 milhões, enquanto a Cultura registrou um rombo de quase R$ 300 milhões.

Enquanto as duas líderes do mercado fechavam lojas e enxugavam as suas operações, outras livrarias enxergaram nesse movimento uma oportunidade de crescer no vácuo deixado pelas concorrentes. Mas não com o mesmo modelo de megastores nem com um leque de produtos que vai de celulares e mouses a mochilas de rodinha e lápis de cor.

As novas livrarias preferem ser pequenas. Perceberam a importância de recuperar a figura do livreiro e de apostar em um atendimento quase personalizado, com uma curadoria de títulos afinada ao gosto de seus clientes.

“Hoje tudo está disponível a qualquer hora na internet. Ir a uma livraria já não é somente um momento de compra, ela deve ser uma experiência”, acredita Rui Campos, fundador da Travessa.

Para ele, o comprador de livros precisa ser visto como um flaneur, que vaga pelas prateleiras aberto a novos autores e a obras inesperadas. Para atendê-lo, uma livraria deveria se preocupar com três letras “A”: acervo, atendimento e arquitetura —não à toa, a Travessa tem um casal de arquitetos entre os sócios.

“Mas a arquitetura não deve ser algo imponente, ela precisa ajudar o varejo”, afirma.

É o que Campos diz ter tentado fazer na Travessa de Pinheiros, primeira loja em São Paulo e décima do grupo, que inaugurou neste ano também uma unidade em Lisboa.

Com 200 m² divididos em dois andares, a loja paulistana é significativamente menor que as irmãs cariocas —a da Barra da Tijuca, por exemplo, ostenta 1.800 m².

Campos diz que a nova livraria tenta falar “pinheirês”: tem bancos na parte da frente, espaço que logo fica ocupado por gente que passeia com o cachorro e por casais que tomam sorvete. Dessa sacada até a varanda do andar superior, onde é servido um cafezinho, o cliente passa por estantes temáticas que servem de guia de compra e leitura.

Com faturamento na casa dos R$ 80 milhões em 2018, Campos espera um aumento de 15% a 20% nas cifras deste ano e já planeja a décima primeira unidade, a ser inaugurada em 2020 em Niterói (RJ).

Mas a Travessa não está sozinha na tentativa de ganhar o protagonismo ou até a hegemonia que pertenciam à Cultura e à Saraiva. Redes como a Leitura e as Livrarias Curitiba também vêm aumentando o número de lojas, seguidas de outras pequenas iniciativas.

É o caso da Mandarina. “Muita gente perguntou se a gente estava louca em abrir justo agora, mas é na crise que podemos tentar fazer algo diferente”, conta Daniela Amendola, sócia da nova livraria ao lado de Roberta Paixão.

Quem entra no sobrado onde a Mandarina foi montada provavelmente será atendido por uma das sócias, sempre disponíveis para conversar e indicar um dos títulos de ficção ou de humanidades que formam o acervo —lá, não há livros de negócios, autoajuda ou religiosos, por exemplo.

“Primeiro, porque não temos espaço. Mas também porque, durante o planejamento, descobrimos que esse não era nosso público”, reforça Paixão. A Mandarina, como a tangerina é chamada em espanhol e em algumas regiões do sul do Brasil, é toda pintada de laranja, tem cheiro de mexerica, oferece bolos feitos da  fruta e vende um blend de café que leva mandarina no pó.

As sócias projetam um faturamento de R$ 1 milhão e, no primeiro mês de funcionamento, estão vendendo uma média de 20 a 25 livros por dia. “Além da venda, temos também o café e um espaço para cursos”, explica Amendola sobre o modelo de negócios.

A vocação artesanal, quase de butique, é replicada em outras partes da capital paulista.

Um exemplo é a Tapera Taperá, que aposta em curadoria e em encontros com nomes da literatura contemporânea. Outro é a Zaccara, aberta em 1982, onde os clientes são recebidos pelos donos.

Mas há também a Novesete e a PanaPaná, especializadas em livros infantis. E a Loplop, recheada de títulos de arte e apresentações de DJs.

Também ilustram esse estilo artesanal a Banca Tatuí e a Banca Curva, livrarias abertas em bancas de jornal.

Já a Patuscada, sede da editora Patuá, oferece só títulos independentes. Enquanto isso, a Top Livros tem uma rede sem funcionários, na qual tudo custa R$ 10 e a pessoa deixa o dinheiro numa caixinha.

Segundo Bernardo Gurbanov, presidente da ANL (Associação Nacional de Livrarias), o fenômeno se repete em outras cidades, apesar de a crise no setor persistir.

Dados da pesquisa Painel do Varejo de Livros no Brasil mostram que o faturamento caiu 14,5%, se compararmos o primeiro semestre deste ano com o do ano passado.

“Há uma redistribuição da demanda, com destaque para livrarias pequenas, já que elas têm capacidade de adaptação mais rápida”, diz Gurbanov.

Desde 2014 a associação não faz pesquisas sobre o número de livrarias no Brasil. Em 2012, eram 3.481. Em 2014, 3.095. Hoje, a ANL estima algo em torno 2.500 lojas.

Como a Unesco recomenda que haja uma livraria a cada 10 mil habitantes, o Brasil deveria ter cerca de 21 mil delas abertas hoje, segundo essa conta.

“Neste um mês de funcionamento da Mandarina, já recebemos três ou quatro pessoas dizendo querer abrir livraria de rua também. Falamos que ninguém vai ficar rico ou trabalhar pouco, mas que, por enquanto, a nossa está dando certo”, diz Roberta Paixão.

Como Livraria Cultura e Saraiva mergulharam em uma crise profunda

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Seriamente endividadas, Cultura e Saraiva lutam para sobreviver. Mas livrarias menores mostram que nem tudo está perdido.

Emerson Alecrim, no Tecnoblog

Lojas da Livraria Cultura e Saraiva são presença certa em shoppings e regiões comerciais de grandes cidades brasileiras. Algumas delas, como a Livraria Cultura da Avenida Paulista, em São Paulo, são tão visitadas que parecem até pontos turísticos. Mas, por trás da aparente bonança, essas empresas enfrentam uma crise capaz de levá-las à falência.

A Livraria Cultura foi a primeira a tomar decisões drásticas. A companhia assumiu o controle da Fnac no Brasil em 2017, mas, neste ano, fechou todas as unidades da rede, incluindo a loja virtual. Dias depois, a companhia fez um pedido de recuperação judicial. As dívidas da Livraria Cultura são estimadas em pelo menos R$ 285 milhões.

Cerca de um mês depois, a principal concorrente seguiu pelo mesmo caminho: com dívidas na casa dos R$ 675 milhões, a livraria Saraiva pediu recuperação judicial em 23 de novembro, ironicamente, no dia da realização da Black Friday, uma das datas mais importantes para o comércio.

Ninguém esperava por isso. Resta, então, a pergunta: o que levou as duas maiores livrarias do Brasil a mergulhar em uma crise tão profunda?

O primeiro sinal de alerta: a estranha aquisição da Fnac

Por razões culturais e econômicas, vender livros no Brasil nunca foi uma atividade fácil. Apesar disso, livrarias e editoras não só sobreviveram como expandiram as suas operações ao longo das últimas décadas. Elas aparentavam conhecer tão bem as peculiaridades do mercado brasileiro que conseguiam se desvencilhar com maestria das dificuldades do setor.

Mas, em 2017, o tapete que encobria os estragos começou a ficar pequeno. As duas maiores livrarias brasileiras adotaram a estratégia de “continuar sorrindo e acenando”, mas as editoras, principalmente as pequenas, sentiram as consequências.

Reclamações sobre atrasos nos pagamentos às editoras começaram a ganhar força em 2016, mas tinham relação com livrarias de pequeno ou médio porte que, provavelmente, estavam sendo afetadas pela crise econômica do país.

Em 2017, ficou claro que as livrarias maiores também estavam enfrentando dificuldades. A Livraria Cultura, por exemplo, já estava há meses atrasando pagamentos aos fornecedores. No entanto, uma estranha manobra camuflou a situação: a Livraria Cultura adquiriu as 12 unidades brasileiras da Fnac, que meses antes já falava em sair do Brasil.

Na verdade, não foi bem uma aquisição. A família Hertz, dona da Livraria Cultura, topou assumir as operações da Fnac no Brasil em troca de € 36 milhões (na ocasião, algo em torno de R$ 130 milhões). Para a Fnac, repassar esse dinheiro pareceu ser um bom negócio, pois o simples encerramento de suas operações no país poderia custar muito mais.

Para a Livraria Cultura, o dinheiro poderia aliviar as contas. Só que uma mudança de mãos não faz os problemas sumirem magicamente. Além do caos dentro de casa, a Livraria Cultura agora tinha que desarmar a bomba deixada pelos franceses da Fnac.

Até hoje não está claro se a Livraria Cultura tinha mesmo intenção de reavivar as operações da Fnac ou se planejava fechar as lojas da rede gradativamente. O fato é que nenhuma das 12 unidades sobreviveu. A loja online também fechou. Olhando em retrocesso, a gente percebe que essa incomum negociação foi o preâmbulo de uma crise devastadora.

Livraria Laselva: a primeira gigante a cair

Em um passado não muito distante, o meu ritual consistia em fazer check-in e, logo em seguida, comprar revistas na Laselva para ler durante o voo. Apesar de ter tido lojas em shoppings e rodoviárias, a rede ficou conhecida por instalar unidades nos principais aeroportos do Brasil.

A Laselva chegou a ter mais de 80 lojas espalhadas pelo país. Sabe quantas restaram? Isso mesmo, nenhuma. Atolada em dívidas que somavam mais de R$ 120 milhões, a empresa entrou em recuperação judicial em 2013. Em março de 2018, a 2ª Vara de Falências e Recuperação Judicial de São Paulo decretou a falência da rede.

Foi um susto para o mercado editorial, mas não a ponto de causar pânico generalizado. Enquanto a Laselva seguia o seu plano de recuperação — ou, pelo menos, deveria seguir —, Cultura e Saraiva expandiam as suas operações auxiliadas com empréstimos de bancos, incluindo o BNDES.

O problema é que essa expansão foi pautada principalmente pela expectativa de crescimento, não pelo aumento da demanda. Em outras palavras, as duas empresas montaram mais lojas esperando que elas iam naturalmente atrair mais clientes, e não necessariamente porque a procura por livros e outros produtos relacionados estava aumentando.

Como uma bola de neve, as dívidas começaram a se acumular. Mas não foram os bancos que sentiram o impacto. As editoras é que estavam na linha de frente. Como Saraiva e Cultura respondem por cerca de 35% das vendas do setor — esse número pode passar de 50% com relação às pequenas editoras —, muitas delas podem fechar as portas se uma solução não surgir em tempo hábil.

Isso porque o mercado editorial segue uma dinâmica própria. Em vez de comprar livros para revendê-los, geralmente, as livrarias recebem lotes das editoras para remunerá-las conforme as vendas vão sendo realizadas. Trata-se de um sistema conhecido como consignação.

Com a crise das livrarias, as editoras não têm recebido pelos livros que forneceram e que, em muitos casos, foram comercializados há tempos pelas livrarias. É um efeito dominó que atinge editoras de todos os portes.

Muitas diminuíram a produção ou o ritmo de lançamentos por falta de capital de giro ou por conta das incertezas que assombram o setor. Outras estão se negando a fornecer livros para Cultura e Saraiva ou apenas estão topando fechar negócio fora do sistema de consignação.

Por que livrarias grandes entraram em crise?

A decadência da Laselva aconteceu em um contexto diferente do atual. A companhia atribuiu o problema aos resquícios da crise internacional de 2008 e a mudanças no sistema de licitação da Infraero, por exemplo.

Já Livraria Cultura e Saraiva apontam para fatores como os preços praticados pela Amazon, a recente crise econômica do Brasil, a defasagem dos preços dos livros no país e a falta do hábito de leitura pelo brasileiro.

Esses argumentos podem fazer sentido, mas só até certo ponto. Nos três casos, a principal causa da crise parece ser uma só: falha de gestão. O caso da Livraria Cultura talvez seja o mais emblemático: se a Fnac estava pagando para que outra empresa assumisse as operações brasileiras, não estava visível que alguma coisa não ia bem ali?

Apontar o dedo para a Amazon é contraproducente. A gigante norte-americana tem crescido no Brasil por, entre outras estratégias, comprar lotes de livros em vez de consigná-los, o que eventualmente a permite negociar valores e, assim, baixar preços.

Mas, antes mesmo de a Amazon chegar ao Brasil, Saraiva e Cultura já praticavam descontos agressivos. Em muitos casos — muitos, mesmo —, os preços das lojas online eram mais convidativos do que os das lojas físicas. Certamente, esse é um dos fatores que afastaram os clientes das livrarias de tijolo e cimento.

Também não adianta colocar a culpa nos ebooks. A linha Kindle faz cada vez mais sucesso, mas os leitores brasileiros que estão preferindo livros digitais aos físicos representam uma minoria dos consumidores.

As livrarias também reclamam dos preços dos livros que, nos últimos anos, não acompanharam a inflação. O contrassenso desse argumento é que, apesar disso, os livros continuam sendo caros para a maioria dos consumidores.

Há alguma movimentação no sentido de negociar com o governo a desoneração do setor ou promover uma política de controle de preços, mas esses não parecem ser os melhores caminhos, pelo menos não isoladamente.

Já o argumento da falta de hábito de leitura retrata um cenário real, mas que tem pouco impacto sobre a atual crise das grandes livrarias, pois o problema existe há tempos e aparece como consequência da falta de políticas públicas voltadas à educação e cultura. Esse, sim, é um problema que o governo deveria priorizar.

Certa vez, no metrô, uma senhora me elogiou por eu estar lendo a Bíblia. Na verdade, o que eu lia era uma versão pocket de um dos livros de As Crônicas de Gelo e Fogo. Não sou de responder com prepotência ou sarcasmo, então apenas agradeci. Mas essa situação me perturbou porque, naquele instante, eu me dei conta de que, provavelmente, a Bíblia é o único livro que um sem-número de brasileiros tem acesso.

Mudar essa realidade requer tempo e boa vontade política. Não dá para esperar que uma solução surja no curto prazo, muito menos que ela seja orientada pelos interesses das livrarias.

Há luz no fim do túnel para as livrarias?

Recuperação judicial é coisa séria. Quando uma empresa chega a esse ponto, não há solução óbvia ou fácil para o problema. Mas, definitivamente, demonizar novas tecnologias ou insistir em modelos de negócios que funcionavam anos atrás não resolve.

Exemplos de que uma gestão mais realista dá resultados estão bem abaixo dos nossos narizes. Enquanto Cultura e Saraiva agonizam, a livraria mineira Leitura cresce apostando em lojas mais enxutas e localizadas em regiões que não recebiam muita atenção das grandes redes, a exemplo das cidades de Mogi das Cruzes (SP) e Sete Lagoas (MG).

Hoje, a Leitura tem cerca de 70 lojas e poderá ter mais se a Saraiva aceitar a proposta de vender cinco de suas unidades fechadas a ela. Cortar o mal pela raiz também é uma estratégia mandatória ali: se uma loja da Leitura dá prejuízo por mais de dois anos, ela é fechada sem dó. Foi o que aconteceu com a unidade que a companhia mantinha em um ponto mainstream: a Avenida Paulista.

Outra rede que vem se sobressaindo é a Livrarias Curitiba, que completou 55 anos neste mês. A companhia também tem crescido seguindo a fórmula de olhar para locais que eram pouco visados pelas concorrentes maiores. Na capital paulista, por exemplo, a Curitiba tem lojas fora das áreas mais nobres: no Shopping Aricanduva (Zona Leste) e no Shopping Tucuruvi (Zona Norte).

É difícil saber se Livraria Cultura e Saraiva irão conseguir dissipar as nuvens carregadas que pairam sobre elas, mas os exemplos das livrarias menores mostram que, a despeito de todas as dificuldades, o mercado editorial brasileiro não está morto.

Reorganizar a casa, cortar excentricidades e negociar como as editoras com mais empatia — e não como se elas fossem um mal necessário, como tem acontecido — é um bom começo. Ou recomeço.

Crise no mercado editorial leva Saraiva a fechar 20 lojas

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Entre as lojas fechadas estão as dos shoppings Anália Franco, West Plaza e Plaza Sul, em São Paulo (Saraiva/Divulgação)

Empresa afirma que lojas fechadas representam 38% dos negócios da companhia, que vai focar em vendas pela internet

Publicado na Veja

Depois de a Livraria Cultura entrar com pedido de recuperação judicial, agora foi a vez de a rede Saraiva tomar uma medida drástica. Nesta segunda-feira (29), ela anunciou o fechamento de 20 lojas espalhadas pelo Brasil. A empresa não confirma a relação das livrarias fechadas, mas segundo fontes do mercado, estão entre elas os pontos de Londrina, Santos (Avenida Ana Costa), Campinas (Galeria Shopping), Alphaville, Tamboré, Granja Viana, Mogi das Cruzes e dos shoppings Anália Franco, West Plaza e Plaza Sul.

Em comunicado, a Saraiva disse que vem tomado “medidas voltadas à evolução da operação e perenidade do negócio”. Isso inclui, além do fechamento das lojas, o fortalecimento do seu e-commerce, que hoje representa, segundo a empresa, 38,4% do negócio. A rede tem, no momento, 84 livrarias.

“Em linha com sua estratégia, as iniciativas refletem um esforço da companhia em obter rentabilidade e ganho de eficiência operacional, dentro de uma estrutura mais enxuta e dinâmica. Nesse sentido, as medidas adotadas pela companhia incluem o fechamento de algumas lojas. Com este movimento, a empresa dá continuidade ao seu plano de transformação, que inclui aberturas, reformas e fechamentos de unidades, a fim de manter sua operação saudável e cada vez mais multicanal”, informa a Saraiva em nota.

A Saraiva diz que focará sua atuação no segmento de livros — outras categorias de produtos devem ser vendidos por lojistas do marketplace. “A empresa focará seu negócio no mercado de livros, que representa a essência da companhia e é hoje a categoria mais vendida pela rede. Complementar ao universo de leitura continua a ofertar produtos de papelaria, games, filmes e música. Com isso, os itens de tecnologia, que incluem telefonia e informática, passarão a ser vendidos no modelo de negócio de marketplace próprio, que atualmente já opera integrado ao nosso e-commerce.”

A empresa diz que o marketplace faz “parte da transformação digital da companhia”. “Que vem agregar uma experiência ainda mais qualificada e inclui categorias de produtos complementares e em sinergia ao negócio, como smartphones, computadores, brinquedos, artigos de decoração, entre outros.”

A Saraiva e a Cultura são protagonistas (e também responsáveis) por uma das piores crises do mercado editorial brasileiro. Nos últimos meses, não estão conseguindo liquidar o pagamento para seus fornecedores — agravando ainda mais a situação das editoras.

Ao mesmo tempo, livrarias como a Martins Fontes e as redes Leitura, Livrarias Curitiba, Travessa e Vila, mais conservadoras em sua gestão, estão conseguindo passar um pouco mais tranquilamente pela atual crise.

(Com Estadão Conteúdo)

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